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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Mistérios do organismo?

Aurélio Gomes- «Pedro Marques Lopes*, voltamos a  Rui Moreira*...»
PML- «[...] O caso parece-me absurdo, sempre me pareceu. Estou perfeitamente convicto de que isto — pronunciamento, há três dias, de RM pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto — não tem ponta por onde se pegue [...] Eu gostaria de saber se estas pessoas querem que o Ministério Público, o Ministério Público seja quem define quem deve concorrer a eleições ou não concorrer a eleições. [...]»

Subsistem para mim dois mistérios densos.
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* Amigos dilectos, parceiros no Conselho Superior do Futebol Clube do Porto.

Foi em tal entendimento que fiquei na expectativa de ouvir no Eixo do Mal de quinta-feira, 29.Abr.2021, uma qualquer observação, nota simples que fosse, alusiva à agressão em Moreira de Cónegos — nos quatro dias anteriores não se falava de outra coisa —, tanto mais que PML estivera no cenário e, pelo menos ele, alguma explicação teria para dar.
O silêncio estrondoso com que ignoraram o assunto doía nos tímpanos; o serão abeirava-se do fim e já me era impossível evitar a metáfora napolitana em torno do sujeito que na segunda-feira do jogo, 26.Abr.2021, dera boleia a Pedro Pinho:  omertà.
A solidariedade entre cinco membros dum painel televisivo pode ser isso. A humanidade é assim. Mas... «venha quem vier»?, «doa a quem doer»? Por favor, não nos insultem.
   
*** De resto, nos últimos tempos parece ter-se tornado entretenimento do Eixo do Mal vituperar, semana sim, semana sim, o maquiavélico Ministério Público. Lá terão suas razões.

sexta-feira, 5 de março de 2021

«Eu não sou comunista.»

O que o comunista Daniel Oliveira [02.Jul.1969] talvez nos quisesse dizer, no centenário do PCP [06.Mar.1921], é que não é, já não é, militante do Partido Comunista Português.
Ripostará DO que aquilo que ele é ou deixa de ser saberá dizê-lo ele e não eu. Ao que Plúvio redarguirá:
- Decerto, meu caro senhor, mas o que você é é o que você parece.
E não se fala mais nisso.

«Os meus parabéns e o meu agradecimento ao Partido Comunista Português.»
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Declaração de interesses
Para o poder autárquico, voto regularmente na CDU.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

João Pedro Caupers não presta. E a jornalista Fernanda Câncio?

17.Mai.2010- O professor João Caupers afixou estas considerações sobre paneleiragem e fufaria na secção digital "Direito na Nova - Pontos de vista". Revejo-me genericamente nelas; não só as achava assisadas e oportunas ao tempo da sua publicação como as leio com pertinência reforçada 11 anos depois.

16.Fev.2021- Aparentando, no dia em que fez 57 anos [Fernanda Maria Câncio da Silva Pereira, Vila Franca de Xira, 16.Fev.1964], mimar-se a si mesma e à confraria LGBTQIA+ de que é porta-voz iracunda, e premiada, no jornalismo dito de "referência", com preciosa prenda de aniversário, a grande repórter do Diário de Notícias atirou a matar sobre Caupers, agora Presidente do Tribunal Constitucional, com esta peça em que recupera, remonta e coreografa, com requinte editorial em que é exímia, o referido texto de 2010. O eixo religioso Lux Frágil-Bloco de Esquerda e limítrofes entrou em frenesim histérico [por falar em eixo, ou me engano muito ou logo à noite na SIC N teremos bródio de gala de Dupond e Dupont, com fuzilamento sumário do juiz homofóbico e entronização pública da plumitiva denunciante]. *

16.Fev.2021- João Pedro Caupers, borrado de temor respeitoso pelos aiatolas da linguagem e do entendimento correctos da vida e do mundo, justificou-se cobarde e miseravelmente ao Expresso, relativizando e distanciando-se do texto que assinara, só por um triz o não atribuindo a inimputável heterónimo seu...

João Caupers é, afinal, um cona de sabão, irremediavelmente sem préstimo que desde já recambio para capitão-mor do ramo lombricóide nas fileiras da cartilagineidade
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* Filada a presa, Fernanda Câncio — como tenho opinado, uma das jornalistas mais sectárias e desonestas que conheço, nos 50 anos que levo de consumo intenso e continuado de jornais, designadamente aquele em que trabalha desde 1997 —  não se sacia com pouco. Ei-la ontem, 17 de Fevereiro, de novo nos escombros de Caupers, recuperando, remontando e coreografando para propaganda do orgulho homossexual o, quanto a mim, igualmente mui judicioso ponto de vista do professor de Direito, dessa vez acerca do assassínio sórdido de Carlos Castro por Renato Seabra em Nova Iorque, 07.Jan.2011.

domingo, 29 de novembro de 2020

Não é?

«Nós temos tanto para oferecer ao mundo, não é?, que não é sequer a questão do discurso que está aqui em disputa. O que está mais em disputa, não é?, é a nossa capacidade, em termos da autonomia da nossa voz, não é? É sairmos um bocado do acantonamento do lugar só da refutação. Nós para além da refutação temos proposta, não é? Essa é a parte mais essencial. Evidentemente que a refutação faz parte da capacidade propositiva, mas o que mais importa para combater o discurso de ódio é propor uma nova narrativa, um novo discurso, uma nova forma de olhar e de inventar a humanidade e reclamar a ideia de que não há humanidade, não é?, a partir desta ideia enganosa, para não usar um palavrão, não é?, de que o alfa e o omega do mundo partem desta eurocentralidade, não é?, do pensamento de que tudo parte a partir daí, como dizia o Glissantnão é?, nós temos é que matar o homem branco, como nos sugeria o Fanon. O homem branco que nos trouxe até aqui tem que ser morto, ele tem que ser morto. E essa morte, para nós evitarmos — o que dizia o Orlando Patterson — a morte social do sujeito político negro, é preciso matar o homem branco assassino, colonial e racistanão é? E, então, reconstruir uma narrativa é a partir da nossa condição de sujeito. Eu acho que sobretudo nós aqui na Europa temos muito a aprender com o Brasil, não é? Eu nunca tinha ido ao Brasil. A primeira vez que estive no Brasil foi há dois anos e tive o privilégio e a honra de ter a Sueli Carneiro a mediar a minha mesa. Foi um momento enorme para mim. Desatei a chorar sem perceber porquê. Claro que o que estava a falar era a minha memória genética ali, não era só o facto da interacção em si. E eu na altura propus um desafio à assistência: dizer que se nós queremos combater o mundo temos que (?)...izar(?) a humanidade, não é? Porque as nossas pautas não se balizam a partir de uma dimensão cromática do nosso ser e da nossa condição, não é? Elas são muito mais ontológicas, elas resgatam aquilo que a Europa e a branquitude não nos concede, não é? Nós somos inteiros, intrínsecos, e eu costumo dizer* que a consciência negra é muito mais do que só uma efeméridenão é? Porque é uma consciência de si, é a consciência da sua humanidade, da sua inviolabilidade e da sua intemporalidade, não é? E é a consciência de que a nossa humanidade, ela é constitutiva do que é a humanidade em si. Sem nós não havia humanidade**não é? Sem a nossa história — aliás, o afro(?)...cismo(?) é isso mesmo: para que os outros se pensem humanos ou humanas*** eles têm que nos pensar como não humanos, não é? E então um dos nossos esforços no combate ao discurso de ódio é exactamente recentrar a disputa sobre o significado do humano, hoje, não é?, e da sua relação com toda a matéria viva do universo, não é? Ou seja, essa democracia do vivo, não é?, ou seja, a democracia da vida, porque a nossa vida foi sempre — na Europa, então, muito mais ainda, não é? —, ela está sempre a partir da bitola, não é?, da não essencialidade, não é? É por isso que eles ficam absolutamente em psicose colectiva quando reclamamos a nossa identidade. Porque identidade significa ter algo, não é?, a oferecer, algo a partilhar, não é?****»

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Enquanto isso, adivinha-se entre a matilha de jornalistas da visão correcta do mundo — nenhum, que eu tenha notado, aludiu à intervenção do doutor Mamadou — íntima anuência. O fervor concordante de, só por exemplo, dois assanhados plumitivos das causas certas: a activista Joana Gorjão Henriques que adora MB e o totalitário Daniel Oliveira, seu ex-cunhado, que o venera.
E não venham engrolar com o "contexto metafórico". Como me contava a dona Odete, ...
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** Na humana parte que me toca, muito obrigado, meu irmão Ba, e saudações à tia Lúcia.
Perante discurso de dissolução do ódio como este, que caucasiano «inteiro e intrínseco» não fica com vontade irreprimível de abraçar e beijar Mamadou? Só mesmo o abominável SARS-Cov-2 no-lo impede. 

 
**** Por favor, alguém responda à criatura se é.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Luís Pedro Nunes, contudo eis que senão

Um passarinho contou-me que nem tudo é influência; às vezes é só coincidência:
Compare os textos, freguês paciente, e ache: influência ou casual coincidência?

No serão de domingo, 04.Jun.2017, o jornalista Daniel Oliveira, dos espíritos mais totalitários que conheço, proclamou acerca do jornalista-escritor contudo eis que senão Luís Pedro Nunes, a publicitar uma selecção de crónicas deste com o pretensioso e desconchavado título "Suficientemente bom, desprezivelmente mau", com prefácio de Clara Ferreira Alves e posfácio de Pedro Marques Lopes, colegas de LPN no "Eixo do Mal", tertúlia de compadres amesendados por Nuno Artur Silva que dura há 16 anos, em manifesta e acentuada putrefacção endogâmica consensual e de que, numa perseverança esquizóide sem cura, creio não ter perdido nenhuma sessão:
«Luís Pedro Nunes é dos jornalistas portugueses que melhor escreve.*» minuto 49:20
No serão de quinta-feira, 02.Mai.2019, Pedro Marques Lopes haveria de recertificar à mesma mesa, desta vez na promoção de “Em busca da praia perfeita", de Luís Pedro Nunes e Tiago Froufe:
«O animal [LPN] escreve melhor do que ninguém.» 
* escrevem, s.f.f. 


Escreverá Luís Pedro Nunes assim tão bem?
Pequeno punhado, ao acaso, de erros sérios, entre inúmeros e recorrentes, recolhidos na prosa que assina no Expresso:

«sou dos que me safei» 
sou dos que se safaram

«nem falo do “síndrome do macho alfa”» 

«de um entorse passei a um estado de inactividade» 

«capaz de explicar porque raio é que são aceitáveis» 

«os livros são das coisas que valem a pena guardar na vida» 

«tratam-se das festas de despedida» 

«crise humanitária» 
«as milhares de instituições» 

«a sensação que algo se está a passar» 
«síndrome obsessivo» 
sensação de que algo

«uma família de alegados habitantes locais agradecem felizes» 
família ... agradece feliz

«e esse é um dos fatos que talvez merecessem ser enaltecidos» 
Maldição do Acordo Ortográfico ou lapso de alfaiataria freudiana?
factos 

«há que dizer que as alterações comportamentais … nos deve fazer aceitar» 
«aceito o postulado que alguns têm tendência grave para o ser» 
«parece que não há dúvidas que a razão está do lado de quem quer controlar os homens escarranchados nos transportes públicos» 
nos devem fazer aceitar 
postulado de que alguns têm tendência 
dúvidas de que a razão 

«os síndromes» 

«porque diabo é que eu não faço uma coisa deste tipo?» 

«a perguntar-se porque diabo» 
«a questionar-se, porque raio» 
«vender a ideia que há um» 
por que diabo
por que raio
a ideia de que há um

«não andamos por aí a masturbarmo-nos para vasos de plantas» 

«gosta de dar a ideia que pertence aos SEALS» 
a ideia de que pertence

«e pensa que assim se pode furtar a questões sobre raça, racismo e a desigualdade de oportunidades que a cor da pele muitas vezes implicam. E do qual o seu império é um sintoma» 
que a cor da pele muitas vezes implica
do que

«umas boas gramas de efeito placebo» 
«a Netflix já começou a ser relacionado com problemas sérios de distúrbios de sono» 
«questões ligadas ao peso, higiene mental falta de lucidez e de concentração 
«grandes chatos que passam o tempo a falar séries» 
«muita gente, quando começa a ver a Netflix fá-lo convencido de que vai ver um ou dois episódios» 
a Netflix já começou a ser relacionada
higiene mental, falta de lucidez
a falar de séries
muita gente, quando começa a ver a Netflix, fá-lo convencida

«vale a pena dizer a quem jantamos que a piza de trufas é uma piza de cogumelos» 
Antropofagia?
dizer a com quem jantamos

«as minhas "capacidades de ler os outros" será necessariamente diferente das de um elemento da geração Z» 
serão necessariamente diferentes

«a realidade hoje é que se tratam de parceiros de negócios» 

«umas 120 mil milhões anuais» 
«Donald Trump tem conseguido regredir muitas das políticas ambientalistas» 
uns 120 mil milhões
tem conseguido fazer regredir

«híperdesaconselhados» 
hiperdesaconselhados

«criará um interface cérebro-máquina» 
«se tem um interface» 
«de toda maneira» 
de toda a maneira 

«a pandemia e o confinamento provocou a implosão» 
«as milhares de mensagens»
a pandemia e o confinamento provocaram
//

E que tal fala o jornalista-escritor-comentador Luís Pedro Nunes? 
Desastre público antididáctico e perigoso para aprendizes da língua ou do conhecimento.
Amostras ao acaso, indiciárias de iliteracia muito grave num jornalista a quem, quando conversa, nem a ajuda da revisão do Expresso pode valer:

«dizem que a alma pesa vinte e uma gramas» 
«contudo!, eis que senão»
vinte e um gramas

«naquelas frases perfeitamente abnóchias, que as pessoas querem aquilo» 
Deveria ter dito abnóxias (cs); mas obnóxias era o que talvez quisesse dizer.
«Vítor Constâncio vai analisar a idoniedade e a competência de alguns elementos»

«a coisa mais obnóchia»

«(opiniões) que depois pespassam para os mídia tradicionais»
perpassam

«um vídeo que começou por ser uma coisa engraçada transformou-se num líbelo acusatório que nos cria culpa»

«faca de hariquiri»

«está a estragar a árvore geneológica»

«contudo, contudo ... contudo, eis que senão»

«neste momento, em Espanha…, os transportes públicos têm uma sinaléfila nova …»

«mostra à sociedade»
à saciedade

«eis que senão, vem um terceira vaga»

«vai ver se não retira a idoniedade a alguns destes senhores»

«está-se aqui a criar uma ideia, um tontem para fazer aqui um exorcismo»

«eis que senão ... eis que senão»

«eis que senão»

«mostrou a vunelabiridade»
vulnerabilidade

«há pessoas que se absteram convictamente»

«aquilo é à grama, à grama»

«já não tem oito quilos novecentas e noventa; tem apenas oito quilos e novecentas»
novecentos

«estão sobre a alçada»

«ergo te absolvo»

«(Alfredo Cunha) … a comemorar 50 anos de fotografia … há 50 anos a fotografar … vivo e de saúde … chato e irrascível» 
está

Como venho repetindo, o grande perigo são as crianças por perto.

Luís Pedro Nunes é, segundo nos tem informado, filho de professora. Confio em que não seja de Português.
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Escutemos Luís Pedro Nunes, com quem aprendo coisas e me tenho divertido nos cerca de 25 anos que levo de o acompanhar, em dois minutos decerto dos mais desastrados e infelizes da sua carreira de jornalista, descrevendo e comentando [de que fontes bebeu?] as circunstâncias da evacuação de emergência, do aeroporto de Faro para o hospital local, do músico russo Andrey Suchilin [28.Jul.1959-25.Jun.2018], a fechar o programa "Irritações" de 08.Jun.2018: Ele anda por aí, o holandês fedorento!... 
Andrey Suchilin haveria de morrer [gangrena de Fournier] 20 dias depois da intervenção televisiva de LPN mas não me consta que o azougado plumitivo tenha vindo pedir desculpa pela irritação que coreografou tão grotesca, boçal e levianamente [minuto 47:30]. 
«Músico retirado de avião em Faro devido a odor corporal morre de necrose
Andrey Suchilin, músico russo, foi internado nos cuidados intensivos no final de Maio, depois de ter sido retirado de um avião que voava de Espanha para a Holanda e que aterrou de emergência em Faro.
O passageiro que há cerca de um mês levou a companhia aérea holandesa Transavia a fazer uma aterragem de emergência em Faro devido ao seu mau odor corporal, morreu na segunda-feira, confirmou uma amiga próxima. “O Andrey morreu”, escreveu Lydia Tikhonovich no Facebook. [...]»

Quem é, afinal, a personagem mediática Luís Pedro Nunes [Ferreira do Alentejo, 26.Dez.1967], sósia chapado de Kadhafi?

terça-feira, 19 de maio de 2020

Comunitário e justo

O comunitário Pedro Marques Lopes, ateu licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, viciado em golfe, maluquinho do Futebol Clube do Porto, devoto incondicional do meu presidente, o impoluto Jorge Nuno Pinto da Costa, e adepto gaiteiro de Marcelo, o nosso presidente-arlequim, cidadão abastado que pôde por exemplo despender em 1999 436.450,00 € numa moradia unifamiliar na Quinta do Peru, com púlpito permanente na TSF, no Diário de Notícias, no Jornal de Notícias e nas Produções Fictícias/SIC, psitacídeo contumaz do «Estado de direito democrático liberal», antigo apaniguado de José Sócrates, aparenta nos últimos 10 anos viver atormentado com a questão da justiça em Portugal. Recorrentemente enfurecido com procuradores da República indistintos e dois ou três juízes, mancomunados com o Correio da Manhã, e com o atropelo dos, quanto a ele, quatro inamovíveis e sacrossantos pilares dos tribunais — preservação absoluta do segredo de justiçaabsoluta presunção de inocência, inversão do ónus da prova no enriquecimento sem causa e delação premiada absolutamente repudiáveis —, PML mostra-se na sua peleja solidariamente ao lado de Rui Rio, que disfarça mal o rancor antigo que devota ao Ministério Público, alinhado com Daniel Proença de Carvalho [presidente do Conselho de Administração da Global Media Group a quem PML vende opinião no DN (rigorosamente a mesma, com o exacto mesmo guião, que dois dias antes vendeu à SIC de Pinto Balsemão — estúpido é que ele não é, há que saber facturar), no JN e na TSF, advogado pretérito de José Sócrates, pai de Francisco Proença de Carvalho, advogado de Ricardo Salgado e de quem o próprio PML é constituinte] e de menstruação opinativa invariavelmente sincronizada, do que guardo registos profusos, com os seus amigos do peito no DN, Ferreira Fernandes, ex-recente director e Fernanda Câncio, grande repórter.*
Eis como no Eixo do Mal de quinta-feira, 14.Mai.2020, quando se conversava sobre a morte da menina Valentina às mãos do pai-ogre Sandro Bernardo, conforme copiosamente noticiado desde três dias antes, para sua decepção não apenas pelos pregoeiros da Cofina, o trauliteiro comunitário opinou, com solenidade e seriedade inusitadas, secundando Daniel de Oliveira:
«Faço minhas, se ele [Daniel Oliveira] me permite, as palavras dele, e acrescento uma coisa que é importante. Até nestes casos, até nestes casos, é fundamental a presunção de inocência. É particularmente nestes casos que é preciso a presunção de inocência.
DO- Quanto piores os casos...
PML- ... Quanto piores os crimes mais necessários são (?!). Porque só quando nós tivermos, a comunidade tiver — eu acho que tem e perdeu-a (?), não sei agora, é análise para outra altura — , quando nós perdermos esse valor essencial, é aí que abrimos as portas a juízas que não sabem ser juízas  [...] Já sei que vou ter uns tipos no Facebook, mas é nestes que é fundamental a presunção de inocência.»
Pedro Marques Lopes, arcanjo da decência penal, para sossego cívico da comunidade.

Pedro Marques Lopes insiste com frequência em advertir a comunidade com um argumento que tem tanto de aparente mérito como de descarado sofisma: Sim, porque hoje são os outros mas amanhã podemos ser nós as vítimas destas iniquidades da justiça.
Cada qual sabe da suspeita ou sarilhos em que pode incorrer, cada qual sabe das linhas com que se cose, cada qual sabe de quem é compincha ou com quem se deita.**
Sem prejuízo da razão que pontualmente assista à sua incontinente diatribe judiciária, que teme Pedro Marques Lopes? Que concreta vileza da justiça o amedronta tanto e tão pessoalmente

Considerações gerais de PML sobre a justiça e sobre o caso de Sócrates em particular, 05.Mar.2017

PML e o colapso da justiça, 09.Jul.2017

PML: «Não tenho medo nenhum de exagerar. O maior problema da nossa democracia chama-se sistema de justiça.», 28.Out.2017 [Eixo do mal]

PML: «Se, há décadas, toda a gente olha para o lado enquanto a nossa Justiça se vai degradando, porque diabo o conselheiro Gaspar faria diferente? […] O estado da Justiça é o maior problema estrutural do nosso regime. Aliás, a única instituição que regrediu em Portugal desde o 25 de Abril foi a Justiça. [...] É que convém não esquecer: não há assunto mais político do que a Justiça.», 29.Out.2017 [Diário de Notícias]

PML, Rui Rio e o nosso sistema de justiça, 14.Jan.2018

PML e o segredo de justiça, 13.Out.2018

Já agora, ó doutor Pedro Marques Lopes, leu-a toda? Morro de curiosidade por saber que «erros gravíssimos» encontrou. 

PML e os megaprocessos: «Os megaprocessos são na esmagadoríssima maioria das vezes processos que acabam por ter um cariz político, na perspectiva em que o poder judicial pretende aparecer como combatente contra enormes conspirações com origem no poder político. A justiça, no fundo, coloca a aplicação do direito em segundo lugar e quer surgir como uma espécie de salvadora do sistema. Ou seja, não cumpre o seu papel.» - 02.Fev.2019

PML e a inocência de José Sócrates, 25.Abr.2019
[Ali, de cravo na lapela. Em Janeiro de 1986, ia PML fazer 20 anos,
era mais de chapelinho
Prá Frente Portugal!
contra Mário Soares
A propósito da comemoração do 25 de Abril, o impenitente e progressista democrata de sempre informa-nos, ufano, de que desce a Avenida da Liberdade desde 1976. Aí, tinha PML, filho de família reaccionária do Minho, nove anos. Sobre isso há uma história interessante que hei-de contar.] 

PML e o Ministério Público, 27.Jun.2019

PML e o Ministério Público, 29.Jun.2019

PML: «o estado da justiça é, sem dúvida rigorosamente nenhuma***, o maior problema institucional do nosso país.», 21.Set.2019

PML: «As soluções para o lodaçal e roubalheira generalizada em que supostamente vivemos já são conhecidas: inverte-se o ónus da prova, instaura-se a delação premiada, limita-se a presunção de inocência», 23.Nov.2019

PML, o problema da justiça e a democracia em risco, 05.Mar.2020

Não sei de textos ou discursos de Pedro Marques Lopes, que fala amiúde de cobardia e de coragem****, acerca da integridade e do escrúpulo.
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* Não ignorando a crise geral no ramo, tudo me sugere que, dos accionistas à administração e da administração à direcção e à redacção, a atracção tóxica por Sócrates [até eu, Plúvio, até eu fui enrolado...] nos 13 anos anteriores a 2018 não é alheia à deserção de compradores e aceleração do definhamento, agonia e adivinhável extinção em papel do meu Diário de Notícias de sempre e de que continuo assinante.

** E daí, talvez não, nem sempre sabemos. A Câncio, por exemplo, diz que foi enganada.

*** Sem dúvida rigorosamente nenhuma é como usam pronunciar-se os idiotas.

**** PML, "A tabloidização da Justiça e os cobardes", 09.Abr.2017

PML, acerca das reacções de Cavaco Silva e de Pedro Passos Coelho à não recondução de Joana Marques Vidal como PGR: 
«A estratégia é esta: Vamos fazer crer as pessoas que Marcelo é mais um membro da geringonça. […] Daí vêm o texto de Passos e estas declarações de Marcelo. O problema é que são cobardes e a cobardia nota-se logo. E qual é a cobardia disto? É que eles não têm mesmo coragem de dizer claramente que Marcelo Rebelo de Sousa é da geringonça.» -  30.Set.2018, de 01:00 a 05:00 

PML, acerca de «cobardes» e «colaboracionistas» no Correio da Manhã: 
«Clara [...], sabes do que é que tu precisas? Precisas que não haja colaboracionistas e cobardes. E eu digo quem são os colaboracionistas e os cobardes. Os cobardes são as pessoas que são atacadas e não dizem uma palavra contra o Correio da Manhã. […] Os colaboracionistas são pessoas como Santana Lopes, Assunção Cristas, que escrevem naquele jornal.» - 04.Fev.2018 
Pena a coragem e o fôlego de PML não terem dado senão para dois «colaboracionistas». Gostaria de ouvi-lo a chamar com idêntico vigor nomes feios, por exemplo, a Adolfo Luxúria Canibal, Alexandre Pais, Ana Gomes, Carlos Moedas, Eduardo Cintra Torres, Fernando Ilharco, Francisco José Viegas,  Francisco Moita Flores, José Rentes de Carvalho [fez 90 anos há três dias e está aí para as curvas], Joana Amaral Dias, João Pereira Coutinho, José Jorge Letria, Leonor Pinhão, Luís Menezes Leitão, Manuel S. Fonseca, Marcos Perestrello, Maria Filomena Mónica, Rui Pereira ou Rui Zink, colunistas regulares do CM, qualquer deles incomparavelmente melhor a analisar ou a prosar do que PML.

«Felizmente não faço as figuras — por uma questão de higiene —, não faço as figuras de certos comentadores que vivem à conta do facto de alguém lhe [sic] pôr processos.» - 20.Mai.2018 
Aposto em que PML estava a pensar no João Miguel Tavares, processado em tempos por José Sócrates. A apregoada coragem de PML não lhe permitiu nomeá-lo... Definitivamente, o comentador higienizado — que enaltece e se revê na coragem com que Rui Rio «chama os bois pelos nomes» —  desconhece a figura que faz. 

- Mas ó Plúvio, a figura pública de Pedro Marques Lopes é assim tão má?
- É pior. Acho que Ricardo Araújo Pereira, aqui e aqui [sonsinho..., parvinho..., patético ... Ninguém percebe a projecção pública que tem ... Porque é que o Pedro Marques Lopes é o cronista mais bem sucedido do país? ... Não escreve bem, não tem graça...***** ], foi demasiado benévolo.
Fica para próximo verbete a minha demonstração de que PML é pior.
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***** Amigos para ocasiões:
«Reagir a uma crítica com bullying e ataques ao carácter revela dificuldade em estar no espaço público sem ser tratado como uma santinha. O que ouvi do RAP sobre PML esteve ao nível das redes sociais. Pequeno, despropositado, rancoroso e dispensável. O Ricardo tem talento para mais.»

«foi uma enorme surpresa, nunca tínhamos visto nada assim vindo dali. ataques de carácter? ir buscar cenas q não têm nada a ver? optar pela facilidade da piada boateira e pla rasquice da calúnia? considerar-s intocável e acima d crítica? mandar bocas ordinárias? nem pensar.»

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A respeito do respeito de Daniel Oliveira pela Igreja Católica

Daniel Oliveira aos berros:
«[...] A Igreja não teve nenhum papel na construção da democracia portuguesa e teve um fortíssimo papel em 48 anos de ditadura! Não, não teve nenhum papel! A Igreja foi totalmente ausente na construção da democracia portuguesa! Zero! Não teve nenhum papel!
Eu respeito a Igreja Católica*, já várias vezes aqui o deixei claro, não respeito a reescrita da História. [...]»

Sou a última pessoa da galáxia a quem algum ministro da Igreja Católica viria encomendar desagravo das declarações deste façanhudo e autoritário preopinante avençado por Nuno Artur Silva**,  por Francisco Pinto Balsemão e por Daniel Proença de Carvalho. Ainda assim e, não vá acusarem-me de batota dialéctica, admitindo que o jornalista quisesse referir-se ao papel institucional da Igreja, não a individualizados membros dela, não resisto a contrapor estes apontamentos de Nuno Teotónio Pereira e de Joana Lopes que encontrei "Entre as brumas da memória", blogue onde, de resto, o filocomunista Daniel Oliveira, que diz pérda no lugar de pêrda, é estimado.
Para que conste.
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* Ahahahah.

Está bem, abelhinhas...

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Tempo de Quaresma

O insigne jornalista Ferreira Fernandes, prosador exímio, não resistiu a molhar o bico ditirâmbico no processo de canonização sumária em curso
«[...]
Os cruzamentos de trivela de Quaresma são dos maiores momentos do futebol mundial. Um misto de ciência, pela curva traçada, um sentido dramático pelo espanto de colegas, adversários e público, e uma beleza pegada. Como o outro, Garrincha, também magnífico e demasiado povo, Quaresma teve como destino ser a alegria do povo. [...]
Olhem um cidadão, pelo texto que escreveu* [...]
Ricardo Quaresma é soberbo, costas direitas, cabeça erguida, gola levantada [...]
Ricardo Quaresma voltou ao twitter e publicou: Olhos abertos amigos, a nossa vida é demasiado preciosa para ouvirmos vozes de burros... Que frase política, de quem podia aproveitar-se para soprar no fogo, e não o fez. Sem ter andado em seminário, nem universidade inglesa**, que respeito pela comunidade, a estreita e a Pátria. Que sentido de Estado!
Que sabedoria de quem, sabendo que há problemas, quer resolver e não inquinar. Quanto mais fácil seria, para uma vedeta que tem a sua vida e a dos seus materialmente resolvida, poder juntar a isso a vã glória de cavalgar uma qualquer rebeldia. Os meus, disse Quaresma aos seus e a nós, somos nós todos. Que lição do que é ser português! [...]
Sabia-te artista mas misturado com um bruto. Mas o que tu és é isso tudo e também um homem comovedor. Chapeau. Respect. Dá cá um abraço.
E ontem, ainda no Facebook, publicas a recordação do teu tio-avô, também futebolista, Artur Quaresma, do Belenenses. Num Portugal-Espanha, 1938, ele e dois colegas da selecção e do clube (José Simões e Mariano Amaro), não fizeram a saudação fascista.***  Portugal-Espanha, resultado: um hat-trick, ganhámos nós todos a memória de uma coragem. Não era um gesto sem risco: depois daquilo, Cândido dos Reis, treinador dos três no clube e na selecção, foi parar ao campo de concentração do Tarrafal.
Ricardo Quaresma à escrita*: Ontem como hoje, a família Quaresma sempre soube estar do lado certo da história.
[...]»

* Ferreira Fernandes, entusiasmado e crédulo, acha que é Ricardo Quaresma quem escreve. Não creio. Ao sábio Quaresma jamais escapariam as três vírgulas imprescindíveis nas três jaculatórias com que encerra o manifesto "Todos diferentes, todos iguais":
«[...]
Olhos abertos amigos, o populismo diz sempre que é simples marcar golo mas na verdade marcar um golo exige muita táctica e técnica.
Olhos abertos amigos, o racismo apenas serve para criar guerras entre os homens em que apenas quem as provoca é que ganha algo com isso.
Olhos abertos amigos, a nossa vida é demasiado preciosa para ouvirmos vozes de burros... isto se queremos chegar ao céu.»

Olhos abertos, amigos, se faz o obséquio! Olhos abertos amigos eram os da minha avó Nazaré. 

** Alusão, críptica para a generalidade dos leitores do DN, a André Ventura ter frequentado um seminário e a ter-se doutorado na Universidade de Cork, depois de a Universidade Nova o licenciar em Direito com média final de 19 valores, o que pode não dizer grande coisa; pois se, por exemplo, da selecta Católica e em Direito também saiu licenciado o vira-casacas, videirinho e «tartufo» Pedro Marques Lopes, como alguém um destes dias o tratava no Aspirina Bpardieiro do Valupi — é Valupi, não Plúvio, quem assim classifica o blogue de que é senhorio —, fã de ambos, PML e FF, por sinal grande compincha de Ferreira Fernandesmeu querido Pedro»]...
Ó Ferreira Fernandes, tenha paciência mas fica-lhe péssimo baralhar a Inglaterra monárquica com a República da Irlanda.

*** Muito mais desastrado, porém, andou o jornalista tarimbadíssimo, "maluqinho da bola" que sabe todas as histórias e todos os nomes dela, ao comover-se e deixar-se enrolar em novo manifesto quaresmal — desta vez, despudorada e miseravelmente oportunista — publicado ao fim da manhã de anteontem na "conta oficial" de Ricardo Quaresma no Twitter — «Ontem como hoje, a família Quaresma sempre soube estar do lado certo da história. E nunca se vergou nem teve medo de dizer não ao racismo.» —, tomando Alfredo Quaresma, esse, sim, tio-avô do inefável Ricardo, que jogou nos anos '70 do século XX, por Artur Quaresma, o "anti-fascista", que esteve no activo quatro décadas antes e com quem Ricardo Quaresma não tem nenhum laço familiar.
Volto a supor que alguém anda a escrever em nome de Ricardo Quaresma. Alguma vez a superioridade e o escrúpulo éticos de RQ consentiriam em embarcar no «lado certo da história» à boleia de um tio-avô falsificado? Seja banido da civilização quem tal ouse admitir! Talvez por isso o verdadeiro Quaresma, príncipe caceteiro do bem e da bondade, tenha lesta e diligentemente apagado o tuíte enganoso que inebriou Ferreira Fernandes, fazendo exarar ontem na sua "página oficial" do Facebook um texto de tal elevação literária e tamanho esmero gráfico que auguram para este aríete dos relvados, que aos 36 vai gastando o resto das botas a marcar golos exigentes muito tácticos e técnicos ao serviço de uma agremiação turca de segunda ordem, não direi horizonte de esplendor no areópago das Letras mas, no mínimo, poleiro dourado na academia da Virtude.

De outro e muito brando modo aqui se dá conta do caso.

De resto, quero que André Ventura se foda e desejo que Ferreira Fernandes não precise nunca de disputar com ciganos — RQ é cigano integrado, ciganos são coisa diferente —  a "sua vez" na fila das urgências do Beatriz Ângelo ou do Garcia de Orta, ou na fila de cidadãos socialmente distanciados à entrada de qualquer mercearia de Alfragide. Experimente. E para repor a ordem no Estado de direito democrático convoque o atleta tremebundo
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Daniel Oliveira- Eu acho que ele [Ricardo Quaresma] fez um texto de uma elegância...
Pedro Marques Lopes- ... e bem escrito!
DO- ... e bem escrito. Uma pessoa crente, portanto bastante baseado nisso; o melhor que ser cristão pode ter, o que ali está é o melhor que ser cristão pode ter.
Nada como um apedeuta para convalidar a excelência literária.
E para certificar a ortodoxia da fé, nada como uma criatura que vem desde 02.Jul.1969 caldeando o bestunto ateu nas múltiplas e sucedâneas madrassas do comunismo.
Mas reconheço: o jornalista DO, que leio com assiduidade, escreve benzinho.