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sábado, 13 de maio de 2017

Música

«[…]
Pedro Barroso não é autor de concessões ao fácil, ao “light”, à fama fútil e efémera. Soube criar, com mestria, a sua forma ímpar de estar no mundo da interpretação e da criação musical e literária. A sua música tem um especial sabor épico, que a sua forma de a transmitir acentua sublimemente. Os seus temas cruzam tempos numa simbiose natural de vivências e memórias, anseios e esperança, sonhos e utopias, de “passado contido no futuro” e de futuro prenhe de pretérito. Nele, a portugalidade é enaltecida e jamais olvidada (“a nação ternura”), sem, porém, esquecer o que não nos enobreceu ao longo da (nossa) descoberta.
[…]»

Bagão Félix passou-se. Bagão Félix precisa de otorrino urgentemente. Que literatura ou poesia tem lido Bagão Félix? Que música ouve, que compositores aprecia? Que estranhas coisas dirá o dicionário de Bagão Félix do verbo «criar» e do adjectivo «sublime»?
Ora bem. Sucede que «PB não é autor de concessões ao fácil» ... nem ao difícil, simplesmente porque não consegue, não pode, falta-lhe o duende, não nasceu para aquilo.
«mestria» ... «criação musical e literária»? Ó Bagão, tento na língua.

Literariamente, Pedro Barroso não alcança sequer a carpintaria de Quim Barreiros.
O engenho e a criatividade do músico Pedro Barroso variam, empolgam e enfeitiçam como a névoa do lusco-fusco.
Homenzarrão, vozeirão, talento minguado. O pior é que se leva a sério e levam-no a sério — caso do bom do Bagão Félix — como grande artista.

Comparados com Pedro Barroso, os irmãos Sobral são puro Bach.
Se o Salvador não ganhar logo à noite em Kiev, confirma-se aquilo de que se suspeita: a Europa anda surda.
O arranjo de Luís Figueiredo, céus, aquele arranjo!… Magia.  
Bravo, João Dias! A humanidade ainda não está inteiramente perdida.

sábado, 16 de abril de 2016

Rui Massena, em português vernáculo com 13 links e reticências

Vai escarcéu no mercado musical em torno do disco "Ensemble" que Rui Massena gravou com a — clicar, s.f.f. — Orquestra Sinfónica Nacional Checa.
Que dizer? Pouco, quase nada.
Rui Massena ter-se-á por um génio. 
Com todo o respeito pelo ofício para que afanadamente se adestrou na escola, o compositor Rui Massena vale pouco. 
Não esperava dizer isto, mas as criações soporíferas e óbvias de Rui Massena transformam o maçudo redundante Ludovico Einaudi num genial colibri de espanto e inquietude.
Rui Massena está para as pianadas como Rão Kyao para os pífaros. São falhos de rasgo, os deuses ignoraram-nos descaradamente na caprichosa e avara distribuição a certas criaturas do dom raro e precioso … ai como se chama? … aquilo, porra, … parecido com passevite … …, isso, eureka!, do dom raro a que chamamos wit. Já Camões, E vós, Tágides minhas ..., não era senão wit ao que aludia.
Por exemplo, estas modulações em Ré maior/Si menor... **  Piroseira rançosa a fazer o menino da lágrima * soarRubens  vintage.
Oh inefável, oh imorredouro peiderman!...
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* Excurso breve pela História da Arte.
** Houslisté jsou pěknéEu não dizia?...

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O melhor candidato e a nóvoa dinâmica de mudança

«[…]
Por mim não tenho dúvidas. Sampaio da Nóvoa não vai cruzar os braços e vai ser o nosso futuro presidente da República. A minha mulher diria "Deus o proteja", mas eu, que não sou religioso, limito-me a pensar que vai ser eleito, como é tão necessário para Portugal.»

Desde a conversa com António José Teixeira na SIC Notícias, em 25.Jun.2011, passando pelo notável discurso no Centro Cultural de Belém, em 10.Jun.2012 [entre os três ou quatro melhores dos últimos 40 "discursos do 10 de Junho", a par — não o esquecerei — do de Jorge de Sena em 1977, na Guarda], que ando de olho no doutor António Sampaio da Nóvoa.

Tudo ouvido, tudo visto, que acho hoje de Sampaio da Nóvoa, na sua eterna barba de cinco dias?
Custa-me dizê-lo, tanto mais que se perfila para suceder, eleito pelo discernimento popular, ao insuperável penoso bípede que temos no palácio desde 2006: Sampaio da Nóvoa afigura-se-me um prolixo cagão culto, com um pensamento helicoidal aparentemente blindado à dúvida e à incerteza humanas.
Ná..., não me convence a aceleração com que afirma tudo.

Ainda há dias [i de 02.Mai.2015], Ana Sá Lopes quis saber:
«- É católico?»
Esperar-se-ia, para uma pergunta simples de duas palavras, uma resposta simples de no máximo, vá lá, até quatro palavras considerando a pontuação, do tipo «Não.», «Sim, sou.», «Não sou.», etc.  
Pois que respondeu o adivinhável futuro presidente de Portugal, país eminentemente católico, e decerto tendo isso em conta?
«Eu tinha uma relação profundíssima com a minha mãe. Já uma vez respondi assim: “Não sei responder a essa pergunta, mas a minha mãe é capaz de responder por mim.” Se ela estivesse cá para responder, seria capaz de responder melhor do que eu sou capaz. Tenho uma dimensão espiritual, religiosa, muito forte na minha vida, mas, como muitos de nós, sou-o à minha maneira. Ainda ontem, depois do anúncio da candidatura, a primeira pessoa a quem falei foi ao prior de Oeiras, que é uma pessoa por quem tenho uma consideração enorme, uma amizade enorme.»
95 palavras, pontuação excluída.*

«- Mas não consegue dizer que é católico?
- Não, não consigo dizer.»

Temos assim que a nóvoa dinâmica de mudança propugnada pelo brilhante académico nos 43 minutos [SIC Notícias, 30.Abr.2015] de conversa com a óptima Ana Lourenço, no dia seguinte ao da apresentação da sua candidatura**, não autoriza a quem se propõe imprimi-la respostas singelas e limpas a perguntas como:
- Prefere Super Bock?
- É contra o Acordo Ortográfico?
- Come a pele da alheira?

Já os religiosos dois, por ora, clips oficiais de candidatura têm uma música de fundo que mais soa a névoa merdíflua do que propriamente a incitamento. Antes o Rão Kyao... 
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* O quê?, foi verificar a minha contagem, leitor desconfiado!? OK, são 96; em rigor, cerca de 94.
** Aqui, o texto na íntegra, com itálicos em pose, para quem prefira ler ou não entenda língua gestual.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Coisas que a gente sabe, perdão, sente.

Nunca achei Rão Kyao - acompanho-o regularmente desde que, ainda João Ramos Jorge, tocava jazz num sax tenor nos anos 70 do século passado - um músico genial, sequer excepcional ou mesmo muito bom. Digamos que era um saxofonista tecnicamente limitadíssimo e ele saberia; tanto que se virou para os pífaros.
- E pífaro, Plúvio, toca ele bem?
Benzinho, mas, convenha-se, nada de génio ou sublimidade.
- E como compositor, Plúvio?
Bom, como compositor tudo muda de figura: Rão Kyao é provavelmente o pior músico do universo.
Aí o temos de novo, tónica-dominante-dominante-tónica-vira-o-disco-e-toca-o-mesmo*, autorizando que, ouvido a seguir, Quim Barreiros soe a puro Bach.
- Mas ó Plúvio, nem excelente pessoa?
Lá isso é. E traja a preceito.
Agora, bom, bom, genial é Gonçalo M. Tavares. Por exemplo:
- Finalmente, ó Plúvio, que credibilidade, digamos, têm os teus gostos? Ou saberes, vá.
Ahahahahah! Há quem ria hahahahaha!, mas não é o mesmo riso. E pode tratar-me por você. 
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* Enfim, isso era no vinil, que hoje é mais muda de coiso e toca o mesmo.  

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Não ganho emenda: a música do Rodrigo Leão é uma merda.

Se, com esta proclamação de lesa-gosto da pátria culta incorro nalguma coima, que se foda; como diz o outro, estou-me marimbando, não pago.
Mas o que não falta ao rodrigoleonismo, que nem minimal-repetitivismo alcança ser, tomara ele, é aparato e boa imprensa. E, sim, produção excelente.
Por exemplo, o João Gobern, sujeito simpático, muito sabido e de gosto geralmente recomendável, não será propriamente o melhor paradigma de êxtase acrítico. Bem pelo contrário, tenho-o por ponderado e exigente. Mas com o Rodrigo Leão o sentido crítico parece deslassar-se-lhe. Ainda anteontem, na 2.ª hora do Hotel Babilónia, chegou a afligir a bajulação prostrada, quase religiosa, do Gobern e do Pedro Rolo Duarte, ao convidado RL. E no Correio da Manhã do mesmo sábado escrevia JG acerca do Leão: … um melodista intuitivo e feliz'A Montanha Mágica' é outro capítulo sublime
Melodista, o Rodrigo Leão? Sublime? O João Gobern não faz a coisa por menos?
Se o músico Leão é isso, que qualificações usar para, por exemplo, Tom Jobim?
Se a música que o RL cria é sublime - tenhamos tento -, então o Rão Kyao é o Bach dos pífaros.

A influência da tribo continua impressionante…

Cá para mim, que arranho uns acordes, valem mais em melodismo e em sublimidade quaisquer quatro compassos seguidos do José Mário Branco, por exemplo, do que todas as partituras do Rodrigo Leão.   
Já a densidade discursiva e filosófica do homem – que, para piorar as coisas, dá todo o ar de se levar a sério - faz do Tony Carreira um exegeta.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A palavra evento

é uma insuportabilidade pestífera; o Rão Kyao, um músico medíocre.
Ainda assim mas não sendo fácil, consigo imaginar castigos mais duros do que assistir a um Evento abrilhantado pelo Rão Kyao. Não vejo, por exemplo, como pudesse aguentar sem cuidados paliativos um Evento abrilhantado pelo Rão Kyao com a participação especial do David Fonseca e da Eugénia Melo e Castro.

Caro leitor, lamento mas se vem aqui à procura de maledicência, close ou return. O que não falta por aí são blogues especializados nela. Este é mais do tipo chuva.