Mostrar mensagens com a etiqueta Tropa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tropa. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de abril de 2022

"Carta aberta de 20 personalidades",

encantadoras e inefáveis, como Boaventura Sousa Santos, Carmo Afonso, Isabel do Carmo*, dois oficiais da tropa, Constança Cunha e Sá ou Dino Santiago.

Não que discorde de coisas como
Não escolhemos o tempo em que vivemos, ...
tal como hoje acontece, ...
opinião que se arvora, ...
personagens para todo o serviço, ...
Pensar não é uma tarefa fácil., ...
professores e maestros, ...
desejo patológico, ...
forma acéfala, ...
pensar diferente
ou mesmo de
A solução não é
.

O pior é que separam sujeitos de predicados por vírgula, não conseguem acentuar as esdrúxulas, nem a ortografia do mostrengo AO90, de que são sequazes, praticam competentemente. E muito pior, a roçar iliteracia, é que digam 'vincular' em vez de 'veicular' [ambiente tóxico, em muitos casos vinculado e estimulado por meios de comunicação social || meios que vinculassem informações contrárias].
Face ao que me interrogo sobre quem terá sido o beócio da confraria protomoscovita que redigiu a carta ou o revisor dorminhoco do Expresso que a conferiu.

Quanto ao mais e atendendo ao Portugal em que hoje vivemos, acho que se esticaram um bocadinho

1- na «criminalização» do título "Pela paz contra a criminalização do pensamento".
E reiteram «criminalização» no corpo do texto, mas não consta que algum dos subscritores — ou qualquer outro putinista/russófilo [classificação a mor das vezes redutora, simplista e injusta] entre os vários tresmalhados que no Ocidente sentimental ousam não pintar a cara e a alma de amarelo e azul  — tenha sido demandado por órgãos criminais ou constituído arguido;

2- na acusação de que «O poder político se sente proprietário das formas de pensar».
Apesar da maioria absoluta, a verdade é que ainda não sinto que António Costa seja, sequer se sinta, dono do meu modus cogitandi.

_____________________________________________________
* O jeito que me daria a doutora Isabel ser Trindade...

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Mexer na tropa

Continuo a achar que a farda militar não é a roupa mais bonita com que o homo sapiens sapiens se pode apresentar; continuo a repudiar exércitos; continuo a encarar a necessidade de tropa entre os factos menos nobilitantes da civilização

Na inviabilidade de, por ora, se extinguirem as Forças Armadas, não tenho nada contra a reforma por que João Gomes Cravinho está a dar a cara. Venho acompanhando a controvérsia.
Não dou para o peditório da canonização de Ramalho Eanes nem de militar nenhum.
Detesto Cavaco Silva.  
Pese os interesses político-partidários que protagoniza e serve há muitos anos, confesso admiração bissexta por Ângelo Correia. Assim é que, salvo na parte em que enaltece o bronco de Boliqueime e sobretudo na parte boçal do onteontem*, aprecio a razoabilidade do que, contra as hostes instaladas castrenses, AC disse a Ana Sofia Cardoso, fez ontem uma semana, a respeito da reforma em causa.  
________________________________
* «[...]
Eu tenho muito respeito por Cavaco Silva. Grande primeiro-ministro, presidente da República. Nós todos temos o dever** de lhe dar respeito e prestar respeito. Olhe, numa entrevista que dei ao Público, onteontem, disse o melhor possível dele. Mas assim como nós temos a obrigação de respeitar o professor Cavaco e de o estimar, ele também tem de fazer um pequeno esforço para se ajudar a ele próprio, que é estar calado quando não sabe do que está a falar. E portanto, neste caso, não tem qualquer sentido táctico, nem técnico, nem político; palavras de uma pessoa que nesta área não sabe nada.
[...]»

** A propósito, ó Amílcar, já cumpriste ...?

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Não se brinca com a tropa nem se acirra o lóbi guei

Depois de em apenas 35 dias de consulado ter intervindo em todos os azimutes, do Vaticano ao Barreiro, ter estado em todos os velórios, patrocinado todos os acontecimentos políticos, económico-financeiros, culturais, sociais, religiosos, desportivos, recreativos — talvez falte uma corrida de toiros… —, ter sentenciado e botado faladura sobre tudo e mais um par de botas [botado botas?], eis que o nosso presidente-arlequim aos costumes diz nada.
Pudera! Sabido, cartilagíneo e flutuante como ninguém, ia lá Marcelo alguma vez opinar publicamente contra ou tão-só desalinhado dos que verdadeiramente determinam a engrenagem e timonam a opinião e a comunicação de massas? Marcelo tudo fez e fará para ganhar e se manter nas boas graças do futebol, da religião, de Cristina Ferreira, da maçonaria, do jugular, dos prosélitos e sequazes de todas as confrarias do politicamente correcto, da paneleiragem e do fufedo, que são quem condiciona o episódio  em causa, organizados com perpétuo «orgulho» — assim falam, assim se proclamam — sob o diktat incontrariável [banido da sanidade social quem se atreva] de presuntiva superioridade antropológica ó Plúvio e se te calasses já que o presidente se calou?
Marcelo Rebelo de Sousa é um incontinente frenético estonteante; tonto, jamais. Mas, não tarda, terá O Eixo do Mal a pedir-lhe gravitas
Não, não tenho saudades de Cavaco; muito menos de Mário Soares.
Ai de mim.

domingo, 4 de maio de 2014

Boas notícias

As Forças Armadas, que nos fizeram um grande favor há 40 anos, poderiam aproveitar para nos fazer outro, decerto maior: auto-exterminem-se, impludam! A civilização ficaria um tudo-nada menos pornográfica e Portugal mais asseado.
Força nisso, Vasco!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A manta de retalhos de Vânia Carvalho Dias da Silva *

«[…] Uma boa surpresa, muito acima do mínimo que sempre constituiria. Trata-se de um documento com princípio, meio e fim. Escrito num português claro. Frequentemente assertivo. Convido todos os portugueses a lerem-no […] Estamos de regresso à política no seu melhor. […]»

Daniel Bessa, “Guião da Reforma do Estado| Expresso/Economia, 02.Nov.2013


«[…] talvez dos textos mais pobres, mais medíocres, mais vazios que eu vi produzido por algum governo em Portugal. […] um borrão de notas que um político toma para fazer um comício. Acontece que este comício foi feito na Presidência do Conselho de Ministros. […] texto cheio de clichés, cheio de slogans e cheio de trocadilhos que, aliás, é a especialidade do doutor Paulo Portas. […] a instrumentalização do Estado ao serviço da mais vulgar politiquice. […] vulgaridades, banalidades, slogans. […] Nunca o Estado português produziu um papel destes, que me lembre. […]»

"A opinião de José Sócrates" | RTP1, 03.Nov.2013

 

Aceitei o convite do doutor Daniel e, atento principalmente  ao essencial acessório, li o coiso.

Cento e doze páginas de Arial Narrow, corpo 16, espaçamento de linhas duplo, com apresentação paleolítica. «Autor: vania.silva».

O padrão ortográfico tem a coerência e segue o preceito dos esgotos e dos aterros sanitários pré-ecológicos. Consoante as gárgulas - as “fontes” da página 112? -, aplicam-se indistintamente e a esmo as três ortografias em uso na actual esquizofrenia linguística portuguesa a que, aposto, Fernando Pessoa jamais ousaria chamar Minha pátriaa boa, de 1945, que, estranhamente contra o consuetudinário governamental, predomina neste coiso; a de 1990, do Malaca, que pintalguei de amarelo,  e, aqui e ali, enxertos teratológicos das duas. Depois, incorrecções básicas - também as assinalei -, sem patrocínio ortográfico ou gramatical que lhes acuda, como: rúbrica por 'rubrica', inclusivé por 'inclusive', industria por 'indústria', incluíu-se por 'incluiu-se', interfaces intuitivos e seguros por 'interfaces intuitivas e seguras', melhor enquadrados por 'mais bem enquadrados'; concordâncias e regências defeituosas; vírgula inadmissível entre sujeito e predicado repetida até à exaustão; etc.

Que dizer, por exemplo, do desleixo de Código de Trabalho por 'Código do Trabalho'?

Finalmente, imagino quantos de «todos os portugueses» convidados por Daniel Bessa a ler o coiso estarão em condições de decifrar total e correctamente, sem recurso a criptólogos e arúspices encartados, o chorrilho de siglas não explicitadas com que o texto nos massacra: DCI, ENVC, CRESAP, ESPAP, APA, SII, MCDT…        

 

Três ou quatro passagens do coiso:

«em nome do interesse nacional que é de todos» – página 2 [Ao invés do interesse particular que é só de alguns. Este governo é um fofo.]

«A demagogia é, portanto, incompatível com as regras de pertença de Portugal ao euro.» - página 17 [E sobretudo vice-versa, diria eu. Confesso que a  palavra “demagogia” na boca de Paulo Portas me soa sempre a girândola garrida.]

«a redução gradual do efectivo das Forças Armadas para 30 a 32 mil militares» - página 56 [Ora bolas, pensava eu que reforma do Estado que se preze não haveria de fazer a coisa por menos de uma redução para zero militares... Essa é que seria, ó se seria!]

«Ao lançar estas orientações, o Governo actua com humildade democrática.» - página 3

«É conhecido, ainda, que as experiências de simplificação e de desmaterialização administrativas dos últimos anos já mudaram em muitos domínios a relação directa do Estado com os cidadãos e agentes económicos» – página 109 [Mandaria a decência que em vez de «conhecido» fosse «reconhecido». Nisto da simplificação e desmaterialização administrativas, ao menos quanto a isto, disporia o governo de Passos Coelho de oportunidade excelente para, com a «humildade democrática» aqui proclamada, reconhecer ao governo anterior alguma benfeitoria. Mas tá quietinho, macaco: se nem decente, quanto mais humilde...]


No que havia o mefistofélico Portas de meter a sua queriducha e pinícula Vânia de Azurém

_______________________________
* ... e o português claro de Daniel Bessa Fernandes Coelho

domingo, 27 de outubro de 2013

Para que se relembre e conste

Amadeo de Souza-Cardoso só viveu de 14 de Novembro de 1887 a 25 de Outubro de 1918. Se isto é um Deus justo, vou ali, já venho.  

À velocidade da inquietação” – ganda título - é um documentário de 58 minutos redentores escrito por Anabela Almeida e realizado por António José de Almeida que compôs igualmente a música, “Amadeo”. Foi estreado na RTP2 em 11.Dez.2012 e entretanto objecto de algumas reemissões.

A locução esmerada é de Inês Meneses, Paulo Rocha e Pedro Ramos e tem lá dentro a depor, entre estimáveis e competentes pessoas, a Maria Helena de Freitas, mulher linda de fala encantadora, nascida em Lisboa em 1958.

As cartas que Amadeo escrevia deixam-me siderado. Como é que, por exemplo, se podiam dizer aos 19 anos coisas daquelas e naquela deslumbrante letra-charrua? E a carta ao irmão António, a poucos meses de, fez agora 95 anos, a gripe espanhola o levar, céus!?

_____________________________

Há quem queira acabar com a RTP2. Meus ricos e bem aplicados impostos. Porque não acabam antes com as Forças Armadas, hã? Isso, sim, é que seria poupança na despesa do Estado e ganho na decência da Civilização.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

«[...] o Colégio Militar é

a desonra dos valores essenciais da república portuguesa, um atentado à razão, um insulto à escola pública. A pergunta a fazer não é porque é que o querem matar, é porque é que ainda existe.»

Bravo, Fernanda!

terça-feira, 14 de maio de 2013

E porque não desmantelá-las?

«Se aumentarmos para 58 anos a reserva, o resultado é que amanhã não temos Forças Armadas. Teremos homens a prestar serviço militar de bengala. Teremos umas Forças Armadas de anciãos. Isso é mais um elemento de uma acção em que as Forças Armadas têm vindo a ser descaracterizadas e desarticuladas. Eventualmente, quem sabe, até com o objectivo de as desmantelar.»

... amanhã não temos Forças Armadas. - Fossem todos destes os amanhãs que cantam.
___________________________
Anciãos de 56 e 57 anos, em fim de carreira…
Ó nosso coronel, e se fosse advertir o caralho?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Oficiais, sargentos e praças

No DN de ontem – “De camuflado só os argumentos legais” -, o magnífico Ferreira Fernandes trata do queixume sedicioso que vai engrossando nos quartéis com, a meu ver, inesperada candura e benevolência.
Insisto, «Para que serve, afinal, a tropa?» e continuo a não ver senão um modo de resolver o assunto: extinguir as Forças Armadas e reciclar toda a cangalhada com que parasitariamente se entretêm, dos pára-quedas aos submarinos,  removendo – para já, em Portugal, tanto mais que não precisamos de exércitos para nada e mesmo que precisássemos, ai de nós, de pouco nos serviriam, morigerando os costumes e dando exemplo ao Mundo [como fizemos, sei lá, com a pena de morte], - essa milenar chaga de civilização, ominosa engrenagem de morte que só pode envergonhar o ser humano. Sim, eu sei que o MAL nos é talvez endócrino e que, às vezes, nada como uma granada à mão e um soldado que a maneje com eficácia – de preferência, do nosso lado – para evitar males maiores.
Ainda assim, julgo que estamos em boa altura e com pretexto razoável para pensar a sério no assunto. O senhor doutor Pedro Passos  Coelho, oferecendo o peito às balas, sempre aproveitaria para exibir a coragem de que tanto se ufana; o senhor doutor Vítor Gaspar haveria de, com vénia, dizer, como usam do Ambiente rematar os beatos da Quercus, «o Tesouro agradece.»; por fim, que não benefício menor, o senhor dom Januário teria de ir pregar para outra freguesia.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Na caracterização das «Dez desgraças»

que arrolou na Sábado de hoje, o José Pacheco Pereira diz uma coisa que me apetece enfatizar, ainda que sem nenhuma da velada ironia com que ele a diz.
Mas não diz uma outra porque acho que lhe custaria dizê-la, com ou sem ironia.  

A coisa que o JPP diz:
«Podíamos encerrar as embaixadas, fechar o ministério e acabar com as forças armadas.»
E porque não se haveria de acabar com elas já? Para que serve, afinal, a tropa? Mal irá Portugal se ou quando precisar dela. Enfim, serviu numas breves horas em 25 de Abril de 1974 - e julgo que está mais do que bem paga por isso -, mas não lhe sei de mais nada que justifique a mastodôntica despesa com ela.
Para socorrer uns náufragos e ajudar nos fogos é preciso tanto e tão caro estardalhaço?
A necessidade de exército, subsumindo nele a tropa do ar e da água, é porventura o sinal maior de quão atrasado e miserável continua o homo sapiens.   

A coisa que o JPP não diz.
«a corrupção da alta esfera dos anos 90 do século XX continua com praticantes dedicados. Eu costumava dizer que mais cedo ou mais tarde a coisa dava para o torto, tanta era a ganância. E para algumas personagens principais deu mesmo para o torto. Mas nem para todos, nem para muitos dos seus dedicados colaboradores e encobridores, que esses andam por aí como homens de muito sucesso empresarial.» - JPP
E que não diz o Pacheco Pereira e se calhar deveria ter dito, sei lá, talvez assim?:
tanta era a ganância. E para algumas personagens principais deu mesmo para o torto. Mas nem para todos, nem para muitos dos seus dedicados colaboradores e encobridores ou para, por exemplo, a levedura “Cavaco Silva” com que boa parte deles medrou, que esses andam por aí como homens de muito sucesso e virtude.

Tenho dito.

PS
El pesetero…
Claro que não poderia estar mais de acordo com a seguinte passagem do Editorial da Sábado de hoje:
«Durante anos, Luís Figo aceitou ser a cara do banco [BPN], aparecendo em várias publicidades a recomendar aos portugueses que confiassem na instituição fundada por Oliveira e Costa. Para um banco que era frequentemente alvo de rumores sobre a forma como actuava, este empréstimo de credibilidade podia ser a diferença entre alguém colocar as suas poupanças ali ou noutro sítio qualquer. Como Luís Figo não tinha poderes de supervisão ou de adivinhação, não se exigia que recusasse as propostas do BPN. Mas já se podia exigir que, depois de as autoridades perceberem que se tratava de um banco fora-de-lei, o antigo jogador ensaiasse pelo menos um pedido de desculpa por ter involuntariamente ligado a sua imagem a uma instituição pouco recomendável.»