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terça-feira, 12 de abril de 2022

66 segundos de escorrência fétida

«Foram hoje apresentadasa) as memórias de Daniel Proença de Carvalho. Chamam-se "Memórias do Advogado - Justiça, Política e Comunicação Social".b) O Daniel Proença de Carvalho, há quem goste, há quem não goste dele, é um personagem marcante e como se costuma agora dizer incontornável da democracia portuguesa. Esteve em todos os momentos do nosso regime, até esteve noutros anteriores, particularmente no célebre "caso Sommeronde houve aí uma grande guerra também de regimes, contra o regime, aliás. E portanto, é uma vida, esta aqui, a vida de um homem; é também a vida de muito da nossa história recente. Ele fala sobretudo de justiça, dos problemas da justiça em Portugal. Mas fala também de política e de comunicação social. É um livro que se começa a ler e depois não se consegue parar. É um livro notável de um homem a quem o senhor Presidente da República hoje disse que o país deve muito e eu tenho que concordar inteiramente com o Presidente da República, é um homem a quem eu acho que o país deve muito.»c)
66 segundos de Pedro Marques Lopes, lambecusista-mor do reino, 07.Abr.2022d)
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a) Pressente-se nesta poderosa sala — «veja as imagens» —, ou aqui, um suave, mefítico e sofisticado cheirete a compadres...


c) Talvez PML devesse aduzir, para melhor compreensão pública do acto de propaganda, que o seu advogado, e doutros dignos constituintes como Ricardo Salgado, é o Francisco Proença de Carvalho, filho do Daniel que, já agora, entre multiplicados mesteres de que se incumbiu ao longo de uma existência vivida nos peristilos de poderes vários, foi defensor de José Sócrates e patrão do jornal onde PML publicou semanalmente de 2009 a 2020.e)
 
d) Posaconazol não pára de desconcertar.
«Gosto pelo menos de pensar que tenho um bocadinho de cuidado com as palavras». - 23h05
Nota-se. Palavras não eram ditas,
«O Partido Social Democrata continua a não conseguir ter um discurso que de encontro a este eleitorado moderado». - 23h26
Praticante penoso da língua, há-de reformar-se do comentariado sem que ninguém o elucide de que com o 'ir de encontro', que profere insistentemente, diz o contrário do que quer dizer.
de encontro    ao encontro

e) Tempo de salivante e mal disfarçado contentamento aquele — 2017-2019, num Diário de Notícias ainda animado de socratofilia palpável —, de hossanas ao na altura novel presidente do PSD com Daniel Proença de Carvalho, chefe da trupe, Fernanda Câncio e seu serviçal Pedro Marques Lopes, irmanados no desiderato comum de domesticação do Ministério Público e açaime do juiz Carlos Alexandre que a reforma da Justiça propalada e exigida por Rui Rio — um dos cavalos de batalha no seu programa político — haveria de lograr, assim lhe dessem ouvidos ou o poder necessário.

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Mas para informação substancial acerca da figura incontornável e do livro em apreço, apresentados por Miguel Sousa Tavares, dos mais antigos e persistentes gladiadores-odiadores do Ministério Público, vá lá adivinharmos porquê, nada supera a generosa, suculenta e bem documentada peça, elaborada por  quem sabe e conhece, José, que dá uma ideia do país que muito deve a Daniel Proença de Carvalho, já que nem o frenético arlequim nem o pândego Posaconazol tiveram a gentileza de explicar que gente concreta deve assim tanto a este músico medíocre e que especificada dívida está por cobrar.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Reino da sabedoria

Territorialmente, a Rússia é, de longe, o maior país do mundo.
O 2.º maior, com pouco mais de metade da área da Rússia, é o Canadá.

Às 23h34 de anteontem, quinta-feira, testemunhei em directo a conversa televisiva que se segue.
Merceeiro- A Rússia não é uma economia, é uma economia pequena, só tem território, e a outra coisa importante… mas também há outros países com território muito grande. Por exemplo, o Canadá que é maior que a Rússia. Tem um bocadinho mais de gelo…
Aurélio Gomes- Maior do que a Rússia?
Cauteleiro- Sim, é maior que a Rússia. É o maior país. É maior que a Rússia.
Daniel Oliveira- Não, não é.
Gasolineiro- Ah, mas é.
Daniel Oliveira- Não, não é!
Perigo grande, como venho repetindo, é que pode haver crianças por perto.  

Merceeiro- Eu já tou aqui há uns anos, o bastante para as pessoas, enfim, terem a ideia de que eu não defendo nem deixo de defender partido nenhum, por princípio.
Camaleão vígaro.

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É o momento de actualizar e acrescentar ao rabiscado aqui em 14.Jan.2022, 21.Mai.2021, 01.Mar.2021 e 09.Jan.2021, dia de Posaconazol Metenamitoso Latanoprostático.

Não há uma alma caridosa que ensine ao posaconazol ignaro a palavra apparatchik?
«houve uma relvização do PSD; há muito apartechic»
«coisa típica de apartechic ou de terrorista de teclado»
Mete dó.

E «Hélas!», que o cauteleiro escreve invariavelmente «Helas», sem acento? Por que espera o «querido» Ferreira Fernandes, sage como poucos, para resgatá-lo da vergonha de persistir no uso da interjeição francesa que significa o contrário do que o ínscio quer dizer, isto é, «Voilà!"?

«Helas»- 16.Jun.2021, graxa em Mafalda Anjos, sua nova patroa.*
«Helas»- 03.Ago.2021, graxa em Fernanda Câncio, madrinha de todas as horas.*
«Helas»- 29.Jun.2021, revendo-se numa citação de Abraham Lincoln. 
«Helas, helas». Arrisco que terá sido assim; na pronúncia não se percebe se é com ou sem acento.
Confrange.

O merceeiro estólido não faz a mínima ideia da diferença entre sob e sobre.
«nós não vivemos sobre o império de burocratas ou de epidemiologistas»- 17.Jun.2021
«este país vive sobre o manto completo da corrupção»
17.Jun.2021
Dói.

Observe-se como o cauteleiro lerdo confunde e baralha em sucessão o "Mapa cor-de-rosa" com os "Os 12 de Inglaterra", que ao princípio eram 11, e com os "Magriços", futebolistas de 1966
«mentalidade mapa cor-de-rosa ... mandamos 11 pessoas pra lá, 11 combatentes»- 03.Jun.2021
«os 12 de que eu estava a falar há bocado eram os "Magriços"; foram resgatar a honra de 12 damas inglesas»- 03.Jun.2021
Bebedeira de asneiredo.

O posaconazol obducto não esconde a ojeriza à perseguição penal do enriquecimento não explicado e, sobretudo, à inversão do ónus da prova. É a parte, tenho isso bem presente, em que Vasco M. Barreto, que muito admiro, sugere que roço a calúnia; mas é a parte em que sou tentado a enquadrar a interrogação indignada de 10 meses atrás:
«Por que diabo eu hei-de dizer do meu património?»

Não é novidade que o gasolineiro aproveita todas as oportunidades mediáticas para se hispersusceptibilizar sempre que o lóbi LGBT+ é importunado.
Por exemplo, eu acredito que na nomeação do estimável paneleiro Penim pela declarada fufa Fonseca o factor homo- contou que fartou e porventura terá sido o argumento que mais sobrelevou na escolha. Mas isso sou eu que pouco ou nada faço por me escapulir ao rótulo "homofóbico".
O gasolineiro tem outra perspectiva:
«Pedro Penim é das maiores figuras do nosso teatro [É!? Ena!]. Fiquei muito contente que ele fosse para director do Teatro Nacional D. Maria II.»- 23.Set.2021

Pedro Faro, figura proeminente do activismo queer lisboeta:
«Há dias quase quase perfeitos. Hoje pude almoçar, no intervalo do trabalho, com muito Sol, com amigxs lindxs com quem posso conversar e partilhar quase tudo: A Yara Monteiro, o @pedroml e o meu bff @andreeteodosio** 💕 Ainda reencontrei outras pessoas lindas que por ali passavam. 🌈»- 02.Fev.2022
Cabemos cá todos. Bom proveito e bem haja.

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«O Pedro Marques Lopes é asqueroso
Admito. JQ conhece-o bem.
Eu nem o cauteleiro conheço.

Mistério insondável é como insistem a TSF, a SIC e a Visão em pagar o palco opinativo de um mendicante destes, fraude gigantesca no comentariado nacional.
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* Lambe-botas bíblico, o gasolineiro não desperdiça oportunidades de bajular em conjunto a madrinha e a patroa.- 24.Jun.2021

** Refulgente vulto do pensamento contemporâneo que exigiu Panteão Nacional, nada menos, na morte do Manel.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Edite Estrela? Oh, não! [2/2]

Na abalada de Eduardo Ferro Rodrigues, pai de uma das mais fraternas amigas da jornalista Fernanda Câncio,  Posaconazol transfigurou-se em vidente heterodoxo: 
«Vai fazer muita falta porque é um grande senhor, é um grande senhor da política. […] Quem me conhece mais intimamente sabe que o meu modelo de político é o Eduardo Ferro Rodrigues* […] Nunca votei nele nem em listas onde ele estivesse e no entanto é o meu modelo político. A minha admiração vem da postura, da maneira como ele vê a política, da sua falta de azedume, da maneira como olha para adversários, não como inimigos mas como adversários. Um tipo tolerante, intransigente com populismos e outra coisa que às vezes está esquecida, é intransigente com popularichices [...] E é um homem, como eu, como nós, que gosta da vida e dos prazeres que a vida dá. […] Um grande muito obrigado ao doutor Ferro Rodrigues, e é uma pena que ele abandone os cargos políticos.»

À anunciada eventual ascensão a Presidente da Assembleia da República de Edite Estrela, por quem a jornalista Fernanda Câncio nutre admiração vistosa e amizade pública exuberante,  Posaconazol veio-se de indignação:
«Subitamente esta semana apareceu, parecia, um ataque concertado a Edite Estrela. [...] Qual era o problema? Porque é que Edite Estrela não podia ser Presidente da Assembleia da República? [...]   Eu acho que isto é de uma vilania, de uma falta de carácter, repito, falta de carácter, este tipo de ataque que está a ser feito a Edite Estrela, uma pessoa que eu não conheço, que enfim…  — respeitável, que não tem problema nenhum**. Verdadeiramente chocante!»

«Esta perseguição à Edite, feita por João Miguel Tavares, é das coisas mais absolutamente repugnantes que já vi.»

Pedro Marques Lopes, «o meu gorducho» da jornalista Fernanda Câncio, uma plenitude patética.
«concertado», o quê?

Na minha terra usa dizer-se putedo de coisas que tais.
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* Ou seja, nos 15 anos de palco mediático em que enalteceu sucessivamente como seus modelos políticos Diogo Freitas do Amaral, Francisco Sá Carneiro, Pedro Passos Coelho, Mário Soares, José Sócrates, Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rio..., Pedro Marques Lopes enganou-nos e escondeu sempre o seu modelo. Ficamos a saber que era, talvez, preciso perceber como Pedro Marques Lopes desabotoa a braguilha — «mais intimamente» não andará longe... — para se descobrir que o seu verdadeiro modelo de político é, afinal, Eduardo Ferro Rodrigues

** Nenhum mesmo, doutor PML? Não prestar para a função não chega?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Edite Estrela? Oh, não! [1/2]

«Esta perseguição à Edite, feita por João Miguel Tavares, é das coisas mais absolutamente repugnantes que já vi. Não quererá pô-la a ela e à família toda na roda?»

Quero entrar na roda.
Mas, antes de mais, um discleima para que se não julgue que venho movido por ímpeto malsão ad feminam: detesto Edite Estrela, desde que, finais do decénio de '80 do século XX, lhe acompanho o protagonismo público. Voz desagradável, dicção horrível, gramática coxa, pese a fama granjeada na matéria. Jamais lhe perdoarei a mancebia oportunista e irresponsável com o nefando Acordo Ortográfico de 1990. 

Nasceu em Carrazeda de Ansiães há 72 anos, vive no Partido Socialista há 40.
De 1973 a 1986- Professora de Português
De 1987 a 1995- Deputada nas V e VI Legislaturas
De 1993 a 2001- Presidente da Câmara Municipal de Sintra
De 2002 a 2005- Deputada na IX Legislatura
De 2004 a 2014- Deputada no Parlamento Europeu
De 2015 a 2022- Deputada nas XIII e XIV Legislaturas
De 2022 [a 2026?]- Deputada na XV Legislatura 

Acho divertido quando na Wikipédia de pessoas com a densidade biográfica de Edite Estrela não consta qualquer apontamento de família. Parecem ectoplasmas. Faz-me lembrar Assunção Esteves, antiga Presidente da Assembleia da República: «[...] colocou um membro do gabinete a alterar constantemente a sua página na Wikipédia de modo a eliminar dados que ela não gosta que sejam públicos [...]»
Lá com elas, estão no seu direito.

10.Dez.2003- «Ministério Público pede apenas multa para Edite Estrela»

12.Fev.2005- «Ministério Público aceita reduzir pena a Edite Estrela»

2007- Edite Estrela, eurodeputada, contrata enteada e genro. 

25.Set.2009- «[...]  No almoço do PS, Sócrates voltou a ter o apoio da família socialista. Ao seu lado, na mesa de honra, estiveram ... Edite Estrela, António Costa e Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica, que quis ir dar o seu apoio a “um amigo”. [...]»

14.Nov.2010- Não sabendo que estava a ser escutada, Edite Estrela, em conversa telefónica com o seu dilecto Armando Vara, insulta camaradas socialistas: Ana Gomes, Elisa Ferreira, Vital Moreira... 

03.Jan.2013- Edite Estrela arrepende-se e apaga o 'tuíte' em que anunciava um almoço e convidava pessoas, sob sugestão e aval do afilhado, para mais um ágape socratólatra.

06.Jan.2015- Na companhia de Mário Lino, ex-ministro de José Sócrates, e de Carlos Martins, vice-presidente da Câmara da Covilhã, Edite Estrela cumpre a sua jornada na romaria a Évora. Mário Soares cumpriu por sete vezes... *

05.Mai.2018- «Edite Estrela» ocorre por oito vezes nesta história de dominação contada por duas Ritas.

20.Jul.2021-  Como conseguiu uma abécula destas chegar onde chegou? Edite Estrela não presta.
Parabéns, Ascenso Simões; parabéns, Jorge Lacão; parabéns, Sérgio Sousa Pinto; parabéns, Marcos Perestrello. 

18.Dez.2021 - «[...] Edite Estrela não tem quaisquer condições para ser eleita segunda figura do Estado português. [...]»
- João Miguel Tavares.
Concordo.

16.Jan.2022- Nem por não achar ponta de graça a este saloio deixo de comungar da sua rejeição de Edite Estrela.  

07.Fev.2022- «O problema é Edite Estrela»

08.Fev.2022- «[...] Edite Estrela foi madrinha de Sócrates no PS e na vida real. O seu marido fundou empresas com Sócrates nos anos 80. Passaram férias juntos. Foram unha com carne ao longo de 30 anos. Edite Estrela conhecia a sua vida política e pessoal de trás para a frente. Foi uma das vozes mais activas do PS a defender Sócrates após a sua detenção. E certo dia, quando as suspeitas e os indícios começaram a acumular-se muito para lá do razoável, calou-se sobre o tema Sócrates, como todos se calaram. [...]
Sócrates é hoje tratado como um ET caído das estrelas que assaltou o país de forma solitária e com um plano unipessoal. Espantoso, de facto. Só que esse silenciamento, essa suspensão da capacidade crítica, essa denegação das responsabilidades políticas, foi terrível para o país, e continua a ser terrível – como se vê pela ideia abstrusa de ter Edite Estrela como segunda figura do Estado, ou Pedro Silva Pereira, cuja esposa andou a receber dinheiro do universo de Carlos Santos Silva, como vice-presidente do Parlamento Europeu. [...]»
- João Miguel Tavares

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14.Mar.2021Rui do Nascimento Rabaça Vieira, marido de Edite Estrela.

Brasil, Dez.2006- Rui Vieira, o primeiro a contar da esquerda. Já agora e a despropósito, o segundo a contar da direita, entre Carlos Santos Silva e José Sócrates, Jaime Silva, sogro de Fernando Medina. Mundo, um penico.

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Manifestações públicas de ternura e cumplicidade derretem-me sempre a obtusidade córnea.
Vamos a elas:

02.Mai.2012
    - Depois da boa análise da Fernanda Câncio, desejo-lhes uma boa noite 😊
    - Beijos, Edite. Obrigada.
27.Mai.2012
    - Bom dia, Edite, está boa?
02.Jun.2012
    - Beijos, Edite. Aqui já se trabalha (eheh)
13.Jun.2012
    - Estou um bocadinho derreada pela noite de Sto. António. E a Edite?
24.Ago.2012
    - Boa noite, vou dormir. A temperatura baixou e a lua cresceu.
    - Boa noite, Edite, beijos.
26.Nov.2012
    - Estou óptima. E a Edite, muito trabalho?
11.Dez.2012
    - Olá, Edite. Gostava de saber a sua opinião sobre uma coisa. Pode ser?
    - Claro que sim. Quer tratar por email?
24.Dez.2012
    - Um feliz Natal para todos.
    - E para si, Edite. Beijos.
02.Jan.2013
    - Já jantaram?
    - Ahahahahahah. Muito bem, Edite.
22.Jan.2013
    - Que bom, Edite. Parabéns.
13.Fev.2013
    - Boa noite, Edite. Beijos e boa viagem.
09.Abr.2013
    - Edite, é ‘lembro-me que’ ou ‘lembro-me de que’? (Acabei de ver o anúncio de uma reportagem, ‘lembro-me que morri’) e fiquei na dúvida.
    - Lembro-me de que... Lembro-me de alguém ou de alguma coisa.
    - Bem me parecia que aquilo não estava bem. Obrigada.
10.Jul.2013
    - Vou dormir. Hoje já não há mais desenvolvimentos. Boa noite.
    - Beijos, Edite. Bons sonhos.
08.Set.2013
    - Muito bom, Fernanda.
    - Obrigada, querida Edite.
30.Set.2013
    - Boa noite, vou dormir e ter bons sonhos. Eheheh.
    - Boa noite, querida Edite. O Rui foi eleito?
    - Olá, Fernanda. Não ganhámos Foz Côa, mas ganhámos a junta de Cedovim, com uma mulher. Pela primeira vez.
    - Ah, que pena.
12.Out.2013
    - Obrigada, Edite, Beijo.
20.Abr.2014
    - Quem és tu e que fizeste com a Edite? Campeões. Campeões. Campeões. Somos campeões. Benfica!!!!!!!
15.Mai.2015
    - Ora, não tem de quê, Edite. Beijos.
    - É a perspectiva de muita gente. Mas muito bem escrito. O inigualável estilo da “Câncio” :)
20.Mar.2020
    - Durma bem, querida Edite.
05.Abr.2021
    - Obrigada, Edite. Beijo.
    - Outro, Fernanda.
19.Jun.2021
    - Muito obrigada, Edite. Mas ainda falta muito para acabar, certo?
06.Ago.2021
    - Que bom, Edite querida. saudades.💗
    - Imensas, Fernanda.

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Dos 14 Presidentes da Assembleia da República, desde 1976, começando por Vasco da Gama Fernandes — ambos assinávamos A Batalha —,  Eduardo Ferro Rodrigues foi o pior.

10.Fev.2022- «Ferro, solidário com Edite Estrela»
Um pesadelo caucionado por outro.
Qualquer coisa me diz, perdão, muitas coisas me dizem que a eventual indigitação de Edite Estrela para PAR comprometerá seriamente a posição de FR na minha tabela.

Agora, que tem Augusto Santos Silva confirmado no parlamento, menos ainda se perdoará a António Costa a afronta ao asseio da República se escolher para segunda figura dela uma videirinha rasca que parafraseia com o maior desplante um Fernando Pessoa inventado na candonga fajuta das citações apócrifas.**
Haja decoro, caralho!
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* A propósito de «Mário Soares cumpriu»,
- Não me digas, Amílcar..., não me diga, dona Teresa, que ainda não cumpriu hoje... Olhem que chamo o doutor Costa!
 
** Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível - Fernando Pessoa, céus?! 
Faça-nos, doutora Edite, a bondade de informar  quando e em que página escreveu Fernando Pessoa tão merdíflua coisa. Se não encontrar no arquivo, peça ajuda à «querida Fernanda», graduada em afectos e em repugnâncias [absolutamente repugnantes, proclama a jornalista isenta...], sumidade em citações fidedignas de Pessoa: Rodeia-te de rosas, ama, bebe, dança e cala...  E de Lenine.
A obtusidade córnea lá atrás aprendi-a aos 17 anos, tenho a certeza, com Eça de Queiroz, aqui.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Miau béu-béu, pozinhos de Inês, declaração de voto

Tenho igual respeito bíblico e o mesmo olhar de maravilhamento, (in)compreensão e espanto por todos os bichos, dos que mato para comer aos de que fujo para não me matarem, dos que me divertem ou com que me divirto, dos que me proporcionam sensação de bem-estar aos que aspirjo diligentemente

Dito o que, me encanita — olha o étimo, Plúvio... — o uso de repertório antroponímico para o chamamento de animais e sou preconceituoso o bastante para não votar num candidato pela razão singela de chamar Camões ao gato. 
É o caso de Rui Tavares. Cumpre acrescentar que, para piorar o apreço pela humanidade, RT tem ainda um Leôncio e um Emílio e que um vate felídeo está longe de ser o único motivo da minha embirração pelo pai do LIVRE, esquerda verde europeia, cruzes canhoto. 
Mas Camões tira-me do sério. Acho um insulto de lesa-pátria.
Sabendo nós que o mais próximo que Camões está de miar n' Os Lusíadas é na estrofe n.º 153 do canto X,  
«[...]
De Formião, filósofo elegante,
Vereis como Aníbal escarnecia,
[...]», 
apetece-me dizer a Rui Tavares: Vá chatear o Cam..., perdão, o camandro!

Recapitulando,
Rui Rio tem um Zé Albino
André Ventura, uma Acácia,
Luís Pedro Nunes, um Rufino, além de uma Melancolie, belo nome, 
Daniel Oliveira, um Tobias e um Simão, além de uma Bica, nome aceitável para cadela, 
Ricardo Araújo Pereira, uma dona Custódia, entre outras humanizadas criaturas,  não constando que, ao baptizar de Custódia a cadela, RAP pretendesse homenagear a mãe, alguma avó ou parente próxima. 
De resto, não conheço ninguém que ponha nomes da sua família ou de amigos a bichos seus e que dando aos animais nomes de gente queira com isso homenagear pessoas que estima. Porque será?...
Assim, hei-de reconhecer critério asseado a António Costa, que tem uma Naná e um Docas, ou a João Cotrim Figueiredo que tem uma Bala.

No entanto, o que me encanita — olha o étimo, Plúvio... — ainda mais, muito mais, é, no seguimento dos nomes próprios, a alucinante antropomorfização da bicheza pela aplicação à dita cuja, nos usos e costumes dos "amigos dos animais", do preceituário consignado na Subsecção V ("Lei reguladora das relações de família", artigos 49.º-61.º) da Secção II do Capítulo III do Título I do Livro I do Código Civil português.

Observo na rua uma exemplar de "homo sapiens" falando com o cão: Venha cá à mãe!  
Estremeço.

Estupefacto, acompanho numa rede social planetária a conversa pública de uma das mais graduadas jornalistas portuguesas em actividade com uma deputada municipal do Bloco de Esquerda [ex-militante do CDS-PP] de que a jornalista se intitula chocarreiramente «mãe», falando dos dois gatos da «filha» bloquista:
Que lindos os meus netinhos ... Quem é que lhes explica que não sou mãe deles? ... Ai estão tão lindos os meus netinhos. Que pena ir deserdar a mãe deles ... Gosto que lhes preserves as carinhas do olhar do público. Privacidade para as crianças, sempre. ... Não quero expor os meus filhos tão novos. Quando crescerem, logo decidem. ... As crianças estão saudáveis, a crescer bem ... É a menina ou o menino? ... O menino.
Sei que brincam. Mas se não há por ali evidência de degradação civilizacional, digam-me o que há.

Enquanto isso, Marco Paulo foi avô. Com muito orgulho.

//

Agora, Inês, metralhadora daquilo que é, a quem, se pudesse, atribuiria desde já o óscar da melhor máscara do mundo no sub-ramo "Prosa ensaística".   

Na existência longa que levo de espectador de congressos, não me lembro de nenhum com tantas interrupções para aplausos. Como se a cada 30 segundos ISR emitisse uma ideia nobelizável. 
Ouvi bem; leu bem, caro(a) leitor(a) - Inês disse «dignidade». 

«protecção de todos os animais* e não apenas de alguns»
* Confio em que Inês não se estava a esquecer da vespa asiática.

«pelo menos uma pequena vila canadense foi inteiramente consumida pelas chamas»
No que dá um copipeiste de notícia brasileira...

Enfim, admirável mundo novo...

//

Razões estritas de educação impedem-me, nesta altura, de votar no PS ou no CHEGA.
Ciente do arcaísmo político que representa o Partido Comunista Português que, em indetível declínio de representatividade deixou definitivamente de poder integrar qualquer comité governativo do país ou de influir nos destinos do mundo — e daí nenhum mal advirá —, votarei depois de amanhã, 30, na CDU | PCP-PEV.  Há causas pontuais avulsas em que me revejo no entendimento do PCP, designadamente na prudência com que encara a biosfera ou na perseverança com que defende — é a única organização partidária parlamentar a fazê-lo coesa e consistentemente desde o início — a sanidade da língua, contra o Acordo Ortográfico de 1990 - PCP!, PCP!, PCP! Além de que, detestando João Ferreira, simpatizo há muito com a pessoa de João Oliveira.
Voto hormonal, pois.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Bom dia. O Pedro Marques Lopes é um indigente *

No tópico "Justiça" do confronto de ontem à noite com Rui Rio, António Costa, primeiro-ministro incumbente, disse:
«É entendimento em todas as instâncias internacionais, desde o Conselho da Europa à Comissão Europeia, todos, de que não controlar os órgãos de gestão da magistratura é fundamental garantia da sua independência para garantir a independência dos magistrados [...] A magistratura do Ministério Público é uma magistratura hierarquizada [...] O que não existe no Conselho Superior do Ministério Público é uma maioria de representantes do poder político. E porque é que é perigoso que exista? Porque a autonomia do Ministério Público é a melhor garantia que os cidadãos têm de que, se houver alguma suspeita sobre mim, sobre o doutor Rui Rio, sobre quem quer que seja, o Ministério Público usa de toda a sua autonomia, ninguém está acima da lei, é assim que os cidadãos podem ter a garantia de que a lei é igual para todos e também é assim que eu posso andar de cabeça levantada na rua porque os portugueses sabem que se eu não estou a ser investigado não é porque eu controlo a magistratura, é porque a magistratura independente não tem nenhum facto que leve à investigação.»
«O programa do PSD, se me permitem, é um programa muito perigoso, relativamente à justiça. E eu escolho bem a palavra quando digo 'perigoso'. Porque a maior garantia que nós podemos ter de que a justiça é igual para todos é a garantia de que a justiça não é sujeita ao controlo do poder político. [...] Dar força à Polícia Judiciária e respeitar a autonomia do Ministério Público são duas condições fundamentais para fortalecer o Estado de direito, designadamente no combate à corrupção.»

António Costa, factualmente correcto e bastante razoável, não sendo de excluir algum fariseísmo de oportunidade eleitoral — o povo vai gostar de me ouvir falar contra a corrupção... — com que atacou Rui Rio num dos seus desideratos governamentais mais arreigados e tenebrosos, com aroma a vindicta pessoal: a subjugação dos procuradores da República.   

Constituição da República Portuguesa
«[...]
Ministério Público - Funções e Estatuto
[...]
2. O Ministério Público goza de estatuto próprio e de autonomia, nos termos da lei.
[...]
4. Os agentes do Ministério Público são magistrados responsáveis, hierarquicamente subordinados, e não podem ser transferidos, suspensos, aposentados ou demitidos senão nos casos previstos na lei.
[...]»

Estatuto do Ministério Público
«[...]
Artigo 3.º - Autonomia
1 - O Ministério Público goza de autonomia em relação aos demais órgãos do poder central, regional e local, nos termos da presente lei.
2 - A autonomia do Ministério Público caracteriza-se pela sua vinculação a critérios de legalidade e objetividade e pela exclusiva sujeição dos magistrados do Ministério Público às diretivas, ordens e instruções previstas na presente lei.
[...]
Artigo 97.º - Estatuto
1 - Com respeito pelo princípio da autonomia do Ministério Público, os seus magistrados são responsáveis e hierarquicamente subordinados, nos termos da Constituição e do presente Estatuto.
2 - A responsabilidade consiste em responderem, nos termos da lei, pelo cumprimento dos seus deveres e pela observância das diretivas, ordens e instruções que receberem.
3 - A hierarquia é de natureza funcional e consiste na subordinação dos magistrados aos seus superiores hierárquicos, nos termos definidos no presente Estatuto, e na consequente obrigação de acatamento por aqueles das diretivas, ordens e instruções recebidas [...]
[...]»

Hora e meia depois, Pedro Marques Lopes este fabuloso e ubíquo sujeito [11 páginas de biografia], sim, este escuteirinho sempre em boas companhias, Pedro Marques Lopes, um pândego mentiroso, como, fez agora um ano, aqui procurei provar ["Posaconazol...", ver parágrafo "Vamos a coisas doutra densidade"], que em todos os "25 de Abril", desde 1976, desce a Avenida da Liberdade — comentou o debate:
«Algo que me incomoda,
António Costa disse coisas muito graves em relação à justiça. Muito graves. Fez lembrar o Chega, aliás. Mentiu, ou enganou-se, vou dizer, enganou-se. Disse que o Ministério Público tinha uma estrutura hierarquizada. É falso. Tem que ler melhor a Constituição. Isso não é verdade. E depois pintou uma manta incrível sobre a maioria de políticos no Conselho Superior do Ministério Público. Aquilo é para enganar, porque há imensos conselhos superiores do Ministério Público por esta Europa fora, em democracias em que os designados pelo poder político estão em maioria. [...]
Isso é grave, porque a justiça é um tema muito importante para a nossa comunidade e um primeiro-ministro dizer este tipo de coisas e fazer um apelo demagogo e populista à questão da justiça, eu acho perigoso. Acho isto insustentável.»

Nada de surpreendente em Pedro Marques Lopes. Ainda assim, terá atingido ontem o limite da indigência. Na TSF, na Visão e sobretudo na SIC ainda acharão Pedro Marques Lopes um opinador respeitável? Insistindo em PML, Domingos Andrade, Mafalda Anjos e Ricardo Costa continuam a vender uma fraude aos seus clientes.
Quanto não tem valido a Pedro Marques Lopes o matrocínio de Fernanda Câncio e a protecção salvífica de Nuno Artur...

Pelo lastimoso e inacreditável comentário acima reproduzido, Pedro Marques Lopes nunca deverá ter aberto a Constituição, muito menos a legislação enquadradora da natureza e funcionamento do Ministério Público. Como tenho reiteradamente tentado mostrar, PML é um falante pesporrente que sabe pouco e não lê muito.  
Já o incómodo vem-lhe de longe. Um pouco ao acaso, ataques e ofensas descabeladas [sim, falo de couro cabeludo] de PML ao Ministério Público, a propósito de arcanjos de bondade e escrúpulo como José Sócrates, Ricardo Salgado, Joe Berardo, António Mexia, Manuel Pinho, Luís Filipe Vieira ou Rui Moreira:







sábado, 8 de janeiro de 2022

Socorro!

«Eu sei que a extrema direita não gosta nada do Papa Francisco, mas o Papa Francisco tem uma frase muito sensata a que podemos estar atentos, que é que Não podemos ignorar que esta economia mata.»

«Vai-me perdoar que volte ao Papa Francisco ... o Papa Francisco dizia Se fosses um migrante e um refugiado e te travassem com arame farpado o que é que pensavas?»

Quando a timoneira de uma religião protocomunista estribada na Quarta Internacional — odeia a América, abomina Israel, odeia a União Europeia, abomina o Euro, odeia a NATO, abomina a Igreja Católica — cauciona dois itens do seu programa com palavras de Sua Santidade, o Chefe de Estado do Vaticano, uma de duas,
- desespero de náufraga;
- populismo vil e demagogia eleiçoeira.
Como a segunda explicação é reserva exclusiva do opositor que enfrentava, Catarina Martins só poderá ter recorrido a tais citações em aflição extrema.
Tudo indicia que não lhe faltam motivos.

Mal imagina o Papa Francisco como se tornou fofinho em Portugal, desde Mário Soares*, no eixo lisboeta cosmopolita ateu Lux Frágil-Fernanda Câncio-Inês Pedrosa-Pedro Marques Lopes-Chapitô-Campo de Ourique-Pedro Filipe Soares...
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* A propósito, Ó Amílcar, cumpriste hoje...?
O Sr. Almerindo vota PS, nunca se esquece...

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

O banzé da CNN Portugal, prime time, breaking news, crossfire.

Chamam ao noticiário de Judite Sousa, que às 21h00 de segunda-feira, 22.Nov.2021, acendeu com nervosismo indisfarçável a CNN Portugal, «um espaço de autor», a exemplo do de Júlio Magalhães. Espaço de autor? Que cagança, céus! *

Câncio não aguentou a insororidade que a impede de gramar Judite e acusou-a de Nancy Reagan. Luta na lama é que era...

A propósito, Rita Rodrigues, de cruzinha ao pescoço, que se precate, não vá Câncio escarmentar-lhe a fé. Sorte de Rita, que não é a de Dina,  o canal ser privado.

Tudo quanto é gente debicou no espavento que, afinal, — zanga-se-se Dalila, fodida com o abuso —  não foi no Mosteiro dos Jerónimos.

«Vamos entrar em breaking news — ai, Portugal, Portugal — ... Paulo Rangel prepara-se para reconhecer a derrota..., CONFIANTE NA MOBILIZAÇÃO DE MILITANTES». Ele próprio, o gato de Schrödinger

«Maioria dos internados não está vacinado» [?!] - Ups!

«estão identificadas milhares e milhares de mutações do SARS-Cov-2» - Ups, ups!**

«acidente que há cerca de seis meses provocou a morte de um indivíduo» [?!].
A vítima, Nuno Santos, não tem nome seis meses depois?*** Que tal, no mínimo, «de um trabalhador», «de um operário»?

CNN vs CMtv não parece mal de todo. 

Enfim, concordo genericamente com José António Saraiva.

Ou seja, foi isto.

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* Por mim teria escolhido para inaugurar as notícias outra pivô da casa [TVI], a melhor e mais bonita. Mas lá está [tique irrefreável de Ricardo Araújo Pereira], de gustibus et coloribus ...

** «identificados milhares e milhares de mutações», s.s.f!

*** Acaso homonímico: Nuno Santos é também como se chama indivíduo que comanda a engrenagem. Presumível explicação para o atropelado sem nome?

PS [Post Scriptum ao post]
19 links em 24 linhas???!!! Até quando, Plúvio cruel, nos vais massacrar com tanto hipertexto, tanta remissão, tanta trabalheira e gasto de tempo a clicar em merdas e a retornar à leitura? Custa assim tanto embutir as imagens no próprio verbete?
Careca de me justificar. Esforcem-se, porra!, faz bem à hipercolesterolemia e à pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Choque, nojo, repulsa

Às 16h19 de sexta-feira, 30.Abr.2021, a jornalista, crítica literária e escritora Joana Emídio Marques [1974] narrou no seu Facebook — em texto aberto — as circunstâncias, para mim totalmente credíveis, de um jantar com o na altura poderoso editor da Porto Editora, tradutor e poeta Manuel Alberto Valente [1945], num restaurante finório de sushi, em Lisboa [apetece adivinhar que foi aqui], marcado por MAV para o fim-de-semana, finais de Novembro de 2012, em que a sua mulher, a editora, escriba e poetisa Maria do Rosário Pedreira [1959] se achava em serviço na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, México. O encontro interessava a JEM por causa da "cacha" que se propunha publicar no Diário de Notícias acerca da aflição económica por que passava a Assírio & Alvim. Até aqui, nada de especial.
Sucede que, segundo JEM, Manuel Alberto Valente desatou a investir contra a jornalista com inesperados e importunantes propósitos sexuais, culminando o encontro entre ambos com uma tentativa forçada de MAV de beijar na boca JEM no momento em que esta se despedia de MAV, que lhe dera boleia da Rua do Alecrim até à Rua Rodrigues Sampaio, a 3 km dali, onde a jornalista deixara o carro.
[...] Em silêncio chamei-o de velho porco, em silêncio humilhado chorei até Setúbal. [...] 

Na manhã de domingo, 02.Mai.2021, Joana Emídio Marques publicou na revista Sábado online um texto em que consolida o episódio daquela noite e acentua, com outras idiossincrasias de Manuel Alberto Valente, o retrato de um javardo, para dizer o mínimo:
«[...]
festival literário da Póvoa de Varzim, onde MAV é conhecido pela sua encenação de macho alfa, circulando entre jornalistas e escritoras oferecendo-se para lhes fazer companhia nessa noite, propondo encontros sexuais ou, simplesmente, contando como conquistou a sua mulher, ali mesmo naquele festival; "telefonando-lhe várias vezes para o quarto perguntando se podia subir, até ao dia em que ela disse que sim".
Na época comentei este caso com outras jornalistas e todas já tinham passado pelo assédio supostamente "engraçado" da mesma pessoa. Também me queixei a Rui Couceiro, na altura assessor de imprensa da Porto Editora. Este reconheceu que "havia esse problema", como quem reconhece que o sol nasce todos os dias.
[...]»

Às 17h32 de domingo, 02.Mai.2021, Manuel Alberto Valente reagiu no seu Facebook a Joana Emídio Marques, sem a nomear: 
«Na passada sexta-feira, uma determinada Senhora fez-me acusações extremamente graves e, acima de tudo, FALSAS.
Comentá-las, em concreto, nas redes sociais, ou mesmo perante os OCS que reproduziram tal publicação, seria incendiar ainda mais um justicialismo de praça pública.
Neste sentido, informo que já contactei os meus advogados e lhes dei indicações expressas para agir judicialmente contra a autora da publicação, por ser a mesma atentatória da minha honra e consideração.»

Mesmo admitindo que Manuel Alberto Valente obtenha ganho de causa nos tribunais, não consegui deixar de assistir na caixa de comentários ao desmentido do honrado e considerado antigo editor [entrevista de vida — «até hoje tenho votado sempre no Partido Socialista» —, Observador, 18.Out.2020] à consumação de um dos espectáculos sociais mais grotescos de que me lembro nos últimos anos em Portugal: o fervor e o à-vontade com que uma matilha de, no momento em que escrevo, 135 amigos ou devedores de MAV, instalados ou consagrados no meio literário, cultural e político [tudo à esquerda, como três dias atrás deixei induzido] deste país, tomou partido e veio em lesta procissão/profissão de fé lamber os colhões de MAV oferecendo-lhe solidariedade que aqui e ali raia o ridículo, quando não o patético — vários confessam mesmo não saber do que se trata, não conhecer a denunciante ou nem sequer tê-la lido, veja-se o topete! —, sem a menor dúvida, sombra de dúvida que seja, de que Joana Emídio Marques mente e calunia.
Anoto, estupefacto, que cerca de metade dos 135 comentários vem de mulheres, incluindo uma auto-proclamada feminista.

Aprecie-se, para ilustração e para que mais visivelmente conste, uma amostra de comoventes e, como se torna fácil intuir, bem argumentados* pronunciamentos  de desagravo cúmplice por parte de mui indignada, virtuosa e justíssima gente sem vergonha nem prudência.**

Grande abraço, Manuel.
Manel, li e não acreditei.
A estima que tenho por ti decorre do conhecimento e amizade de décadas.
Forte abraço solidário.
Caro Manuel, não sei de que se trata, já te conheço há muitos anos. Um forte abraço.
MAV querido, um beijinho, é inacreditável!
mostraram-me hoje num telemóvel, ri-me, nem perdi tempo a ler. um abraço
Um abraço.
Não sei do que se trata, mas aqui deixo o meu abraço solidário.
Um grande abraço solidário, caro Manuel Valente!
Ele há gente mesmo tortinha, Manel... Um forte abraço!
Um abraço.
Nem posso dizer "não ligues", pois não se consegue ignorar um ataque difamatório como o que te atingiu (ainda bem que não conheço a autora) na praça pública que, para o pior ou para o melhor, é esta rede. A senhora (digamos assim, como o fazes) alude a um encontro profissional de maneira tão desastrada que torna o relato inverosímil mesmo para quem não te conheça. Infelizmente há logo, como se viu, o falatório dos que acreditam sempre na má língua. Que "vítima" aceitaria boleia depois de um comportamento tão inaceitável? Um abraço de velha estima e camaradagem.
Abraço amigo e solidário.
Um abraço,
 Manel. 
Um abraço. O ar está irrespirável, ainda bem que estou uns dias na Suíça com o fresco das montanhas.
abraço solidário e fraterno.
Caro Manuel Alberto, numa situação destas os teus amigos (muitos dos quais são meus amigos também) terão de escolher o lado da barricada em que se situam.
Não poderão ficar empoleirados, em equilíbrio instável, nas estacas.
Quem poderia fazer tal coisa, meu querido Manuel? Não sei do que se trata, mas o que quer que seja é inconcebível. Como sempre, estarei do teu lado. Sabes isso, não sabes? Beijos.
Forte abraço, Manuel!
Um abraço solidário, caro Manel.
Francisco Seixas da Costa
Manel. Recebe um forte Abraço
Mais um forte abraço
João Soares
Abraço solidário e fraterno.
Abraços Manel.
Um abraço muito grande e amigo.
Abraço forte, Manel. Tristes e perigosos tempos estes que vivemos.
Um abraço, Manuel. Força.
Irra! Um abraço forte, Manuel.
Caro Manuel, um abraço solidário.
Manuel, como muitos antes de mim, não sei de que se trata, mas conhecendo-te, sei que fosse o que fosse que a "senhora" disse, é pura invenção! Aqui fica o meu abraço fraterno!
Helena Sacadura Cabral
Manuel quem o conhece sabe muito bem a rectidão com que sempre se comportou. Um abraço da helena
Presente, Manel. Um forte abraço!
Um abraço, querido Manuel.
Não sei do que se trata (nem tenho que saber) mas tens o meu apoio, Manuel. Bj
Beijo, Manel.
Feminista sou, e estou revoltada. Acho que faz muito bem em agir. Abraço, Manuel.
A minha mãe pediu para te mandar outro abraço, este da parte dela.
Gostei da tua reacção! É assim mesmo!
Um grande abraço para ti e outro para a Rosário.
Um abraço, Manel.
***
A maioria dos comentários  ao post de JEM, "Mais um dia normal", que, no momento em que escrevo, montam a 588, é naturalmente de estímulo e solidariedade com a autora. Mas também há manifestos de reserva, dúvida ou objurgatória severa, uma vez que a trapaceira Joananão escolhe quem a comenta.
Já o imaculado Manuel, que exibe apenas comentários favoráveis e de unção ao autor, honra os critérios mais exigentes de asseio e verticalidade democrática*: «Manuel Alberto Valente limitou quem pode comentar nesta publicação», facto que, apesar de prerrogativa inquestionável sua, talvez diga bastante, ao povo, da criatura que é.    

Isso mesmo: choque, nojo, repulsa, é o que me causou a avalanche expedita de abracinhos solidários ao Manel contra uma mulher prévia e sumariamente desacreditada e banida pelos Joões Soares e Joões Gobernes, Edites Estrelas, Raquéis Varelas e Irenes Pimentéis deste mundo.

Em tempo [08.Mai.2021]
Ontem, na RTP, Inês Pedrosa e Raquel Varela defenderam MAV acaloradamente e atacaram desenfreadamente JEM. Inês Pedrosa foi assim, raivosa. Não levei muito tempo a começar a perceber... 
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* Ai de mim se não confiasse em que os fregueses do Chove sintonizam e entendem bem a ironia do senhor Plúvio...

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«há coisas em relação às quais não devemos ter opinião. porq simplesmente ñ sabemos. é isso o mais terrível: nunca conhecemos alguém assim tão bem, e mesmo nós podemos surpreender-nos (ou não) a fazer coisas terríveis.»
Aprendam, uma vez sem exemplo, com Fernanda Câncio, 06.Mai.2021, porra! Quero ter a certeza de que esta vossa companheira de ideais, pelo menos ela, sabe do que fala.

*** Conheço e acompanho, com grau de profundidade diferenciado, o trabalho e a intervenção pública destes 39 indivíduos. O apreço, nalguns casos robusto e antigo, que nutria por meia dúzia deles caiu a pique. Afinal e para minha decepção, são gente de escrúpulo duvidoso.