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terça-feira, 12 de abril de 2022

66 segundos de escorrência fétida

«Foram hoje apresentadasa) as memórias de Daniel Proença de Carvalho. Chamam-se "Memórias do Advogado - Justiça, Política e Comunicação Social".b) O Daniel Proença de Carvalho, há quem goste, há quem não goste dele, é um personagem marcante e como se costuma agora dizer incontornável da democracia portuguesa. Esteve em todos os momentos do nosso regime, até esteve noutros anteriores, particularmente no célebre "caso Sommeronde houve aí uma grande guerra também de regimes, contra o regime, aliás. E portanto, é uma vida, esta aqui, a vida de um homem; é também a vida de muito da nossa história recente. Ele fala sobretudo de justiça, dos problemas da justiça em Portugal. Mas fala também de política e de comunicação social. É um livro que se começa a ler e depois não se consegue parar. É um livro notável de um homem a quem o senhor Presidente da República hoje disse que o país deve muito e eu tenho que concordar inteiramente com o Presidente da República, é um homem a quem eu acho que o país deve muito.»c)
66 segundos de Pedro Marques Lopes, lambecusista-mor do reino, 07.Abr.2022d)
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a) Pressente-se nesta poderosa sala — «veja as imagens» —, ou aqui, um suave, mefítico e sofisticado cheirete a compadres...


c) Talvez PML devesse aduzir, para melhor compreensão pública do acto de propaganda, que o seu advogado, e doutros dignos constituintes como Ricardo Salgado, é o Francisco Proença de Carvalho, filho do Daniel que, já agora, entre multiplicados mesteres de que se incumbiu ao longo de uma existência vivida nos peristilos de poderes vários, foi defensor de José Sócrates e patrão do jornal onde PML publicou semanalmente de 2009 a 2020.e)
 
d) Posaconazol não pára de desconcertar.
«Gosto pelo menos de pensar que tenho um bocadinho de cuidado com as palavras». - 23h05
Nota-se. Palavras não eram ditas,
«O Partido Social Democrata continua a não conseguir ter um discurso que de encontro a este eleitorado moderado». - 23h26
Praticante penoso da língua, há-de reformar-se do comentariado sem que ninguém o elucide de que com o 'ir de encontro', que profere insistentemente, diz o contrário do que quer dizer.
de encontro    ao encontro

e) Tempo de salivante e mal disfarçado contentamento aquele — 2017-2019, num Diário de Notícias ainda animado de socratofilia palpável —, de hossanas ao na altura novel presidente do PSD com Daniel Proença de Carvalho, chefe da trupe, Fernanda Câncio e seu serviçal Pedro Marques Lopes, irmanados no desiderato comum de domesticação do Ministério Público e açaime do juiz Carlos Alexandre que a reforma da Justiça propalada e exigida por Rui Rio — um dos cavalos de batalha no seu programa político — haveria de lograr, assim lhe dessem ouvidos ou o poder necessário.

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Mas para informação substancial acerca da figura incontornável e do livro em apreço, apresentados por Miguel Sousa Tavares, dos mais antigos e persistentes gladiadores-odiadores do Ministério Público, vá lá adivinharmos porquê, nada supera a generosa, suculenta e bem documentada peça, elaborada por  quem sabe e conhece, José, que dá uma ideia do país que muito deve a Daniel Proença de Carvalho, já que nem o frenético arlequim nem o pândego Posaconazol tiveram a gentileza de explicar que gente concreta deve assim tanto a este músico medíocre e que especificada dívida está por cobrar.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Edite Estrela? Oh, não! [1/2]

«Esta perseguição à Edite, feita por João Miguel Tavares, é das coisas mais absolutamente repugnantes que já vi. Não quererá pô-la a ela e à família toda na roda?»

Quero entrar na roda.
Mas, antes de mais, um discleima para que se não julgue que venho movido por ímpeto malsão ad feminam: detesto Edite Estrela, desde que, finais do decénio de '80 do século XX, lhe acompanho o protagonismo público. Voz desagradável, dicção horrível, gramática coxa, pese a fama granjeada na matéria. Jamais lhe perdoarei a mancebia oportunista e irresponsável com o nefando Acordo Ortográfico de 1990. 

Nasceu em Carrazeda de Ansiães há 72 anos, vive no Partido Socialista há 40.
De 1973 a 1986- Professora de Português
De 1987 a 1995- Deputada nas V e VI Legislaturas
De 1993 a 2001- Presidente da Câmara Municipal de Sintra
De 2002 a 2005- Deputada na IX Legislatura
De 2004 a 2014- Deputada no Parlamento Europeu
De 2015 a 2022- Deputada nas XIII e XIV Legislaturas
De 2022 [a 2026?]- Deputada na XV Legislatura 

Acho divertido quando na Wikipédia de pessoas com a densidade biográfica de Edite Estrela não consta qualquer apontamento de família. Parecem ectoplasmas. Faz-me lembrar Assunção Esteves, antiga Presidente da Assembleia da República: «[...] colocou um membro do gabinete a alterar constantemente a sua página na Wikipédia de modo a eliminar dados que ela não gosta que sejam públicos [...]»
Lá com elas, estão no seu direito.

10.Dez.2003- «Ministério Público pede apenas multa para Edite Estrela»

12.Fev.2005- «Ministério Público aceita reduzir pena a Edite Estrela»

2007- Edite Estrela, eurodeputada, contrata enteada e genro. 

25.Set.2009- «[...]  No almoço do PS, Sócrates voltou a ter o apoio da família socialista. Ao seu lado, na mesa de honra, estiveram ... Edite Estrela, António Costa e Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica, que quis ir dar o seu apoio a “um amigo”. [...]»

14.Nov.2010- Não sabendo que estava a ser escutada, Edite Estrela, em conversa telefónica com o seu dilecto Armando Vara, insulta camaradas socialistas: Ana Gomes, Elisa Ferreira, Vital Moreira... 

03.Jan.2013- Edite Estrela arrepende-se e apaga o 'tuíte' em que anunciava um almoço e convidava pessoas, sob sugestão e aval do afilhado, para mais um ágape socratólatra.

06.Jan.2015- Na companhia de Mário Lino, ex-ministro de José Sócrates, e de Carlos Martins, vice-presidente da Câmara da Covilhã, Edite Estrela cumpre a sua jornada na romaria a Évora. Mário Soares cumpriu por sete vezes... *

05.Mai.2018- «Edite Estrela» ocorre por oito vezes nesta história de dominação contada por duas Ritas.

20.Jul.2021-  Como conseguiu uma abécula destas chegar onde chegou? Edite Estrela não presta.
Parabéns, Ascenso Simões; parabéns, Jorge Lacão; parabéns, Sérgio Sousa Pinto; parabéns, Marcos Perestrello. 

18.Dez.2021 - «[...] Edite Estrela não tem quaisquer condições para ser eleita segunda figura do Estado português. [...]»
- João Miguel Tavares.
Concordo.

16.Jan.2022- Nem por não achar ponta de graça a este saloio deixo de comungar da sua rejeição de Edite Estrela.  

07.Fev.2022- «O problema é Edite Estrela»

08.Fev.2022- «[...] Edite Estrela foi madrinha de Sócrates no PS e na vida real. O seu marido fundou empresas com Sócrates nos anos 80. Passaram férias juntos. Foram unha com carne ao longo de 30 anos. Edite Estrela conhecia a sua vida política e pessoal de trás para a frente. Foi uma das vozes mais activas do PS a defender Sócrates após a sua detenção. E certo dia, quando as suspeitas e os indícios começaram a acumular-se muito para lá do razoável, calou-se sobre o tema Sócrates, como todos se calaram. [...]
Sócrates é hoje tratado como um ET caído das estrelas que assaltou o país de forma solitária e com um plano unipessoal. Espantoso, de facto. Só que esse silenciamento, essa suspensão da capacidade crítica, essa denegação das responsabilidades políticas, foi terrível para o país, e continua a ser terrível – como se vê pela ideia abstrusa de ter Edite Estrela como segunda figura do Estado, ou Pedro Silva Pereira, cuja esposa andou a receber dinheiro do universo de Carlos Santos Silva, como vice-presidente do Parlamento Europeu. [...]»
- João Miguel Tavares

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14.Mar.2021Rui do Nascimento Rabaça Vieira, marido de Edite Estrela.

Brasil, Dez.2006- Rui Vieira, o primeiro a contar da esquerda. Já agora e a despropósito, o segundo a contar da direita, entre Carlos Santos Silva e José Sócrates, Jaime Silva, sogro de Fernando Medina. Mundo, um penico.

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Manifestações públicas de ternura e cumplicidade derretem-me sempre a obtusidade córnea.
Vamos a elas:

02.Mai.2012
    - Depois da boa análise da Fernanda Câncio, desejo-lhes uma boa noite 😊
    - Beijos, Edite. Obrigada.
27.Mai.2012
    - Bom dia, Edite, está boa?
02.Jun.2012
    - Beijos, Edite. Aqui já se trabalha (eheh)
13.Jun.2012
    - Estou um bocadinho derreada pela noite de Sto. António. E a Edite?
24.Ago.2012
    - Boa noite, vou dormir. A temperatura baixou e a lua cresceu.
    - Boa noite, Edite, beijos.
26.Nov.2012
    - Estou óptima. E a Edite, muito trabalho?
11.Dez.2012
    - Olá, Edite. Gostava de saber a sua opinião sobre uma coisa. Pode ser?
    - Claro que sim. Quer tratar por email?
24.Dez.2012
    - Um feliz Natal para todos.
    - E para si, Edite. Beijos.
02.Jan.2013
    - Já jantaram?
    - Ahahahahahah. Muito bem, Edite.
22.Jan.2013
    - Que bom, Edite. Parabéns.
13.Fev.2013
    - Boa noite, Edite. Beijos e boa viagem.
09.Abr.2013
    - Edite, é ‘lembro-me que’ ou ‘lembro-me de que’? (Acabei de ver o anúncio de uma reportagem, ‘lembro-me que morri’) e fiquei na dúvida.
    - Lembro-me de que... Lembro-me de alguém ou de alguma coisa.
    - Bem me parecia que aquilo não estava bem. Obrigada.
10.Jul.2013
    - Vou dormir. Hoje já não há mais desenvolvimentos. Boa noite.
    - Beijos, Edite. Bons sonhos.
08.Set.2013
    - Muito bom, Fernanda.
    - Obrigada, querida Edite.
30.Set.2013
    - Boa noite, vou dormir e ter bons sonhos. Eheheh.
    - Boa noite, querida Edite. O Rui foi eleito?
    - Olá, Fernanda. Não ganhámos Foz Côa, mas ganhámos a junta de Cedovim, com uma mulher. Pela primeira vez.
    - Ah, que pena.
12.Out.2013
    - Obrigada, Edite, Beijo.
20.Abr.2014
    - Quem és tu e que fizeste com a Edite? Campeões. Campeões. Campeões. Somos campeões. Benfica!!!!!!!
15.Mai.2015
    - Ora, não tem de quê, Edite. Beijos.
    - É a perspectiva de muita gente. Mas muito bem escrito. O inigualável estilo da “Câncio” :)
20.Mar.2020
    - Durma bem, querida Edite.
05.Abr.2021
    - Obrigada, Edite. Beijo.
    - Outro, Fernanda.
19.Jun.2021
    - Muito obrigada, Edite. Mas ainda falta muito para acabar, certo?
06.Ago.2021
    - Que bom, Edite querida. saudades.💗
    - Imensas, Fernanda.

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Dos 14 Presidentes da Assembleia da República, desde 1976, começando por Vasco da Gama Fernandes — ambos assinávamos A Batalha —,  Eduardo Ferro Rodrigues foi o pior.

10.Fev.2022- «Ferro, solidário com Edite Estrela»
Um pesadelo caucionado por outro.
Qualquer coisa me diz, perdão, muitas coisas me dizem que a eventual indigitação de Edite Estrela para PAR comprometerá seriamente a posição de FR na minha tabela.

Agora, que tem Augusto Santos Silva confirmado no parlamento, menos ainda se perdoará a António Costa a afronta ao asseio da República se escolher para segunda figura dela uma videirinha rasca que parafraseia com o maior desplante um Fernando Pessoa inventado na candonga fajuta das citações apócrifas.**
Haja decoro, caralho!
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* A propósito de «Mário Soares cumpriu»,
- Não me digas, Amílcar..., não me diga, dona Teresa, que ainda não cumpriu hoje... Olhem que chamo o doutor Costa!
 
** Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível - Fernando Pessoa, céus?! 
Faça-nos, doutora Edite, a bondade de informar  quando e em que página escreveu Fernando Pessoa tão merdíflua coisa. Se não encontrar no arquivo, peça ajuda à «querida Fernanda», graduada em afectos e em repugnâncias [absolutamente repugnantes, proclama a jornalista isenta...], sumidade em citações fidedignas de Pessoa: Rodeia-te de rosas, ama, bebe, dança e cala...  E de Lenine.
A obtusidade córnea lá atrás aprendi-a aos 17 anos, tenho a certeza, com Eça de Queiroz, aqui.

domingo, 23 de janeiro de 2022

Da sua própria vaidade

Quando um narciso com a rutilância de José Sócrates, repare... repare... repare...,  acusa Carlos Alexandre de vaidade desmedida, como o acusou anteontem — conceda-se que CA é um tanto vaidoso —, os Himalaias inteiros tornam-se termo de comparação acanhado para confrontar a vaidade ultra-mega-supra-himalaica do filosofante engenheiro da Covilhã com a mal disfarçada vaidadezinha do simplório e respeitável juiz de Mação.

sábado, 17 de abril de 2021

Maria Antónia Palla e Sócrates-Savimbi, ainda

Nunca tive boa impressão da jornalista Maria Antónia Palla. Acho-a, o Olimpo me perdoe, tonta.

"Sócrates: porquê tanto ódio?" continua a suscitar gáudio nas capelas de socratolaria. O homo sapiens é, sabemo-lo, animal naturalmente religioso. Nada de novo.

No seguimento do postal de ontem, ocorrem-me duas peças de um jornalista enorme, Ferreira Fernandes.

 Maria Antónia Palla deu uma entrevista ao Expresso de 01.Abr.2017, em que lá pelo meio se declarava solidária com José Sócrates, principal arguido do processo da "Operação Marquês", agora pronunciado por seis crimes. Ferreira Fernandes — o último suspeito de odiar Sócrates — comentou o que a mãe do primeiro-ministro, António Costa, disse acerca da sua paixão por Jonas Savimbi e por Angola. Ora, se alguém conhece e sabe de Angola é FF
«[...] quanto me irrita quem escreve sobre o que o sabe. [...]
tudo o que ela poderia saber era de ouvido e longe [...]
Voltando à entrevista de Maria Antónia Palla: Portugal devia cortar relações com Angola, não se admite que um país que teve 50 anos de ditadura, tenha relações com outro que é uma ditadura, disse ela. E é esta frase extraordinária a que o Expresso dá destaque e refere na primeira página. E disse ela, ainda: Portugal devia esquecer, completamente, Angola.
Eis o outro patamar de ignorância confirmado. Já não é a forasteira que fala dos outros. Agora, Maria Antónia Palla fala de Portugal e não o conhece. Não o conhece, não o conhece, não o conhece. Não Portugal completamente, mas de parte que sem ela Portugal seria outro. E eu, afinal, fico a conhecê-lo bem melhor: andava-me a faltar este Portugal tão bem explicitado por Maria Antónia Palla.»
Ferreira Fernandes, "Ok, esqueçam. Completamente? Isso!" | DN, 07.Abr.2017

Que diria, por exemplo, Valupi, que adora Sócrates e venera Ferreira Fernandes? Alguém para descer das muralhas da cidade?...

➭ A outra não é uma peça qualquer. Tenho-a por jóia do jornalismo português, que conservo. Trata-se da reportagem fabulosa, magistral [17 páginas; texto e fotografias de FF], feita há 33 anos nos terrenos da UNITA/Jonas Savimbi.

Enfim,
dona Palla,
sabe pouco
do que
fala.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Maria Antónia Palla, Sócrates e o monstro na sala

Em Agosto de 1966, num baldio dos arredores do lugar de Chicote, circunscrição de Bundas, província do Moxico, Leste de Angola, foram encontrados os cadáveres seviciados de Manuel Castro e de sua mulher, Eulália Marques, pais da minha ex-mulher Maria Clara, sua única filha, então com 6 anos. Ao lado, escrito no chão «UNITA VENCERÁ!». O Sr. Manuel e a dona Eulália saíram de Portugal no início do decénio de 1960, estabelecendo-se em Angola com uma modesta mercearia. Razão do assassínio, sem nenhuma outra apurável: não bastando serem portugueses, eram brancos. Na altura da referida matança, a UNITA, fundada uns meses antes, era pouco mais do que desconhecida. Aquelas mortes, bárbaras e gratuitas, constituíam as primeiras acções de terrorismo sobre colonos portugueses perpetradas pelo movimento de Jonas Savimbi [1934-2002].
Quanto mais fui podendo saber da vida e da obra do pseudo-"doutor Savimbi", ao longo de 35 anos, mais firmemente se me foi consolidando a ideia que dele guardarei para sempre: sem prejuízo doutras apreciáveis qualidades patrióticas, um facínora, tribalista sanguinário, carniceiro e racista, sem escrúpulo.

- E a que vem isto agora, Plúvio?
Vem que a Sra. D. Maria Antónia Palla, mãe de António Costa, secretário-geral do PS e primeiro-ministro de Portugal, escreveu no Público de ontem, 15.Mar.2021, uma coisa intitulada "Sócrates: porquê tanto ódio?":
«[...] Foi o meu conceito de liberdade e de justiça que, por imperativo de consciência, me levou a manifestar a José Sócrates a minha solidariedade. [...] Nunca, na minha longa vida, assisti em directo a manifestações de ódios tão profundas como as que tenho observado através das televisões. Entrevistas, debates, só com pessoas da mesma opinião. O contraditório não existe. As regras mais primárias do jornalismo foram enterradas.
Há alguns séculos atrás gritariam “Sócrates para a fogueira!”. Agora dizem-no de forma mais sofisticada. Mas queimam à mesma uma pessoa, destruindo o seu passado, infectando o seu presente, roubando-lhe o futuro.
O que está, quem está por detrás desta demência? Até onde se irá parar? Detentores de um poder que julgam eterno, não lhes chega liquidar um homem. [...]
Como os contestatários de Maio de 68, direi que “não sei o que quero, mas sei o que não quero”. De uma coisa estou certa: Justiça sem compaixão não é Justiça.»

- Sim, Plúvio, e...?
Isto, por exemplo,
«[...] Foi na Jamba que, em 1988, conheci Jonas Savimbi. Tornara-se uma personagem mítica, quer para os que o admiravam quer para os que o odiavam. A mim impressionou-me sobretudo a afabilidade e a grandeza com que acolhia os visitantes, fosse num simples "jango" das Terras do Fim do Mundo ou na "villa" que o rei de Marrocos punha à sua disposição quando vinha a Rabat e onde o visitei por duas vezes. Era um homem de uma inteligência fulgurante, com grande sentido de humor e uma soma invulgar de conhecimentos, considerando as condições em que habitualmente vivia. [...]»
MAP, 02.Mar.2002

«[Jonas Savimbi], um homem fascinante e absolutamente carismático.»

«Toda a gente sabe que Maria Antónia Palla é uma confessa admiradora de Jonas Savimbi e da UNITA.»

«[Jonas Savimbi], o único político de quem tenho uma fotografia na sala.»

- Ó Plúvio, ainda não percebi aonde queres chegar...
Quero chegar justamente à sala da Sra. D. Maria Antónia Palla.
Quero que a Sra. D. Maria Antónia Palla se foda mais os seus conceitos de liberdade, de justiça, de imperativo de consciência e sobretudo de compaixão. Quero que a Sra. D. Maria Antónia Palla vá bugiar com os fascinantes heróis da sua afeição.

E fico a pensar, com remorso, se não devo um pedido de desculpa à stôra Maria Salomé, de Cascais, por aqui ter mangado da decoração da sua sala.
Observando a sala onde António Costa toma chá com a mãe, mil vezes o menino da lágrima!!!

domingo, 11 de abril de 2021

José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, príncipe impoluto

Lisboa, sexta-feira, 09.Abr.2021
Pelas 18H10, à saída de um veredicto que acabara de caracterizá-lo como o último cidadão em que se pode confiar, o principal arguido do processo da "Operação Marquês", entre 19 compatriotas de probidade cívica e bondade filantrópica blindadas acima de qualquer suspeita, avançou ufano e triunfante para as câmaras de todas as televisões de Portugal.
Trafulha contumaz, mitómano, medularmente impedido de distinguir mentira de verdade, excelsitude da Filosofia, narcisista encadeado no virtuoso esplendor de si mesmo, aldrabão quem sabe se vitimado por prístino complexo de inferioridade do tamanho dos Himalaias*, o príncipe impoluto falou e disse: 

➭ «Todas as grandes mentiras da acusação hoje caíram.
A acusação da fortuna escondida é uma mentira,
a acusação da corrupção é mentira,
a acusação de uma ligação com Ricardo Salgado é completamente mentira.
[...] Tudo isso acabou, não ficou sobre isso nada de pé, tudo isso ruiu. Finalmente, o juiz decide levar-me a julgamento por três crimes de branqueamento. [Que modéstia, sr. engenheiro!, nem parece seu. Seis crimes, sr. engenheiro, seis, se não se importa: três crimes de branqueamento de capitais + três crimes de falsificação de documentos.] Ora, eu quero dizer em primeiro lugar que isso não é verdade e que me vou defender desses crimes, não sei se em recurso**, se em tribunal, mas vou defender-me.» - 18h10 

➭ «O juiz Ivo Rosa levanta dúvidas sobre a questão dos empréstimos. Chega à conclusão de que há indícios que podem contrariar aquilo que eu digo, mas aquilo que eu digo é a verdade.» - 18h11  

➭ «No momento em que o processo Marquês chegou ao Tribunal Central de Investigação Criminal, a sua distribuição foi manipulada, a sua distribuição foi viciada. [...] Alguém cometeu um crime, resta saber agora quem. É claro que eu não confio no Ministério Público para investigar esse crime.***» - 18h13  

➭ «Difamaram durante sete anos um inocente. [...] Todas essas mentiras eram falsidades.» - 18h14  

➭ «Todas as grandes mentiras contadas aos portugueses em sete anos [...] são falsas. [...] A questão da fortuna escondida, isso é falso.» - 18h16 

➭ «Relativamente aos empréstimos, o juiz achou que há indícios para me levar a julgamento. Eu vou-me defender disso, não sei se em julgamento se em recurso.**» - 18h18 

Jornalista-  Há aqui uma factualidade nestas transferências de um milhão e setecentos mil euros dos quais acabou por beneficiar...
JS-  Não, eu não, eu não beneficiei. Não, não, não, eu não beneficiei, isso não é verdade.» - 18h35  

A seguir, o príncipe impoluto rumou à esplanada, sentando-se a uma mesa a confraternizar com quatro sujeitos do seu staff em violação flagrante do artigo 25.º, n.º 2, alínea c), do Decreto n.º 6/2021, de 3 de Abril:
Sócrates na esplanada  [1];

«Não perdem pela demora. Eu ontem fui ao Campus da (sic) Justiça justamente para que todos saibam, e principalmente esses que me insultam já há sete anos, saibam que eu vou defender-me, que eu vou responder.»
Jornalista- Consegue-nos dizer quem é que está por trás desta campanha?
JS- Consigo e terei o maior gosto em falar disso, mas quando chegar o momento, não agora.»
Acho este o anúncio mais espantoso de José Sócrates nos últimos sete anos. Estranho não ver ninguém a valorizá-lo como deveria. Embora preveja que quando, ou se, JS revelar o nome do grande patife, logo haveremos de perceber tratar-se de uma qualquer personagem ectoplásmica do universo da verdade alternativa em que parece habitar.

Por fim, donde brota o júbilo celebrativo desta gente,  desta gente,  desta gente?
Como são possíveis o contentamento e o alívio perante o medonho retrato judicial, provisório****, do antigo primeiro-ministro, pronunciado por seis crimes, que emerge deste despacho? Como é possível continuar-se a admirar e a louvar tão persistente e devotadamente a pessoa de José Sócrates? Que críptica e bizarra concepção tem esta gente — e, referindo-me a Valupi e sequazes, do Aspirina Ba Manuel Gomes, e apaniguados, do Estátua de Sal, ou à senhora e sua corte de bajuladores, do Um Jeito Manso,  não estou a falar propriamente de desprovidos e desabrigados da inteligência e da cultura — do escrúpulo? Intriga-me deveras a noção que esta gente tem de asseio, a ideia que esta gente tem de integridade ou de honestidade [Valupi diz sempre "honestidade intelectual", como se houvesse várias], o valor que esta gente dá à palavra. Pela relativa consideração em que as tenho e pela atenção assídua que lhes presto, quero pensar que o mal destas pessoas seja o de lerem pouco e ouvirem mal. A menos que sejam da família ou José Sócrates, perdão, Carlos Santos Silva, lhes pague: a família desculpa tudo, o dinheiro manda em quase tudo.  
______________________________________________
* Este príncipe impoluto, militante juvenil do PSD, admirador de Berlusconi, iniciou aos 23 anos, na V legislatura, a sua vida parlamentar avençada pelo PS. Pouco demorou [1987>1992] até à mescambilha das habilitações que foi declarando e emendando. Já então a compulsiva necessidade de aldrabar e insuflar o pedigree denunciava, a meu ver, um problema idiossincrático muito sério... Nos 30 anos subsequentes, foi o que temos visto.
Por mim, repetindo-me com alguma vergonha, levei demasiado tempo a perceber o bicho. Votei em José Sócrates em 2005, em 2009 e em 2011, várias vezes enalteci aqui o governante que ele foi; também eu me deixei encantar, desde 2001, pela determinação e pelo ímpeto reformador de que Maria João Avillez, com quem não simpatizo, falava anteontem na televisão. Era o tempo em que, ingénuo e mal informado, eu achava, por exemplo, Fernanda Câncio jornalista íntegra e honesta. 

** Espera-se que Pedro Delille tenha entretanto explicado ao seu constituinte que a decisão instrutória não é recorrível por parte do arguido que a requereu.

*** Tem bom remédio: apele à procuradoria de Marte.

**** Sim, retrato provisório. O Ministério Público interporá recurso e, pela reversão frequente nas instâncias superiores de decisões do juiz Ivo Rosa, palpita-me que o entusiasmo destes adoradores de Sócrates pertencerá ao domínio nosológico da ejaculação precoce...
Mulher do brinco- «Isto agora vai para a Relação. Está toda a gente à espera de que a Relação seja o Cristo Redentor. A Relação só vai ver a matéria de direito. E portanto, a matéria de facto acabou!»
Posaconazol- «Aleluia!»
Mulher do brinco- «O que não ficou provado não ficou provado! E portanto, essa esperança no Tribunal da Relação não faz assim tanto sentido. A Relação não vai apreciar a matéria de facto.»

A jornalista veteraníssima Clara Ferreira Alves é paga para dizer coisas na SIC Notícias. No meu caso, pago à EDP e à MEO para a escutar.
Assim, a quem podemos pedir ressarcimento pelo condensado de disparates e informação gravemente enganosa que esta licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra, secundada por um licenciado em Direito pela Universidade Católica, proferiu pelas 23h17 de ontem?***** 
Vide artigos 307.º e 308.º, e sobretudo 410.º, n.º 1, do Código de Processo Penal

***** Implacáveis na argumentação e impiedosos na ironia, venha quem vier, doa a quem doer.
Vendo melhor, talvez seja imprudente metermo-nos com esta tropa.

sábado, 10 de abril de 2021

Há coisas que Ana Catarina Mendes não consegue

Ana Catarina Mendes, deputada, líder do grupo parlamentar do Partido Socialista, comentou ontem na televisão a decisão instrutória de Ivo Rosa no processo da "Operação Marquês".

«Eu não consigo mesmo, não consigo entrar num julgamento moral, público, de chacina na praça pública. Não consigo. E não consigo porque eu quero acreditar que a justiça funciona, com todas as fragilidades a que temos assistido, e já lá irei. Mas quero acreditar que a justiça funciona. E portanto eu não consigo entrar numa coisa de percepção, de suspeição, julgar os actos. Não faço isso, não contribuo para esse espectáculo, não quero contribuir.»

«uma coisa que me deixa absolutamente inquieta, que é pensar com base naquilo a que nós assistimos nos últimos anos, nos jornais, nas redes sociais, nos ataques, nos comentários, em tudo... Foi feito um julgamento popular, e está feito um julgamento popular. [...] Nenhum de nós conhece o processo na sua essência. [...] Nenhum de nós seguramente leu a acusação. Eu não a li, estou à vontade para o dizer. Mas há uma coisa que me inquieta muito.»  

Ante a reiterada e confessada incapacidade de percepção dos actos de José Sócrates, mais espanta como consegue ACM percepcionar tão lestamente e fazer juízos de tão vasto alcance histórico como, por exemplo, o que com ousadia galáctica exarou há 10 meses acerca do nada menos do que prodigioso — pois então! — ministro Centeno.

Mas absolutamente inquietante é que uma pessoa com as responsabilidades políticas de Ana Catarina Mendes, porta-voz e opinadora investida em representação do partido que governa, empenhe tanta atenção à malvadez justiceira nos jornais e nas redes sociais,  desprezando e desconhecendo, com o à-vontade alarve admitido ontem, a acusação judicial no processo da "Operação Marquês" divulgada em 10.Out.2017.
O Plúvio leu-a e não tem a responsabilidade remunerada que ACM tem de defender o PS na TVI.

Pergunto-me se Ana Catarina Mendes servirá para mais do que andar de turíbulo na mão a incensar os santos, e pecadores, da confraria e a absterger o fedor das acomodações...

Ainda há não muito, ACM me deixara à beira do vómito.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Fernanda Câncio em manobras

«[...]
Sobre o desempenho da jornalista Fernanda Câncio, os antigos directores são unânimes: é uma profissional de excepção. Miguel Sousa Tavares, que a dirigiu na "Grande Reportagem", afirma que sempre teve "a melhor impressão de Fernanda como jornalista"
[...]
Miguel Coutinho, director do "Diário de Notícias" entre 2004 e 2005, revela que os trabalhos que fez com a redactora são "intocáveis".
António José Teixeira, director do mesmo jornal entre 2005 e 2007, diz que Fernanda é dedicada ao trabalho. João Morgado Fernandes, membro da mesma direcção e director interino antes da chegada de António José Teixeira, descreve-a como uma jornalista minuciosa, que "fala com 500 pessoas antes de escrever".
[...]
No Twitter, na blogoesfera (onde escreve sem letras maiúsculas), ou no Diário de Notícias, Fernanda Câncio tem-se dedicado a escrever sobre o processo Freeport.
[...]»

Até por alturas de 2012/2013, quando comecei a dar mais atenção, menos preconceituosa, a todas as torneiras de informação em vez de apenas ao jornalismo dito "de referência", tinha boa impressão genérica da veterana jornalista Fernanda Câncio [16.Fev.1964], grande repórter no Diário de Notícias, de Lisboa. Além do mais, FC sempre redigiu bem, tirando o modismo afectado, ridículo, do "tudo em minúsculas" que pratica nas redes.
Hoje em dia, tenho da jornalista Fernanda Câncio a pior impressão possível. Considero-a jornalista de agenda, sectária e tendencialmente desonesta — já o era, porventura mais no tempo de José Sócrates, em que eu, enfeitiçado por entusiasmos político-partidários pueris, andava de olhos meio fechados — e, quem diria?, nem sempre devidamente informada.
Dois apontamentos.
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A gravata ...
«É uma mania minha, de tantas: aversão não negociável às gravatas.[...] pedaço de seda garrida que passa por certificado de respeitabilidade e masculinidade. [...] naquele nó ridículo, debatendo-se para todo o sempre com as particularidades da combinação entre riscas, bolinhas, cornucópias ou cores lisas com a camisa e “o fato” [...] Encontrei muito pouca gente que assumisse gostar de gravatas; não vislumbrei um único que achasse fantástico “ter de” as usar. [...] Reparem: nada existe no vestuário feminino ocidental que se equipare, em simbolismo e carácter compulsivo, à gravata. E nada, como a gravata, transporta a ideia de “reduto masculino”. Uma mulher vestida de calça, casaco e camisa não está “vestida de homem”; mas acrescente-lhe uma gravata e ei-la travestida. O que é tanto mais estranho quanto a ideia de adereço inútil e de enfeite está muito mais associada ao vestuário feminino e ao universo das mulheres que dos homens, geralmente descritos como seres de elevado sentido prático que não se interessam por futilidades nem sequer se preocupam com a imagem – a não ser, bem entendido, que tenham uma orientação sexual não maioritária. [...] a gravata viria a transformar-se num dogma de “seriedade e masculinidade” [...]»

Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos da América empossada ontem, tem uma enteada, Ella Emhoff, filha do marido, Doug Emhoff, e da antiga mulher deste, Kerstin Emhoff. Nasceu em 29.Mai.1999, estuda design. Horas antes da cerimónia da investidura presidencial, Ella Emhoff surgiu nalgumas fotografias na companhia do irmão, Cole, e da mãe, junto ao Lincoln Memorial, em Washington, D.C. Esta, em particular, pôs a fricalhada em êxtase e suscitou a Fernanda Câncio o seguinte comentário no Twitter, destaque meu:
«uau. só acho a carteira hedionda ali mas se calhar não tinha nada apropriado. adoro a gravata» 

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... e a religião
Correm nas redes religiosas de esquerda falsos pronunciamentos, ilustrados, dos mais altos dignitários do corpo eclesiástico português, como José Tolentino Mendonça, Manuel Clemente ou António Marto, prevenindo fiéis e cidadãos incautos contra o que a pandilha e a retórica de André Ventura representam de ofensa e desvio do "verdadeiro" cristianismo e da doutrina social da Igreja. Até pode ser que representem. Sucede que nenhum dos ilustres prelados disse o que quer que fosse daquilo que os crédulos de Marisa Matias, Ana Gomes e afins, incluindo naturalmente Mamadou Ba e Fernanda Câncio, espalham que eles disseram. Leia-se o desmentido da Conferência Episcopal Portuguesa. Daí não me surpreender que MB e FC, falsários como nunca, se agarrem e invoquem contra André Ventura, demónio que os atormenta, o testemunho apócrifo do bispo de Leiria.

Por fim, André Ventura em campanha eleitoral passou na terça-feira, 19, por Coimbra onde, com a trupe chegada, representou a sua pantomima: entrou na Igreja de Santa Cruz pela missa das 17h30 adentro, rezou, comungou, prostrou-se perante o Fundador e cá fora ouviu das boas, conforme aqui bem narrado.  
Fernanda Câncio ficou indignadíssima — vejam lá, logo a Câncio iconoclasta ateia belicosa, suma-sacerdotisa da igreja Lux Frágil — com o desrespeitoso topete do candidato católico. Mal sabia ela que estava tudo acertado com o senhor prior.

sábado, 9 de janeiro de 2021

Posaconazol Metenamitoso Latanoprostático *

Retomando o rol mais ou menos onde o interrompera, este é, quero prometer, o último verbete que dedico a Posaconazol Metenamitoso Latanoprostático [PML]. Todos os amores e todas as obsessões se extinguem.

Com proveito directo para o orçamento doméstico do próprio mas sobretudo, presume-se, em benefício da saúde cívica e moral da, como ele gosta de definir, comunidade,  PML é um sujeito público — simpático, bem-apessoado e afinadinho de bons agudos — a quem a Global Media e a Impresa  pagam os seguintes serviços regulares, a par de intervenções esporádicas, de comentariado político, desportivo e diversos:

Extraordinárias e avultadas competências terá. Apreciemo-las.

Mas antes, quem é mesmo o comunitário PML, «ateu católico», assim se define, não deixando eu de achar graça a ateus que se devotam tão fervorosamente a religiões destas, seus totens e ícones, sequaz de Jorge Nuno Pinto da Costa e do Futebol Clube do Porto, cujo Conselho Superior integra, que de tantos prestigiados púlpitos bota falança e debita opinião categórica?

Posaconazol por ele próprio:
e
«Nasci no Porto em Maio de 1966 e vim, passados meia dúzia de anos, para Lisboa. Licenciei-me em Direito, mas nunca mais vi um livro de Direito. Fiz um MBA, mas nunca gostei de gestão. No entanto, fui merceeiro, gasolineiro, cauteleiro, bancário,** trabalhei em empresas de telecomunicações, sempre de fato e gravata e com alguma eficiência. Dessa parte da minha vida, a única coisa que sobra são uns cavalheiros que me contratam para dar uns conselhos sobre a actividade das empresas deles. De há uns anos a esta parte comento política e outras coisas para uma televisão e uma rádio, escrevo para um jornal e algumas revistas. É esta a minha actividade principal. Quando for grande quero escrever um livro, entretanto vou lendo os dos outros.» - Maio de 2013

Fernanda Câncio apresenta-o, o meu gorducho:
«[…] minhoto tripeiro lisboeta (Minho de família, Porto de nascimento e clube, coração da Lisboa onde chegou aos quatro anos - Amo esta cidade como só os imigrantes amam a cidade que os acolhe) [...] Ia muito ao Frágil [...] Filho de um empresário de hipermercados e de uma professora primária, tirou o curso de Direito na Católica e um MBA na Universidade Nova. Queria ser actor, a maior paixão da minha vida foi o teatro. Mas venho de uma família de 'self-made men' que olham para a cultura de lado. Também quis ser jornalista. Acabei merceeiro, como o meu pai. Também fui cauteleiro (administrador da Casa da Sorte) e gasolineiro (tem postos de gasolina). […] Diz-se próximo do PSD e há quem o diga "a cabeça" de Pedro Passos Coelho. Era ele o homem de gabardine bege que acompanhou o prospectivo líder ao anúncio da candidatura. Fim de parêntesis. […]» - Agosto de 2008 

** À compreensão da metonímica e pseudodepreciativa, para ter graça, banalidade profissional de PML talvez ajude o currículo de seu pai, Domingos: fundador e antigo accionista maioritário da cadeia de supermercados INÔ; co-fundador do BPN, Secretário da Mesa da Assembleia Geral da SLN, Presidente do Conselho de Administração da Sociedade Imobiliária da Fábrica do Gelo, SA, no universo de Oliveira e Costa/BPN; Presidente do Conselho de Administração da Casa da Sorte; Presidente do Conselho de Administração da Dónigo-Imobiliária.

Ricardo Araújo Pereira retrata-o:
«... sonsinho ..., parvinho..., patético ... Ninguém percebe a projecção pública que tem ... Porque é que é o cronista mais bem sucedido do país ... Não escreve bem, não tem graça... Disse bem do Passos Coelho durante vários meses. Quando percebeu que o Passos Coelho ia pôr o Relvas deixou de ter interesse e passou a criticar o Passos Coelho [aqui  e  aqui - Outubro de 2019]

Carlos Rodrigues Lima
cinzela-o:
Quando um jornal [Diário de Notícias] prefere pôr jornalistas em "lay-off" e pagar a PML para escrever é porque deixou de ser um órgão de informação e se transformou num instrumento de propaganda ... o comentador geral de temas igualmente gerais e que ainda é pago por isso ... nunca ninguém viu PML a consultar um processo ou a ler os milhares de páginas que os juristas tanto gostam de escrever ...  habitual ponta de lança de um bloco central habituado a viver num reino de privilégio»- Julho de 2020
Carlos Rodrigues Lima referia-se à crónica no DN de 11.Jul.2020, "Carlos Alexandre em vez da deusa vendada" em que PML perora sobre o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, vulgo "Ticão", e rejubila com a condenação em primeira instância de José António Saraiva, em acção intentada pela madrinha Fernanda Câncio, ofendida na página 165, presumo, deste livro, escondendo dos leitores — oh espanto!, um fundamentalista da presunção de inocência faz isso? — que JAS interpôs recurso para a Relação e que até trânsito em julgado, etc., etc. 

João Quadros apura-o:
«O PML, que eu conheço desde puto, andou atrás de mim para lhe apresentar o Nuno [Nuno Artur Silva] - 'Porque queria ser conhecido'. O gajo é podre de rico. Herdou do pai que era dono do Pão de Açúcar [INÔ, JQ enganou-se], etc.» - Outubro de 2019 

Posaconazol Metenamitoso Latanoprostático, 21.Set.2019:

PML, claro está e absolutamente,  não esboça «dúvidas» nos seus escritos e ditos públicos — e esboça-as em regime diluviano — que não seja para afirmar taxativamente que as não tem, rigorosa ou absolutamente nenhuma, ou tem muito poucas. Há estudos a apontar certezas blindadas destas para o espectro mental da idiotia.
As «maiorias» de PML são inevitavelmente esmagadoras, por vezes esmagadoríssimas. PML é uma desmesurada hipérbole em pessoa.
Pensando em como PML fala ou falou de, por exemplo, Francisco Sá Carneiro, Marcelo Rebelo de Sousa, Freitas do Amaral, Nuno Artur Silva, Pedro Passos Coelho, Ferreira Fernandes, Fernanda Câncio, Rui Rio, Fernando Medina ou Mário Soares, «O melhor de nós todos», aflora-se-me o esboço de um lambecusista e acode-me inevitavelmente à lembrança a mítica e actualíssima dilucidação do espécime — "Os Caras de Cu" —  que Miguel Esteves Cardoso fez n' O Independente de 21.Jun.1991.

Do que, além do FCP, da família e dos amigos,  PML é, nomeadamente,  público e veemente arauto: comunidade, Estado de direito democrático liberal, capitalismo, presunção de inocência, segredo de justiça, causas LGBTQ+, cultura "woke" ou tudo o que Fernanda Câncio matrocine, incluindo a presunção de inocência  de José Sócrates [enfim, já teve melhores dias]  e a honra de Paulo Pedroso.
 
O que, designadamente, PML repudia com veemência pública: Ministério Público, populismo, oportunismo [a sério?], Cofina, Observador [ultimamente menos, vá lá saber-se porquê e logo veremos se um dia o convidarem para escrever lá], André Ventura, Carlos Alexandre, Pedro Passos Coelho, Igreja Católica, delação premiada, inversão do ónus da prova, João Miguel Tavares e, quero crer, Ricardo Araújo Pereira.

//

Espanta-me que um licenciado numa universidade e pós-graduado noutra, ambas de alegado alto gabarito, exiba cultura geral tão débil e articulação discursiva tão trôpega.  Nota-se à vista desarmada que PML não lê muito.
Por outro lado, pela gramática sofrida e esfrangalhada que PML pratica no "Eixo do mal", no Twitter ou no Facebook [na TSF raramente o oiço], imagino como sairiam desastradas as suas prosas no DN não fosse a intervenção vigilante doutrem.
Exemplos, em acréscimo, designadamente, destesdestes ou destes:

«os distribuidores de conteúdos também os vão distribuir.» - 16.Jul.2017 
Coisas estranhas que um distribuidor faz... 

«Não é preciso existir medidas sérias para que hajam correcções a este problema.» - 03.Set.2017
existirem medidas, seu burro!
haja correcções, seu ignorante!

«queriam que o presidente da República batesse palmas à nigligência evidente que o governo mostrou neste processo» - 28.Out.2017 
«nem todo foi por niglegência ou má gestão, nem todo foi por niglegência ou má gestão» - 09.Mai.2019
«é uma catástrofe, é uma nigligência profunda!» - 26.Nov.2017 
«ele [ministro Eduardo Cabrita], aliás, foi niglegente nas atitudes que tinha de tomar, mas mesmo que não o fossem» - 17.Dez.2020 
negligência / negligente, seu alternadíssimo apedeuta!
mesmo que não fosse

«porque diabo o conselheiro Gaspar faria diferente?» - 29.Out.2017 
«deve explicar porque diabo […]
tratado como simples incompetência uma situação que […]
«Porque diabo» - 19.Abr.2020 
por que diabo, seu repetitivo burro! Aprenda.
tratada

«Talvez seja optimismo, mas estou convencido de que a esmagadora maioria do povo português pensa que sem um Estado forte, sem funcionários motivados, mal pagos e com carreiras mal definidas não há país que se desenvolva.» - 19.Nov.2017
Desconchavo completo. O que PML queria dizer é «com funcionários desmotivados...»

«Eu não sou daqueles que fica logo todo muito entusiasmado» - 02.Dez.2017 
daqueles que ficam, s.f.f.

«Nada obsta … que o Procurador-Geral da República seja reconduzido.» - 14.Jan.2018
a que

«mais uma vez um caso de pessoas congominadas  — as mesmas! — em relação a uma determinada circunstância» - 04.Fev.2018 
mancomunadas

«os católicos aceitam e não aceitam um conjunto de coisas, mas mesmo assim autodominam-se católicos» - 11.Fev.2018 
autodenominam-se, seu lerdo!

«tentativa desesperada de encontro àquele grande fenómeno das eleições» - 24.Set.2017 
«o segundo ponto vai muito de encontro àquilo que o Daniel diz» - 25.Mar.2018 
«um orçamento que vai de encontro àquilo que Bruxelas exige e quer.» - 01.Dez.2018 
«Todas as políticas dos países, neste momento, têm de ir de encontro aos problemas ecológicos […] Portanto, esta é uma medida que vai de encontro a todos esses pontos.» - 21.Mar.2019
«e ainda há um dado pior, que vai de encontro ao que tu dizes» - 14.Nov.2019
ao encontro de / vai ao encontro daquilo / ir ao encontro dos problemas / vai ao encontro de todos esses pontos / vai ao encontro do que tu dizes. Aprenda, seu grandíssimo e alternadíssimo burro!

«Não ponhas isso na minha boca porque não foi minimamente prejorativo» - 15.Abr.2018
pejorativo, burro!

«Costa e Centeno revirão em baixa as metas do défice» - 15.Abr.2018
reverão, seu asno!

«Helas» - 19.Abr.2018  
«tem razão o doutor Rui Rio e tem razão – hélas! – o doutor António Costa.» - 19.Set.2019 
PML não faz a mínima noção do uso pertinente de «hélas». Mal se perdoa a Ferreira Fernandes que ainda não tenha ensinado ao seu pupilo «querido» que, burrrinho, emprega «hélas!» quando quer e deveria dizer «voilà!».  

«Eu estou convencidíssimo, mais do que convencido de que com a não saída de Bruno Carvalho, segunda-feira, depois de amanhã, vão existir um conjunto de jogadores que vão pôr…» - 20.Mai.2018 
vai existir / vai haver

«onde se eutanizam» - 27.Mai.2018
Vá lá, Posaconazol, mais uma tentativa...
«com medo de que os eutanisassem.» - 03.Jun.2018 
Ora merda, meu Posaconazolinho disléxico!

«não estou a dizer que eles sejam bem pagos. O que eu estou a dizer é que eles são muito melhor pagos do que eram» - 09.Dez.2018 
mais bem pagos, seu burro!

«essa pergunta está insita em todas as crises que o PSD tem ultrapassado» - 13.Jan.2019 
ínsita, seu burro!

«três ordens de razões …
A primeira …
Em segundo lugar …
O terceiro …»?!

«Como está a ser avaliada a idoniedade…» - 14.Fev.2019 
idoneidade, seu bronco!

Nota-se à distância quando a revisão do DN não lhe acode. Veja-se o destrambelho de concordâncias e não só nesta peça de 30.Mar.2019:
«Há dois aspectos fundamentais para se perceber este fenómeno do excesso de relações familiares na governação e demais organismos públicos.
A primeira está relacionada com [...]
A segunda, ligada a essa, tem que ver com uma lógica que os partidos foram desenvolvendo [...]
Chegou-se mesmo ao extremo de ser comum ver acusações a pessoas por serem amigos de este ou daquele de outro partido [...]
Culpa dos populistas, dos combatentes contra a democracia liberal? Não, culpa nossa, que lhe vamos dando munições [...]
tentar prever o que vai acontecer na próxima hora é como alguém tenta adivinhar quem vai ganhar a lotaria na próxima segunda-feira. [...]»
o primeiro / o segundo
deste
lhes
tentar

«os entendimentos entre o PS, o BE e o PCP em matérias estruturais é impossível» … «é preferível a geringonça … do que a possibilidade …» … «Porém, tudo indica que nem o PS terá uma maioria absoluta — que esta crise poderia ter deixado os socialistas à porta  — nem o PSD e o CDS a obterão.»
«a tentativa de mostrar que não houve recuo nenhum chega a ser patético»
«não me constou que tivessem falado dos erros que os bancos cometeram e que obrigaram os portugueses a pagar e muito menos de o ??? devolverem a quem perdeu o emprego ou a casa ou teve de passar por sacrifícios.» - 11.Mai.2019   [Revisor de folga?]
são impossíveis
à possibilidade
à porta da qual esta crise iria poder deixar os socialistas, s.f.f.
patética

«há-des cá vir, há-des, há-des cá vir.» - 03.Out.2019 
hás-de, meu burgesso!

«paraísos fiscais que servem apenas e somente para fugas aos impostos devidos» - 02.Nov.2019

«Só apenas 8,3% dos trabalhadores do sector privado são sindicalizados.» - 16.Nov.2019 

«As críticas, muitas vezes justas aos partidos, fazem-nos, demasiadas vezes…»
Falta vírgula em «justas», pá! «muitas vezes justas aos partidos» é outra coisa, seu burro!
«aquilo em quem votamos»
«bandeiras fáceis, mas profundamente divisíveis» - 30.Nov.2019
aquilo em que
divisoras, seu burro!

«em nome do combate a esse flagelo está a tentar destruir-se algo de muitíssimo mais importante.» - 14.Dez.2019  
está-se a tentar destruir algo, s.f.f.!

«a alteração do nosso volume de dívida não seria significativo»
«escacaram as portas à bufaria e ao poder dos tablóides» - 21.Dez.2019
significativa
escancaram

«Não curiosamente os nossos trabalhadores são elogiadíssimos noutras economias» - 
«os problemas da produtividade é dos trabalhadores e do malfadado Estado.» - 04.Jan.2020 
Não por acaso
os problemas ... são, s.f.f.
Na coluna "11/2/07", PML tem 1 x «interrupção voluntária da gravidez» e 4 x «IVG» sem conseguir escrever a palavra «aborto».
Lembro que PML se arroga frequentemente de grande coragem e frontalidade.

«o problema do Papa emérito ter defendido posições contrárias ao do Papa em exercício»
«uma extraordinária contribuição à hegemonia política» ? - 18.Jan.2020
de o Papa
posições contrárias às, seu tosco!

No DN de 21.Mar.2020, uma diarreia de comunidade à mistura com conjugações e concordâncias estapafúrdias ou a covid no masculino [erro de género que grassa entre os falantes de português; expliquei aqui], e, para não variar, «Tenho poucas dúvidas».

«Sei, porém, umas coisitas.
Sei que em nenhum país minimamente desenvolvido e com algum respeito pelos cidadãos tem aviões a aterrar no meio da cidade.» - 29.Fev.2020
Sabe, seu ignorante aeroportuário? Ora leia, por exemplo, isto

«é um candidato que não afuguenta o eleitorado indeciso» - 05.Mar.2020 
afugenta, seu ganda burro! 

«Rio cai num erro que não pode mesmo cair» - 13.Jun.2020
num erro em que, s.f.f. «erro que não pode cair» é outra coisa, seu cabeça-de-alho-chocho!

«quanto muito, houve um banco péssimo e um banco horrível» - 30.Jul.2020
quando muito, burro! Aprenda!

«as nossas dúvidas e inseguranças sobre como devemos lidar com eles é sempre igual.» - 01.Ago.2020
elas são sempre iguais

«o facto de ser contra o outro, neste momento é assim o alfa e beta da sociedade americana.» - 05.Nov.2020 
o alfa e o ómega, néscio!

Ante tal jorro de iliteracia e burrice, convenhamos que é de lata sem fundo vir PML escarnecer da qualidade e necessidade de edição dos outros:
«Maria Luís Albuquerque escreveu um texto que, enfim, alguém se esqueceu de editar — no mínimo, é o que se pode dizer —, esqueceram-se de editar o texto de Maria Luís Albuquerque. Saiu um bocadito mal, aquilo. O texto que ela escreve, que saiu um bocadito mal porque não editou bem. Mas não é um texto sobre a eutanásia, é "Vamos bater no Rui Rio".» - 03.Jun.2018

//
Vamos a coisas doutra densidade.
Quem pode acreditar em Posaconazol Metenamitoso Latanoprostático?
Possivelmente amigos, incautos e graxistas e, claro, quem quiser. Para mim, mente.
«Fiquei contente de (?) ter havido um relativo consenso em relação a esta questão. Claro que não vão existir manifestações, como é evidente; claro que não vão haver encontros comemorativos, também me parece evidente. Portanto, descer a avenida [da Liberdade], olha, desde 1976 que eu a desço, este ano vai ser a primeira vez que não» - 16.Abr.2020 
não vai haver encontros, seu burro! 
Factos:
Em 25.Abr.1976 PML era uma criança de nove anos enquadrada numa família reaccionária do norte, muito provavelmente alérgica à abrilada redentora, migrada do Porto para Lisboa meia dúzia de anos antes. Estou mesmo a ver o catraio descendo a avenida de cravo ao peito... Mas o pior para a sua memória recauchutada de criatura progressista desde o berço é que em 25 de Abril de 1976 não houve nada na Av. Liberdade; era domingo, dia das primeiras eleições legislativas pós-25 de Abril.
25.Abr.1977, segunda-feira - Desfile militar na Av. Liberdade, do Marquês ao Rossio, apupado por populares.
25.Abr.1978, terça-feira / 25.Abr.1979, quarta-feira / 25.Abr.1980, sexta-feira - concentrações comemorativas do PCP/APU (Aliança Povo Unido) no Parque Eduardo VII; nada na avenida.
O primeiro desfile popular comemorativo do 25 de Abril na Av. Liberdade, em Lisboa, só ocorreria em 25.Abr.1981, sábado.
Na ginástica de se reconstruir como militante de Abril desde sempre só falta a PML tentar persuadir o pagode de que o cravo com que usa paramentar-se uma vez por ano na televisão ainda é o mesmo que lhe foi dado pela dona Celeste Caeiro naquela gloriosa quarta-feira de 1974, O dia inicial inteiro e limpo...
       
Acerca da saída da direcção do Diário de Notícias de Catarina Carvalho e do seu muito querido compincha Ferreira Fernandes, com quem terá aprendido a dizer «o óbvio ululante» de Nelson Rodrigues, disse PML:
«Agradeço-lhes o privilégio de ter podido continuar a escrever no jornal que é meu há mais de 40 anos» - 18.Abr.2020 
Ora bem, «mais de 40 anos» é de 1980 para trás, teria PML, no máximo, 13 anos. Acredite quem quiser; ainda assim vejo mais lá por casa, naqueles tempos, o JN portuense ou o Correio da Manhã do que propriamente o cosmopolita e mais selecto lisboeta DN, mas isto sou eu a especular.
Se aquele agradecimento e a declaração de fidelidade não são o lambecusismo de que falava Miguel Esteves Cardoso, o que é um lambe-cus?
Certo é que Posaconazol Metenamitoso Latanoprostático continua de poleiro sabadal agenciado no DN, agora de Marco Galinha, dirigido pela cinzenta Rosália Amorim, o que não augura nada de venturoso para a captação de leitores e assinantes de que o jornal carece desesperadamente. PML agarra-se ali como lapa e talvez continue até, sei lá, que o jornal faleça de vez ou até que quem manda naquilo perceba que PML e, já agora, o seu camarada Paulo Baldaia, que mantém lá colaboração, são tão mediocrezinhos, Deus seja louvado
//          
António Guerreiro:
Caro PML: talvez não aprecie ver-se citado ao lado de um texto que fala de catedrais; gostaria, porém, de lhe dizer que ao convocá-lo para o meu panteão de modo nenhum estou a sugerir que você tem o exclusivo dessa tagarelice geralmente classificada como "comentário político". Sucede que exíguo é o panteão para alojar a legião dos seus pares. - 19.Abr.2019:

Com ironia e altivez descoroçoantes e sem revisor que lhe valesse com duas vírgulas indispensáveis à correcção do fraseado, PML reage em 23.Abr.2019:
Caro António Guerreiro, sendo seu admirador e leitor fiel das suas crónicas, fiquei muito contente de o saber também ouvinte do programa “Bloco Central” da TSF onde participo. Pelo que li na sua crónica no Público de dia 19 de Abril está particularmente atento às minhas intervenções, o que muito me honra.
Deixou, no entanto, claro que não gostou de um comentário que fiz no dia 12 de Abril e resolveu tirar ilações definitivas sobre todo o meu desempenho como comentador político.
Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Convirá que é estranho que tenha uma opinião tão negativa da minha actividade e no entanto siga habitualmente as minhas prestações. É que não me passaria pela cabeça que alguém com as responsabilidades do António Guerreiro, e que repito tanto admiro, tirasse conclusões definitivas sobre a minha actividade profissional baseando-se apenas num conjunto de frases mais ou menos infelizes que eu tenha proferido num único programa. Seria uma coisa, no mínimo, intelectualmente desonesta que este seu leitor de tantos anos se recusaria a acreditar que fosse possível. Espero mantê-lo como meu ouvinte e não hesite em enviar os seus comentários e sugestões.
Conhecendo o que e como um e outro escrevem, não consigo acreditar em que Posaconazol Metenamitoso Latanoprostático leia António Guerreiro. Tão grande, antigo e persistente apreço de um camaleão ínscio por um príncipe do conhecimento e da escrita soa demasiado inverosímil ao meu ouvido. «responsabilidades»?, «não hesite»?, «sugestões»?... Cáspite!

//

Posaconazol e os homossexuais - 17.Abr.2016
Posaconazol e o racismo:
«Nós somos um país estruturalmente racista, valha-me Deus.» - 30.Jan.2020 
«cá estarei eu para, se for mentira, pintar a cara de preto.» - 10.Out.2019 
Quod erat demonstrandum.

Posaconazol e a Igreja Católica
«não sou católico, não sou cristão, nunca fui casado pela igreja» - 11.Fev.2018  
Não sendo católico nem cristão, é de supor quão contrariado PML frequentou, dos 18 aos 23 anos, a Universidade Católica Portuguesa onde se formou em Direito. Enfim, sei que a fé se perde, ou adquire, em qualquer idade, mas ficar-lhe-ia bem alinhar congruentemente, para quem paga para o ler ou escutar, o rumo das suas convicções e dissertar um pouco sobre a sua vivência — já não era criança —  na universidade da Igreja e o que o levou a matricular-se nela.
PML conta em 01.Ago.2020 da escola que queria por força ministrar a disciplina de educação religiosa ao filho mais novo [Sebastião] e de como galharda e firmemente se opôs a ponto de o retirar de lá.
Olha o enlevo com que o ateu chique se refere ao cardeal Tolentino...- 20.Ago.2020 
Em 24.Out.2020 PML escreve com entusiasmo sobre o Papa Francisco e a "Fratelli tutti", que na antevéspera o fizera vir-se na televisão, uma vez e outra; diz que leu e releu [«fiquei deslumbrado, entusiasmadíssimo com a encíclica»]; e proclama-se «ateu católico» para ter a tal graça que Ricardo Araújo Pereira lhe não encontra. Nem eu.
PML citou o ponto 118 — «todos nascemos com a mesma dignidade» —, Plúvio cita o 170:
«Deixai-me repetir aqui que «a crise financeira dos anos 2007 e 2008 era a ocasião para o desenvolvimento duma nova economia mais atenta aos princípios éticos e para uma nova regulamentação da actividade financeira especulativa e da riqueza virtual. Mas não houve uma reacção que fizesse repensar os critérios obsoletos que continuam a governar o mundo».[Carta encíclica Laudato si’ (2015)] Antes pelo contrário, parece que as reais estratégias, posteriormente desenvolvidas no mundo, se têm orientado para maior individualismo, menor integração, maior liberdade para os que são verdadeiramente poderosos e sempre encontram maneira de escapar ilesos.»
Eis um dos que, entre inúmeros, não serão decerto combate de vida do assumido capitalista liberal PML.
"Fratelli tutti", 03.Out.2020

Posaconazol e o Correio da Manhã - 16.Jul.2017

Posaconazol e o PCP05.Set.2020

Posaconazol acerca de André Ventura: «Nunca esperei que um animal destes fosse parar ao PSD.» - 23.Jul.2017

De quando Posaconazol se assumia entre os maiores coriféus de Rui Rio, contra os nostálgicos do passismo, acoitados no Observador, e de como RR começou a perder para PML as graças do mar:
"Rui Rio e o racismo", 13.Jun.2020  
"A traição de Rio", 14.Nov.2020
«[...] Princípios? Valores? A isto Rio nada diz. A questão é poder, logo venda-se a alma ao diabo. [...] Apareceram, sim, os viúvos de Passos Coelho a mostrar o seu contentamento (porque pensam que a desagregação da direita facilitará o regresso do ex-primeiro-ministro) [...]» - 21.Nov.2020 

Posaconazol acerca de dois particulares amigos: «A semana passada falámos aqui numa campanha negra, nojenta e miserável que atacou o nosso amigo [Nuno Artur Silva], e que foi bem sucedida, e é de lamentar que os "maus" tenham ganho. Há também uma campanha negra que foi elaborada contra uma pessoa que eu acho que acima de qualquer suspeita, que se chama Miguel Frasquilho ***, que foi metido num..., que também foi feita uma campanha violenta, criminosa, contra Miguel Frasquilho, mas nesse caso os "maus" não ganharam» - 04.Fev.2018 
*** Com quem, de braço dado, PML apoiava noutros tempos Pedro Passos Coelho

Em nova objurgatória descabelada contra o Ministério Público, Posaconazol defende Rui Moreira,  seu dilecto amigo, presidente da Câmara Municipal do Porto e capataz do Conselho Superior do FCP, de que PML é membro. - 25.Dez.2020

PML em 15.Abr.2018: «Estivemos em presença de um aldrabão completo, mentiroso compulsivo que foi desmascarado sobretudo por ainda haver jornais, como o Guardian, como o The New York Times.»  
Referia-se a Mark Zuckerberg, inquirido no Congresso dos EUA na semana anterior.
Não resisto a um "mutatis mutandis": Estivemos em presença de um aldrabão completo, mentiroso compulsivo que foi desmascarado sobretudo por ainda haver jornais, como o Correio da Manhã, como o Sol ou o i
Quero adivinhar a quem se referiria PML se ousasse falar assim...

Posaconazol defende Fernando Medina:
«Eu lembro-me de um certo artigo de um pateta a chamar-lhe provinciano [a Fernando Medina], no Público****, perfeitamente pateta. Foi o Pedro Bidarra. Fez um artigo inacreditável, vergonhoso.» - 08.Jul.2018 

Posaconazol defende o CDS da filoxera, a propósito deste artigo da médica ortopedista Joana Bento Rodrigues:  
«não resta outra hipótese que não seja expulsar Joana Bento Rodrigues do partido» - 02.Mar.2019 
Espera-se que tenha reverificado a infracção com o VAR.

Posaconazol adora o presidente-arlequim

PML picaresco
«Espero que esta crise terrível [covid-19] acabe rapidamente e uma das razões é poder dar um beijo no Rodrigo Guedes de Carvalho que tem feito um papel extraordinário» - 12.Mar.2020 
Referência às homilias de RGC na SIC.

PML sem graça, achando que a tem
"O Haiti não é aqui", 02.Jan.2021
Um descoco de título — «roubado a Caetano Veloso», diz PML — sem rigorosamente nada a ver com a substância da crónica.

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Posaconazol e Paulo Pedroso + Fernanda Câncio
Artista imbatível do mimetismo, PML surfa, sempre a reboque,  a generalidade das causas e assuntos em que labuta Fernanda Câncio*****, profissional fossona supercompetente, vezes demais tendenciosa e desonesta, em activismo de permanente "culatra puxada atrás" [sacerdotisa emérita da religião Lux Frágil, contra a polícia e contra a Igreja, contra o barulho-trânsito-turistas e especulação imobiliária na sua rua, pelos animais fofinhos e pela liberalização da canábis, pelo figo, pelo Benfica e por todas as coisas do género], sem prejuízo de reconhecer esta grande repórter no DN entre os jornalistas que melhor redigem por cá; tomara PML escrever como FC. "Paulo Pedroso" é uma das mais coesas recorrências solidárias de ambos.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) determinou em 12.Jun.2018 a atribuição a Paulo Pedroso de uma indemnização de 68.555 euros por danos materiais e morais, custas e despesas. 
Fernanda Câncio:
«a esmagadora maioria não terá qualquer curiosidade em saber os exactos motivos da decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que na semana passada reconheceu a ilegalidade da prisão de Pedroso e condenou o Estado português. "Acham" e acabou. [...] Aquilo que o acórdão do TEDH — como já o fizera o Tribunal da Relação de Lisboa em 2003 — descreve como uma decisão de prisão preventiva infundamentada, [...] um ministério público que continua a ostentar em alguns casos interpretações romanceadas, canalhas, voyeuristas e preconceituosas de "provas" e chegou agora ao ponto de permitir — se nada faz para impedir nem punir, permite — a exibição televisiva de vídeos de interrogatórios. [...] mas temos a nossa opinião. Como aquela pessoa que em 2003 me disse: 'Já viste que ele não tem barba? Tem mesmo cara de pedófilo'.******» - 17.Jun.2018
PML:
«[...] mas não me sai da memória a frase 'ressonância da verdade' [...] Tenho pouquíssimas dúvidas de que o caso Casa Pia tem várias vítimas de decisões judiciais erradas e de difamações soezes [...] o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou o Estado português por ter mantido Paulo Pedroso preso, não sendo as razões para a sua prisão preventiva relevantes ou suficientes. [...] Como membro da comunidade que o tratou de forma tão ignóbil, peço-lhe a minha parte das desculpas que lhe são devidas. Como cidadão, confesso o meu medo. O medo de ser insultado, ultrajado, acusado do mais vil dos crimes sem que pouco ou nada possa fazer pelo meu bom nome.
Paulo Pedroso foi uma das vítimas de um sistema que precisa urgentemente de ser reformado. Você, caro leitor, pode ser a próxima vítima.» - 18.Jun.2018 
Posaconazol ridículo.

Detive-me por segundos no Capítulo V/161 do Acórdão, negritos meus, 
«[...]
6. Dit,
a) que l’État défendeur doit verser au requérant, dans les trois mois à compter du jour où l’arrêt sera devenu définitif, conformément à l’article 44 § 2 de la Convention, les sommes suivantes :
i. par quatre voix contre trois, 14 000 EUR (quatorze mille euros), plus tout montant pouvant être dû à titre d’impôt, pour dommage matériel,
ii. à l’unanimité, 13 000 EUR (treize mille euros), plus tout montant pouvant être dû à titre d’impôt, pour dommage moral,
iii. à l’unanimité, 41 555 EUR (quarante et un mille cinq cent cinquante-cinq euros), plus tout montant pouvant être dû par le requérant à titre d’impôt, pour frais et dépens ;
[...]
7. Rejette, à l’unanimité, la demande de satisfaction équitable pour le surplus.
[...]»,
para entender melhor a manha e o fervor com que as Madalenas chorosas e indignadas [Câncio, PML e quejandos] elidem no noticiário das suas conquistas os pormenores que enfraquecem a causa. Paulo Pedroso reclamava cerca de 450 mil euros.

PML: «Faz hoje 17 anos que Paulo Pedroso foi preso na Assembleia da República, e houve um assassinato de carácter, a pior difamação, a pior calúnia que se pode fazer a um homem foi feita a Paulo Pedroso. Eu ia dizer que lhe destruíram a vida, mas não é verdade. Eu tenho que o elogiar. Ainda hoje vi uma nota dele no Facebook a lembrar estes 17 anos e fico comovido sempre que vejo que, apesar de tudo aquilo que lhe fizeram, ele continua a estar bem com a vida. Ele diz lá algo — com isto termino — que eu também, faço minhas as palavras dele, não consigo lê-las porque imprimi mal a folha*******, em que gostaria de poder dizer que o que lhe aconteceu a ele, a ignomínia que aconteceu a ele já não podia acontecer mais vezes. Tenho muitas dúvidas [vá lá, não há mantra sem excepção] que a justiça tenha dado os passos certos para que aquilo que lhe fizeram a ele não volte a acontecer.» - 21.Mai.2020
PML: «Nesta semana fez 17 anos sobre a detenção de Paulo Pedroso em plena Assembleia da República. O ex-deputado esteve preso preventivamente indiciado por um crime hediondo. Foi libertado, uns meses depois, por nem sequer os indícios terem qualquer fundamento.
Ia agora escrever que entretanto foi caluniado, ofendido de todas as formas e feitios, a sua carreira política promissora destruída e ele olhado de lado em todos os sítios onde se dirigia. Mas não é entretanto, dezassete anos depois, ainda há muito miserável que continua a fomentar a mais nojenta calúnia que um homem pode sofrer.
Não consigo imaginar aquilo por que Paulo Pedroso passou, mas sei que só alguém muito forte e de muito bem com a vida consegue sobreviver a um inferno daqueles.
Deixa-me sempre entre o espantado e o comovido ele não aparentar guardar rancores e ter ultrapassado a ignomínia que lhe fizeram. Mais do que isso, ele querer lembrar o seu exemplo não para se vingar mas para que outras pessoas não passem o que ele passou.
Fica aqui o que ele escreveu no seu Facebook, uma lição de vida de um homem bom: 'Continuar-me-á sempre a incomodar a ideia de que hoje mesmo alguém pode estar a passar por um absurdo semelhante e não tenho a certeza de que na justiça tenhamos dado passos decisivos para prevenir tais erros fatais e suas monstruosas consequências. Assim como não estou convencido de que a justiça portuguesa esteja hoje mais disponível para a autocrítica dos seus erros grosseiros do que estava há uns anos. O meu pesadelo acabou. Mas suspeito que o de alguém, que não sei quem é, pode estar a começar hoje e fizemos pouco para evitar que assim seja. Achamos ainda que o inferno destes erros é para os outros e a justiça não sente os seus erros com o peso que a sua centralidade numa sociedade livre exige.'» - 23.Mai.2020
Confio genericamente no sistema judicial, porventura muito mais do que PML, sendo todavia verdade que não sou tão hiper-susceptível como ele a eventuais erros que molestam ou sentenciam gente poderosa. No caso de Paulo Pedroso o trânsito da justiça consumou-se globalmente a seu favor [Carlos Rodrigues de Almeida e Horácio Telo Lucas, desembargadores, tiraram-no da prisão preventiva, contra o voto de vencido de João Moraes Rocha; Ana Teixeira e Silva, juíza de instrução, decidiu não o pronunciar], bom para ele.
Exara PML que os indícios não tinham qualquer fundamento. PML não é sério, não lê.
Respigo do Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, de 09.Out.2003, que, por dois votos contra um, libertou PP:
«[...] Perante a conjugação dos depoimentos da 1ª, 2ª, 3ª e 4ª testemunhas, entendo que existem fortes indícios da prática por parte do arguido de crime doloso punível com pena de máximo superior a três anos (artigo 172º, nos. 1 e 2, do Código Penal)».
Darei de barato que o jurista formado na Católica, Posaconazol Metenamitoso Latanoprostático, não tenha João Moraes Rocha na condição de imbecil. Mas aposto em como PML pouco ou nada terá lido do processo; refiro-me às peças processuais. Como ele sabe, e denota sofrer horrores com isso, a "vox populi" é tramada.

«o ex-casapiano Pedro Namora, advogado que se destacou na denúncia dos casos de abusos sexual na instituição, considera que a decisão do tribunal europeu teria sido diferente 'se os juízes tivessem ouvido as crianças que acusaram Paulo Pedroso'. 'Esta decisão há-de ser judicialmente muito equilibrada, mas não tem em conta o essencial que é a dor das vítimas', declarou ao Público.
'Esta vitória do doutor Paulo Pedroso acaba por se dever a questões processuais que, em Portugal, se aplicam a noventa por cento dos arguidos comuns. Tanto quanto percebi, o tribunal não se pronuncia sobre o fundo da questão. E, para mim, Paulo Pedroso continua a ser uma pessoa por quem sinto uma profunda repugnância', acrescentou o autor do livro "A dor das crianças não mente" que escreveu a propósito do processo Casa Pia.» - Público, 12.Jun.2018

Mas há coisas que PML não perdoa a PP:
«Se Ana Gomes quer um exemplo do que pode acontecer com estas conversas é perguntar a Paulo Pedroso - que não consigo compreender como participa nesta campanha e avaliza este tipo de discurso. [...] O clima de suspeição generalizada que ela ajudou a instalar, fazendo processos de intenção a torto e a direito sobre políticos, escritórios de advogados e pessoas e empresas de várias áreas [...] espanta ver gente que me habituei a ver como lutadora contra oportunismos e populismos a apoiar a ex-deputada europeia [...]» - 05.Dez.2020
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***** Aprecie-se a menstruação congratulatória sincronizada — lambecusismo endógeno — de FC e PML, em Mai/Jun.2018, ao redor do «grande» Ferreira Fernandes, recém-investido na direcção do DN onde todos amealhavam. FF migraria entretanto para o Público. A propósito, «[...] Ferreira Fernandes vai passar a escrever no PÚBLICO, todos os sábados, a partir do dia 25 de Julho. Ferreira Fernandes, ex-director do Diário de Notícias, que trabalhou no PÚBLICO no início dos anos 90, é um jornalista e cronista de referência que tem o seu nome ligado a vários projectos editoriais portugueses como o Diário Popular, semanário O Jornal, Visão, revista Focus, entre outros. [...]» - Público, 18.Jul.2020
Registo o desafio da direcção do Público aos leitores curiosos como eu para que adivinhássemos títulos «entre outros». O eclipse da ligação de FF a jornais como o "Tal & Qual" e sobretudo o "Correio da Manhã" tem todo o ar de gel desinfectante... 

PML elogia trabalho jornalístico em torno do assassínio em 12.Mar.2020 de Lhor Homenyuk, no aeroporto de Lisboa:
«houve jornalistas ... e dá-me vontade de elogiar ... a Fernanda Câncio, a Valentina Marcelino [DN] e a Joana Gorjão Henriques [Público] que foram as grandes campeãs» - 10.Dez.2020
«[...] por obrigação de consciência, tem de ser destacado o papel deste jornal e das suas jornalistas Fernanda Câncio e Valentina Marcelino e a Joana Gorjão Henriques do Público. [...] As minhas desculpas à família do Ihor Homenyuk [ridículo a vir sempre ao de cima] por os meus representantes terem tido a conduta miserável que tiveram de nada servem. Ficam, no entanto, essas e as que devo a quem me lê e ouve por não ter ajudado a que este assunto fosse mais lembrado. Falhei-lhes.» - DN, 12.Dez.2020
«encher de beijos repenicados a foto do pedro marques lopes - que para vossa informação é muuuuuito mas muuuuito mais giro que aquilo» - FC, 07.Out.2007  
«tenho muito orgulho de ser amiga do tiago mendes e do pedro marques lopes e do vasco rato - e de que eles sejam meus amigos. e tenho orgulho em mim, por ter sido capaz de perceber o quanto os meus preconceitos - estes e todos os outros, os que tive e os que ainda tenho -, são ridículos.» - FC, 04.Dez.2007 
Enfim, Posaconazol bajulador, levemente patético e, claro está — seu tique mais recente —, sempre concatenado ideológico-opinativamente com a madrinha Fernanda que o introduziu e adoptou na corte socratólatra em 2008 [pecador venial me confesso], ele que na altura era dama de honor no cortejo de Pedro Passos Coelho a caminho da presidência do PSD.

****** Alô, alô, mulher do brinco à cabina!
«Paulo Pedroso, aquele que toda a gente dizia que tinha cara de pedófilo, eu lembro-me perfeitamente de ouvir isto, muita gente, muita gente!..., 'Olha-se para a cara dele e vê-se imediatamente que é pedófilo'». - Clara Ferreira Alves, 01.Jul.2018
«Eu acho que Medina tem um lado qualquer infantil. Ele tem uma cara infantil e pode ser que tenha um lado infantil.» - CFA, 08.Jul.2018
Como não sei nem imagino que coisa seja «cara de pedófilo», tive de investigar. Com um tratado de fisiognomonia ao lado, perscrutei o rosto do doutor Paulo Pedroso, director de campanha da candidata Ana Gomes às eleições presidenciais de amanhã a 15 dias. Convido o amável leitor, que teve paciência e pachorra para aguentar até aqui a chuvada de asteriscos, a observar com atenção o indivíduo de óculos no canto esquerda desta foto. Nota alguma coisa esquisita na cara de Paulo Pedroso? ... Eu também não.   

******* Pago para ler e escutar a figura pública de PML. Exerço, portanto, em público, o direito de rastrear a qualidade, a autenticidade, o desempenho e a fiabilidade do que compro. E é nesse sentidocitando Jerónimo de Sousa,  que me encanita pagar duas vezes, à SICN e ao DN, pelas palavras e considerações que PML expende na televisão e dois dias depois replica, as mesmíssimas, frase por frase, no jornal. Esperto será ele em conseguir vender a mesma folha A4 em dois poleiros. Para mim não passa de chico-espertice vígara. 
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Por último, Posaconazol Metenamitoso Latanoprostático, o bom pai pedagogo
«ensinei aos meus filhos que não faltam extraordinários jogadores de futebol, mas que o Maradona era outra coisa, e também sou aquele a quem caem as lágrimas de cada vez que vê aquele extrato do filme do Kusturica em que ele canta a sua música e mostra a sua alma, apesar de já o ter visto milhares de vezes. [...] é sobretudo por o futebol ser mais do que um jogo que El Pibe será para sempre o maior homem da sua história.» - 28.Nov.2020
Tonteira. Como disse atrás, PML é uma hipérbole.

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PML bailarino, um pândego do comentariado nacional.
Valupi, proto-arcediago da socratolatria, admirável intelectual da praça, perdão, da cidade, culto e diserto como poucos, que invejo pelo bem que escreve, venera-o:
«a sua honestidade intelectual e autoridade cívica permanecem intactas.» - 26.Dez.2020
Seja.

«[...]
- Mas ó Plúvio, a figura pública de PML é assim tão má?
- É pior. [...] Fica para próximo verbete a minha demonstração de que PML é pior.» - 19.Mai.2020

Pronto, costurei este lençol. Os deuses me perdoem.
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* Estive para chamar a este verbete "dor plos que esperam" ou "que merdas por lopes", 17 justas letras cada, mas seria populismo anagramático pífio. Preserve-se, pois, a respeitabilidade dos termos.