quarta-feira, 18 de julho de 2018

Baixa e furibunda,

alta e serena.
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Tempo instável

- Então, Plúvio, essa meteorologia não tem andado grande espingarda...
- Pois não, amigo, muda tanto que me desoriento e esvaio. Por exemplo, o doutor Rui Duarte, tradutor e legendador da RTP  — a  culta e adulta  —  escreve metereológicas; "do mar e da atmosfera" foi como o governo de Passos/Portas mandou dizer em 2012; a Rodoviária de Lisboa, em que passo parte da biografia agarrado ao cipó, insiste em meteorogia. Como raio pode um pobre elfo...
- Podum pobrelfo, amigo Plúvio?
- ... podum humildelfo chover decentemente?
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terça-feira, 17 de julho de 2018

Assembleia de Deus

França, 4 - Croácia, 2

Dois flagrantes * da reacção antropológica:
à esquerda, quando aos 28' Peričić fez 1-1;
à direita, quando aos 65' Mbappé fez 4-1.
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* Apenas dois porque humanidade a mais torna-se cansativo.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Medicina chinesa

2 litros de água em jejum.
Comecei hoje o tratamento.
Efeitos comprovados. Mijo mais.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dostoiévski completo

José Cabrita Saraiva comprou os 17 volumes por um bom preço.*

Eremita vende os 10 volumes por 70 euros.
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«Não se tratam de livros excepcionalmente valiosos no mercado»!?
Não se trata de livros, chiça!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Caronte

O senhor Matos que me perdoe, mas ri-me.

sábado, 7 de abril de 2018

Na morte de um taberneiro bem sucedido

Regressado de duas semanas no país profundo, encontrei um insólito e estranhíssimo ar de desconsolo na praceta. 
Cruzei-me com o Júlio Sancho, segundo pandeireta do rancho, que não ousei cumprimentar, tão macambúzio e ensimesmado ele vinha. No talho do Ataíde, facalhões flébeis fendiam a mudez triste dos clientes. À porta da retrosaria, a dona Rute pesarosa. Na paragem para Pirescoxe, gente derrotada e cabisbaixa. O Quirino Merencório varria de queixo caído a sargeta com um lúgubre basculho camarário… Até que no Elias, aonde fui por azeitonas e cebolas, perguntei à Lídia do cabeleireiro, que de cenho carregado pegava num garrafão de água de Monchique, a de melhor pH para os rins: 
- Que aconteceu, ó Lídia, que vejo tudo com cara de enterro? 
- Então não sabe? Morreu o Manel, diz que de coisa má. 
- Estou a sabê-lo, cheguei esta manhã de sítios onde não há SIRESP. 

Mas que Manel? Morrem tantos… 
Fui-me inteirar do noticiário urbano. 
Ainda não estou em mim. Deparou-se-me tal enxurrada elegíaca e um tão demencial tsunami hagiográfico que só por milagre da Páscoa os arruamentos da capital continuam transitáveis. Coisa nunca vista. 


«A Assembleia da República aprovou esta quinta-feira um voto de pesar pela morte do empresário Manuel Reis, fundador do Lux-Frágil. 
O voto de pesar foi apresentado pelo PS e foi aprovado pelos restantes deputados. […]»
O Diário de Notícias passou-se. 
DN, 26.Mar.2018, papel, página inteira — Lina Santos, "Morreu Manuel Reis, o homem que mudou a noite de Lisboa"
DN, 26.Mar.2018, online — "Obrigada Manel, por todas as Danças"
[E se aprendessem a virgular? Obrigada, Manel, s.f.f.]
Fernanda Câncio, suma sacerdotisa da campanha manélica, lançou o mote a três semanas de distância:
DN, 05.Mar.2018 — "Trabalhar pela liberdade"
DN, 27.Mar.2018, chamada na capa primeira página * mais duas páginas inteiras — "O soldado da luz**
DN, 02.Abr.2018 — "Ficar à porta da história

O Público passou-se.
Capa Primeira página  * — "O homem que inventou a Lisboa cosmopolita"  
Vítor Belanciano —  "O homem com quem o país se tornou moderno
Augusto M. Seabra — "E no início houve o Manuel Reis
Miguel Esteves Cardoso — "E agora, Manuel, o que é que vai ser de nós?"

Correio da Manhã, 27.Mar.2018, Leonardo Ralha – Nota necrológica.
Correio da Manhã, 27.Mar.2018, Francisco José Viegas — Apontamento. 

Sábado online, 25.Mar.2018, Margarida Martins — «Quem eu sou hoje devo-o ao Manel.»
Sábado, 29.Mar.2018 — "Obituário", por Rita Bertrand. 

Visão, 29.Mar.2018, Rosa Ruela — "Mas apetece tanto fazer rewind

O Observador passou-se.
Em 26.Mar.2016, os jornalistas Diogo Lopes, Gonçalo Correia e Mauro Gonçalves assinaram um lençol sem fim — "O homem sem medo de pensar em grande: 22 histórias sobre Manuel Reis
Testemunhos de Joaquim Albergaria, Pedro Ramos, Joana Vasconcelos, Pedro Mendes, Pedro Faro, Kaspar (João Pires), Alexandra Moura, Luísa Ferreira, Ana Salazar, André e. Teodósio, João Cepeda, Vasco Araújo, Inês Maria Meneses, João Pedro Vale, Ana Louro, José Teófilo Duarte, Mário Matos Ribeiro, Susana Pomba, Marinela Girão, Filipe Faísca, Pedro Cabrita Reis e Dino Alves. 

A Clara Ferreira Alves, e portanto, devo dizer, dito isto, não tenho a menor dúvida,  passou-se:  

Mas o  Sol é que se passou mesmo.
30.Mar.2018, capa mais oito nove páginas incluindo a primeira — "Um país mais frágil sem Manuel Reis"

Notícias Magazine, 30.Mar.2018, Catarina Carvalho — "Gente que tratamos pelo nome"

Carmo Afonso, 26.Mar.2018 — "Carta ao Manel", 26.Mar.2018 

José Couto Nogueira, 28.Mar.2015, uma espécie de biografia — "Manuel Reis, o flautista encantador

O padre Anselmo — "Sexta-Feira Santa", DN, 30.Mar.2018  — não diz nada do Manel mas acredito piedosamente que Jesus Cristo, fosse nosso contemporâneo, havia de figurar numa destas 93 fotos com fregueses do Lux Frágil e claro que não teria faltado no teatro Thalia; imagino que de braço dado com a consabida e autoproclamada cristã Clara Ferreira Alves.

António Costa — Fernando Medina — João Soares — Daniel Oliveira — Pedro Marques Lopes — Inês Maria Meneses — Rita Ferro Rodrigues — Eduardo Pitta. 

O engenheiro técnico José Manuel dos Santos, talvez o socialista que mais bem escreve em Portugal [co-redigiu recentemente com o doutor António Soares um editorial podre de bonito no n.º 1 da Electra, "E nos corredores ressoam as palavras" - verso de Sophia de Mello Breyner Andresen. Vai um cheirinho?], não se acanha: 
«No momento da sua morte, a homenagem que a democracia lhe deve dever é a atribuição da Ordem da Liberdade.» —  Sol/bi, 30.Mar.2018

Clara Ferreira Alves sonha com o Manel na toponímia:
«Mereces o nome num empedrado de Lisboa e do Bairro Alto mas não sei se uma rua de Lisboa e do Bairro Alto merece o teu nome.» — Expresso/E, 30.Mar.2018 
[A propósito, "o morto por tu".]

O actor André e. Teodósio, paneleiro estimável:
«Digamos que todas as matérias sociais, políticas, artísticas, etc. que ainda hoje são debatidas e se tornam realidade passam por conquistas históricas, posicionamentos identitários e disponibilidades afectivas que sem ele não teriam acontecido. O seu desaparecimento só pode ser honrado com o seu lugar no Panteão Nacional. Quem duvida disto vive em negação!»

Nem todos ensandeceram, porém.
João Miguel Tavares veio no Público de 31.Mar.2018 pôr água na fervura —  "Nós, os que esperávamos à porta do Lux". 
Finalmente, António Guerreiro — "A ideia de geração", Público/Ípsilon, 06.Abr.2018 — traz sobriedade à perspectiva do "efeito Manuel Reis" como "fenómeno superficial". 

Quanto ao presidente-arlequim, admoestado no Sol, aprecie-se-lhe por uma vez o comedimento.

Parada do orgulho alternativo: 
Fernando Medina, Fernanda Câncio/Rita Ferro Rodrigues, Gabriela Sobral, Margarida Pinto Correia, Joana Mortágua, Clara Ferreira Alves/Nuno Artur Silva, João Botelho, Paulo Portas/Catarina Portas, Eládio Clímaco, João Soares, Margarida Martins, Luís Borges, Joana Vasconcelos, Lili Caneças, Teresa Ricou, Rita Blanco, Catarina Vaz Pinto, Manuel Maria Carrilho...

Em suma,
Manuel Reis
[Albufeira, segunda-feira, 29.Jul.1946 – Lisboa, domingo, 25.Mar.2018] 
Sem prejuízo da Ordem da Liberdade, da toponímia e do panteão, cada coisa na sua vez e na sua sede, proponho que se transmute de imediato o Luxx Frágil em IPSS. Sem o que Portugal mal honrará os seus melhores. 
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Recebi de Manuel Matos Monteiro o seguinte reparo que agradeço: «Os jornais não têm capa, mas primeira página.» [Corrigido em 08.Mai.2018]

** A jornalista Fernanda Câncio, grande repórter que no DN grafa deus com minúscula e Manel com maiúscula, abastece-se manifestamente em fontes espúrias. 
Escreve ela: 
«[…] 
Rodeia-te de rosas, ama, bebe, dança e cala. O mais é nada. Álvaro de Campos, o Pessoa estóico, escreveu a frase que podia ser o mote de Manuel Reis - só faltava esta palavra, dança. Adeus a um revolucionário para quem Lenine, como para Godard, se citava ao contrário: a estética como ética do futuro. De agora.
[…] Tudo tão pouco, para continuar a citar Álvaro de Campos
[…]»
em 08.Out.2008, no jugular, cometera o mesmo atropelo na citação [«Rodeia-te de rosas» em vez do lídimo pessoano «Circunda-te de rosas»].
E, azar da suma sacerdotisa manélica, não é Álvaro de Campos: 
«Tão cedo passa tudo quanto passa!
[...]
Circunda-te de rosas, ama, bebe
[...]»

sábado, 10 de março de 2018

Bem-vindos ao país cristino


Junte-se uns pozinhos de honestidade intelectual, ou de seriedade intelectual, e uma boa poeirada de consciência totalmente, completamente, perfeitamente e absolutamente tranquila, quanto mais adverbiada melhor, e temos um Portugal perfeito.



Luís Filipe Vieira, sobre isto

Fernando Tavares, sobre o mesmo assunto,



Entretanto, aguardo ansioso pelos 100 anos do arministício.  Há-se ser uma coisa em grande. Já só faltam oito meses.
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* «Afirmo, de forma peremptória, que estou de consciência totalmente tranquila. Não pratiquei qualquer ilícito que me possa ser imputado.»
Desculpem lá, mas a frase, por tão fabulosa, merece vitrina, visibilidade oficial. É um tratado de enxúndia, redundância e até de suprema ratice. De facto, o presidente do Benfica não afirma, peremptório, que não tenha praticado qualquer ilícito imputável a outrem...
Mete dó e faz-me rir.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Meninas e moças

Homens, parceiros, namorados, maridos.
Abusadores, violadores, criminosos, assassinos.
O demónio é macho, sabemo-lo.
Nenhum dos quatro países nominalmente referidos pela AMVC - Associação de Mulheres Contra a Violência, no Diário de Notícias de hoje, integra a galáxia islâmica. Vá lá saber-se porquê...
Malhar nos Estados Unidos é um afrodisíaco clássico na civilização inclusiva.

Nada de novo, mas lá que o feminismo de cartilha me fode os cornos, ai isso fode. Numa palavra, enerva-me.
Por isso, sugiro à AMCV que em próximo texto publicitário considere pelo menos mais dois itens sensibilizadores do povo em geral: um sobre o inebriante privilégio ontológico que é "Ser-se Mulher no Islão, em nome de Alá e de Maomé", outro sobre as delícias da mutilação genital feminina, em nome do multiculturalismo*.
Isto, claro, se o achincalhante risco de discurso islamofóbico ou xenófobo a não dissuadir.
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* Por exemplo,
Onze mil meninas e mulheres foram ou serão excisadas ou infibuladas, quase todas às mãos doutras mulheres**. Fonte»

** Na Guiné-Bissau chamam-se 'fanatecas'.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"Reservado o direito de admissão"

é coisa que não se pratica na Igreja Católica Apostólica Romana, salvo decerto quanto à propina.

Ricardo Araújo Pereira, licenciado em Comunicação Social pela Universidade Católica:
«não sou católico» - 10.Fev.2018

Pedro Marques Lopes, licenciado em Direito pela Universidade Católica*
«não sou católico nem sou cristão» - 11.Fev.2018

«eu não invento nada (...) mas mesmo assim autodominam-se ** católicos»
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* Prova de que uma universidade excelente pode parir um patareco licenciado.
** autodenominam-se, senhor doutor.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Conta de cabeça

Realce = Cervídeo tetrachifrudo.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Egoísmo individual e outros planos


«No plano do egoísmo individual» torna-se insignificante a «aparência de clara ilegalidade na perpetuação por muito tempo» do José Manuel Mestre.

Da «experiência empírica» do Miguel Fernandes é melhor não falar.

Pleonasmo, truísmo, redundância, tautologia; sarcasmo, hipismo, distância, coisa da tia.
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Ai, Manuela!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Cerca de 26 entidades quantas entidades são?

Maria Teresa Bispo, do NPISA*, esclarece:

As saudades que eu tinha da exactidão... 
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* NPISA