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domingo, 7 de outubro de 2012

«a melhor forma de distinguir

                                 
                                   quem nos quer bem

             é muito simples
                                           quem nos ama
                                           quebra
                                           graciosamente
                                           as regras.
                                           como nos sonhos»

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A ferocidade amena de Jacques Tati e o néon

«A mim, o néon lembra-me sempre Jacques Tati, que tem alguns gags formidáveis com sinais luminosos; é como se não resistíssemos à força magnética dos sinais, que se tornam signos, que nos dizem o que fazer, e como fazer, é a publicidade a falar directamente com o nosso cérebro, mas não apenas a publicidade, também a indústria, a burocracia, a hierarquia, a domesticidade. Tati brincou com tudo isso, com ferocidade amena.»

Em tempo
«o Pedro Mexia escreve no Expresso uma página inteirinha de palavras wiki? Aqui há tempos, a propósito do néon, lembrou-se de Jacques Tati e eu? Ri. Tem muita vida, o Mexia. Aquilo é um mundo que nunca mais acaba, coitado do novo serôdio, embiocado no sobretudo lá vai ele, pobre figura com algum charme, contudo, algum charme?»

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Retorno,

«livro da mais extraordinária descoberta deste ano e dos que se foram e de todos que estão para vir: Dulce Maria Cardoso. [...]»

«O passado tem a grande vantagem de não existir.
[…]
Na verdade, o importante é sempre o que não há.
[…]
o bem é o antipensamento. […] É interessante pensar que se retirássemos o mal do mundo não tínhamos nada. Não tínhamos arte, romances, não tínhamos civilização sequer, como a concebemos.
[…]
Deus é a maior invenção da humanidade. Eu espero até que à força de ter sido inventado exista mesmo.»

«Só um desprezo grande pelas mulheres pode levar a que, em vez da fotografia da Dulce Maria Cardoso, entrevistada pelo Carlos Vaz Marques, apresentada como tendo escrito o primeiro grande romance sobre os retornados, ponham na capa a mala de cartão da Linda de Suza.»