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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Manuel António Pina por António Guerreiro

«[…]
O estilo das suas crónicas foi sempre marcado por esta atenção quase maníaca e fetichista ao material de que eram feitas; e por uma redobrada atenção à ideologia que elas transportam. Por isso, o seu objecto era tantas vezes as palavras dos outros. Viu-se, nas palavras de homenagem que logo a seguir à sua morte chegaram de tantos lados, que o poeta detinha um capital simbólico que não é apenas o do poeta.
[…]
É, aliás, a faculdade de compaixão, no sentido mais literal da palavra, que faz da sua poesia um lugar de afectos que evitam cuidadosamente a dimensão mais expressiva - algo que seria sempre um modo de afirmação do Eu estranho aos processos e ao ethos da poesia de Manuel António Pina.»

domingo, 21 de outubro de 2012

Gostava do Manuel António Pina

e acho muito bonito o que o José Bandeira lhe faz no Diário de Notícias de hoje.

domingo, 27 de maio de 2012

«[...] Passos Coelho

é o exemplo típico de alguém que não tem autoridade sobre as suas palavras, pelo que estas, crianças grandes que são, fazem dele gato-sapato partidas. O resultado é uma espécie de síndrome de Tourette em versão soft: palavras impertinentes emboscam-se-lhe, sem ele dar conta, na laringe e, na primeira ocasião, quando o discurso já vai em velocidade de cruzeiro, saltam-lhe boca fora fazendo-o dizer inconveniências que, em país mais exigente em relação aos seus políticos, já lhe teriam feito perder o assento etéreo onde alguma divindade com duvidoso sentido de humor o fez subir.
[...]»

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Gosto disto

«uma das questões teológicas que então infantilmente me afligiam era porque se havia de temer um Deus que é amor
[...]
Talvez não seja bem melancolia»

domingo, 11 de setembro de 2011

O que se lê e o que não se lê

«Quando um dia, numa entrevista, perguntaram a Borges quem era ele, respondeu que era todos os livros que lera. Eu quero crer que somos não só os livros que lemos mas igualmente os que não lemos. Cavaco Silva, por exemplo, é certamente não só os livros de economia que leu mas também o provável facto, dedutível de umas célebres declarações suas, de nunca ter lido Os Lusíadas. Já o caso de Passos Coelho é mais complexo, pois, além de ser os livros que terá lido e os que não leu, é igualmente os livros, como A Fenomenologia do Ser, de Sartre, que leu mas que o seu autor nunca escreveu.»
Manuel António Pina, “Os livros que nunca lemos| NM, 11.Set.2011