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terça-feira, 19 de maio de 2020

Comunitário e justo

O comunitário Pedro Marques Lopes, ateu licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, viciado em golfe, maluquinho do Futebol Clube do Porto, devoto incondicional do meu presidente, o impoluto Jorge Nuno Pinto da Costa, e adepto gaiteiro de Marcelo, o nosso presidente-arlequim, cidadão abastado que pôde por exemplo despender em 1999 436.450,00 € numa moradia unifamiliar na Quinta do Peru, com púlpito permanente na TSF, no Diário de Notícias, no Jornal de Notícias e nas Produções Fictícias/SIC, psitacídeo contumaz do «Estado de direito democrático liberal», antigo apaniguado de José Sócrates, aparenta nos últimos 10 anos viver atormentado com a questão da justiça em Portugal. Recorrentemente enfurecido com procuradores da República indistintos e dois ou três juízes, mancomunados com o Correio da Manhã, e com o atropelo dos, quanto a ele, quatro inamovíveis e sacrossantos pilares dos tribunais — preservação absoluta do segredo de justiçaabsoluta presunção de inocência, inversão do ónus da prova no enriquecimento sem causa e delação premiada absolutamente repudiáveis —, PML mostra-se na sua peleja solidariamente ao lado de Rui Rio, que disfarça mal o rancor antigo que devota ao Ministério Público, alinhado com Daniel Proença de Carvalho [presidente do Conselho de Administração da Global Media Group a quem PML vende opinião no DN (rigorosamente a mesma, com o exacto mesmo guião, que dois dias antes vendeu à SIC de Pinto Balsemão — estúpido é que ele não é, há que saber facturar), no JN e na TSF, advogado pretérito de José Sócrates, pai de Francisco Proença de Carvalho, advogado de Ricardo Salgado e de quem o próprio PML é constituinte] e de menstruação opinativa invariavelmente sincronizada, do que guardo registos profusos, com os seus amigos do peito no DN, Ferreira Fernandes, ex-recente director e Fernanda Câncio, grande repórter.*
Eis como no Eixo do Mal de quinta-feira, 14.Mai.2020, quando se conversava sobre a morte da menina Valentina às mãos do pai-ogre Sandro Bernardo, conforme copiosamente noticiado desde três dias antes, para sua decepção não apenas pelos pregoeiros da Cofina, o trauliteiro comunitário opinou, com solenidade e seriedade inusitadas, secundando Daniel de Oliveira:
«Faço minhas, se ele [Daniel Oliveira] me permite, as palavras dele, e acrescento uma coisa que é importante. Até nestes casos, até nestes casos, é fundamental a presunção de inocência. É particularmente nestes casos que é preciso a presunção de inocência.
DO- Quanto piores os casos...
PML- ... Quanto piores os crimes mais necessários são (?!). Porque só quando nós tivermos, a comunidade tiver — eu acho que tem e perdeu-a (?), não sei agora, é análise para outra altura — , quando nós perdermos esse valor essencial, é aí que abrimos as portas a juízas que não sabem ser juízas  [...] Já sei que vou ter uns tipos no Facebook, mas é nestes que é fundamental a presunção de inocência.»
Pedro Marques Lopes, arcanjo da decência penal, para sossego cívico da comunidade.

Pedro Marques Lopes insiste com frequência em advertir a comunidade com um argumento que tem tanto de aparente mérito como de descarado sofisma: Sim, porque hoje são os outros mas amanhã podemos ser nós as vítimas destas iniquidades da justiça.
Cada qual sabe da suspeita ou sarilhos em que pode incorrer, cada qual sabe das linhas com que se cose, cada qual sabe de quem é compincha ou com quem se deita.**
Sem prejuízo da razão que pontualmente assista à sua incontinente diatribe judiciária, que teme Pedro Marques Lopes? Que concreta vileza da justiça o amedronta tanto e tão pessoalmente

Considerações gerais de PML sobre a justiça e sobre o caso de Sócrates em particular, 05.Mar.2017

PML e o colapso da justiça, 09.Jul.2017

PML: «Não tenho medo nenhum de exagerar. O maior problema da nossa democracia chama-se sistema de justiça.», 28.Out.2017 [Eixo do mal]

PML: «Se, há décadas, toda a gente olha para o lado enquanto a nossa Justiça se vai degradando, porque diabo o conselheiro Gaspar faria diferente? […] O estado da Justiça é o maior problema estrutural do nosso regime. Aliás, a única instituição que regrediu em Portugal desde o 25 de Abril foi a Justiça. [...] É que convém não esquecer: não há assunto mais político do que a Justiça.», 29.Out.2017 [Diário de Notícias]

PML, Rui Rio e o nosso sistema de justiça, 14.Jan.2018

PML e o segredo de justiça, 13.Out.2018

Já agora, ó doutor Pedro Marques Lopes, leu-a toda? Morro de curiosidade por saber que «erros gravíssimos» encontrou. 

PML e os megaprocessos: «Os megaprocessos são na esmagadoríssima maioria das vezes processos que acabam por ter um cariz político, na perspectiva em que o poder judicial pretende aparecer como combatente contra enormes conspirações com origem no poder político. A justiça, no fundo, coloca a aplicação do direito em segundo lugar e quer surgir como uma espécie de salvadora do sistema. Ou seja, não cumpre o seu papel.» - 02.Fev.2019

PML e a inocência de José Sócrates, 25.Abr.2019
[Ali, de cravo na lapela. Em Janeiro de 1986, ia PML fazer 20 anos,
era mais de chapelinho
Prá Frente Portugal!
contra Mário Soares
A propósito da comemoração do 25 de Abril, o impenitente e progressista democrata de sempre informa-nos, ufano, de que desce a Avenida da Liberdade desde 1976. Aí, tinha PML, filho de família reaccionária do Minho, nove anos. Sobre isso há uma história interessante que hei-de contar.] 

PML e o Ministério Público, 27.Jun.2019

PML e o Ministério Público, 29.Jun.2019

PML: «o estado da justiça é, sem dúvida rigorosamente nenhuma***, o maior problema institucional do nosso país.», 21.Set.2019

PML: «As soluções para o lodaçal e roubalheira generalizada em que supostamente vivemos já são conhecidas: inverte-se o ónus da prova, instaura-se a delação premiada, limita-se a presunção de inocência», 23.Nov.2019

PML, o problema da justiça e a democracia em risco, 05.Mar.2020

Não sei de textos ou discursos de Pedro Marques Lopes, que fala amiúde de cobardia e de coragem****, acerca da integridade e do escrúpulo.
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* Não ignorando a crise geral no ramo, tudo me sugere que, dos accionistas à administração e da administração à direcção e à redacção, a atracção tóxica por Sócrates [até eu, Plúvio, até eu fui enrolado...] nos 13 anos anteriores a 2018 não é alheia à deserção de compradores e aceleração do definhamento, agonia e adivinhável extinção em papel do meu Diário de Notícias de sempre e de que continuo assinante.

** E daí, talvez não, nem sempre sabemos. A Câncio, por exemplo, diz que foi enganada.

*** Sem dúvida rigorosamente nenhuma é como usam pronunciar-se os idiotas.

**** PML, "A tabloidização da Justiça e os cobardes", 09.Abr.2017

PML, acerca das reacções de Cavaco Silva e de Pedro Passos Coelho à não recondução de Joana Marques Vidal como PGR: 
«A estratégia é esta: Vamos fazer crer as pessoas que Marcelo é mais um membro da geringonça. […] Daí vêm o texto de Passos e estas declarações de Marcelo. O problema é que são cobardes e a cobardia nota-se logo. E qual é a cobardia disto? É que eles não têm mesmo coragem de dizer claramente que Marcelo Rebelo de Sousa é da geringonça.» -  30.Set.2018, de 01:00 a 05:00 

PML, acerca de «cobardes» e «colaboracionistas» no Correio da Manhã: 
«Clara [...], sabes do que é que tu precisas? Precisas que não haja colaboracionistas e cobardes. E eu digo quem são os colaboracionistas e os cobardes. Os cobardes são as pessoas que são atacadas e não dizem uma palavra contra o Correio da Manhã. […] Os colaboracionistas são pessoas como Santana Lopes, Assunção Cristas, que escrevem naquele jornal.» - 04.Fev.2018 
Pena a coragem e o fôlego de PML não terem dado senão para dois «colaboracionistas». Gostaria de ouvi-lo a chamar com idêntico vigor nomes feios, por exemplo, a Adolfo Luxúria Canibal, Alexandre Pais, Ana Gomes, Carlos Moedas, Eduardo Cintra Torres, Fernando Ilharco, Francisco José Viegas,  Francisco Moita Flores, José Rentes de Carvalho [fez 90 anos há três dias e está aí para as curvas], Joana Amaral Dias, João Pereira Coutinho, José Jorge Letria, Leonor Pinhão, Luís Menezes Leitão, Manuel S. Fonseca, Marcos Perestrello, Maria Filomena Mónica, Rui Pereira ou Rui Zink, colunistas regulares do CM, qualquer deles incomparavelmente melhor a analisar ou a prosar do que PML.

«Felizmente não faço as figuras — por uma questão de higiene —, não faço as figuras de certos comentadores que vivem à conta do facto de alguém lhe [sic] pôr processos.» - 20.Mai.2018 
Aposto em que PML estava a pensar no João Miguel Tavares, processado em tempos por José Sócrates. A apregoada coragem de PML não lhe permitiu nomeá-lo... Definitivamente, o comentador higienizado — que enaltece e se revê na coragem com que Rui Rio «chama os bois pelos nomes» —  desconhece a figura que faz. 

- Mas ó Plúvio, a figura pública de Pedro Marques Lopes é assim tão má?
- É pior. Acho que Ricardo Araújo Pereira, aqui e aqui [sonsinho..., parvinho..., patético ... Ninguém percebe a projecção pública que tem ... Porque é que o Pedro Marques Lopes é o cronista mais bem sucedido do país? ... Não escreve bem, não tem graça...***** ], foi demasiado benévolo.
Fica para próximo verbete a minha demonstração de que PML é pior.
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***** Amigos para ocasiões:
«Reagir a uma crítica com bullying e ataques ao carácter revela dificuldade em estar no espaço público sem ser tratado como uma santinha. O que ouvi do RAP sobre PML esteve ao nível das redes sociais. Pequeno, despropositado, rancoroso e dispensável. O Ricardo tem talento para mais.»

«foi uma enorme surpresa, nunca tínhamos visto nada assim vindo dali. ataques de carácter? ir buscar cenas q não têm nada a ver? optar pela facilidade da piada boateira e pla rasquice da calúnia? considerar-s intocável e acima d crítica? mandar bocas ordinárias? nem pensar.»

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Tavares, Ventura, Saraiva, Tolentino e o mais

Faz três semanas, penitenciei-me por em Maio passado ter votado no doutor Rui Tavares para Estrasburgo. Lembrar isso ainda me envergonha. 
O historiador Rui Tavares, que por também tocar trombone e a mulher flauta e saxofone me suscitava vaga simpatia, revelou-se-me na recente campanha das legislativas, com Joacine Katar Moreira no andor, um pantomineiro tão cínico, oportunista e demagogo como qualquer pantomineiro cínico, oportunista e demagogo usa ser. O topete eleiçoeiro de RT culminou no "Acabou-se a sorte", em que no Público de 09.Out.2019 se queixa, calimero sem dinheiro para outdoors, e esperneia e dispara contra o dr. Pedro Passos Coelho, presuntivo pai político do professor doutor André Claro Amaral Ventura, sem nunca lhe mencionar o nome — isso não lhe fica bem, ó Rui Tavares —, que ao ser eleito, tão democraticamente como a sua criatura Joacine, já agora com mais 10654 votos globais do que o Livre obteve, vai encharcar de peçonha o Palácio de S. Bento e trazer o apocalipse à República Portuguesa. 
Pego nestes nacos:
«[...] Mas agora apareceu um fala-barato um bocadinho mais organizado — ou, nas palavras de um dos seus antecessores mais azarados e azedos*, “um oportunista levado ao colo pela comunicação social, cheio de dinheiro, com outdoors em todo o país”, e eis que a extrema-direita entra no parlamento português. [...]
Chama-se Pedro Passos Coelho. Foi primeiro-ministro do nosso país e presidente do PSD. Foi ele quem chamou um então advogado e comentador desportivo para ser candidato do seu partido à Câmara de Loures nas últimas autárquicas. [...]»
Será da minha presbiopia mas não me lembro de nenhum outro partido como o Livre, para não falar da própria pessoa de RT, com os sucessivos resultados pífios nas eleições em que se envolveu, que no último lustro, desde a fundação, tenha tido e continue a ter tanto colo na comunicação social (RTP, SIC, TVI, Canal Q, Público, Diário de Notícias, Expresso...), não falando da matilha urbanoesquerdóide de plumitivos invariavelmente baptizados no Lux Frágil que em todas as redes o apaparicam e promovem. Pelo amor da santa, senhor doutor! Tenha decoro.
E para que conste, ilustre historiador, «então advogado» coisa nenhuma: André Ventura, jurista mas não, sequer «então» (2017), advogado. Limitou-se a um estágio em advocacia, em 2006/2007, sem seguimento profissional.**

É em tal entendimento que subscrevo, palavra por palavra, o que José António Saraiva escreve no Sol de ontem, 19.Out.2019, "A gaguês como arma política", acerca de Rui Tavares e da candidatura da doutora Joacine Katar Moreira.
De resto, quero que o doutor Rui Tavares se foda. E continuarei, como sempre, atento ao que ele, e todos os outros, fazem, escrevem, dizem.

Por falar em Joacine, dei-me ao exercício estóico de escutar os 27 minutos sem gaguejos — aleluia! — do chorrilho de banalidades com que, em 4 de Outubro corrente, no Auditório Camões, em Lisboa, ela encerrou a campanha, «unidos e unidas naquilo que nos une, todos e todas», rematado com a quinta-essência da hinologia contemporânea, "O sem precedente", pelo Fado Bicha
André e. Teodósio, paneleiro estimável de que falei "Na morte de um taberneiro bem sucedido", chamou aos tais 27 minutos, com ponto de exclamação e sem pagar multa,
Ó Teodósio, pá, que conheces tu de discursos, de história, ou de política em Portugal? Que sabes tu de Portugal?
Ora coteja aí a Joacine com, por exemplo, um ao calhas, Jorge de Sena na Guarda, no "10 de Junho" de 1977. Que tal?
Lê, pá, sai do palco e vai ler, que no «século XXII» — em que a tua Joacine, foi ela que o proclamou, vai ser deputada — ainda não há nada que se aprenda.***
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* Outro de que Rui Tavares, arrogante e mal-criado, também não diz o nome:

** Não gosto nem gasto de André Ventura, conto tê-lo dado a entender aqui. Conheço-o razoavelmente pelas publicações na imprensa; cruzámo-nos uma vez, nas autárquicas de 2017, numa tarde em que andou na Bobadela-Loures a apregoar-se. Ripostei o passou-bem que, simpático e delicado, pediu autorização para me dar — «Posso cumprimentá-lo?» —, e disse-lhe «Obrigado.» pelas duas esferográficas de caca que me ofereceu com a inscrição «primeiro Loures». Votei CDU, relembro. Pelo clarinete. Mas não vá o prestígio do Plúvio ter acabado de cair na desonra, declaro já por minha honra que não senti necessidade de lavar as mãos a seguir.
Enfim, conviria conhecer um pouco melhor, começando talvez pelas competências, currículo escolar e profissional, o agora deputado André Ventura antes de excretar, com a voz iluminada pela ignorância, os lugares-comuns e os estereótipos do susto fascista.
Quero crer em que a alguns desses não ou mal informados [ocorrem-me, além de Rui Tavares, Ricardo Araújo Pereira***, Daniel Oliveira, Isabel Moreira, Joana Gorjão Henriques, Vasco M. Barreto, Pedro Marques Lopes, Inês Pedrosa, Carmo Afonso, Ana Matos Pires...] causará surpresa, por exemplo, a ligação de André Ventura ao inefável, escorregadio e ubíquo José Tolentino Mendonça**** ou certos aspectos pouco conhecidos da sua vida e do seu pensamento.

*** Mas deixem-me, por 22 segundos, imaginar o século XXII de Rui Tavares e de Joacine Katar Moreira. Uma sociedade 100% inclusiva em que os anósmicos fabricarão perfumes, os disgeusíacos chefiarão as cozinhas e escolherão os vinhos, só a bicheza e o fufedo procriarão, todos os amblíopes serão neurocirurgiões, os amputados tocarão guitarra e praticarão pentatlo moderno...; e, claro, um parlamento 100% inclusivo: 230 deputados exclusivamente afrodescendentes, boémios, sino-ameríndios, esquimós, monhés e algarvios. Nessa altura o hino nacional será "O-SEM-PRECEDENTE". Isto, se entretanto os netos de Cristina Ferreira não tiverem revogado a Constituição e reconfigurado as fronteiras.   

**** Então não é que o Ricardo esteve com a Joacine no matrimónio da Bárbara, catequista dela***** [vê-se no que deu a catequese: activista radical, feminista radical, antifascista radical, anti-racista radical, pró-LGBTuvwxyz radical, preta radical, ruitavarista radical, gaga radical] ... celebrado por quem, por quem? O Tolentino, tinha de ser. Isto anda tudo ligado:
«[...]
- Ó mãe, como é que nunca nos disseste que a Joacine é gaga?
Joacine Katar Moreira: uma activista negra a caminho do Parlamento?
- Como é que vocês sabem?
- Esteve no Ricardo.
“No Ricardo” é o programa Gente Que não Sabe Estar, por onde passaram tantos candidatos e políticos nos últimos tempos para conversar com Ricardo Araújo Pereira, na TVI.
- Que engraçado! A Joacine e o Ricardo nem sabem que já se tinham cruzado antes na vida, foi no nosso casamento... Sabiam que o padre Tolentino vai ser ordenado cardeal? 
- Ó mãe, isso agora não interessa nada! Como é que nunca nos disseste que é gaga?
A pergunta intriga-me. O que lhes terei dito sobre a então candidata do Livre, hoje deputada eleita à Assembleia da República? Conheci-a há mais de 20 anos, era ela adolescente e dei-lhe catequese. Quando a vi nos cartazes, comentei-o com os meus filhos e disse-lhes que então Joacine tinha longas tranças e que já era alta e bonita como é agora. Mantém os mesmos olhos curiosos, mas também desafiadores.
[...]»
O Tolentino tem cá uns groupies — Assunção Cristas,  Laurinda Alves,  Maria João Avillez,  André Ventura ... —  que não sei se diga, se conte. 

***** [Cinco asteriscos, caralho!******]  Com esta é que a Fernanda Câncio, laica e ateia radical militante, se passa; logo ela que ama com efusão a Joacine. Mas como também adora o Conan, a coisa pode ser que se componha.

****** Isto é, apre!

Foi assim.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Eduardo Lourenço, sejamos justos, não está só

A palavra a João Pedro George:
«[...] Nos últimos anos, sempre que vem à baila a obra de Eduardo Lourenço, parece que toda a gente, tanto à direita como à esquerda, mergulhou numa panela de clorofórmio. Porque, em boa verdade, Eduardo Lourenço pode ser reivindicado por ambos os lados do espectro político. Tanto assim que o mestre de Vence se tornou, hoje, numa espécie de porta-voz do status quo e num senador das letras, investido das funções cardinalícias de administrador não executivo da Gulbenkian.
O pensamento de Lourenço organiza-se em torno de duas ideias. A primeira não é verdadeira e a segunda não é original. [...]»

A palavra a Eduardo Lourenço:
«Por mais maníacos que sejemos, ou megalómanos, nós não somos o centro do universo.» *
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* O professor Eduardo Lourenço não só não é o centro do universo como não está sozinho nele.
A palavra a Bruno de Carvalho:
«já estão a contar que nós sejemos destituídos.»

E nem o doutor Bruno de Carvalho, apesar de ser o centro do universo, está sozinho.
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sejamos, porra!

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Morreram 64?

«Isso* é muito grave. Olhe, eu cá por mim já fiz a minha escolha da companhia que utilizo.»

António Costa não olha a meios.
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Continuo sem um pingo de admiração pelo pinículo Pedro Passos Coelho. O pobre diabo não enxerga que a persistência ridícula do broche pátrio na lapela é motivo directo do seu estertor público.

* «houve algumas [operadoras] que conseguiram manter sempre as comunicações e houve outra que teve [sicmuito tempo sem conseguir manter comunicações nenhumas.»

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Pedro Marques Lápis*, sementeira pública de inanidade e disparate

«Simone Váil.* »

«Esta semana morreu uma grande senhora por que [sic] eu tinha uma admiração brutal, a senhora era a número setenta e oito mil seiscentos e cinquenta e um, era o número dela em Auschwitz, teve presa em Auschwitz, foi deputada, foi uma combatente incessante pelos direitos reprodutivos das mulheres, uma europeísta convicta, ministra e alguém que marcou de forma indelével todo o nosso século XX e tamém o nosso século XXI. Uma grande senhora que merece uma grande homenagem. Simone Váil.» 
Pedro Marques Lápis | Eixo do Mal, 02.Jul.2017 [A partir do minuto 50:00] 

Estou capaz de apostar, falando como ele, em que este opinador/futebolólogo/tudólogo, social-democrata liberal, certamente ressentido com o seu amigo Pedro Passos Coelho** por tê-lo ignorado na ida ao pote de 2011 [«eu já tinha dito aqui de que...»], propagandista de Carlos Cruz e paladino da inocência de José Sócrates, sempre assustado com a justiça — «Eu tenho medo, eu tenho medo, fiquei com medo» —, nunca antes houvera referido, num apontamento, numa nota, num aparte, nos diversos poleiros donde perora, o nome de Simone Veil [13.Jul.1927-30.Jun.2017].
Reparei em como nos 30 segundos do seu preito [a partir do minuto 50:00], Pedro Marques Lápis, vira-casaca mimético da banalidade, não conseguiu fazer menção ao país da insigne francesa recém-falecida.
Como acreditar na genuinidade da admiração brutal de tão vigoroso admirador que não sabe dizer o nome da pessoa admirada, fazendo até desconfiar de que nem a nacionalidade lhe conhece? Eu não acredito.
«Váil»?, Pedro Marques Lápis, «Simone Váil»?

Aproveito para mais uma dúzia de relâmpagos do esplendor discursivo do nosso comunitário .

«é normal que possamos pensar que a gente a quem confiamos os nossos bens mais preciosos, defesa e segurança nos esteja a trair.» [segurança,]
«Nós confiamos às Forças Armadas a nossa defesa, a nossa segurança (aqui inclui-se a PSP e GNR), para isso damos-lhe o poder para ter armas que só elas podem ter.» [damos-lhes
«temos todas as razões para estarmos muitíssimo preocupados.» [estar

«se temos mercados pequenos e se dentro deles os operadores se vão concentrando menos funcionam todos os outros, seja o dos recursos humanos, quer os que dependem dos mercados principais.» [sejam os ... sejam...]

«A actividade privada tem um papel fundamental na recuperação económica, quer seja, por exemplo, na continuação do excelente papel das indústrias exportadoras e no turismo.» [quer seja ... quer seja]

«algo que os cultores da conversa do pântano têm razão: é notável ainda não ter aparecido em Portugal alguém que colha os frutos que eles ajudam denodadamente a semear.» [algo em que]

«Porém, reformas conducentes, por exemplo, ao aumento da produtividade ou ao aumento do stock de capital ou à supressão do nosso nível de qualificações não podem ser obtidas sem um consenso político significativo sobre o caminho a seguir, já que estes males - e outros - estão há muito diagnosticados. Resultados, por limitados que sejam, nestas áreas não se alcançam numa legislatura ou em duas.» [superação]

«mais uma vez a justiça foi demasiado lenta … em terceiro lugar há algo que raramente é dito e que é preciso tamém salientar: foram feitos [sic] muitos crimes, houve muita niglegência, … e depois houve niglegência criminosa, culposa e violenta…» [também  ...  negligência]

«Aliás, um dos problemas do Estado tem que ver com a reprodução da lógica das lutas internas dos partidos na gestão da coisa pública: o bem comum torna-se secundário face ao interesse do grupo que o colocou naquele lugar. Nada de surpreendente, toda a formação desse cidadão seguiu essa lógica.» [colocou o quê? colocou quem?]

«fica um mandato à frente dos poucos bancos que não precisaram da nossa mesada, dos que não se conhece vigarices e que passou por uma crise gigantesca do sector sem grandes abalos.» [dos de que não se conhecem

«Eu sou daqueles que pensa que a Igreja Católica*** tem demasiados privilégios em Portugal.» [pensam]

«Eu não me acredito que Assunção Cristas seja mentirosa.» [não acredito

«Agora é esta e hão-de haver mais.» [há-de haver]

Continuam a confundir-me o padrão e os critérios de qualidade de quem paga — TSF, SIC, DN, A Bola, Golf Magazine, Epicur — a quem escreve e fala assim em público.
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** «O gestor Pedro Marques Lopes, amigo de Pedro Passos Coelho que o acompanhou quando este anunciou pela primeira vez que era candidato à liderança do PSD, considera que o presidente do partido é um «bom ouvinte», mas «não é influenciável pelos conselheiros: sabe muito bem para onde quer ir». Como características de Passos Coelho, Marques Lopes destaca a «frontalidade» e a «coragem» na defesa de posições que têm custos eleitorais, como é exemplo a revisão constitucional. Marques Lopes acredita que as principais conquistas de Passos Coelho nestes primeiros meses foram o facto de o líder conseguir unir o partido e marcar uma clara diferença entre o PS e o PSD. «Já ninguém pode dizer que são iguais.» É por isso que defende que o presidente do PSD está no caminho certo para chegar a chefe de governo.»

*** Continuo a achar que o exemplo calamitoso de Pedro Marques Lápis não abona a excelência das licenciaturas em Direito na Universidade Católica Portuguesa.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Números assombrosos

«em grande medida, este valor é um valor muito significativo porque praticamente duplicou por dois o valor que estava registado ... a verdade é que por exemplo no ano de 2012, apesar de as declarações serem poucas, o valor de transferências quase quadriplica»
[duplicar]   -   [quadruplicar]
Este deputado do PS é licenciado em Gestão de Empresas, mestrado e doutorado em Ciências Empresariais, professor universitário, sendo de presumir-lhe autoridade acrescida na linguagem aritmética.
Pus-me a pensar no assombro de tais valores até que me lembrei de uma conversa na TVI, em 15.Nov.2016, com a doutora Susana Garcia, advogada e "comentadora residente" daquela estação:
É muito provável que a explicação para o descalabro denunciado pelo doutor Eurico resida no aditamento ao númaro 3 do artigo 44.º-A.

Moral da história: consulta um jurista quando não entenderes os números do gestor. *

Mas o doutor Eurico está longe de ser o único diplomado que quadriplica. Ouçam-se, ao acaso, três palrantes de alto coturno:
- «obrigar aquela pessoa a explicar porque é que triplica, quadriplica ou multipica por dez os seus rendimentos depois de passar pelo Governo.»

- «Senhor Primeiro-Ministro, eu convidava-o a quadriplicar a despesa pública para acabar de uma vez por todas com o peso dos juros no orçamento português.»

- «lucros da TAP mais do que quadriplicam»
Rodrigo Moita de Deus, RTP3, 15.Abr.2016 ["O último apaga a luz", minuto 33:20] **

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* Faça-me, compreensivo e amável leitor, a justiça de reconhecer que não brinquei com o Eurico ser brilhante nem me aproveitei de loura ser a Susana. Mas apetece-me gritar: quem nos protege destes doutores falantes? Que raio de professores tiveram?

** Azar o de Rodrigo Moita de Deus que não conseguiu citar correctamente um título do Jornal de Negócios de 03.Abr.2008 que quadruplicara com preceito «Lucros da TAP mais que quadruplicam para os 32,8 milhões».

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Aqueles cujos nomes não podem ser pronunciados [1]

Marcelo, Francisco.

Pelas 00h06 de hoje deu-se na SIC Notícias* — "Eixo do mal" — a conversa que se segue na qual Luís Pedro Nunes, sublinhe-se-lhe o tino, ficou mudo.

Daniel Oliveira [DO]- Reles e ordinária? Eu acho mesmo que Passos… — como é que dizia o Presidente…? [virando-se para Pedro Marques Lopes, PML] —  Tu é que és especialista… Está lelé da cuca, Passos está lelé da cuca!
PML- Isso era o que o meu presidente dizia do presidente desta estação. Vamos pôr as coisas nos seus lugares.
DO- Estou é a citar a frase, não...
Aurélio Gomes [AG]- E o teu presidente, para que se perceba, estás a falar de quem?
DO- Do, do, do… É o presidente aqui da casa.
Clara Ferreira Alves [CFA]- Sendo que o presidente não era Presidente e a estação também não era estação.
PML- O meu presidente chama-se Jorge Nuno Pinto da Costa.
DO- É pá, não digas isso!
AG- Pronto, era só isso que eu queria dizer, para ficar claro.
DO- E o meu é o Bruno de Carvalho.
AG- O teu é o Bruno de Carvalho?
DO- É o Bruno de Carvalho.
CFA- Vocês não querem começar a discutir futebol?
DO- Se calhar dava um bom programa...
CFA- ... e permitia-me a mim ausentar-me imediatamente.

Importa pôr os não-ditos e a risota em perspectiva:
1- o actual Presidente da República chama-se Marcelo Rebelo de Sousa;
2- o presidente e dono da SIC, fundada em 1992, chama-se Francisco Pinto Balsemão;
3- Francisco Pinto Balsemão é fundador e dono do Expresso; 
4- na secção "Gente" do Expresso de sábado, 05.Ago.1978, Marcelo Rebelo de Sousa, subdirector do semanário, escrevera «O Balsemão é lelé da cuca». Balsemão ficou piurso e Marcelo desculpou-se;
5- na revista do Expresso de sábado, 18.Out.1997, João Carreira Bom [jornalista, co-fundador do Ciberdúvidas, falecido em 2002] assina o texto "O patriota", ilustrado por António, em que, referindo-se a Francisco Pinto Balsemão, escreve, entre outras meiguices, «O presidente da SIC fornece aos telespectadores portugueses os produtos abjectos de que eles necessitam». João Carreira Bom... que não o era de assoar, e o patrão decerto menos, foi corrido do Expresso;
6- Pedro Marques Lopes votou em Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais de 2016;
7- Clara Ferreira Alves — «marca/estrela que muito valoriza a constelação jornalística do Grupo Impresa», segundo Balsemão, seu patrão no Expresso/Revista de 04.Jan.2014 —, Daniel de Oliveira e Luís Pedro Nunes escrevem no Expresso e falam na SIC;
8- o dono paga, o dono manda; não se apoquente o dono. Para quê nomeá-lo, ou nomear o Presidente?

Sucedeu ainda neste programa que o doutor Pedro, o comunitário**, voltou a irradiar o esplendor com que articula a língua portuguesa:
00h23 - «Tudo isto parece demasiado descarado para ser vigarice. E por outro lado parece demasiada niglegência para ser distracção.»
00h25 - «Mas então há aqui duas coisas. Foi culpa dele, foi esquecimento. O homem era niglegente. É estranho, é estranho.»
De facto, é estranho na boca de licenciado em Direito pela prestigiante Universidade Católica. Não contando a pós-graduação.

Já antes ficáramos boquiabertos ao saber que a doutora e portanto** Clara tem uma amiga dela:
00h10 - «Às vezes até há equívocos. Eu, por exemplo, tenho uma amiga minha que equivocadamente foi-lhe pedido que pagasse não sei o quê e aquilo deu um embrulho tremendo e era uma quantia ridícula. E portanto** acho estranho…»
Também acho estranho. Desta vez, na boca de licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra

Nota final
Agora que o "Eixo do mal" é patrocinado pela TAP, talvez seja altura de a consagrada especialista em aeronáutica vir actualizar com argumentação refrescada a tese de que Fernando Pinto, a dirigir a companhia vai para 17 anos, é um risco aterrador para a aviação portuguesa. Ela que já achava 14 anos seguidos de administração uma calamidade.
Vá lá, doutora Clara, atreva-se ... e cague no patrocínio.
_______________________________________________
* A propósito, merece atenção o erro tosco, antigo e recidivo com que a SIC Notícias anuncia a ementa de «hoje». Às 00h00 é quando a estação fica manifestamente desorientada. Ó Ricardo, ó Paula, ó Aristides, ó Daniel, porra, vejam se põem a programação a acertar no fuso de uma vez por todas! Se precisarem, o Expresso do tio Balsemão ensina.
** Tiques

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Evidentemente

«[...]
não deixa de ser verdade que os governos presididos por V. Ex.ª não evidenciaram sinais evidentes de preocupação
[...]»
Carta aberta de Silva Peneda a Passos Coelho | DN, 18.Jan.2017

Dito de outro modo e como hoje muito claramente explicava Mariana Mortágua na SIC, «o PSD não percebe nem compreende».

terça-feira, 14 de julho de 2015

Português atropelado à porta do ISCTE

«Depois de tantos contributos negativos que deu, de tantos entraves que colocou para que houvessem os acordos, se à vigésima quinta hora deu alguma ajuda, mais vale tarde do que nunca.»
António Costa, esta tarde, em Lisboa, à saída de uma homenagem ao antigo ministro da Ciência, José Mariano Gago, falecido em 17.Abr.2015.

oportunidade país . esperança futuro . novo impulso convergência . e pá'ver um novo impulso convergência . pá'ver melhores condições . na raiz da sua fundação . mas tamém na compreensão . olhar Grécia . infelicidade pá'lguém . pás eleições legislativas . aquilo que (sic) os portugueses podem tar certos

Quis ainda ter dito o nosso aspirante a primeiro-ministro, licenciado em Direito, mas não disse porque só muito defeituosamente se consegue aproximar dos seguintes vocábulos:
personalidade  .  percepção  .  modernização  .  mobilização  .  construção  .   elaboração

«A percepção [garanto que António Costa não disse, nem de perto, percepção] de que o conhecimento é a chave desenvolvimento do país e que se Portugal quer voltar a crescer, voltar a criar emprego, tem que investir nas várias fileiras da política do conhecimento. Tem que investir na educação, tem que investir na formação, tem que investir na ciência, tem que investir na modernização tecnológica [garanto que António Costa não disse modernização], tem que investir na inovação. E essa é a chave nosso desenvolvimento.»
Idem, ibidem

E a fileira da língua portuguesa que se foda. As investidas públicas do doutor António Costa contra a língua começam, sem demérito das estimáveis (algumas) causas e razões que nela veicula, a tornar-se um perigo sério para a saúde pública.
Em comparação, o pinículo Passos Coelho, do sejemos e do estejemos, parece exprimir-se num português de lei.
Tamos condenados. Insisto: o pior é que pode haver crianças a ouvir.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

05-CC-40 *

Tantas flores, tão comovente, lindo de ir às lágrimas!
E estavam todos, mesmo todos**, incluindo os expressamente ressuscitados para as importantes exéquias, do seguro António ao bandeira Paco, da del río Pilar ao silva Cavaco. Só bispos eram cinco***; com Francisco Louçã, seis.
Quero imaginar ao que ia quase toda esta gente: ser vista e capitalizar preciosos pontos de bondade e simpatia na consideração dos seus pares/rivais mas sobretudo, talvez, na das pessoas que lá em casa marcam afanosamente o 760… e irão votar em breve. Não é todos os dias que uma «figura tão sublime» [Maria de Belém**** dixit, DN-09.Jul.2015] se vai embora. Desaproveitar este evento, incomparavelmente propício à boa imagem, seria negligência, se não estultícia.
Quanto aos títulos da comunicação social, não bastaria um exacto e simples Clã Soares de luto?***** É evidente que não: esta gente é demasiado vistosa para tal secura.
Nada como certos e determinados funerais para palcos e passadeiras de cagança. Nada de novo.
Enfim, o país do costume desta vez em dó menor uníssono na morte de uma velhinha de 90 anos, por sinal boa declamadora.

Pela perda e pela dor, todo o respeito; de preferência com discrição. Pelo chinfrim, pela vaidade e hipocrisia assim, nenhum.
______________________________________ 
* Sic transit gloria mundi. Quem diz SIC, diz RTP; e quem diz Maria diz Eusébio, diz Sophia. A carroça não pára.

** Observando melhor, talvez nem todos. Não consegui ver por ali «Alexis Tsipras, que muito admiro e de quem sou amigo». Razões de força maior do que a amizade do viúvo terão impedido o primeiro-ministro grego de comparecer. Também não lobriguei o famoso antigo governante português, de nome igualmente grego, de quem o viúvo é grande amigo e admirador contumaz. Razões de força ainda maior?... 

*** Ao minuto 1:40, a jornalista da SIC informa em off que Isabel Soares «citou Sophia de Mello Breyner Andersen». Andresen, menina, Andresen! Tanta incúria, chiça!

**** Maria para Belém? Oh não!, esta videirinha sabidona, inane tagarela incontinente, não!

***** Clã, claro, em sentido lato, nele se compreendendo, claro, Clara Ferreira Alves.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Acordo Ortográfico [94]

O "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa" foi assinado em Lisboa a 16 de Dezembro de 1990, domingo,  dia de Santa Adelaide, por representantes dos, na altura, sete países de língua oficial portuguesa. Em nome de Portugal, rubricou Pedro Santana Lopes, secretário de Estado da Cultura do 2.º governo de Cavaco Silva:
Enquadramento jurídico subsequente:

- Afinal, Plúvio, que achais do AO?
- Desnecessário e estúpido; uma bela merda.
- E já agora, Plúvio, que achais dos que com determinação, cúmplices ou por omissão foram impondo ou deixando que se impusesse o mostrengo na ordem jurídica nacional?
- Nhurros, malfeitores da língua e da cultura, passe a redundância. A saber, os principais,

. Deputados da V [1987] à XII [2011] legislaturas . Ei-los em acto de apreço e amor pela língua portuguesa.

. Mário Soares, Presidente da República [PS]
. Jorge Sampaio, Presidente da República [PS]
. Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República [PSD]

. Aníbal Cavaco Silva, Primeiro-Ministro [PSD]
. António Guterres, Primeiro-Ministro [PS]
. Durão Barroso, Primeiro-Ministro [PSD]
. Pedro Santana Lopes, Primeiro-Ministro [PSD]
. José Sócrates, Primeiro-Ministro [PS]
. Pedro Passos Coelho, Primeiro-Ministro [PSD]

Ministros e secretários de Estado da Cultura:
. Pedro Santana Lopes [PSD]
. Manuel Frexes [PSD]
. Manuel Maria Carrilho e Catarina Vaz Pinto [PS]
. José Sasportes [PS]
. Augusto Santos Silva e José Manuel Conde Rodrigues [PS]
. Pedro Roseta e José Amaral Lopes [PSD]
. Maria João Bustorff [PSD]
. Isabel Pires de Lima e Mário Vieira de Carvalho [PS]
. José Pinto Ribeiro e  Paula Fernandes dos Santos [PS]
. Gabriela Canavilhas e Elísio Summavielle [PS]
. Francisco José Viegas [PSD]
. Jorge Barreto Xavier [PSD]

... bem podem limpar as mãos à parede. 
- E agora, Plúvio?
- Danem-se.