Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Portas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Portas. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Miguel Portas, porrada neles

estamos a bater no milhão de pessoas sem emprego

Vale ao doutor Miguel Portas, e à humana gente em geral – pena que o Jorge Jesus seja muito mais escutado -, ter uma compreensão iluminada e simplificadora das coisas, e soluções fáceis e prontas a servir:

isto quer dizer uma coisa muito simples

isto acontece obviamente porque

e porquê? Basicamente por uma razão muito simples

só há uma resposta para o desemprego e a resposta é

a razão para isto é muito simples

caso para dizer uma coisa tão simples como isto

é muito mais barato nacionalizar

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Obsessão fiscal - Fisco, confisco

Bagão Félix, esta manhã, na Antena 1:
«A pressão fiscal atingiu tais níveis, na minha opinião, que já entrámos no domínio quase fiscalmente totalitário de confisco.
[…]  
Lamento dizer isto, sou apoiante deste governo, mas de facto alguma coisa está mal e esta obsessão fiscal está a transformar-se num raciocínio quase totalizante se não mesmo totalitário.»
Se ele o diz, oiça-se-o.
- se tivesse de escolher um deles para governação do mundo, votaria, Deus me perdoe, no doutor Bagão Félix;
- para administrador do meu condomínio, sem hesitar, Octávio Teixeira;
- a doutora Ana Gomes daria com certeza uma excelente promotora de quermesses;
- ao doutor Luís Filipe Menezes ficaria a matar o alto comissariado permanente para a glorificação perene do doutor Alberto João Jardim;
- o doutor Miguel Portas, não votaria nele para nada que é, de resto, para que serve o seu Bloco de Esquerda.
Opinado o que, está uma bela tarde de Outono enquanto o mundo entristece e o José Cid ainda se aguenta nos agudos altos numa idade daquelas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Greve, risco ou luxo?

Tenho para mim que o direito e a liberdade de fazer uma greve não são menos importantes e respeitáveis do que o direito e a liberdade de a não fazer.

Miguel Portas, do Bloco de Esquerda - que, juntamente com o Partido Comunista, pôs no poder o ranço desalmado do PSD e do CDS -, esta manhã:
«Nunca ficaremos a saber quantas pessoas é que foram trabalhar querendo fazer greve mas que tiveram que ir trabalhar ou por medo ou porque estão em situação precária e não se podem dar ao risco ou ao luxo de fazer a greve, e ao mesmo tempo também não sabemos quantas pessoas é que não foram trabalhar pura e simplesmente porque os transportes públicos não funcionaram.»
Faltou ao messiânico Miguel Portas – e não são de presumir esquecimento ou falta de tempo – o asseio de mencionar, pelo menos, mais duas não desprezíveis categorias de pessoas:
- as que foram trabalhar porque quiseram;
- as que não foram trabalhar, contando para a estatística da adesão, intimidadas pelo colega com uma braçadeira a dizer «piquete» e com um olhar a dizer «filho da puta!» a quem não se deixa intimidar pelo fascismo sindical.
Sim, camarada doutor Carvalho da Silva, sim, companheiro engenheiro João Proença, fascismo sindical.
Isto de falarmos com emblemas [do Vaticano, do Benfica, da Maçonaria, da Marcha de Alfama, do Fado, do Sócrates, do Senhor do Adeus ou mesmo da Indignação] espetados na laringe resulta sempre um bocadinho limitador. Não tanto do direito, mais da liberdade.

Apetecia-me escrever um texto* em que associasse os sintagmas nominais «livre-pensador» e «ouvinte atento». Foi no que deu.

_____ 
* Como explica o camarada Jerónimo de Sousa no muito bem guiado pelo Daniel Oliveira, e a espaços comovente, “Alta definição” de sábado passado, “texto” é como a tlebs pós-moderna chama àquilo que no nosso tempo, em que tínhamos rádio na telefonia e televisão no televisor, se chamava “redacção”.

Citações do camarada Jerónimo de Sousa:  
O nosso destino era a fábrica.
Ao longo da minha infância, muitas vezes professores que pela primeira vez me viram fazer um texto - na altura chamava-se redacção...
A derrota não me desanima; as vitórias não me descansam.
Eu tinha nascido com cinco quilos e quatrocentas**.
“O homem e a necessidade do estudo” – 11 valores!
Aqueles primeiros anos de Abril em que tudo parecia bonito.
O Jerónimo não é velhaco, é um pouco alto.

E finalmente but not least et pour cause:
Eu sabia o que era fazer greve e como é que se fazia.

** Mas isso perdoa-se ao camarada Jerónimo que, como se via obrigado a esclarecer nos passos perdidos da Constituinte, em 1975, não é doutor nem engenheiro.