sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Oficiais, sargentos e praças

No DN de ontem – “De camuflado só os argumentos legais” -, o magnífico Ferreira Fernandes trata do queixume sedicioso que vai engrossando nos quartéis com, a meu ver, inesperada candura e benevolência.
Insisto, «Para que serve, afinal, a tropa?» e continuo a não ver senão um modo de resolver o assunto: extinguir as Forças Armadas e reciclar toda a cangalhada com que parasitariamente se entretêm, dos pára-quedas aos submarinos,  removendo – para já, em Portugal, tanto mais que não precisamos de exércitos para nada e mesmo que precisássemos, ai de nós, de pouco nos serviriam, morigerando os costumes e dando exemplo ao Mundo [como fizemos, sei lá, com a pena de morte], - essa milenar chaga de civilização, ominosa engrenagem de morte que só pode envergonhar o ser humano. Sim, eu sei que o MAL nos é talvez endócrino e que, às vezes, nada como uma granada à mão e um soldado que a maneje com eficácia – de preferência, do nosso lado – para evitar males maiores.
Ainda assim, julgo que estamos em boa altura e com pretexto razoável para pensar a sério no assunto. O senhor doutor Pedro Passos  Coelho, oferecendo o peito às balas, sempre aproveitaria para exibir a coragem de que tanto se ufana; o senhor doutor Vítor Gaspar haveria de, com vénia, dizer, como usam do Ambiente dizer os beatos da Quercus, «o Tesouro agradece.»; por fim, que não benefício menor, o senhor dom Januário teria de ir pregar para outra freguesia.