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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Chispas

Melhores textos * 
«[…]
A economia daquilo a que chamam tragédias é favorável à comunicação social. Enquanto nos períodos normais a televisão e a imprensa vivem de luzes, música, plumas, comentadores e lantejoulas, que têm de ser pagos e custam muito dinheiro, um acontecimento imprevisto fornece grandes cenários naturais e humanos a baixo custo. A consequência evidente para quem presta atenção a esses acontecimentos é a atenção extraordinariamente demorada a tudo aquilo que sai de graça. Num barranco em chamas, e entre blocos de publicidade, o mesmo jornalista improvisa infinitamente sobre o barranco em chamas; e quando escasseiam imagens variadas de barrancos em chamas, o mesmo jornalista improvisa infinitamente sobre as mesmas imagens. O seu género é a stand-up tragedy.
[…]
são eles que mobilam com conteúdos o que de qualquer maneira os jornalistas nunca conseguiriam por si só imaginar: um cão, um filho, um tractor, uma mala de roupa. Visto o que se tem visto, os acontecimentos recentes sugerem que nem sempre será boa ideia não matar o mensageiro.»
- x - 
«[…]
A nauseabunda estetização da catástrofe servida ao espectador — o “belo” cenário trágico resultante das montagens e encenações feitas nos estúdios das televisões — também mostra que alguém, certamente uma equipa, rejubilou com os seus belos alvos que lhes fornecem matéria para uma grande produção a baixo preço, para um filme-catástrofe que não precisa de efeitos especiais, só precisa de uma montagem bem ornamentada e música a condizer. Tudo devidamente sublinhado por textos, legendas e designações (por exemplo, “a estrada da morte”) que remetem para as grandes ficções de Hollywood. Às vezes, sobre essas imagens sobrepõe-se uma voz-off que lê um texto a imitar qualquer coisa de literário, a sublinhar a operação que reduz a tragédia real a uma opereta obscena. A estetização é uma violência exercida sobre as vítimas da catástrofe e, paradoxalmente, tem o efeito de uma anestesia aplicada ao espectador.
[…]»
- x - 

Nota
Espanta-me como tanta e tão bem informada gente caiu na esparrela do Canadair.
Nessa não caí eu, que mantenho permanentemente ligado [há uma moda tinhosa nos canais de notícias a dizer «em permanência»] desde há um ano e picos o detector "presidente-arlequim". Raramente falha.
Nas quase duas horas em que o avião esteve despenhado, com Miguel Sousa Tavares em zapping frenético à cata dos destroços, desconfiei serenamente: não havendo sinal ou notícia de que Marcelo estivesse a caminho, de que Marcelo já estivesse junto da carcaça fumegante ou até de que Marcelo tivesse chegado instantes antes do despenhamento — sim, antes; é preciso não saber nada da idiossincrasia presidencial-arlequineira para julgar Marcelo incapaz de estar nos sítios e nas coisas antes de haver sítios ou de as coisas acontecerem… —,  a probabilidade de nova desgraça era altamente remota. 
Certo é que na tarde de terça-feira passada, 20 de Junho, não houve sinal ou notícia de Marcelo em trânsito. Por isso, não acreditei no desastre e tinha razão.
Senhores jornalistas da LUSA, e outros, e Miguel Sousa Tavares, aprendam de vez para não tornarem a espalhar-se ou a embarcar em boatos: detector "presidente-arlequim" sempre ligado!

Nem eu resisto a molhar o bico no fogo
Não pára de medrar, em mim que não sei de labareda grande que não comece por lume pequeno, o convencimento teimoso de que a detecção precoce de um incêndio — vigias, guardas — não é coisa que interesse por aí além ao negócio e à propaganda do combate, mormente à coreografia estapafúrdia, jactante e ultracara dos famigerados «meios aéreos» contratados pelo Estado.
Quanto vale no mercado pornográfico da emoção ou na mobilização de massas uma imagem destas? Nada.
Quatro meses de kamovs disponíveis para aspergir árvores, apenas em horário diurno e desde que os meteocaprichos consintam, pagariam quantas torres de vigilância com 24 horas diárias de salário o ano todo? Expliquem-me.  **
Não sejamos ingénuos: o combate é que rende. Chego a ter vergonha de ser humano [algum outro bicho se envergonha?] ao pensar na floresta de negócios perdidos por cada fogueira na floresta apagada à nascença. Não falando das mortes evitadas. 
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* Sem surpresa, o pior texto é d' o comunitário, "Uma culpa antiga", no DN de ontem, 25.Jun.2017, que passo a resumir, ipsis verbis e na ordem por que está redigido:
Não sei / Sei / Julgo saber / Estou mesmo convencido / Não sou capaz de saber /
o que fazer para que, no mínimo, se remedei. [sic] /
Sei bem / Julgo saber / Estou mesmo convencido / comunidade / comunidade / Não sou capaz de saber / Sei / Suspeito / Não ignoro / Sei o mesmo que o leitor sabe / Sei de forma bem mais informada / comunidade / não desconheço /
Concelhos que há quarenta ou cinquenta anos tinham o dobro ou o triplo das pessoas que agora têm e que os que ainda lá estão são na sua esmagadora maioria velhos, muito velhos. [sic] /
Era capaz de apostar / comunidade /
Existe uma cultura de desprezo por o mundo rural. [sic]

Nas oito vezes em que se refere ao interior do país, Pedro Marques Lopes escreve com maiúscula, vá lá saber-se porquê, «o Interior». Bacoco. 
"À Procura", coluna d' o comunitário, é um penoso repositório semanal de ortografia deficiente, dislexia sintáctica, discordâncias grosseiras [estou em condições de mostrá-lo com abundância], a carpinteirar a pasmada obviedade de ideias que Pedro Marques Lopes vende habitualmente, as mesmas, em duplicado na SIC e no DN. Atente-se, por exemplo, em como no Eixo do Mal de anteontem, do minuto 07:45 ao minuto 13:35o comunitário replicava antecipando-a, parágrafo a parágrafo, a crónica de ontem, "Uma culpa antiga".
Chamem-lhe parvo.
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«DIRETIVA OPERACIONAL NACIONAL N.º 2 – DECIF ***
DESPACHO
No âmbito das competências que me foram delegadas pela Senhora Ministra da Administração Interna pelo Despacho n.º 181/2016, publicado na 2.ª série do Diário da República n.º 4, de 7 de janeiro, alterado pelo Despacho n.º 8477/2016, publicado na 2.ª série do Diário da República n.º 124, de 30 de junho homologo a Diretiva Operacional Nacional, que visa estabelecer, para o ano de 2017, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), conforme proposta da Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Lisboa, 30 março de 2017.
O Secretário de Estado da Administração Interna,
Jorge Gomes****»

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130 páginas, incluindo 41 anexos.
Compêndio abrasivo das causas e das finalidades com abordagem teleológica do "porquê?" e etiológica do "para quê?"; ou talvez ao contrário, o que vem dar no mesmo:
- a expressão «postos de vigia» ocorre 10 vezes,
- a expressão «meios aéreos» ocorre 66 vezes.

****
Jorge Gomes que o presidente-arlequim abraçou ... «O que se fez foi o máximo que se podia fazer. Não era possível fazer mais».

sexta-feira, 24 de março de 2017

Da banalidade rara e da identidade

Sexta-feira rara, esta, em que o padre Anselmo Borges e o desbatinado António Guerreiro, operários incansáveis do pensamento, citam Peter Sloterdijk em jornais diferentes. 
«[…]
Os problemas - filosóficos, éticos, políticos - estão aí, imensos, desafiadores, urgentes. E não se pode ficar indiferente, pois é a nossa própria humanidade enquanto tal que está em jogo. Béatrice Jousset-Couturier, em "Le transhumanisme. Faut-il avoir peur de l'avenir", com prefácio de Luc Ferry, lembra o debate entre Jürgen Habermas e Peter Sloterdijk, declarando este: "A domesticação do ser humano constitui o grande impensado em relação ao qual o humanismo desviou os olhos desde a Antiguidade até aos nossos dias." E, contra a tese da descontinuidade metafísica entre "o que é" e "o que é fabricado", afirma uma continuidade, sendo neste contexto, pensando no pós--humanismo, que os coreanos do Sul elaboram uma carta ética dos robôs. Caminhamos, sem problemas, para hibridações de várias espécies? Com o acesso das novas técnicas a uma elite ou minoria, não surge o risco "totalitário" do controlo dos indivíduos?
[…]»

«[…]
Ao defender que o homem é, desde sempre, o resultado de uma antropotécnica que procede por selecção e domesticação do homem pelo homem, Sloterdijk punha fim ao discurso do humanismo e interrogava a condição que nele desempenha o saber filosófico, a literatura e as artes. Mais tarde, numa entrevista, ao falar do “cibernético-biotécnico”, isto é, da convergência do organismo — “o que nasceu” — e da máquina — “o que é fabricado” -, Sloterdijk acrescentou uma outra humilhação sofrida pela humanidade, ao longo da sua história, às três que Freud tinha enumerado: a humilhação infligida por Copérnico, ao revelar que a Terra não é o centro do universo; a humilhação provocada por Darwin, ao revelar a ascendência animal do homem; e a humilhação, da qual Freud se reclamava o autor, infligida pela psicanálise, ao descobrir que o homem é determinado por forças inconscientes que não controla. Essa quarta humilhação acrescentada por Sloterdijk consiste em mais uma etapa na “substituição das descontinuidades metafísicas por continuidades pós-metafísicas.
[…]»

Ontem, quinta, tivéramos Paulo Tunhas que sabe da poda filosófica e escreve bem. Só por isso já mereceria atenção, se não a merecesse, que merece, pela concordância ardorosa e alvoroçada discordância que concita e suscita, recíproca e reversamente, antes pelo contrário, embora nesta vertente da perspectiva Miguel Tamen continue insuperável. *
Dizia eu que Paulo Tunhas escreveu ontem uma boa peça que na parte do Maomé coincide com a do Ferreira Fernandes de hoje, "E andamos nisto: tapar com uma peneira" | DN, 24.Mar.2017.

Apreciei a coça que, nos comentários, o sobranceiro esquerdista progressista jurista José Pedro Faria, por isto mas sobretudo por isto levou do valente Alberto Freitas, aqui e aqui. Caso para dizer que desta vez o doutor Faria veio por lã e foi-se tosquiado.

A humanidade não é caso simples. Por exemplo, continua-se-me por destecer o dilema acerca de como foi dada a notícia do episódio teratológico acontecido no México no início deste ano.
Não consigo embarcar no consenso de comunicação, replicado em todas as línguas e canais, com que se falou do nascimento e, três dias depois, morte de um bebé com duas cabeças.
Não eram, afinal, «dois bebés»?
Se se tratasse de quatro pernas e uma cabeça, diriam «dois bebés com uma cabeça»?
Depois, estou sempre a lembrar-me do Marcello Mastroiani [ou não é ele?] a interrogar-se no "What?" de Roman Polanski [1972]: «Com que direito a minha cabeça se intitula dona de mim?»

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* «[...] Não ocorre proibir quem quer que seja de fazer o que quer que queira aos ligamentos dos joelhos; como não ocorre proibir quem quer que seja de se pregar de moto próprio a uma cruz nas Filipinas; e só ocorrerá proibir a escravatura, porque não acontece de moto próprio; e considerar autorizar os toiros de morte, porque não tenham moto. [...]»

sábado, 14 de janeiro de 2017

Em resumo

- Benze-te, Plúvio, e respeitinho, OK?
- OK. Em nome do pai e dos filhos  e do do Espírito Santo

Sábado, 07.Jan.2017
De manhãzinha, na ficha técnica do DN lá continua, como sempre, o nome de Mário Soares na "Opinião", cuja peça mais recente no jornal, em 29.Set.2015, consistia de um breve "Apelo" ao voto em António Costa nas eleições legislativas daí a uma semana, e que publicara a última crónica regular em 23.Jun.2015.

15h28, o coração pifa.
15h30, o hospital da Cruz Vermelha comunica ao mundo.
Das televisões, a RTP foi a primeira a informar, eram 15h40, com Cristiano Ronaldo; a TVI, a última, 15h48, por Ana Sofia Cardoso.
15h56, sms da minha namorada: «Mário Soares morreu.»

Domingo, 08.Jan.2017
Pelas 00h10, no "Eixo do Mal", o pândego Pedro Marques Lopes:
[...]
não há político que eu mais admire nunca houve, pelo menos no último século, um português a que tantos devessem tanto É a maior figura, o maior político, provavelmente dos últimos cem anos, e a sensação que eu tenho é que daqui a uns mil anos, quando se fizer outra vez a história de Portugal ele é das poucas pessoas que ficará desta altura Morreu o melhor de nós todos [...]»
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Na ficha técnica do DN desaparece o nome de Mário Soares, o que não era bom sinal para ele, [o nome de Alberto Gonçalves fora apagado logo no dia 1, novidade triste e derrota da inteligência], mas continua Pedro Marques Lopes, mediocridade acarinhada.
«[Mário Soares] é um dos nossos grandes, um homem que marca os séculos XX e XXI portugueses e que nenhum compêndio sobre a nossa história nos próximos mil anos pode deixar de ter em lugar cimeiro.» * 

Terça-feira, 10.Jan.2017
15h19, Lisboa, Rua de São Bento.
O deputado e dirigente do PAN, André Silva, a também ter estado ali, aposto em como, mais do que o armão, aplaudia com veemente e magoada solidariedade os garbosos e sacrificados cavalos, cansadíssimos, 'inda a subida ia a meio

«Em resultado da sua actividade política contra a ditadura foi 12 vezes preso ...»
16h30, Lisboa, cemitério dos Prazeres.
Engavetado pela 13.ª e decerto penúltima vez. 
A 14.ª, e tudo indica que última, está prevista para 2037.

Pelo que um corpo passa, bolas!
Com que direito o meu cérebro se intitula dono de mim?
Palavras com que mais embirrei: "legado", "homenagem".
Miguel Tamen, DOC:
«a ninguém ocorreria mostrar menor respeito pelos descendentes de um algarvio ou de um autarca; já não é preciso explicar aos gálatas que a diferença entre um escravo e um homem livre não é clara; e só a certas antepassadas ocorre ainda perguntar de quem alguém será filho. Os nossos modos menos esclarecidos de tratar pessoas sobrevivem muitas vezes nas nossas relações com as coisas: e o que não diríamos de uma pessoa dizemos convictamente de uma égua, de um herói, ou de um presunto.»

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* Não tendo simpatizado nunca com a pessoa de Mário Soares, confesso que votei nele ou no partido por que se candidatou [PS] 9 das 10 vezes em que, de 1975 a 2006, ele foi a votos
Mas isso sou eu, eleitor esquizofrénico, nascido em 1953.
Será de crer que PML — nascido em 1966 e que há-de ter sempre votado nos melhores a seu ver — nunca votou em Mário Soares, em 1986 [2 vezes], em 1991, em 1999 e em 2006, decerto porque aos 20 anos, aos 25, aos 33 e aos 40, para Pedro Marques Lopes os melhores políticos do século e do próximo milénio estavam no CDS ou no PPD/PSD. Mário Soares, nascido em 1924, só depois dos 82 anos terá começado a ficar melhor político do que todos os outros.
Quem não conheça este opinante oportunista, patareco ideológico, que lhe compre a lábia, a lata e o vezo.

domingo, 30 de outubro de 2016

Músicos portugueses

«[...]
A este exterior mais à mão os músicos, como todos os seus primos romancistas e professores, chamam ‘mundo.’
[...]»

terça-feira, 26 de julho de 2016

«Garry Marshall realizou mais de 18 filmes.»

Os deuses sabem da minha admiração por Diogo Vaz Pinto — ver, por exemplo, "Cadernos do Subterrâneo", ou isto — e quanto aprecio o rigor das coisas.
Nem por isso deixo de achar que, desta vez, DVP abusou na exactidão.
Estaria capaz de apostar em que Garry Marshall realizou exactamente menos de 20 filmes. Ou, sendo rigoroso, cerca de 19.

Agora ria-se aí com "As afinidades electivas" de Miguel Tamen.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Se a gente já não se vir

Urge que o governo Costa & Centeno, com que embarcámos em 26.Nov.2015 no "tempo novo" e nos restituiu agora os quatro dias de festa confiscados, diligencie quanto antes o dispositivo legal — conchtucional por ora não pode porque precisaria de dois terços e nem o que Marcelo reza ajudaria — que dissipe de vez a seguinte questão social fracturante: 
A partir de quando não é demasiado cedo — se já não nos virmos — e até quando não é demasiado tarde — ainda não nos vimos — para desejar bom ano?
A partir de 15 de Dezembro e até 10 de Janeiro?
A partir de 1 de Outubro, que é quando o Natal está à porta, e até 31 de Março?
A partir de 1 de Julho, que é quando falta pouco para o Natal estar à porta, e até 30 de Junho?
Mal é que a joint venture Catarina & Jerónimo não aprove, ela em nome da alegria e da felicidade, ele dos trabalhadores e do povo.
Isto, sem prejuízo do que o doutor Miguel Tamen não tardará a ensinar sobre "a tempestiva pertinência dos cumprimentos, saudações, desejos e votos".

É pois com a supra-enunciada incerteza metafísica, que me dilacera a cidadania, que venho desejar ao paciente leitor, se ainda nos não vimos, um excelente 2015 e anteriores, e, se já não nos virmos, um óptimo 2017 e seguintes.
E um feliz Natal para todos, todas e tudo.
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O quê? Esqueci-me de 2016 e da pacienta leitora?
Tenham paciência mas o departamento de bissextos não é aqui e não me chamo Marisa Matias.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Livre-arbítrio dos matrecos

«[...]
Por definição, um parlamentar comunista possui tanta independência quanto os centro-campistas dos matraquilhos.
[...]»

Não conheço nenhum colunista de esquerda [seja de esquerda o que for] — conheço e leio-os a todos até ao fim, incluindo Ferreira Fernandes, o melhor — que escreva tão bem e com tanta graça como Alberto Gonçalves.
Mesmo entre os de direita [seja de direita o que for] — conheço e leio-os a todos até ao fim, incluindo Vasco Pulido Valente, dos melhores — não me está neste momento a ocorrer nenhum tão bom como AG, e há-os excelentes, Miguel Tamen por exemplo.
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Então, Plúvio, e Pedro Mexia, hã?