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domingo, 17 de maio de 2020

José Cutileiro [Évora, 20.Nov.1934 - Bruxelas, 17.Mai.2020]

De luto por mais um dos bons que se desprenderam do hífen maldito, remeto para o verbete de 03.Mai.2020.

Conversas recentes de José Cutileiro:
No Sol, Nov.2017   //   No Observador, Nov.2017   //   No DN/TSF, Mar.2020

Último "In Memoriam" no Expresso, 16.Mai.2020:
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«[...] uma experiência universitária breve, cumulada ao seu sempre inteligente comentário sobre os rumos do mundo, para as nótulas sobre o quotidiano e as suas histórias com os outros que deliciam no seu “Inventário” bloguista, bem como os ricos obituários de figuras, algumas ignotas para quantos não faziam parte do mundo anglo-saxónico que era a sua nunca desmentida “praia”, escritas semanalmente no “Expresso”, num estilo que se distinguia por não usar pontos finais a sincopar o texto, o que, em jeito de homenagem, arremedo neste que aqui lhe dedico, na hora da sua morte, que hoje foi anunciada, com um beijo de pesar à Myriam.»

Uma vez sem exemplo, acho pertinência e graça a FSC — salvo quanto à prática do Acordo Ortográfico lesa-pátria que defende desde o primeiro momento, alinhado com José Sócrates que o mandou insanemente aplicar — no excelente arremedo que hoje faz do estilo de José Cutileiro que, já agora, sempre repudiou e nunca se rendeu à ominosa reforma ortográfica de 1990.
Seixas da Costa refere, com alguma imprecisão, os pontos finais sincopantes que JC não usava no texto dos seus obituários. Convém esclarecer que a abstinência apneica de ponto final se cingia ao extra-longo primeiro parágrafo e consistia em algo mais: era evidente o gozo, sei lá se sádico, com que Cutileiro plantava o predicado da oração principal quase sempre a anos-luz do sujeito, deixando não raro o leitor às aranhas. Como aqui dei conta.

domingo, 3 de maio de 2020

Gonçalo M. Tavares e outros

Reconheço-me leve e acentuadamente louco, obstinada e moderadamente compulsivo.
Da primeira, 06.Jan.1973, à mais recente, 01.Mai.2020, comprei e li todas as 2479 edições do Expresso. Por maior discordância ou desapontamento que ao longo destes 47 anos o semanário de Francisco Pinto Balsemão frequentemente me suscitou, julgo ter conseguido recolher de cada número proveito equivalente, no mínimo, ao dispêndio. Às vezes por uma única página, um determinado artigo. 
Não fosse por mais, e desta vez, como felizmente quase sempre, é por mais [basta não faltar, por exemplo, o "In memoriam", obituário semanal pela pena prodigiosa de José Cutileiro*], as duas páginas do  "Diário da peste - Dois séculos tem este século**" que Gonçalo M. Tavares vem assinando na E, revista do Expresso, desde 04.Abr.2020, resgatam com rendimento milionário, tornando quase simbólicos, os 4,00 € do jornal. Na edição de anteontem:
«[...]
Dois humanos não podem olhar para o céu ao mesmo tempo. Em alguns momentos, o céu é demasiado pequeno para dois, quanto mais para muitos...
[...]
Alguém leva uma pedra para espancar o mar porque a filha se afogou ali.
[...]
A Europa está mudada.
Em pouco tempo o medo põe o humano a aceitar a pergunta: para onde vai?
Temos todos de novo 5 anos.
A até alguém com mais de 90 anos está na rua como se perdido do pai.
Pode ser mais tarde ou mais cedo.
Mas toda a gente se perde do pai.
Pelo menos uma vez.
[...]»

E daí, Plúvio?
Nada. Compre e leia.
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Também li. Concordo incondicionalmente com Miguel Esteves Cardoso.

** «[...]
O segundo século XXI começou em Wuhan.
O primeiro, nas Torres Gémeas, 2001.
[...]»
Crónica de 25.Abr.2020

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Morte tira-nódoas?

Sou dos que, nos decénios de 70, 80 e 90 do século passado seguíamos com emoção as transmissões dominicais na RTP das corridas de automóveis de Fórmula 1. Pelo que eu mais aguava, como qualquer espírito bondoso que se preze, eram as ultrapassagens, os encostos, os despistes e as broncas. E, claro, também tinha os meus preferidos: Carlos Reutman, Emerson Fittipaldi, Ronnie Peterson, Jochen Rindt, Niki Lauda, Jody Schekter, Gilles Villeneuve, Keke Rosberg, Alain Prost [quase toda a gente dizia Álan Prost com Álan paroxítono em vez de Alã agudo, coisa que me encanitava substancialmente], Michael Schumacher... E não, nunca gostei de Ayrton Senna e simpatizava menos ainda com Nelson Piquet; que se há-de fazer?, é das hormonas.
Os comentadores titulares eram Adriano Cerqueira [1938-2005], que sabia pouco, Hélder de Sousa, que sabia mais e José Pinto [1947-2018], que não sabia nada, mas quem sabia tudo, tratava os pilotos e os carros por tu, morava no mundo e falava alemão era Domingos Piedade que nasceu em 1944 e morreu, faz uma semana e meia, em 30 de Novembro de 2019, pessoa que muito admirava e fui admirando até admirar menos ao saber disto e ao saber disto.
Li o que disse a imprensa na morte de Domingos Piedade. Afigurando-se pacífico que ninguém esperaria, nem se justificariam, títulos como, sei lá, "Morreu um benfiquista vígaro", de resto soez, certo é que quem não saiba do falecido senão o que Diário de Notícias, Jornal de Notícias, i, Correio da Manhã, Jornal de Negócios, A Bola, Sol, Observador, Sábado e Visão [no caso desta, pela mão do editor Manuel Barros Moura, com uma ligeira e quase envergonhada nota menos radiosa: «... acabando por se ver envolvido em vários processos judiciais.»] escreveram agora sobre ele, há-de ter pensado que Portugal perdeu um santo. Mas quem deveras se alambazou na unção de DP foi a jornalista Rita Bertrand que assinou na Sábado de 05.Dez.2019 um obituário que mais parece memorando de beatificação. Desta vez os deuses deverão ter enlouquecido já que até o Correio da Manhã, que viceja no escândalo, deixou imaculada a biografia do morto.
É em tal contexto de consenso jornalístico acocorado que não posso deixar de aplaudir a jornalista Filipa Almeida Mendes que no Público de 01.Dez.2019 — "Morreu um dos rostos da F1 em Portugal" — contou o que tinha de ser contado. Ninguém mais o fez.
Muito estranhamente, ou talvez não, o Expresso ignorou a morte de Domingos Piedade. 

Quem, como sempre, não ficou mudo foi o frenético professor Marcelo, ainda o cadáver estava morno. 
Surpreendente seria se não tivesse exarado qualquer coisa. Por isso é que me espanta muito, e mal compreendo, que nem um pio do presidente-arlequim tenha soado pela morte de figura tão unânime e universalmente apreciada como a de Mahfuzur Rahman Khan [19.Mai.1949-06.Dez.2019]. Incompreensível e inaceitável silêncio!
Pois bem, para vexame do inquilino de Belém, até o Correio da Manhã, tablóide proscrito pelas mentes asseadas [é por isso que também o assino], não deixou de dar, não obstante o erro duplicado na data de nascimento, devido e tempestivo destaque à morte do senhor Mahfuzur, perda irreparável para a humanidade.
Ora, como sabemos e convém não esquecer, o Bangladesh sempre que o dólar sobe.
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Já que estou com a mão na massa, pergunto se conhecem na língua portuguesa melhores obituários do que os urdidos pelo magnífico José Cutileiro. Eu não conheço.
Assim, por que esperam os prelos para parir ppppp uma colectânea das fantásticas peças literárias que JC vem publicando, "In Memoriam", no Expresso desde 2004?
Se temos crónicas em livro de José Tolentino Mendonça, se as temos de Pedro Mexia, de Clara Ferreira Alves, de José Gameiro, de Luís Pedro Nunes [com um dos títulos mais pretensiosos, pífios e desconchavados algum dia vistos, que apetece equiparar ao pernóstico "Joan Miró: Materialidade e Metamorfose" com que crismaram pomposamente por cá uma exposição de 80 e tal obras, que visitei, de qualidade e coerência muito discutíveis, do catalão de que só em Barcelona há 14 mil para ver..., e os pategos tugas vaidosíssimos de também termos mirós], todos colunistas do Expresso, por que quebranto, com tanta merda à venda nos escaparates deste país [12 mil títulos por ano], ainda não houve lugar para um livro de obituários — como este, por exemplo, sobre o mirabolante Scotty Bowers [1923-2019], no Expresso de 09.Nov.2019 — escolhidos entre os cerca de 800 que José Cutileiro redigiu até hoje? Escrita magistral, informação copiosa, ironia jorrante.
Que objecto mais guloso tal livro seria... 

sábado, 2 de janeiro de 2016

Todas as semanas José Cutileiro avia um morto

Um dos meus abscônditos e impartilháveis divertimentos é o de contar as palavras interpostas entre o sujeito e o predicado da oração principal do mítico e extenuante primeiro parágrafo dos obituários — os melhores da imprensa portuguesa — com que José Cutileiro [JC] nos desafia, regala e ensina no Expresso.
Por exemplo, «Bajraj Khyatriya Birabara Champati Singh Mahapatra morreu no passado dia 30 de Novembro.» seria uma abertura quase inimaginável em JC. 
«Bajraj Khyatriya Birabara Champati Singh Mahapatra, último Rajá de Tigiria, reino de menos de 60 quilómetros quadrados no meio das florestas de Odisha na Índia Oriental, onde os seus antepassados se estabeleceram em 1246, desde então assegurando o poder em linha pura e varonil, havendo ele próprio subido ao trono em 1943, aceite de bom grado o domínio inglês quando este chegara, entendendo-se para vantagem mútua com a Companhia das Índias Orientais que lhe deixava grande liberdade de acção, incluindo cobrança de impostos nos seus domínios tradicionais (numa governação invulgarmente tolerante, a única cadeia do reino era um telhado assente em quatro colunas, sem paredes: a pena mais pesada era o Rajá deixar de falar ao condenado) e aceitando, em 1947, o estipêndio decretado pela Índia independente governada pelo Pandita Nehru — muito menor do que os rendimentos históricos que até então lhe haviam cabido e suprimido em 1975 pela filha de Nehru, Indira Gandhi —, morreu no passado dia 30 de Novembro, depois de doença breve sobre velhice debilitada, na sua residência há 28 anos, miserável casebre de terra batida com asbestos por telhado que deixava passar água da chuva, em cama pobre de madeira, grande oleado a servir de manta e meia dúzia de cadeiras de plástico, cercado por muitos súbditos fiéis que em multidão se transformaram na cerimónia fúnebre que se seguiu, cada um dos camponeses de Purana Tigiria pagando 10 rupias para a cremação, tal como lhes havia pedido o Rajá (o qual nos últimos anos preferia que lhe chamassem “ajá”, o que na língua local significa “avô”).
[...]»
Do sujeito principal ao predicado «morreu», 148 palavras; 255 palavras — contando como uma as seis do mnemónico nome do Rajá — antes do primeiro ponto final.
É quase sempre assim. Além do gozo salutar de ir escandindo a bela prosa, a divisão das orações nos primeiros parágrafos de JC não deve andar longe da eficácia do sudoku na profilaxia do Alzheimer. 

O pior é quando de longe em longe o nosso diplomata se passa dos carretos, atalha cerce e temos de engolir a saliva que ficou por gastar na falta das orações com que semanalmente se compraz a atormentar o fôlego do leitor até ao primeiro ponto final da peça. Foi o que aconteceu em 21.Fev.2015 [«Carl Friedmann Djerassi morreu na sua casa de São Francisco da Califórnia no passado 31 de Janeiro de complicações de um cancro nos ossos.»] e ia sucedendo em 15.Ago.2015 [«Samuel Pisar, que morreu de pneumonia em Manhattan em 27 de Julho passado, foi um advogado internacional especializado em relações económicas,»], não fora o primeiro ponto final da peça surgir à distância apneica de 243 vocábulos, assim se compensando o leitor adicto, como eu, da frustração de entre o sujeito e o predicado principais não haver senão a míngua de 11 palavritas.

Para que se não diga que o Plúvio é um chato.

domingo, 19 de abril de 2015

Fiat lux

Um homem nunca deveria ser privado de luz.
Fiquei fã de John Simopoulos, 12.Jun.1923-04.Mar.2015*, desde que José Cutileiro mo apresentou, já memória, no passado dia 11, não sem se ter divertido e gozado com o  fôlego do leitor interpondo as habituais, no mínimo, 245 palavras entre o sujeito e o predicado [John Simopoulos ... foi exemplo inigualável do que era um professor de Oxford,] e mais 200 até ao primeiro ponto final, do primeiro período**.
«[...]
Sem liberdade de vagabundagem intelectual e de ócio, o conhecimento teórico definhará. (O risco em Portugal aumenta por filistinismo generalizado: as pessoas querem ser doutor/as não para saberem mais mas para "passarem a portugueses de primeira").
[...]»
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* Morre-se muito a partir dos 90.

** Sábado, 21 de Fevereiro de 2015, foi o dia em que José Cutileiro perdeu a cabeça: Carl Friedmann Djerassi [29.Out.1923-30Jan.2015*, um dos pais da pílula contraceptiva] morreu na sua casa de São Francisco da Califórnia no passado dia 31 de Janeiro de complicações de um cancro dos ossos.
Falou e disse.
* Morre-se muito a partir dos 90.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Efeitos secundários de viver

Passei ontem 4 horas e meia, sem me levantar do sofá nem mudar da CNN, nas exéquias de Whitney Houston.
Pela enésima vez neste fadário de descrença, espanto e deslumbramento, voltei a sentir que há:
- uma aparente diferença entre estar vivo e estar morto, ser vivo e estar morto, estar vivo e ser morto, ser vivo e ser morto, etc.;
- uma óbvia diferença entre ter fé e não tê-la, etc.
[Para FAQ sobre a matéria, favor dirigir-se a
este guichê.]

Apreciei muito a Alicia Keys e, não tanto mas não menos,
a persistência indiscreta do debrum da sua lingerie. As lágrimas e o preto ficam-lhe a matar. “Send me an angel”, a Alicia é linda.
Também gostei de conhecer a
família Winans.
O pastor Marvin canta, o pastor Marvin toca, o pastor Marvin
fala. Este pastor é um eyjafjallajökull.

Enfim, mais uma prova de que na América é tudo em grande. Só estranho como ainda não usam caixões a motor.
Let the church say amen. Seja.
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A propósito…
Oração fúnebre
Imagino o íntimo gozo, levemente sádico – gerundial, parentético, travessonado, pontovirgúlico e apneico - do velho doutor Kotter, a desafiar semanalmente à descodificação do genoma sintáctico do primeiro parágrafo os leitores fiéis dos seus defuntos.
Confesso que me estimula. Venha de lá o morto seguinte!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quo usque tandem abutere, Cutileirus, patientia nostra?

Qual é o predicado na oração de que Manuel Fraga Iribarne é sujeito, raios?
mas ficando-lhe também o quê, foda-se?
Uma pessoa lê, relê, procura, reprocura e nicles.
Até quando irá o José Cutileiro supliciar-nos com a longa apneia sádica do eterno primeiro período dos seus obituários? No In Memoriam do ilustre galego, não faz a coisa por menos de 318 [!] palavras antes do primeiro . final, em Aznar.
Tenha dó, senhor embaixador.

sábado, 24 de setembro de 2011

O período é uma cena que

Caríssimo leitor, ora experimente ler devagar até ao primeiro ponto final, concatenando sujeitos, predicados e complementos que, garanto, fazem todo o sentido pese o risco de sufocação:
«Burhanuddin Rabbani, presidente do Alto Conselho da Paz afegão que morreu na terça-feira passada quando suposto emissário de confiança de chefes talibãs interessados em negociar com o Governo de Cabul acordo que permitisse a ambas as partes desenharem e aplicarem compromisso que tirasse o país da beira da guerra civil para a qual está constantemente a resvalar foi admitido em sua casa e levado à sua presença, fazendo explodir engenho mortífero que trazia escondido dentro do turbante no momento em que recebia saudações de boas-vindas, era figura conceituada da teologia sunita muçulmana, respeitado em centros de saber islâmico no Egipto (onde fizera os seus estudos de pós-graduação e se ligara muito à Irmandade Muçulmana), na Arábia Saudita, no Iraque, no Paquistão e no seu próprio país (aluno tão distinto que fora convidado para professor de lei e teologia islâmicas na universidade de Cabul aos 23 anos) mas será mais lembrado como homem de Estado do que como homem de Deus pois, desde antes da invasão soviética do Afeganistão em 1979, participara animadamente na luta pelo poder em Cabul havendo fugido para o Paquistão em 1974, protegido por estudantes que o ajudaram a ludibriar a polícia que o queria prender na faculdade, tivera papel muito importante na resistência à ocupação estrangeira e na vitória sobre os ocupantes e sua expulsão, entre peripécias com muitos altos e baixos chegara por duas vezes à Presidência da República – de 28 de Junho de 1992 a 27 de Setembro de 1996; de 13 de Novembro a 22 de Dezembro de 2001 – e, embora inimigo político do Presidente Hamid Karzai, chefiando o principal partido da oposição, fora por este convidado há quase um ano para presidir oficialmente ao Alto Conselho da Paz, pois era visto como incarnando a melhor esperança de se vir a conseguir um modus vivendi estável e duradouro entre as múltiplas tribos e facções afegãs – as quais nunca estão nem bem em paz nem bem em guerra umas com as outras e têm de ser tratadas com muito jeito por qualquer poder central que haja – aproximando-as do equilíbrio que ao longo de séculos o país muitas vezes conseguira quando entregue a si próprio.
[…]»
Apre!

Comparados com este, os períodos do professor Adriano Moreira soam a levitante minimalismo lacónico.

PS
José Cutileiro, honra lhe seja, escreve de acordo com a antiga ortografia, tudo indiciando, a bem das letras todas, que não tenha entrado ainda na menopausa.