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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Angela Merkel, de novo

- A que político daria sempre o seu voto?
Pedro Bidarra responde na edição n.º 158 da LER, à venda desde a semana passada:

Reavivo inevitavelmente o escrito de 13.Dez.2020
e, já agora,

Não me diga, senhor Almerindo, nem parece seu! Estas lindas horas e ainda não cumpriu o seu dever diário de hoje?
Olhe que assim não sei se o vão chamar para a vacina, não sei, não...

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Como vou conseguir continuar a pôr a cruzinha nesta gen..., perdão, corja?

 «[...]
São tão parecidos, o roto e o nu, que dificilmente se poderiam encontrar, no desgraçado Olimpo da política portuguesa, duas almas tão gémeas (com a excepção dos trigémeos Duarte Lima, Dias Loureiro e Oliveira e Costa): a mesma origem beirã, o mesmo fascínio por Paris, a mesma imitação de Jack Lang, o mesmo gosto pela passadeira vermelha - que percorrem com os mesmos fatos impecáveis -, a mesma vocação filosófica, a mesma propensão para serem alegadamente culpados, o mesmo hábito de serem regularmente presentes a juízes; e, o mais importante, o mesmo PS.
Carrilho e Sócrates são figuras principais de um PS que todos gostaríamos de esquecer, menos, aparentemente, o próprio PS, que todos os dias o lembra a toda a gente: um PS que alegadamente bate na mulher; um PS que alegadamente recebe dinheiro sujo; o PS de Carrilho e Sócrates.
Como poderá um cidadão, minimamente decente, rever-se nesta gente?
Como poderá um cidadão, preocupado e atento à política, confiar num partido que alberga tamanha corja lavadeira de roupa suja?
Como poderá um cidadão, simultaneamente farto das políticas de hoje e dos escândalos dos políticos e dos empresários de ontem, acreditar que o PS está diferente, quando uma súcia de socialistas passa dias a cantar "grândolas" à porta da prisão de Évora?
[...]»
Pedro Bidarra, "Diz o roto do nu" | DN/Dinheiro Vivo, 18.Abr.2015

sábado, 4 de abril de 2015

Caverna, sombras. Grande crónica de Pedro Bidarra

«[...]
O colunismo é o exercício de tentar descrever a realidade sem sair da caverna onde se vive agachado. Adjectiva-se a sombra que daquele ângulo se vê como sendo a verdadeira sombra e o ângulo como o melhor ângulo. O colunista é um artista a soldo de um ângulo, e o seu talento tanto maior quanto mais convincente e tridimensional for a sombra que descreve sem sair do conforto da caverna. O colunismo é a tirania do ângulo que infantiliza o jornalismo: "O meu ângulo é melhor do que o teu!".
[...]
Uma crónica é uma coisa diferente de uma coluna porque não é uma prosa proselitista, é uma tentativa honesta de descrever e partilhar as sombras que se vêem. O cronista é diferente do colunista no sentido em que é um adulto. Tem mais informação. Mais vida. Mais mundo. Já explorou muita caverna e chegou à conclusão de que a caverna é o que menos interessa; de que concordar não é o essencial. O essencial é ver.
[...]»

quarta-feira, 6 de março de 2013