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sexta-feira, 26 de março de 2021

Bem-vindos ao país cristino [8]

N'
a mais bonita das histórias,
a Cristina de sempre está de volta. *

Quem nos vale?

Em tempo
Cristina Ferreira para Manuel Luís Goucha- Eu sei que esta conversa [ao fim da tarde de 26.Mar.2021 - de 52:35 a 1:36:00] está a ser vista por muitas pessoas que só querem apanhar uma frase minha para escrever o que quer que seja. E acredita que não é a frase mais bonita.

Sou dos que viram, vamos a isso.
CF- o termo "saloia", no qual me orgulho muito, foi usado dezenas e dezenas de vezes ...
MLG- ... com outro sentido, pejorativo.
CF- ... de uma forma prejorativa. 

Aprenda com o Goucha, senhora, que sempre é um pouco mais instruído. 
_____________________________

* Locução melosa de — de quem haveria de ser? — Inês Meneses, o Pedro Chagas Freitas de saias da literatura portuguesa contemporânea.
De resto, nada que espante, pois se até a editora de ambas, CF e IM, é a mesma...

domingo, 29 de novembro de 2020

Bem-vindos ao país cristino [6] - 15 minutos de esterco

A doutora Cristina Ferreira [CF], industrial de entretenimento, que o presidente da República apadrinha e o primeiro-ministro apaparica,  protagonizou ontem à noite, pelas 21h14, os 25 segundos mais abjectos de que me recordo na televisão portuguesa. Lá irei, mas antes dêmos-lhe a palavra enquanto conversa com o jornalista José Alberto Carvalho [JAC] em defesa do seu beliscado estatuto e na promoção descarada deste livreco.

CF:
«Deixa-me já te dizer» [sic]
...
«Deixa-me usar uma frase do Valter Hugo Mãe. Aliás, o prefácio do Valter Hugo Mãe é extraordinário»*
...
«Recebi aqui uma mensagem que, de todas, das milhares, é a que eu acho que melhor define»
dos milhares, senhora doutora, dos milhares.
...
«Eu de repente estou à mercê de 10 milhões de pessoas que podem utilizar as redes sociais para comentar o meu trabalho»
Que comedida, doutora Cristina! Tão poucas?
...
«Convidei uma série de especialistas das mais diferentes áreas para darem a sua opinião e para iniciarmos aqui este debate, desde a filósofa à procuradora-geral da República, ao sociólogo... Porque é que isto acontece?»
A própria PGR? Ná, não me cheira, não estou a ver Lucília Gago a envolver-se directamente na causa particular de uma regateira ofendida. CF a esticar-se, a armar-se em assunto sério da nação.
Ficamos sem saber quem será a insigne filósofa e o sumo sociólogo. Hannah Arendt? Alain Touraine?...
CF não se enxerga. 
...
JAC:
«Deixa-me retomar aqui o prefácio do Valter Hugo Mãe*, assinado orgulhosamente nas Caxinas em Outubro de 2020»

JAC, num triste e deplorável papel de jogral de CF, em pleno "jornal nacional" das 8.
...
CF:
«Eu vou-te dizer uma coisa: isto que está aqui não me toca, nada do que está aqui me toca»
...
JAC:
«Mas estás revoltada, percebe-se que estás revoltada.»
CF:
«Estou revoltada e tenho uma coisa para te dizer ... estou aqui aflita, e estou aflita por uma coisa [CF esboça duas lágrimas]: a mim não me dói mas tenho muito medo de que doa a muitas outras pessoas»
Afinal, aquilo toca-a ou não toca? Dói-lhe ou não dói? **
...
«Saiu uma capa recentemente da revista Sábado, de um grupo que me tem atacado constantemente nos últimos tempos. O que é que lá está? Um ataque vil à minha moral, à pessoa que eu sou pessoalmente [sic], com invasões da minha vida pessoal e profissional. Eu mando aquilo para o advogado e digo O que é que se pode fazer com isto? E ele diz Cristina, infelizmente, nada. Há muitas fontes próximas.» ***
...   
«Imagina que dentro desta casa há uma pessoa que não gosta de mim»
Que exagero, doutora! Tantas?
...
«A Dulce Rocha, a procuradora-geral da República, diz isso mesmo»
Bem me parecia que «procuradora-geral da República» lá atrás era cagança. Cristina Ferreira desgasta-se a impressionar-nos com a eminência da sua pessoa. Sucede, azar dela, que a magistrada do Ministério Público, Dulce Rocha, com currículo estimável, nem procuradora-geral adjunta chegou a ser. Aposentou-se em Fevereiro de 2018, na posição de simples procuradora da República. 
...
«Se eu posso usar a minha imagem pública, o passo que se segue é uma petição pública para que esta discussão possa existir»
Gente poderosa faz coisas em grande.


E agora, os inacreditáveis finais 25 segundos de abjecção.
Eram 21h14 quando de indicador esquerdo em riste, depois o direito, fixando a câmara, em plano fechado sobre o seu rosto circunspecto, e fulminando-nos de moralidade, Cristina Ferreira encerrou o sórdido entremez de propaganda de si, num momento de manipulação e chantagem da audiência do mais reles que a habilidade humana pode lograr:
«Eu lembro aqui uma menina de 13 anos, Marion****, francesa, que se suicidou porque escreveram coisas na internet deste género. E essa menina de 13 anos pode ser a sua filha, pode ser o seu filho. Um dia destes pode ser ele a não aguentar aquilo que lhe dizem e a suicidar-se a seguir. E este livro [CF exibe a capa em grande plano] não é meu; este livro é de todos.»
Só faltou mesmo 761 200 900, ligue agora! Não desperdice a oportunidade única de levar para casa 10 mil exemplares de "Pra cima de Puta" pelo custo simbólico de 1 euro + o IVA da chamada. Ligue!  
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* Como se a caução de um dos mais pífios e melosos escritores da nossa contemporaneidade garantisse a excelência seja do que for. Não bastando, VHM escreve com deficiências sérias de sintaxe. Retorquir-me-á o amável visitante: Mas se até a Inês Meneses escolhe VHM para a prefaciar, alguma qualidade o romancista de Caxinas terá.
Ahahah, ora aí está! Além de que a editora do "Pra cima de Puta", decerto não por acaso, é a mesma do "Caderno de encargos sentimentais". Contraponto, lembra-se?
 
** «Essas, agressivas, ... em mim não têm nenhum impacto. Em mim não têm nenhum, nunca, zero! ... As pessoas podem não acreditar, mas em mim têm efeito zero! Qualquer notícia, qualquer crítica, o que quer que seja.»
É por isso que, ao contrário do que consta, "Pra cima de Puta", efeito de eflúvio celeste, foi escrito por um arcanjo anónimo inspirado por Deus.
Cristina Ferreira não existe. É puro ectoplasma.

*** Não me tomem por néscio. Sei bem, de conhecimento robusto, que na presente refrega em torno da Media Capital/TVI, a Cofina de Paulo Fernandes não fala de Cristina Ferreira sem propósito contaminado de interesse.
Mas não devo dispensar nenhuma pedrinha para melhor compreensão do mosaico do universo. E que pedrinhas falantes vão nestas 10 páginas — "Cristina, Guerras, Poder e a Queda" | revista Sábado, 25.Nov.2020  — assinadas pelas jornalistas Raquel Lito, Sónia Bento e Lucília Galha... Por muito que custe a CF, quase tudo aquilo se passa em estúdio ou vem de fontes do seu aquário profissional. Qual moral? Qual pessoal?

**** Cristina Ferreira, madura sabidona de 43 anos, oportunística, obscena e despudoradamente coteja o seu caso com o de Marion Fraisse que se enforcou em Fevereiro de 2013, aos 13 anos, num quadro de "bullying" escolar. Parasita sem escrúpulo nem asseio.
Já em 2018, quando migrou da TVI para a SIC, CF charrara alarvemente no cadáver de Lady Di.
Apesar dos laivos de ignorância grosseira, CF não é inocente nem ingénua. Recolhe do que semeia. De que e porque se queixa?

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Notícias da peste, da cadeia e da vida, enquanto Trump não tomba

«Aproveitar* para também, parece que é importante, dar uma boa notícia, apesar de tudo, e que tem a haver com o valor do R que tem estado a diminuir de forma sistemática.»


//
«Pôs-se em fuga perto das 11 da manhã. Aproveitou um momento de menor vigilância, então**, para saltar as barreiras que separam os reclusos das visitas. Este homem pôs-se então** em fuga e foi então** auxiliado. Terá sido auxiliado por uma mulher que o esperava no exterior do estabelecimento prisional. Ambos puseram-se em fuga. As forças de segurança estão então** no encalço destes dois indivíduos que estão em fuga depois de uma fuga do estabelecimento prisional de Sintra.»

//
«A vida é o que acontece enquanto fazemos outros planos.»
Suponho que pouca gente reconhecerá de imediato a voz de Inês Meneses, a do incontinente e insuportável não é? — locutora radiofónica "do regime", transformada numa espécie de Pedro Chagas Freitas*** da intelectualidade pernóstica contemporânea desde que aninhou com Tozé Brito, das autoridades musicais mais sobrevalorizadas e medíocres da galáxia —, e palpita-me que ainda menos pessoas topem ali uma citação de John Lennon [Life is what happens to you while you're busy making other plans. - "Beautiful boy (Darling boy)", 1980]. E não fecho o parágrafo sem apostar em que a República Portuguesa, promotora da fita, não pediu autorização nem muito menos pagou "royalties".
Se me engano, castigo merecido.
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* Replicante paradigmático do pior português verbal que se possa imaginar, dificilmente este médico Sales, serventuário discreto da propaganda ministerial, escaparia ao contágio da pestilência, sem antídoto nem imunidade, grassante por todos os púlpitos da comunicação pública [política, jornalismo, igreja, desporto...], que é a moda de abrir a frase declarativa pelo infinitivo impessoal. Já poucos falantes, que ainda têm alguma noção de decência linguística, dizem hoje em dia
«Em primeiro lugar, os meus cumprimentos...», «Obrigado pelo convite. Antes de responder à sua pergunta, deixe-me corrigir...», «Boa tarde a todos. Quero dizer antes de mais que...», «Antes dessa questão, esclareço que...», «Aproveito também para...», etc.,
em vez das horripilâncias
«Em primeiro lugar, cumprimentar...», «Obrigado pelo convite. Antes de responder à sua pergunta, corrigir...», «Boa tarde a todos. Dizer antes de mais que...», «Antes dessa questão, esclarecer que...», «Aproveitar também para...», etc.
Haja decoro. 


Disenteria de petulância fragmentária prefaciada pelo príncipe do xarope lacrimoso, Valter Hugo Mãe.

sábado, 3 de novembro de 2018

Contraponto

«[...]
Agosto de 2018, pico da silly season. Numa daquelas entrevistas curtas e superficiais, questionários de Proust com farinha Maizena para encorpar, e sem que se esperasse, eis uma nova coroação, desta feita não às mãos de um outro editor, veterano medalhado e ferido de perdidas batalhas, mas da própria jornalista que orientava a entrevista. Por esta ficámos a saber que o novo imperador a ostentar a incómoda coroa da linhagem de quase falidos editores nacionais é um jovem “coordenador cultural da Porto Editora”, que, além do atributo real, herdou também a casa-mãe da dinastia: a Contraponto, essa mesma fundada por Luiz Pacheco, de que ele é agora apresentado como “relançador”, e na qual lançará, porventura à laia de justificar a unção da sua jovem cabeça, umas biografias de gente que conheceu o fundador da Contraponto e nela foi publicada (Natália, Herberto). Num mesmo corpo, um novo imperador e uma reencarnação. Em suma, um acto messiânico, um verdadeiro milagre oferecido ao distraído leitor comum, entre um mergulho e outro.
[...]»

Quem será a «própria jornalista»? Quem é o «novo imperador»? Onde foi publicada a «entrevista»?
Gostei da peça, nutro admiração antiga pelos galimares em apreço, concordo muito com o autor, mas ponho-me no lugar do desprevenido e indocumentado freguês do Público e pergunto: que razões estranhas impedem o excelente Pedro Piedade Marques de "chamar os bois pelos nomes" [Inês Maria Meneses, Rui Couceiro]?; era preciso envolver esta página do Expresso de 11 de Agosto de 2018 em tão críptica névoa?
Coisas que me encanitam.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Do optimismo [1]

Inês Maria Meneses - a própria - e 12.596 outras pessoas gostam disto.
Palavras-chave: gostar, nojo, universidade católica, facebook, falência, meninos-bem, ostentação, dinheiro dinheiro dinheiro, recato, sofrimento, pudor, banalidade, padre joão seabra, capitalismo, escrúpulo, infortúnio lotaria e sorte, fé, banha-da-cobra, ganância, alienação, morte, sucesso, certeza,  recolhimento, vida, pudor, despudor, evangelho do empreendedorismo, audiência e share, cancro, vaidade vaidade vaidade vaidade vaidade vaidade, ricos e pobres, ignorância, sabedoria, comedimento, perda, silêncio, perplexidade, sofá.
Pergunta-chave: em que medida, sendo já cadáver, sou dono do meu cadáver, de tal modo que me farei obedecer acerca dele e do meu elogio, dando ordens com o verbo querer no pretérito perfeito simples?
Resposta-chave: que vale e que significa cada palavra?
Estou vivo e apetece-me cagar. Depois se verá. Por enquanto e pelo menos até que o repulsivo futuro primeiro-ministro* retire os sem-abrigo da rua, quem sabe se mesmo contra a vontade dalgum que nela teime em continuar, parecemos todos uns miseráveis à espera da ceifeira. Esperneamos, deslumbramo-nos e já não é pouco.
______________________________________ 
* No Eixo do Mal de ontem, a partir do minuto 19:35, Clara Ferreira Alves insistia em quão perigoso na política este homem é. Concordo com ela. Perigoso, patareco, repulsivo**.
** A minha subida estima pelo político doutor António José Seguro não é de ontem. Escrevi isto, num blogue que esvaziei depois de durante três meses me ter apatetadamente metastizado nele, na noite – 05.Jun.2011 - em que José Sócrates, derrotado pela democracia, desistiu de liderar o PS e AJS se chegou, humildemente, à frente. Às vezes gosto de fazer redacções.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013 e limítrofes, incluindo 1953, no balancé do meu capricho.

. Melhor post não escrito por Plúvio. 
. Melhor blogger– Táxi Pluvioso. 

. Blogue estimável com o título mais pífio e o subtítulo mais fatela.

. Melhor jornalista de TV– Luís Gouveia Monteiro, apresentador, perdão, anfitrião no Canal Q do melhor título de informação, "O que fica do que passa", com um impagável e delicioso marginal ameno açoriano. 
. Melhor entrevista. 
. Melhor humorista– Alberto Gonçalves. [Não? Experimente, só para lhe tomar o gosto, “Turismo macabro”, de 19.Dez.2013, entre as 11 crónicas publicadas na Sábado, de 24.Out. a 31.Dez.2013, acerca deste “Paralelo 38” na RTP.] Tirando o horror ao comunismo, ao socialismo, ao Estado e à Constituição, e o ódio cego e descabelado, beirando vez por outra o desconhecimento altivo, ao engenheiro Sócrates, o sociólogo Alberto Gonçalves, que também actua aqui e aqui, passa bem por um fabuloso cómico progressista à esquerda de quem vem, em sentido contrário. Insisto: poucos são os que escrevem por aí tão bem e com tanta graça.
. Pior cronista– Celeste Cardona, no DN.
. Melhor cronista-  Pedro Mexia, no Expresso, na Ler e onde quer que tenha escrito.
. Pior político– Catarina João Martins Semedo. 
. Segundo pior político ligeiramente mais indigesto do que João Catarina: Marisa Matias. 
. Pior político, para nosso grande azar,  no sítio onde talvez devesse estar o melhor. 
. Mais sabido e perigoso dos troca-tintas demagogos. 
. Pior e mais ominoso dos políticos. 
. Melhor ex-primeiro ministro. 
. Pior primeiro-ministro, timoneiro dos pinículos. 
. Melhor comentador político- Augusto Santos Silva. 
. Momento político do ano- Pelas 18:00 de 12 de Setembro, a sempre aflita da respiração co-coordenadora do BE, veio ao Metro de Odivelas caucionar nada menos do que 130 propostas justas e sensatas para a governação do concelho que a multidão presente – era humanamente impossível arranjar assento para todos - haveria de acolher com entusiasmo efusivo. Duas semanas depois e embriagados de fé no partido que naquele heróico 23 de Março de 2011, dia de São Turíbio de Mongrovejo, mundial da Meteorologia e nacional da Cáritas, ajudou, para redenção de Portugal, a derrubar José Sócrates e a levar mais depressa ao pote Passos Coelho, os odivelenses – perdão, as odivelensas e os odivelensos - não se fizeram rogados: 5% dos votos, nenhum dos 11 vereadores eleitos.  
. Melhor livro [é preciso uma ganda lata para vir aqui falar de melhores livros quando nem duas dúzias se leu dos cinco mil publicados]– Atlas do Corpo e da Imaginação. 
. Melhor romance de que ninguém falou– O Reino.
. "Melhor livro de 2013" de Alberto Gonçalves. 
. Melhor programa televisivo que ainda dura– Ponto Contraponto.  
. Melhor programa televisivo que durou pouco– Odisseia. 
. Melhor programa televisivo razoável com o título mais piroso– Baseado numa História Verídica, Canal Q.

E rádio, pá? E teatro? E concertos? E bola, pá?

. Melhor guarda-roupa- O de Inês Meneses, sem nada por baixo.
. Terceiro melhor Papa. Frente a episódios de fundamentalismo violento que nos preocupam, o afecto pelos verdadeiros crentes do Islão deve levar-nos a evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma interpretação adequada do Alcorão opõem-se a toda a violência. - Exortação Apostólica "A Alegria do Evangelho", 253. Este Bergoglio é de uma bondade e ingenuidade desarmantes. Sorte dele é Alá ainda usar fisga.
. Segundo melhor Papa.
. Primeiro melhor papa, o único dos três que não se fia na virgem. 
. Palavra mais feia– ajustamento.
. Redundância mais insuportável– desonestidade intelectual. Como se houvesse outras.
. Eufemismo mais execrável- colaborador em vez de trabalhador.
. Tique mais irritante– Dito isto.
. Quem, dito isto, mais hemorrágica e irritantemente praticou o irritante tique “dito isto”: Pedro Rolo Duarte. Até o bom do Pedro Mexia já está contaminado. [minuto 15:25]
. Mais ubíquos– José Tolentino Mendonça* e Joana Vasconcelos, ex aequo com o Ademar Costa da Póvoa de Varzim, campeoníssimo da epistolografia em todos os jornais e revistas do país [“Cartas ao director”, “A carta da semana”…, via e-mail que é mais depressa e poupa selo], que conseguiu 711 publicações dos seus sábios considerandos. O Tomaz Albuquerque de Lisboa, vice-campeoníssimo, nem aos calcanhares do Ademar chegou, com apenas cerca de 403 publicações dos seus considerandos sábios. Eu acho que o azar do Tomaz é que o nome do outro começa por a logo seguido de d, e nisso os directores e editores de imprensa são muito criteriosos. 
. Mistério mais misterioso- zona mista. [Como vês, pá, também se fala de bola neste balanço.]
. Segunda melhor frase– Sempre que mudamos uma pedra de um lado para outro, isso é arquitectura. – Farrokh Derakhshani, director do “Prémio Aga Khan para a Arquitectura 2013”, no Castelo de São Jorge.
. Melhor e mais comovente frase- Não me deito nunca sem dar banhinho à minha mãe. – Arlete, empregada de refeitório.
. Melhor café– Delta.
. Melhor fruto, em 2013, desde sempre e para sempre- azeitona.
. Melhor morto- Impossível eleger. Todos eram pessoas excelentíssimas.
. Melhor obituário– o de António Ramos Rosa, apesar da maior audiência do de Manuel António Pina.
. Melhores dos melhores- as minhas filhas, os meus irmãos, outros queridos familiares e os meus amigos – pudera! -, Gonçalo M. Tavares, António Guerreiro, Bach, a Margarida e o senhor Moreira.
. A quem me compararam– Frank Zappa, aos 23 anos, a tocar bicicleta. 
. Melhor filme de sempre em 2013- Viagem a Tóquio [1953].

Etc.

_______________________________

* Hei-de escrever, não tarda, uma carta aberta ao padre Tolentino, em meia dúzia de linhas, a dizer mais ou menos:

«Bobadela, tantos do tal

Reverendo padre, lídimo poeta, prosador fecundo, sensível e decerto justa pessoa,

Venho interpelá-lo na sua qualidade de vice-reitor da excelentíssima Universidade Católica que tantas fornadas de altos-quadros tem posto a gerir,  a governar e a aconselhar Portugal e parte importante das suas instituições e empresas, para que, por favor, nos elucide, nos informe, nos diga que merda de orientação se inculca, se é que alguma, nas cabecinhas dos seus alunos, designada e principalmente dos cursos de Gestão, Economia e Direito, acerca das duas seguintes singelas coisas: escrúpulo e ganância.

Grato e com os cumprimentos da praxe,

Plúvio.»
- x - 

[Texto reeditado em 05.Jan.2014. Como apodreço em aparente seriedade, céus!]

domingo, 27 de outubro de 2013

Para que se relembre e conste

Amadeo de Souza-Cardoso só viveu de 14 de Novembro de 1887 a 25 de Outubro de 1918. Se isto é um Deus justo, vou ali, já venho.  

“À velocidade da inquietação” – ganda título - é um documentário de 58 minutos redentores escrito por Anabela Almeida e realizado por António José de Almeida que compôs igualmente a música, “Amadeo”. Foi estreado na RTP2 em 11.Dez.2012 e entretanto objecto de algumas reemissões.

A locução esmerada é de Inês Meneses, Paulo Rocha e Pedro Ramos e tem lá dentro a depor, entre estimáveis e competentes pessoas, a Maria Helena de Freitas, mulher linda de fala encantadora, nascida em Lisboa em 1958.

As cartas que Amadeo escrevia deixam-me siderado. Como é que, por exemplo, se podiam dizer aos 19 anos coisas daquelas e naquela deslumbrante letra-charrua? E a carta ao irmão António, a poucos meses de, fez agora 95 anos, a gripe espanhola o levar, céus!?

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Há quem queira acabar com a RTP2. Meus ricos e bem aplicados impostos. Porque não acabam antes com as Forças Armadas, hã? Isso, sim, é que seria poupança na despesa do Estado e ganho na decência da Civilização.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Há razões para acreditar num mundo melhor

Com certeza que há. Não se vê é razão, que não seja a de alguma incompetência linguística, para que num belo clip, com muita massa atrás, os dias tenham sido postos a chover:
Por cada dia em que chove, s.f.f..
Aqui quem chove sou eu.

Já a Inês Meneses diz - Tentações, separata da Sábado de 29.Dez.2011 - que no restaurante Da Terra Também há um vinho tinto que gostámos.
De que gostámos, foda-se. Se fosse um vinho tinto que degustámos, vá que não vá.

* Por cada dia de chuva não custava nada.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Frivolidades

Tentações é uma separata da revista Sábado, bem feitinha e de proveito, em que os críticos atribuem às coisas sobre que se pronunciam – livros, filmes, espectáculos, discos, comes e bebes … - notas percentuais.
Por exemplo, na Tentações de hoje, o Eduardo Pitta dá 10% a uma novela do Paulo José Miranda – “Com o Corpo Todo”, edição da Ulisseia. Diz da coisa o Pitta:
Foda-se, como é possível levar a sério quem escreve assim? Como é possível uma chancela prestigiada como a Ulisseia andar a vender merdas destas? Quero ver se não compro.

Já a Inês Meneses dá 38% ao Paradigma, restaurante de Cascais [se Deus quiser, nunca hei-de comer lá], e 69% - curioso número… - ao À margem, na Doca do Bom Sucesso, em Lisboa, rematando assim:
Acho que já tinha dito que engraço aqui e ali com a Inês Meneses.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Bosch é brom*

«eu também vou ao brunch de quando em vez. (Evitar a frase "ela faz um bom brunch".)»
- Inês Meneses | Sábado/Tentações, 11.Ago.2011
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

«O planeta Mamas»

Peço emprestada esta crónica da Inês Meneses para a dedicar ao blogger - entre os bloggers eruditos com pretensão literária, na blogosfera portuguesa - mais obcecado por mamas que conheço*.
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* ... e mamas que não conheço.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Abraçar

Gosto desta crónica da Inês Meneses.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Concordo com a Inês Meneses

«Cuidar é a prova de amor mais bonita que se pode prestar (quando o amor presta).»