terça-feira, 29 de março de 2016
sábado, 26 de março de 2016
«as senhoras vão gostar muito»
«[...]
Mas claro que nem só de miúdos vai viver o 4DX. Luís Brito, 50 anos e coordenador de eventos corporate, à saída da sessão-teste aprovava o sistema: "Aquilo permite uma sensação orgásmica! Diria que é uma experiência sensual e que as senhoras vão gostar muito."
[...]»
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Fervor em manobras
sexta-feira, 25 de março de 2016
Paris-Bruxelas: Cazeneuve às apalpadelas
Ministro francês da Administração Interna*, ontem:
Aqui avivo em auxílio de monsieur Bernardo Casanova — não precisa de agradecer — três elementos que ligam inconsutilmente as matanças de 13 de Novembro passado e de 22 de Março corrente, para não falar de todas as outras interligáveis: Alá, Maomé, Alcorão. O resto pouco mais será do que ruído e entretenimento.
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* Reconheço que a polícia é pouco calhada para a "intangibilidade dos elementos", mas pergunto-me se não é tempo de levar a Teologia ao senhor juiz de instrução; e constituí-la, agora que é moda, arguida com termo de identidade e residência. No mínimo. Tal como o ambiente, como diziam Inês e Francisco nos oito anos de "Um minuto pela Terra", talvez a civilização, em que me calhou nascer e em que gosto de habitar, também agradeça.
A Inês e o Francisco das «rãs e outros insectos»; lembram-se?
A Inês e o Francisco das «rãs e outros insectos»; lembram-se?
terça-feira, 22 de março de 2016
Maomerda em Bruxelas
Com a infinita e omnipresente ternura de Deus do Papa Francisco e uma leitura correcta do Alcorão, o afecto do presidente-arlequim e a clarividência de todos os BEatos do planeta, mal é que a coisa não se resolva.
Terça-feira santa, 22 de Março de 2016
. 10h35, António Costa, nos Açores, reagindo, com pensamento estagiado em longos e acarvalhados séculos de ponderação, ao assassínio de César por Bruto e ao seu próprio não envenenamento cada vez que engole sílabas da 'constituição' e das 'instituições':
«Não podemos estar sempre a responder por impulso cada vez que há um atentado. […] Por cada atentado que ocorre há dezenas de atentados que não ocorreram.»
Ai de nós se o doutor António Costa fosse impulsivo.
. 11h00, Isabel Estrada Carvalhais:
«Eu vinha hoje para o estúdio acompanhada do meu filho de oito anos a pensar que quando eu tinha a idade dele ninguém me falava de terrorismo, eu não ouvia falar de terrorismo. Quando ouvia falar de terrorismo, estava associado a uns grupos de guerrilheiros algures na América latina e até havia uma espécie de áurea, quase nobre, passe a expressão, nesses grupos.»
Isabel Estrada Carvalhais nasceu em 1973. Se por alturas de 1981, aos oito anos, não ouvia senão aquilo acerca do terrorismo, é porque não lhe permitiram saber o que o terrorismo já vinha sendo, o que, convenhamos, tratando-se de criança de oito anos, não era grave nem importante.
Grave e deveras penoso é que Isabel tenha chegado a professora doutora, escritora, colunista e comentadora especializada, sem ter ouvido falar no erro tosco da troca do substantivo 'aura' pelo adjectivo 'áurea'.
«Tive oportunidade, já, de transmitir a Sua Majestade o Rei dos belgas — ena! — o pesar, o repúdio e a solidariedade do povo português e estou a acompanhar atentamente a situação, incluindo no que respeita à nossa compatriota ferida num desses ataques.»
. 12h47, Sónia Ferrador, enfermeira em Bruxelas, parceira de quarto da 'nossa compatriota ferida':
«Ela não está ferida, não tem qualquer ferimento.» *
. 12h52, Felipe Pathé Duarte:
«Aprofundando um pouco a análise…, a radicalização e o radicalismo nunca vão desaparecer no espaço europeu, no espaço das sociedades democráticas, nas sociedades ocidentais. Porquê? Há-de haver sempre o choque entre a expectativa e a dimensão factual. Ora bem, no choque entre a expectativa e a dimensão factual, nem sempre a dimensão factual permite que a expectativa seja cumprida […] Essa mesma radicalização tornou-se permeável a uma outra narrativa […] Neste caso, é uma narrativa puramente identitária.»
Pum!!!
Pum!!!
. 14h37, BEata Marisa Matias:
«Não se pode continuar a cultivar isto como se fosse uma guerra de civilizações e uma questão identitária.»
Ai pode, pode, senhora doutora! De civilizações é que estas merdas, maomerdas, são também, se não principalmente.
Quem passou a juventude, com o esqueleto ainda em consolidação, a charrar Boaventura de Sousa Santos é inevitável que desemboque nesta clarividência.
Todas as televisões 'acompanharam em permanência'. Foi o que lhes valeu. Estas merdas rendem; maomerdas destas, então, nem se fala.
«Um, dois, experiência; um, dois, experiência ... Chama-se Deus à cabina de som, repito, chama-se Deus com urgência à cabina de som. Obrigado.»
«Um, dois, experiência; um, dois, experiência ... Chama-se Deus à cabina de som, repito, chama-se Deus com urgência à cabina de som. Obrigado.»
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* Parece haver frustração noticiosa sempre que não há portugueses, um luso-descendente de 4.ª geração que seja, relacionados com a estas merdas e maomerdas. Force-se pois a imaginação: enfermeira de Coimbra ferida de susto em Bruxelas; trolha da Covilhã vítima de enxurrada no Sri Lanka, no seguimento de rotura de um autoclismo.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Sozinha nos acontecimentos
«[…] Segundo confirmou fonte da judiciária, a criança estava sozinha em casa na altura dos acontecimentos. […]» - Público, 19.Fev.2016 -, a altura exacta de que se despenhou.
A lua estava em quarto crescente, o Tejo corria para o Atlântico, a noite esfriava e um gato miou, entre outros acontecimentos.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Acordo Ortográfico [106]
Mário Vilalva, "O Brasil e o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa" | Público, 09.Fev.2016
Carlos Fernandes, "O AO de 1990 não está em vigor" | Público, 09.Fev.2016
Carlos Fernandes, "O AO não está em vigor em Estado nenhum" | Público, 20.Fev.2016
Carlos Fernandes, "O AO de 1990 não está em vigor" | Público, 09.Fev.2016
Carlos Fernandes, "O AO não está em vigor em Estado nenhum" | Público, 20.Fev.2016
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Acordo Ortográfico
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Todos e todas
«Cada vez que alguém, prestes a dirigir-se à população, arranca com "portuguesas e portugueses" dou comigo a gritar um grito fininho que me dá cabo dos ouvidos.
[…]
"Portuguesas e portugueses" não é apenas um erro e um pleonasmo: é uma estupidez, uma piroseira e uma redundância que fede a um machismo ignorante e desconfortavelmente satisfeitinho.
[…]»
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Este Orçamento é ...
- ... «um animal mitológico, tem tronco de anfíbio, cabeça de abóbora e próteses como membros. Porque quando se muda a alteração da mudança ao já alterado já não sabe por onde se anda.»
Pedro Santos Guerreiro, "O animal mitológico"
- ... «uma espécie de ornitorrinco, um mamífero keynesiano enxertado de ovíparo austeritário, com propriedades semi-aquáticas europeias. Fora isso, move-se, vai andar por aí, e nós vamos dar muito por ele.»
Ricardo Costa, "Ornitorrinco do Estado 2016"
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Tony Carreira, criação e a honra do cavaleiro
«[…]
A cerimónia de atribuição do grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras a Tony Carreira, em Paris, na sexta-feira, ficou marcada pelas críticas do artista ao Governo português e ao embaixador naquele país, Moraes Cabral, que não autorizou que a cerimónia se realizasse na representação diplomática portuguesa em Paris.
[…]
A Ordem das Artes e Letras (Ordre des Arts et des Lettres, em francês) é uma condecoração concedida pelo Ministério da Cultura da França para recompensar "as pessoas que se distinguem pela sua criação no domínio artístico ou literário ou pela sua contribuição ao desenvolvimento das artes e das letras na França e no mundo".»
DN,19.Jan.2016
[…]
A Ordem das Artes e Letras (Ordre des Arts et des Lettres, em francês) é uma condecoração concedida pelo Ministério da Cultura da França para recompensar "as pessoas que se distinguem pela sua criação no domínio artístico ou literário ou pela sua contribuição ao desenvolvimento das artes e das letras na França e no mundo".»
DN,19.Jan.2016
Não entendo o cagarim de indignação que por aí vai, a começar pelo queixume do próprio.
Avivo: «pessoas que se distinguem pela sua criação no domínio artístico ou literário». Criação.
- Insinuais, Plúvio, que o tuga Tony não cria?
- Cria, pois, ó se cria!
Vejamos, por amostra, sete estrondosos sucessos de venda de que Tony Carreira se fez registar como autor/compositor na Sociedade Portuguesa de Autores [informação recolhida na página da SPA em 07.Nov.2009], facturando, imagina-se que não pouco, os correspondentes direitos de execução, difusão, reprodução.
. Sonhos de menino *
Compare-se: L’idiot, por Hervé Vilard [1981]; composição de Hervé Vilard
Compare-se: Zingarella, por Ajda Pekkan; composição de Enrico Macias [1988]
Compare-se: Uno Tranquilo, por Riccardo Del Turco [1967]; composição de Daniele Pace, Mario Panzeri e Lorenzo Pilat
Compare-se: Toi qui manques a ma vie, por Natasha St-Pier; composição de Julie D’Aimé e Calogero Bros [2002]
Compare-se: Después de ti, qué?, por Cristian Castro; composição de Rudy Peréz [1997]
Compare-se: Cloud number nine, por Bryan Adams [1999]; composição de Bryan Adams, Max Martin e Gretchen Peters
Compare-se: Écris-moi, por Pierre Bachelet; composição de Pierre Bachelet [1982]
Isto é, reclamação a haver, essa mais do que pertinente e que eu saiba não houve, seria junto da República Francesa: que raio de prévia avaliação fizeram da genuinidade criativa deste português espertalhão e bem-sucedido?
Parece-me, assim, judicioso que a embaixada em Paris não se tenha franqueado a esta mal enjorcada e desprestigiante manobra de cavalaria, coonestando-a.
Opinião de José Cid, que não tenho por despeitado, impostor ou incompetente.
A França, que de certo ponto de vista agraciou um larápio, que se precate não vá A Marselhesa aparecer atribuída a Tony Carreira numa qualquer chafarica de registo e cobrança de direitos de … criação.
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* A propósito...
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* A propósito...
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Vitório Rei
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Vitorino Francisco da Rocha e Silva
«[...]
A consertar o chão do país.»
Não sabe doutras línguas, sabe pouco de leis, sem estaleca intelectual nem rodagem política, não tem perfil, aquilo é povo a mais, não sei quê, não sei que mais... Presidente, este homem?! Ó Plúvio, não gozes com a cidadania responsável.
A palavra «cidadania» faz-me salivar do lado esquerdo. Consciente, inconsequente, foi neste cidadão a minha cruz.
Faltam-lhe atributos indispensáveis ao cargo? Nada que uma boa assessoria, por exemplo a do professor Marcelo, não suprisse.
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Arrisco em como o doutor António Costa pensava também neste probo e simpático homem de Rans quando, no passado domingo, desbragada e ofensivamente se congratulou muito em especial pelos portugueses terem rejeitado as candidaturas populistas anti-sistema e fora do quadro democrático...
O actual chefe do governo português é um triste. Um caso muito triste. Ai de nós!
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António Costa
Tenha juízo, Catarina!,
o que o bom do Viriato Soromenho Marques diz hoje, sem o dizer assim, em artigo estupendo.
VSM alude à intervenção da BEata Catarina Martins — com aquele desagradável resvalozinho histérico na prosódia*, eternamente à beira do sufoco por apneia — na Assembleia da República, sexta-feira, 29.Jan.2016.
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* Não me chamo Pedro Arroja nem sou da família, mas tenho bom ouvido.
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* Não me chamo Pedro Arroja nem sou da família, mas tenho bom ouvido.
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BE,
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Viriato Soromenho Marques
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