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terça-feira, 13 de junho de 2017

Ó João Céu e Silva, pelo amor da santa!

«Esteve em vários jornais até chegar ao Expresso, onde também assinou a coluna Pluma Caprichosa.» *
...
«Foi directora da Casa Fernando Pessoa e é júri do prémio Pessoa.» **

- João Céu e Silva, acerca da «marca/estrela» de Balsemão,  antiga «santanete», Clara Ferreira Alves, perdão, e portanto Clara Ferreira Alves, opinadora mutante e mui variada, com quem conversa no DN de hoje a propósito do seu sexto livro.
____________________________________
* Continua a assinar, desde 1995, se não se importa.
"A pluma caprichosa", já agora,  título de um poema de Alexandre O'Neill, de 1962, que a autora da coluna assumidamente homenageia. [Excerto, ... mas não alimente os pombos, foda-se!]

** «é júri», João Céu e Silva?

Chiça penico, chapéus de coco, bordas de alguidar, borrões de candeia!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Marcelo por Vasco

«[...]
primeiro, não é um chefe, segundo não manda no Estado.
[...]
fala de tudo mas diz lugares-comuns sobre tudo, incluindo coisas que não sabe.
[...]»

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Francisco Seixas da Costa | Alberto Gonçalves | Educação

«A ideia não será popular, mas não seria esta a ocasião para se introduzir uma transparência total nas redes sociais acabando com o anonimato?»

«[...]
A nova ordem está na fresquíssima secretária de Estado da Igualdade ou da Fraternidade, que em tempos explicou no Facebook: Como sabem eu [sic] não tenho por hábito fazer sensura [sic], mas não tulero [sic] insultos (...). E está no sensor, perdão, censor que saltitou da ERC para a tropa, com escala pedagógica a norte. E está na sugestão do Sr. Seixas da Costa, personalidade conhecida por zelar pela educação parisiense do Eng. Sócrates e por se indignar com a falta de "estrelas" Michelin em Portugal: A ideia não será popular, mas não seria a ocasião para se introduzir uma transparência total nas redes sociais acabando com o anonimato? E está no assombroso Dr. Ferro. E no nobilíssimo Dr. César dos Açores. E em sujeitos que passeiam títulos e pêlos nas orelhas em simultâneo. Quem é essa gente, Deus do céu?
[...]»

«[...]
ao ler na net um jornal lisboeta de hoje, verifico que, finalmente, um certo cromo, dos que me faltavana minha galeria de adversários políticos, finalmente me arremessa uma farpa, num seu artigo semanal. Já tinha quase todos na minha "colecção" particular (se o leitor detecta algum gozo no que ora escrevo, tem alguma razão para isso) mas este nunca mais aparecia. Pronto, quebrou-se hoje o enguiço, ufh!
Por que fui atacado? Aparentemente por eu ter lançado, noutro espaço informático, a ideia (pelos vistos tenebrosa e atentatória das liberdades) de que deveria acabar-se em absoluto com o anonimato na internet. Essa proposta "radical" de propor que quem faz uma afirmação ponha o seu nome real por baixo, sem refúgio em pseudónimos ou iniciais equívocas, é, pelos vistos, altamente sinistra. Cá para mim, quem não deve não teme - embora imagine que seja muito "corajoso" e cómodo insultar e caluniar os outros, sem mostrar a cara.
Vá lá que o cromo assina todos os artigos, o que só lhe fica bem.»

Sucede que...
Pontificando entre os três ou quatro melhores colunistas da comunicação social portuguesa, Alberto Gonçalves, sem que precisemos de aderir ao que defende ou alinhar no que zurze [não raro discordo dele], serve-nos ao domingo e à quinta-feira, no Diário de Notícias e na Sábado, prosa de urdidura gramatical irrepreensível, bênção nos tempos que correm,  impregnada de tal comicidade e ironia que nem Ricardo Araújo Pereira, o melhor dos sardónicos mais novos, nem Vasco Pulido Valente  (mansuetude dos 70?), o melhor dos senadores cáusticos — revejo "de ouvido", sem pensar muito, os ases do género — logram com tão abundante e depurado alcance. A escrita de Alberto Gonçalves é um requinte de gozo.
Já o nosso bem instalado e próspero antigo embaixador, de multímodos mesteres, escreve, ainda que escorreito, apenas sofrivelmente. Discurso atilado demais para o meu gosto, que lhe frequento regularmente os vários estaminés onde oficia. Neste concreto acto de desprezo por Alberto Gonçalves, soa sobranceiro e feio que Seixas da Costa, paladino da lisura e da transparência, não tenha identificado o "cromo" nem o "jornal lisboeta"; além de que * bom português é «dos que me faltavam» e não «dos que me faltava». O que só lhe fica mal.

Mas estou de acordo com o que, por exemplo, diz hoje Francisco Seixas da Costa do exame do quarto ano e da prova de avaliação dos professores.
Acompanhei, através da televisão da AR, o debate de 27 de Novembro sobre a matéria.
Que Partido Socialista é este, cujo secretário-geral, agora Primeiro-Ministro, empanturra a conversa de Ciência e Conhecimento, Ciência e Conhecimento, Ciência e Conhecimento, que sucumbe à chantagem trauliteira do pulmão leninista por que o Governo sobrevive no Parlamento, diabolizando pateticamente uma boa ideia sua consubstanciada na lei em 2007 e 2008 e participando sem um pingo de vergonha e com lastimoso masoquismo na opereta rasca dirigida pelo real e perene ministro da tutela, Mário Nogueira, cuja bigoduda batuta ali se pressentiu do primeiro ao último minuto da argumentação dos que não se incomodam com que os candidatos a ensinar os nossos filhos asneiem na aritmética rudimentar ou não consigam, no Português, distinguir "levastes" de "levaste", "levaste" de "levas-te"?
Algo me diz que a este cambrídgico moço, de quem não se conhece uma ideia sobre instrução pública, faltarão os tomates com que Maria de Lurdes Rodrigues, honra lhe seja, enfrentou o senhor professor Mário Nogueira durante quatro anos. Por isso, para acalmar a FENPROF e não perder tantos votos, Sócrates a rendeu em 2009 por uma alçada libelinha...
Com nem 24 horas de um tempo novo, a sessão parlamentar a que assisti na sexta-feira assemelhou-se a exéquias comiserativas da decência. A questão "técnica" da inconstitucionalidade não passa de poeira para olhos ingénuos.
O sindicato recrudesce, o ensino deliquesce.

Plúvio, e se fosses rimar para outro lado?

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Livre-arbítrio dos matrecos

«[...]
Por definição, um parlamentar comunista possui tanta independência quanto os centro-campistas dos matraquilhos.
[...]»

Não conheço nenhum colunista de esquerda [seja de esquerda o que for] — conheço e leio-os a todos até ao fim, incluindo Ferreira Fernandes, o melhor — que escreva tão bem e com tanta graça como Alberto Gonçalves.
Mesmo entre os de direita [seja de direita o que for] — conheço e leio-os a todos até ao fim, incluindo Vasco Pulido Valente, dos melhores — não me está neste momento a ocorrer nenhum tão bom como AG, e há-os excelentes, Miguel Tamen por exemplo.
_______________________________
Então, Plúvio, e Pedro Mexia, hã?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cavaco Silva, inaninulo *

Depois não digam que eu não avisei.

«[…] As teses de Weber sobre a vocação política e o carisma são fundamentais para a categorização de duas figuras políticas do nosso tempo, o fantoche carismático e o demagogo, mas são insuficientes para perceber a figura da nulidade, que é aquela a que corresponde Cavaco Silva, na sua profissão política (não falamos aqui do homem civil, que não conhecemos, e sobre a qual não teríamos o direito de falar publicamente).
[…]
Perante esta figura presidencial e a sua ostensiva inanidade, devemos perguntar, como Baudrillard uma vez o fez a propósito de Chirac, se a merecemos. E, à maneira de Baudrillard, talvez possamos responder que, afinal, tal figura da nulidade só serve para demonstrar que somos todos nulos, e que a política já não é o lugar nem a vontade de representação.
[…]
a nulidade metafísica do nosso Presidente da República não tem apenas o poder de dissolver ou não dissolver a Assembleia da República. O seu poder mais secreto, que ele exerce quer queira quer não e que lhe advém da sua condição figural e figurativa, é o de dissolver o próprio povo, na estratégia fatal de uma nulidade recíproca.»

- x -

«Sozinho, completamente sozinho, o dr. Cavaco Silva conseguiu arruinar a Presidência da República. A Presidência da República não tem hoje autoridade, influência ou prestígio. […]»
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* Está bem, devagarinho: inane e nulo.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O sempre maldisposto com o mundo *, Vasco Pulido Valente

«[...]
flagrantemente culto, mas não tanto quanto supõe, é tão sobranceiramente snob, que raia uma enternecedora saloiice.
[...]»
__________________________
* Como Medina Carreira.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Vasco a meter-se com a Mena

«o protesto hipócrita e pequeno-burguês por ele se atrever a usar, numa espécie de comício, a terrível palavra "lixem". Isto que, em formas bem mais duras, se tornou habitual na imprensa inglesa ou americana ainda ofende o ouvido de certas damas da academia e da sociedade, que por aí despejam opiniões sem sentido.»

«Embora não tenha acessso a casas de banho masculinas, imagino que seja esta a linguagem – que injustamente atribuímos apenas a taxistas – que os homens portugueses utilizam quando ninguém os ouve.»

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pingo Doce

«A firma Jerónimo Martins (mercearias finas) merece todo o respeito e consideração. Primeiro, porque antigamente comprou azeite a Herculano. Segundo, porque ajuda hoje a divulgar o interessantíssimo pensamento de António Barreto, que por enquanto não vende azeite. Mas, de repente, Portugal inteiro resolveu vociferar contra a Jerónimo Martins.»

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Aníbal Cavaco Silva

«A eleição do dr. Cavaco para Presidente de República foi uma das maiores desgraças que sucederam a Portugal e aos portugueses desde 2006. Mas foi pior do que uma desgraça, foi um erro.*
[…]
O fim do Governo socialista e o advento de uma coligação CDS-PSD trouxeram um certo desassossego ao dr. Cavaco, que, fora repetir algumas lições básicas de economia e finanças, começou, sob vários pretextos, a derivar suavemente para a esquerda. Porquê? Para quem conhecer a sua sobre-humana vaidade, por uma razão muito simples: porque não quer ficar como o homem que presidiu sem protesto à ruína da economia portuguesa.»

Concordo quase sempre muito e discordo quase sempre muito do Vasco Pulido Valente. Mas como o sacana escreve bem que se farta, tendo a concordar quase sempre mais do que a discordar.
* Eu diria por exemplo assim: “O dr. Cavaco, primeiro-ministro e Presidente da República,  foi a maior desgraça que sucedeu a Portugal desde o 25 de Abril”. É, de resto, o que convictamente acho.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

António José Seguro

«Nunca, em quase 50 anos, conheci um político que se aproximasse tanto de não ser nada como António José Seguro.
[...]
E assim ficámos com um chefe da oposição sem uma ideia na cabeça e com um ar irresistível de seminarista.»
Vasco Pulido Valente, "António José Seguro" | Público, 16.Set.2011

sábado, 10 de setembro de 2011

Funcionário público

«Este governo já contratou à volta de 5 mil pessoas (parte, fatalmente, "com vínculo"). Quantas despediu? Mais mal pago, o "monstro" continua, imperturbável, a devorar o país.»

sábado, 3 de setembro de 2011

Alberto João Jardim

«Este conflito teórico dura há trinta e cinco anos, sem um resultado visível. Chegou por isso a altura de aproveitar a crise para o resolver. O PS, o CDS e o PSD, em vez de perderem tempo com eleições, podiam perfeitamente organizar um referendo sobre a independência da Madeira. Com certeza que o eleitorado do continente, em troca de não lhe pagar as contas, não negaria ao sr. Jardim a liberdade de se arruinar como ele quisesse e de fazer uma constituição que ele aprovasse (como não aprova a nossa). E com certeza que o eleitorado da Madeira (com a presumível excepção de Vicente Jorge Silva) não negaria ao simpático Jardim o privilégio de gastar tudo o que lhe apetecesse e de combater a Maçonaria e a internacional socialista com o seu espírito borbulhante, até agora contrariado e contido pelos conspiradores de Lisboa.
O que não faz sentido é a situação presente, em que o contribuinte da Ericeira ou da Régua suporta a extravagância, admito que divertida, do sr. Jardim; o governo da República é regularmente injuriado; e a Madeira, quando calha, não cumpre por princípio ou conveniência as leis que lhe chegam de Lisboa. Compreendo que a tribo dos comentadores goste de ter esta ópera cómica ao seu dispor para os momentos de apatia ou depressão aguda. Mas, como a terapêutica custa 500 milhões de euros, convém arranjar um divertimento mais barato.» 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cavaco Silva, sucessões e doações

«O Sr. Presidente da República resolveu descobrir que seria bom ressuscitar o imposto sucessório e o imposto sobre doações em vez de se estarem a inventar novas maneiras de espremer os ricos, para edificação da populaça e contentamento da esquerda. O Sr. Presidente da República, com a sensibilidade social que sempre o distinguiu, obviamente não percebe que o imposto sucessório e o imposto sobre doações iriam ser pagos pela própria populaça e pela própria esquerda.
[...]
o dr. Cavaco, por pura pretensão de fiscalista, voltou agora a agitar um espectro de que ninguém se lembrava. O exercício, como se calculará, não produziu qualquer efeito prático. Mas, pelo menos, serviu para nos lembrar a natureza do homem que os portugueses puseram em Belém.»

domingo, 28 de agosto de 2011

O que é um rico?

«Os nossos ricos nunca se distinguiram pela sua riqueza, nem aliás (tirando meia dúzia de excepções) por qualquer especial virtude económica ou cívica. Não criaram empresas, não fizeram o menor gesto filantrópico (fora o velho Champalimaud), não intervieram inteligentemente na vida pública e política do país. E, quando as coisas por aqui se tornavam complicadas, em geral fugiam. 
[…]
E aqui surgia a principal dificuldade: como definir um rico? Não se podia, sem mais nada, entregar a tarefa ao dr. Fazenda

sábado, 27 de agosto de 2011

«Pensem bem e vejam a diferença.»

«E se tudo isto não for, no fundo, uma crise, mas for o colapso definitivo do que se chamou o Estado social ou, com mais pedantismo e menos propriedade, "o modelo social" europeu, com que vivemos, ou tentámos viver, neste último meio século? Pensem bem e vejam a diferença.
[…]
As sociedades da social-democracia, que um conjunto especial de circunstâncias por um momento permitiu, não voltam.»

Não me apetece nada achar que o Vasco Pulido Valente está a ver bem as coisas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

De quem é a rua?

«Segundo o jornal i, a Câmara (de Lisboa) até nem hesitou em se dotar de uma empresa, a EGEAC, com 183 funcionários, para a conservação de salas (que, suponho, a "cultura" não deixou vender) e a organização de "eventos", presumivelmente do agrado da populaça ou de meia dúzia de tontos, que se acham beneméritos da humanidade.
[…]
Num Estado que proíbe tudo e regula tudo, a privacidade não conta. Só somos livres dentro de casa e com isolamento de som. A rua é de quem toma conta dela.»

domingo, 21 de agosto de 2011

«A tragédia (ou a irresponsabilidade) começou logo em 1980»

  • XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura
  • Europália
  • CCB
  • Expo '98
  • Euro 2004
O VPV talvez exagere um bocadinho [oximoro?]; mas o Barreto, empregado do Pingo Doce e agenciado nas festas do Cavaco, tem sido muito pior.
um cheirinho de como, nos idos de 1994-1995, o António Barreto falava da Expo '98, o "Fungagá de Xabregas", que lá vinha, e - vale a pena recordar - de como se referia ao Aníbal Cavaco Silva, na altura em vias de ser corrido e de ter sido corrido de primeiro-ministro pelo santo do António Guterres. O tempora! O mores!

PS
Tenha paciência, Vasco, não é «convença os portugueses que o respeito da Europa» mas «convença os portugueses de que ...»
E, claro, raramente falha um módico:
«só agora a ministra Assunção Cristas nos tenta devolver a um módico de realismo e de sensatez»

sábado, 13 de agosto de 2011

Privatizar a RTP?

«Quanto à RTP, que nunca inspirou aos portugueses o mais leve respeito (para não mencionar um módico de afecto), não passa neste ano de 2011 de uma instituição arcaica, que não merece continuar *. Ainda por cima, gastando o dinheiro que gasta.»
____________________________
* Discordo.

** Lá está um módico.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os E.U.A. e o mundo

«A queda do império produziu, como devia produzir, uma separação profunda entre os nostálgicos da velha vida e os que pretendem, à falta de melhor, transformar a América numa sociedade justa, igualitária e livre.
[...]
Sem governo e sem um objectivo comum (que o império lhe dava), a América não consegue mandar em si mesma e, por maioria de razão, na Europa e na Ásia, que pouco a pouco voltam ao seu particularismo e ao caos que ele presume e de que precisa para viver.»

sábado, 6 de agosto de 2011

Pedro Passos Coelho, António José Seguro

«Seguro, como Passos Coelho, é o produto da "cultura de partido" que tomou conta e apodreceu a democracia portuguesa.
[...]
Passos Coelho e António José Seguro. Nenhum se distinguiu pela carreira académica ou profissional. Nenhum deu até hoje qualquer excepcional contribuição à política portuguesa. Cresceram os dois no incubatório infecto das "juventudes" partidárias, que, no PS e PSD, acabaram os dois por presidir. E chegaram os dois, dificilmente, à maturidade na atmosfera de rivalidade e de intriga em que vive, e para que vive, aquela espécie de ambiciosos menores.»