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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Les beaux esprits se rencontrent.*

«[...] Reparo agora que não foi ontem e — como diziam os invencíveis gauleses — amanhã também não será a véspera desse dia. [...]»
- Henrique Monteiro

«[...] Por todas as razões e mais uma, era o pintor favorito do meu pai, juntamente com Rouault (não vais deixar de escrever sobre o teu pai?; ** talvez, mas amanhã ainda não é a véspera desse dia). [...]»
- Pedro Mexia

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

José Sócrates tragicómico*

Em desagravo da peça de 12 páginas, incluindo a primeira e o editorial, no Público de ontem, "Justiça suspeita de gestão danosa na velha PT", o antigo primeiro-ministro José Sócrates preenche a página 47 do Público de hoje com 11 comentários subordinados ao mote "Não vem ao caso", da autoria do juiz brasileiro Sérgio Moro, e termina assim, negrito meu:
«toda a notícia, o editorial e a primeira página não passam de um serviço aos interesses económicos do proprietário, envergonhando o jornalismo decente e honesto.»

Sabido o fadário da convivência de José Sócrates e seus presuntivos capangas com a história, de 2005 para cá, designadammente da RTP, da TVI, da LUSA, do DN e do JN — e tendo por exemplo em atenção o artigo na Visão de 27.Jul.2017, "Como Sócrates quis comprar o Público" ou "Os planos secretos de Vara para calar os media", no Sol de 12.Ago.2017 —, não consigo deixar de sentir na coda «envergonhando o jornalismo decente e honesto»** a ressonância de um dos momentos mais arrebatadores nos guiões de tragicomédia escritos desde o século II antes de Cristo.

Sílvia Caneco, "Como Sócrates quis comprar o Público" | Visão, 27.Jul.2017 [5 páginas]




Mentira, infâmia, perseguição, cabala, injúria, esgoto, difamação maldosa, ignomínia!

Em tempo - 18.Ago.2017
Depois de fechado o verbete "José Sócrates tragicómico" dei com o testemunho de Henrique Monteiro no 'Expresso diário' de 17.Ago.2017, "Sócrates: para que não se esqueça". Não consigo deixar de citar:
«[...] Nunca conheci alguém que fosse simultaneamente tão malcriado, no sentido de ordinário, exigente no sentido de embirrento e censório. Não podia, em consciência, deixar passar, como se viesse de alguém, digamos, normal, aquela referência ao jornalismo decente e honesto.
Eu vi e sei que decência e honestidade não são conceitos muito aprofundados na consciência de José Sócrates.»

Repito-me, para esconjuro de dúvidas: votei no PS de José Sócrates nas legislativas de 2005 e, crédulo de mim!, nas de 2009 e nas de 2011. Não tendo nunca morrido idiossincraticamente de amores pela criatura, talvez andasse distraído ou, mais certo, não dispusesse então de conhecimento bastante para enxergar o lastimável farsante que José Sócrates hoje se me afigura.  
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* Espécie de sequela de "O engenheiro e os filósofos

** Sobre jornalismo decente e honesto Fernanda Câncio não diria melhor.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Expresso Pessoas

Fernando Pessoa, o «português com maior irradiação cultural no século XX.»
- Regulamento do Prémio Pessoa/2015.

Saúde-se o Expresso por, após 14 anos seguidos de distracção, desleixo, incompetência, ter acertado finalmente o século.
 respeitável semanário quarentão
 de Francisco Pinto Balsemão
 não falho uma edição.
Compradas e lidas todas, um dinheirão!
Continuo a acreditar em que o Expresso ajuda a longevidade; não é só o vinho tinto. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Crítica

«A crítica, especialmente a crítica literária dos jornais e revistas, está moribunda.
[…]
há os melancólicos, os canonizadores, os avaliadores, os mediadores, os animadores do gosto, os caçadores de tendências e os que são tudo isto ou várias coisas ao mesmo tempo porque tal é preciso num meio em que a procura é escassa e a autonomia reduzida.
[…]
aqueles a quem se devia dirigir em primeiro lugar a crítica, aqueles que, em última instância, detêm o poder de legitimá-la e de prolongar o diálogo que ela deveria estabelecer, foram excluídos ou excluíram-se voluntariamente porque o discurso deixou de lhes dizer respeito.
[…]
Prescindir do juízo dos pares, dispensar a sua função legitimadora, colocá-los à distância, não procurar a autorização conferida pelas regras do campo específico da disciplina ou da actividade intelectual que se exerce — tudo isso resulta num obscurantismo disfarçado de entretenimento. Nestas condições, a tagarelice não será interrompida porque quem estaria em condições de a denunciar já se demitiu até de entrar nos lugares onde ela reina e se por acaso ou imprudência se cruza com ela limita-se a virar a cabeça para o lado. Não tenhamos ilusões: o crítico pode hoje ser inócuo e medíocre impunemente porque se ausentaram os que o podiam criticar.»
António Guerreiro, “O crítico póstumo
- x -

A propósito, que diz a crítica de A confiança no mundo – Sobre a tortura em democracia, de José Sócrates?
«[…]
Mais raro é o facto de governantes portugueses em idêntica situação procurarem adquirir conhecimentos ou aprofundar leituras e optarem pelo estudo da teoria política enquanto ganham distância em relação à arena onde se embrenharam durante anos a fio e à qual muitas vezes pretendem  regressar. Nem que seja por ter tomado esta opção — exemplar, sobretudo para uma classe política pouco preocupada com questões teóricas e intelectuais — o livro de José Sócrates merece ser lido por críticos e académicos interessados nessas mesmas questões.
[…]
Quanto a Kant, estranha-se apenas que o autor tenha afirmado que lera mais de dez vezes a A Metafísica dos Costumes e esta obra não surja sequer citada na bibliografia final (não confundir com A Fundamentação da Metafísica dos Costumes, também de Kant, como o autor fez notar numa inflamada, extensa e desproporcionada resposta a uma crónica do Comendador Marques de Correia/Henrique Monteiro, publicada no Expresso).
[…]
estamos em presença de um trabalho de mestrado, nem mais nem menos do que isso. Um trabalho competente para os fins circunscritos a que se destinava, e que o aluno logrou alcançar com êxito. Este livro não deve ser avaliado, positiva ou negativamente, em função da personalidade e da carreira públicas do seu autor. Pelo contrário, a apreciação deve cingir-se ao estrito propósito universitário que esteve na génese deste livro.
[…]»
Diogo Ramada Curto

domingo, 10 de novembro de 2013

O Comendador Marques de Correia e José Sócrates

De como Henrique Monteiro, do Expresso, tendo ido por lã veio tosquiado.


«[…] descansa, não tens, aqui, nada a temer: depois da leitura desta carta, duvido que ainda haja algum leitor teu que não compreenda que só por ironia (e para, corajosamente, elogiares Sócrates) aceitarias parecer tão ignorante, tão pretensioso, e tão hipócrita. […]»

Expresso/Revista, 02.Nov.2013 | Expresso, 09.Nov.2013

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Relida a "carta aberta" de 02.Nov.2013 a que Sócrates reagiu ontem, a "Nota do Comendador", de Henrique Monteiro, kantianamente trucidado por KO técnico, soa a miserável arrufo de mau perder. O ódio cega, o ódio cego cega mais.
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Em tempo
No Expresso de 16.Nov.2013 defende-se Henrique Monteiro e José Lamego defende Immanuel Kant.