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sábado, 10 de abril de 2021

Há coisas que Ana Catarina Mendes não consegue

Ana Catarina Mendes, deputada, líder do grupo parlamentar do Partido Socialista, comentou ontem na televisão a decisão instrutória de Ivo Rosa no processo da "Operação Marquês".

«Eu não consigo mesmo, não consigo entrar num julgamento moral, público, de chacina na praça pública. Não consigo. E não consigo porque eu quero acreditar que a justiça funciona, com todas as fragilidades a que temos assistido, e já lá irei. Mas quero acreditar que a justiça funciona. E portanto eu não consigo entrar numa coisa de percepção, de suspeição, julgar os actos. Não faço isso, não contribuo para esse espectáculo, não quero contribuir.»

«uma coisa que me deixa absolutamente inquieta, que é pensar com base naquilo a que nós assistimos nos últimos anos, nos jornais, nas redes sociais, nos ataques, nos comentários, em tudo... Foi feito um julgamento popular, e está feito um julgamento popular. [...] Nenhum de nós conhece o processo na sua essência. [...] Nenhum de nós seguramente leu a acusação. Eu não a li, estou à vontade para o dizer. Mas há uma coisa que me inquieta muito.»  

Ante a reiterada e confessada incapacidade de percepção dos actos de José Sócrates, mais espanta como consegue ACM percepcionar tão lestamente e fazer juízos de tão vasto alcance histórico como, por exemplo, o que com ousadia galáctica exarou há 10 meses acerca do nada menos do que prodigioso — pois então! — ministro Centeno.

Mas absolutamente inquietante é que uma pessoa com as responsabilidades políticas de Ana Catarina Mendes, porta-voz e opinadora investida em representação do partido que governa, empenhe tanta atenção à malvadez justiceira nos jornais e nas redes sociais,  desprezando e desconhecendo, com o à-vontade alarve admitido ontem, a acusação judicial no processo da "Operação Marquês" divulgada em 10.Out.2017.
O Plúvio leu-a e não tem a responsabilidade remunerada que ACM tem de defender o PS na TVI.

Pergunto-me se Ana Catarina Mendes servirá para mais do que andar de turíbulo na mão a incensar os santos, e pecadores, da confraria e a absterger o fedor das acomodações...

Ainda há não muito, ACM me deixara à beira do vómito.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

«Melhor ministro das Finanças de sempre»?

Com o semblante ortorrômbico e o sorriso trapezoidal que a distinguem, a doutora Ana Catarina Mendes, diligente turiferária de António Costa e presidente de turno do grupo parlamentar do Partido Socialista, resumindo a História e reduzindo a incorpóreas insignificâncias os nomes de, sei lá, Fontes Pereira de Melo, António de Oliveira Salazar, Hernâni Lopes ou António Sousa Franco, proclamou ontem, urbi et orbi, Mário Centeno como «o melhor ministro das Finanças de sempre».

Tendo presente que Centeno não nos informou de uma única razão para se demitir, tendo presente que será mesmo o melhor e está de boa saúde, tendo presente que é no contexto excepcionalmente crítico e difícil que vivemos que tão superior capacidade mais falta fará na governação do erário, mas não tendo presente a cenoura obscena de que toda a gente sabe*, pelos vistos menos ele, trago a etimologia da palavra «ministro» para achar que o doutor Mário Centeno, presuntivo e abnegado servidor da República, vale um peido. Cínico e hipócrita como os demais ... benfiquistas pasmados, algarvios** e outros.
Cumpridos cinco anos e meio de «contas certas» de que repetidamente se ufana, e nós agradecemos, ainda não afasto a possibilidade de o cagão Mário Centeno configurar de facto «um brilhante bluff»... 

«Obrigada, professor Mário Centeno, por todo o trabalho que fez, em nome de Portugal, pelos portugueses e pelas portuguesas.***»
Esta gente não presta.

Adenda
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Concordo com Luís Aguiar-Conraria.

** Por via de dúvidas preconceituosas, informo que sou pai de duas maravilhosas meninas que muito amo, Carolina e Júlia, netas de algarvios. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A síndrome e a ênfase, pelo tesão e pela sms

De uma vez por todas até que o Papa Francisco me desdiga e o Donald Trump me contradiga:
Entendidos? Espero bem que sim, senão deixo de lhes falar.
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* Ó doutora Ana Sá Lopes — "Vanessa e Centeno odeiam SMS" | Sol, 18.Fev.2017 —, decida-se, chiça! Feminino ou masculino?
Quanto ao canivete suíço «erro de percepção mútuo»**Mário Centeno, 13.Fev.2017 —, de que igualmente versa Vanessa, três abordagens valiosas:
** Sei cá porquê, lembro-me de outra diáfana criatura, menos licenciada porém: «Norteio a minha vida pela simplicidade na procura do conhecimento permanente.» [Miguel Relvas, 12.Jul.2012]

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

MC/MC, brilho contínuo

'A diferença entre a Guerra e a Paz é a seguinte: na Guerra, os pobres são os primeiros a serem mortos; na Paz os pobres são os primeiros a morrer'.
Capítulo 9, página 125.

Mário Centeno, anunciado messiânico ministro* de António Costa, na sua primeira subida à tribuna do hemiciclo, ontem: 
«Recorrendo a uma brilhante frase de Mia Couto, para o governo de que agora nos despedimos, 'a diferença entre a recessão e a expansão é que na recessão os pobres são os primeiros a perder, na expansão os pobres são os primeiros a não ganhar'
Minuto 01:20 

Se não vier a confirmar-se um brilhante bluff — oxalá não —, o apessoado doutor Centeno, benfiquista inveterado e amigo dos pobres, começa pelo menos a mostrar jeito para demagogo brilhante.
Mia Couto, consagrado canivete suíço de citações brilhantes, talvez merecesse* paráfrase mais desinfeliz.
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* Alitera, Plúvio, alitera.