quarta-feira, 10 de Junho de 2009

«A coisa e o coiso

José Saramago, rejeitado pela (respeitável) editora de Berlusconi, escreveu um raivoso artigo* sobre o proprietário.
Não tenho simpatia pessoal pelo Cavaliere, capitão de indústria, media e futebol, nem atracção intelectual pela sua figura, palavra, feitos e tiques. Mas há um facto simples: em 1994, 2001 e 2008, milhões de italianos deram-lhe vitórias retumbantes, antes e depois de terem experimentado outras vias.
No ramo de críticas contundentes, e filosoficamente estimulantes, sobre o fundador do Força Itália, prefiro, sinceramente, O Caimão, de Nanni Moretti. O texto de Saramago, pelo contrário, está recheado de lugares-comuns e prosa bafienta. Quem diz, por exemplo, “o país de Verdi” deve certamente também escrever “a capital do móvel”, ou “a cidade dos arcebispos”, como nos relatos da bola.
Por outro lado, parece sugerir-se que o povo peninsular não só erra repetidamente como se suicida.
Mas a Itália sobreviverá a Berlusconi, assim como o rectângulo sobreviveu a Saramago.»
- Nuno Rogeiro, Sábado, 09.Jun.2009
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* "La cosa Berlusconi" - El País, 06.Jun.2009

Una cosa peligrosamente parecida a un ser humano
/ Uma coisa perigosamente parecida a um ser humano
este es el camino de la ruina al que, por arrastramiento, están siendo llevados los valores de libertad y dignidad que impregnaron la música de Verdi y la acción política de Garibaldi /este é o caminho da ruína para onde estão a ser levados por arrastamento os valores que liberdade e dignidade impregnaram a música de Verdi e a acção política de Garibaldi

"parecida a"? ... "valores que liberdade e dignidade impregnaram"?

Querem ver que o Saramago escreve em espanhol e é a Pilar del Río que traduz para português?