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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O padre Anselmo Borges

Entre 2017 e 2019 houve em Portugal três eleições gerais: autárquicas, europeias, legislativas.
Joaquim, cidadão simples de Resende, não falha um acto eleitoral.
Se um jornalista lhe perguntar qualquer coisa como
- Saímos há pouco tempo de uma sucessão de eleições em Portugal. O senhor votou?,
não espantará que responda qualquer coisa como
- Isso nem se pergunta! Eu voto sempre, e gostava de perceber porque há tanta gente que não vota.
18 palavras.

No extenso bate-papo no Diário de Notícias de 21.Dez.2019 a propósito de "Conversas com Anselmo Borges - A Vida, as Religiões, Deus" [33 entrevistas feitas por 33 plumitivos da praça. Gradiva, Setembro de 2019], o jornalista João Céu e Silva pergunta
- Saímos há pouco tempo de uma sucessão de eleições em Portugal. Votou?
Resposta: 
- Exerço sempre o meu direito e dever cívico de votar. Penso aliás que é necessário debruçar-se atentamente sobre as razões da percentagem tão elevada de abstenção nas eleições, não comparecendo sequer nas mesas de voto.
35 palavras.
Também não espanta, ainda que para dizer «voto sempre» precise de 10 palavras. Afinal, Anselmo, que mantenho por aqui etiquetado, é cidadão complexo de Resende, padre, professor, ensaísta, filósofo, teólogo. No fundo, um profissional do pensamento mágico.

Quem não perde de vista o padre Anselmo é o — três virtudes de rajada — sapiente, intratável e ferrabrás Orlando Braga, «português, portuense, portista, nacionalista, monárquico, conservador, cristão»; nada menos do que sete defeitos...
Veja-se esta amostra:
«[...]
O Anselmo Borges é objectivamente um inimigo da Igreja Católica. Ou então, é burrinho e não se dá conta das suas (dele) contradições.
[...]
A missão (satânica) do papa Chico e dos seus sequazes (entre os quais o Anselmo Borges) é a de protestantizar a Igreja Católica.
[...]
Para os actuais gnósticos e puritanos (da laia do Anselmo Borges e do papa Chicozinho), é muito melhor rezar num palheiro do que numa catedral gótica, pela simples razão de que a catedral é bela e de construção dispendiosa: para os novos gnósticos e puritanos, a beleza física é um símbolo falso e sensual que se interpõe entre o intelecto e o objecto de adoração (o deus deles).
[...]»



Eternamente incapaz de emblema na lapela, agradecerei sempre a quem me faz pensar.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Quiosque do Ó

«Entre os que dizem que pouco ou nada falhou e os que dizem que falhou quase tudo há 64 mortos contabilizados.»
Ó Paulo Baldaia, director do DN, pelo amor de Deus, não bondou contá-los?
- x -
«É estranhíssimo que esta fruta esteja em toda a parte excepto nos restaurantes que só retêm as cerejas e os morangos em tristes tacinhas com as mesmas sovinas miligramas.»
Ó doutor escritor Miguel Esteves Cardoso, pelo amor de Deus, miligramas é masculino! Masculino Como os gramas, os decigramas, os centigramas; masculino como o pitão, o tesão, o epítome, o matiz, o abracadabra, o gâmeta e o cerúmen.
- x -
«A evolução da comédia americana tem sido dominada por aquilo que eu chamaria o síndrome American Pie, ou seja, confunde-se não apenas o humor mas também a ousadia com a acumulação de piadas mais ou menos obscenas carregadas de referências sexuais.»
Ó magnífico João Lopes, pelo amor de Deus, síndrome é feminino! Feminino como a entorse, a aluvião, a ênfase, a dinamite, a cataplasma, a enzima e a dracma.
- x -
«despedimento colectivo de 40 pessoas [...] o número de colaboradores dispensados [...] foram 40 os funcionários incluídos no processo»
Ó inefável Ana Marcela, pelo amor de Deus, deixe-se de nojo à palavra trabalhador! Quem impede de usá-la? Que mestres lhe formataram a cabecinha na Universidade Nova de Lisboa
- x -
«Não tem razão ao promover o diálogo inter-religioso de todas as religiões, mais concretamente com o islão moderado? [...] Mas Francisco não tem igualmente razão quando denuncia como blasfema a violência em nome de Deus? [...] Francisco é hoje um líder político-moral global, dos mais amados, senão o mais amado, dos mais influentes, senão o mais influente.» 
Ó senhor padre Anselmo Borges, filósofo e professor, pelo amor de Deus, não abuse da nossa paciência e da crendice dos seus seguidores! O senhor padre sabe muito bem que «islão moderado» é uma falácia; o senhor padre tem obrigação de conhecer melhor do que ninguém a violência que jorra das três religiões do livro, a instigação à porrada e à aniquilação de pessoas e o crudelíssimo Deus, esse seu Deus de amor infinito, que repassa os textos sagrados. E poupe-nos, por favor, ao sentido figurado da diegese.
O que o senhor padre filósofo professor — que muito estimo e acompanho há uns 30 anos com atenção — aparenta não dominar tão bem é o uso de "senão"/"se não". De tal modo que se espalha naqueles dois [«dos mais amados, se não o mais amado, dos mais influentes, se não o mais influente.»].

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* «Enquanto houver amor parecerá sempre a primeira vez. É a primeira vez. Comecei a amar-te agora. E agora estou a recomeçar.»
Mais um bonito bilhete para Maria João Pinheiro, sua mulher

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Efeitos secundários do padre Anselmo no Plúvio

Há 30 anos que acompanho e leio — religiosamente — o padre Anselmo Borges, com a seguinte consequência, entre outras quiçá menos importantes: quanto mais o leio, por exemplo aqui, ou escuto, mais se me dissipa a fé religiosa, se é que resta alguma.
A leitura sistemática da Bíblia e o estudo atento das organizações e fenómenos eclesiais têm efeito semelhante, mas mais homeopático. Já os excursos do padre Anselmo são de uma eficácia extraordinária: abusando porventura de alguma distracção do meu metabolismo crítico, injectam-me a descrença directamente na veia. Que o rim não drena e essa é que é a perversidade. 

Texto de hoje no DN: "Francisco em Fátima (1)" *
Ó padre Anselmo, tenha dó de nós, das nossas meninges!

A propósito, quem não se atordoa com a profusão heteronímica da mulher do carpinteiro de Nazaré?
Se o senhor Pessoa era plural como o universo, que dizer da Senhora?
OK, a Senhora não escreveu nada.
Intrigante é que a Igreja ainda não homologou, com tantas delas em …ção, uma Nossa Senhora da Menstruação ou, para ser mais moderado, uma Sereníssima Virgem do Período. **
Pois se até do Ó há uma
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* Falando do Papa Francisco,
Anselmo Borges, 26.Mai.2017 - «é profundamente mariano»
Ascenso Simões, 10.Mai.2017 - «não é um mariano convicto»
O consenso hipnotiza-me. ***

** Alimentava certa esperança — de fé estamos conversados — em achar alguma destas no beato Roberto, ele que as conhece todas.
Debalde. Pelos vistos, chega de sangue. E se calhar até concordo.

*** Parafraseando António-Pedro Vasconcelos, oito letras de Anselmo e de Ascenso.
Escusa o leitor abelhudo de vir já com merdas. Contei na calculadora.

Agora vou-me confessar.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Da banalidade rara e da identidade

Sexta-feira rara, esta, em que o padre Anselmo Borges e o desbatinado António Guerreiro, operários incansáveis do pensamento, citam Peter Sloterdijk em jornais diferentes. 
«[…]
Os problemas - filosóficos, éticos, políticos - estão aí, imensos, desafiadores, urgentes. E não se pode ficar indiferente, pois é a nossa própria humanidade enquanto tal que está em jogo. Béatrice Jousset-Couturier, em "Le transhumanisme. Faut-il avoir peur de l'avenir", com prefácio de Luc Ferry, lembra o debate entre Jürgen Habermas e Peter Sloterdijk, declarando este: "A domesticação do ser humano constitui o grande impensado em relação ao qual o humanismo desviou os olhos desde a Antiguidade até aos nossos dias." E, contra a tese da descontinuidade metafísica entre "o que é" e "o que é fabricado", afirma uma continuidade, sendo neste contexto, pensando no pós--humanismo, que os coreanos do Sul elaboram uma carta ética dos robôs. Caminhamos, sem problemas, para hibridações de várias espécies? Com o acesso das novas técnicas a uma elite ou minoria, não surge o risco "totalitário" do controlo dos indivíduos?
[…]»

«[…]
Ao defender que o homem é, desde sempre, o resultado de uma antropotécnica que procede por selecção e domesticação do homem pelo homem, Sloterdijk punha fim ao discurso do humanismo e interrogava a condição que nele desempenha o saber filosófico, a literatura e as artes. Mais tarde, numa entrevista, ao falar do “cibernético-biotécnico”, isto é, da convergência do organismo — “o que nasceu” — e da máquina — “o que é fabricado” -, Sloterdijk acrescentou uma outra humilhação sofrida pela humanidade, ao longo da sua história, às três que Freud tinha enumerado: a humilhação infligida por Copérnico, ao revelar que a Terra não é o centro do universo; a humilhação provocada por Darwin, ao revelar a ascendência animal do homem; e a humilhação, da qual Freud se reclamava o autor, infligida pela psicanálise, ao descobrir que o homem é determinado por forças inconscientes que não controla. Essa quarta humilhação acrescentada por Sloterdijk consiste em mais uma etapa na “substituição das descontinuidades metafísicas por continuidades pós-metafísicas.
[…]»

Ontem, quinta, tivéramos Paulo Tunhas que sabe da poda filosófica e escreve bem. Só por isso já mereceria atenção, se não a merecesse, que merece, pela concordância ardorosa e alvoroçada discordância que concita e suscita, recíproca e reversamente, antes pelo contrário, embora nesta vertente da perspectiva Miguel Tamen continue insuperável. *
Dizia eu que Paulo Tunhas escreveu ontem uma boa peça que na parte do Maomé coincide com a do Ferreira Fernandes de hoje, "E andamos nisto: tapar com uma peneira" | DN, 24.Mar.2017.

Apreciei a coça que, nos comentários, o sobranceiro esquerdista progressista jurista José Pedro Faria, por isto mas sobretudo por isto levou do valente Alberto Freitas, aqui e aqui. Caso para dizer que desta vez o doutor Faria veio por lã e foi-se tosquiado.

A humanidade não é caso simples. Por exemplo, continua-se-me por destecer o dilema acerca de como foi dada a notícia do episódio teratológico acontecido no México no início deste ano.
Não consigo embarcar no consenso de comunicação, replicado em todas as línguas e canais, com que se falou do nascimento e, três dias depois, morte de um bebé com duas cabeças.
Não eram, afinal, «dois bebés»?
Se se tratasse de quatro pernas e uma cabeça, diriam «dois bebés com uma cabeça»?
Depois, estou sempre a lembrar-me do Marcello Mastroiani [ou não é ele?] a interrogar-se no "What?" de Roman Polanski [1972]: «Com que direito a minha cabeça se intitula dona de mim?»

____________________________________
* «[...] Não ocorre proibir quem quer que seja de fazer o que quer que queira aos ligamentos dos joelhos; como não ocorre proibir quem quer que seja de se pregar de moto próprio a uma cruz nas Filipinas; e só ocorrerá proibir a escravatura, porque não acontece de moto próprio; e considerar autorizar os toiros de morte, porque não tenham moto. [...]»

sábado, 26 de maio de 2012

"Curto prazismo", imediatismo cumulativo, arritmia

«[...]
Antepondo o fazer ao ser, somos melhores e mais felizes?
[...]»

domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa - não creio.

Enchente na sé, vazio na minha fé.
Nem por isso mais feliz.
Fica aqui a minha viva simpatia, admiração e agradecimento ao padre Anselmo Borges pela ajuda.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Efeitos secundários de viver

Passei ontem 4 horas e meia, sem me levantar do sofá nem mudar da CNN, nas exéquias de Whitney Houston.
Pela enésima vez neste fadário de descrença, espanto e deslumbramento, voltei a sentir que há:
- uma aparente diferença entre estar vivo e estar morto, ser vivo e estar morto, estar vivo e ser morto, ser vivo e ser morto, etc.;
- uma óbvia diferença entre ter fé e não tê-la, etc.
[Para FAQ sobre a matéria, favor dirigir-se a
este guichê.]

Apreciei muito a Alicia Keys e, não tanto mas não menos,
a persistência indiscreta do debrum da sua lingerie. As lágrimas e o preto ficam-lhe a matar. “Send me an angel”, a Alicia é linda.
Também gostei de conhecer a
família Winans.
O pastor Marvin canta, o pastor Marvin toca, o pastor Marvin
fala. Este pastor é um eyjafjallajökull.

Enfim, mais uma prova de que na América é tudo em grande. Só estranho como ainda não usam caixões a motor.
Let the church say amen. Seja.
__________________________
A propósito…
Oração fúnebre
Imagino o íntimo gozo, levemente sádico – gerundial, parentético, travessonado, pontovirgúlico e apneico - do velho doutor Kotter, a desafiar semanalmente à descodificação do genoma sintáctico do primeiro parágrafo os leitores fiéis dos seus defuntos.
Confesso que me estimula. Venha de lá o morto seguinte!

domingo, 30 de outubro de 2011

No que as pessoas crêem

«A partir dos conhecimentos históricos disponíveis e fundados - Jesus é a figura mais estudada da História -, penso que, apesar das controvérsias que continuam, à pergunta "o que podemos saber hoje sobre o Jesus histórico?", se pode responder minimamente dizendo que foi um profeta escatológico judeu, um sábio, alguém com o dom da cura e um carismático, homem de mesa em comum e rompendo com a distinção entre puros e impuros, que impulsionou um movimento messiânico integrador de marginais, um homem de conflitos e perigoso para a ordem religiosa e social estabelecida, condenado pela oligarquia sacerdotal de Jerusalém e mandado executar na cruz pelo procurador romano, "o seu movimento profético-messiânico manteve-se e transformou-se depois da sua morte" (Xabier Pikaza). Alguns dos discípulos afirmaram que estava "vivo" e que tinha sido elevado à glória de Deus.
[...]
não perturba nada a minha fé que Maria seja virgem ou não: o Credo não é um tratado de biologia. Do mesmo modo, não agride a fé cristã que Jesus tenha tido ou não irmãos e irmãs ou que tenha sido casado ou não. O que a boa teologia diz sobre a Santíssima Trindade é que a unidade de Pai, Filho e Espírito Santo é uma unidade de revelação: "Deus mesmo manifesta-se através de Jesus Cristo no Espírito", escreve Hans Küng. Na Bíblia, não se diz que Jesus é o próprio Deus. Ele é confessado pelos crentes como o Cristo, isto é, Messias e Filho de Deus. Ele é a revelação definitiva de Deus, não o Deus (hó theós).
Quanto à ressurreição, ela não pode entender-se como a reanimação do cadáver. O que foi feito do cadáver de Jesus ninguém sabe: pode inclusivamente ter ido para uma vala comum.»

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Até quando vai Deus

deixar-nos ao Deus dará?

PS
E que acha o senhor padre Anselmo dos outros animais?
Os outros animais não têm o sentido da dignidade e da humilhação.
Anselmo Borges, "Direitos dos animais?" | DN, 17.Set.2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Orgia da morte, religião e a importância do til

O 11 de Setembro entretém, vende e rende pra caralho.
O pior é que ninguém, nem o bom do padre Anselmo que se esforça tanto, nos explica convenientemente a morte; ou seja, a vida.
As migas doces e o leite creme queimado da sobremesa servida ontem à noite n' A Leitaria Gourmet estavam simplesmente divinais.
De maneiras que a América é grande, e é, mas Deus é capaz de ser maior. O que complica um bocado é Alá e isto é muito, muito sério e preocupante, foda-se.
Descubro agora que a orgia se esconde na religião; sobra eli. Noutras palavras com as mesmas letras, orgia + lei = religião? Se calhar. O til não interessa.

Alguém sabe de alguma coisa ao certo? Eu não, nada.
A quem podemos pedir perdão?

sábado, 10 de setembro de 2011

Eu-tu, eu-isso

«Somos porque fomos amados.»

Anselmo Borges, quase sempre na veia.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Acerca do tempo, esse grande escultor*,

e já agora convoque-se o doutor Sigmund Freud por conta de um lapsus calami do Relvas de alto lá com o charuto.
«O tempo tem três dimensões: o passado, o presente e o futuro. Evidentemente que para lermos o presente, temos que olhar também para o passado, porque nós somos o futuro do passado. Os homens e as mulheres** do passado também sonharam e tiveram uma perspectiva de futuro, de que nós, de algum modo, somos a concretização.»
Anselmo Borges, à conversa com João Céu e Silva no DN de ontem. Não me está a apetecer digitalizar.

Então e qué dê a 4.ª, a mais determinante das dimensões temporais?
Como foi possível o magnífico Anselmo Borges ter-se esquecido do futuro recente? Deus lhe perdoe, senhor padre, isso nem parece seu.
Recapitulemos: 
«A administração da RTP ficou, até 15 de Setembro, portanto nos próximos 30 dias, de preparar um plano de reestruturação do grupo RTP, a rádio e televisão, que nos permita abordar o futuro recente com maior optimismo e também com maior eficiência, que é isso que se pretende. Estamos a fanar, a falar de uma canal de televisão.»
Este Relvas é imarcescível.
_____________________________________
*
** Na novilíngua desfracturada, o senhor padre Anselmo haveria de ter dito «@s pesso@s do passado».

sábado, 6 de agosto de 2011

Eu

«quem reduz o Homem a impulsos eléctricos, a física e química no cérebro, há-de confrontar-se com esta pergunta: como se passa de mecanismos físicos e químicos da ordem da terceira pessoa para uma vivência de si na primeira pessoa? Há, de facto, a vivência do eu e da liberdade.»
[...]
Onde está o eu no cérebro? O filósofo Thomas Nagel caricaturou: "... se um cientista louco te abrir a cabeça enquanto comes chocolate, e lamber o teu cérebro, é seguro que não terá a mesma experiência que tu, saboreando o chocolate."»

Je est un autre, etc. e isso, sabe-se lá.