quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A mulher é o único animal

 
O homem é o único animal

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Suicídio com escoriações ligeiras

Não fosse dar tempo de se arrepender na queda, atirou-se de uma ponte baixinha.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Alberto Gonçalves

- "Quem vem e atravessa o rio"
[Luís Filipe Menezes]
- "A star is porn, ups, born"
[Erica Fontes]
 
Ride, pessoas, ride!

Acordei esta manhã

com o excelente João Paulo Guerra a informar na Antena 1, numa dicção óptima, que acabara de saber  pelo Diário de Notícias que as falências de famílias quadriplicaram com a Troika.
Quadriplicaram? Custava-me crer. Mal pude, confirmei: de facto, o DN não dizia bem isso; dizia bem.
No melhor pano, etc.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

J. M. Coetzee | Ana Cristina Leonardo

Esta manhã, no 329, cheguei à página 72 da desgraça:
Lucy, filha de David Lurie, o protagonista, disserta sobre os cachorros da Katy, uma buldogue abandonada: Eles dão-nos a honra de nos tratarem como deuses e nós respondemos-lhes tratando-os como coisas.
David Lurie redargúi: As Autoridades da Igreja tiveram um longo debate acerca deles e decidiram que eles não têm almas propriamente ditas […] As suas almas estão presas ao corpo e morrem com ele. […]
Vem ainda à baila a senhora Bev Shaw, uma espécie de agente desta coisa lá no sítio.

Lembrei-me logo da meditação, publicada no Expresso, que no sábado passado me entreteve no metro dos Anjos ao Cais do Sodré.

Dinis Janeiro, um menino de 18 meses, morreu faz hoje 15 dias e é por isso e por ele, acho, que a humanidade deveria arreliar-se e fazer luto. Dizer o pitbull responsável pela morte também me parece um ligeiro exagero semântico; mas tenham lá paciência: pôr a vida do menino e a vida do cão no mesmo plano, e a decretada morte do bicho em plano publicamente mais comovido, soa-me a gigantesco desconhavo sanitário.

Ou seja, isto anda tudo ligado* e assim sucessivamente.

Oh minh’ alma peregrina...
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* Os deuses sabem que só reparei no "marcador" com que a ACL etiquetou o seu post na Pastelaria ao relê-lo depois de ter afixado o meu. Enfim, alcatruzes da mesma nora, isto anda tudo ligado.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

À inefável e maviosa Mafalda Lopes da Costa

fica muito mal, com um currículo destes e estas obrigações, dizer, por exemplo,
ou
no púlpito da rádio pública.

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Já um destes dias no luminoso átrio da reitoria, a professora doutora pró-reitora administradora da Universidade de Lisboa, Luísa Cerdeira, referindo-se com enfática e doutoral veemência a um erro de relatório, dizia quanto muito, aquilo será o ensino superior.
Pois eu acho que quanto muito é o ensino básico a claudicar.
Enalteça-se-lhe, porém, o diastema enfeitiçante.

Acordo Ortográfico [75]

"O desastre ortográfico"
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«[…] AO de 1990 — feito, segundo diziam, para "unificar a língua", agradar aos brasileiros e não perder influência em África! É notável, é brilhante, é mais do que prometia a estupidez humana! Perante este facccccccccto, seria de esperar que os nossos sábios e os arautos dos amanhãs que cantariam no português por eles unificado pintassem a cara de preto viessem pedir desculpas públicas. […]»
Onde MST diz pintassem a cara de preto terá decerto querido dizer pintassem a cara de Michael Jackson.
E quando, noutra passagem, escreveu vamos conformarmo-nos, escreveu mal - vamo-nos conformar ou vamos conformar-nos é que seria.

- x -

"A falsa unidade ortográfica"
Maria Regina Rocha | Público, 19.Jan.2013

António Damásio

Alberto Gonçalves

na revista Sábado.
17.Jan.2013
- "O sr. Mourinho é deles"
- "Ninguém esperava isto do PCP"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Alberto Gonçalves

na revista Sábado.

03.Jan.2013
- “A pedinte romena
[Solidariedade/caridade; puro ódio]

- “Um linchamento no pelourinho
[Artur Baptista da Silva]


10.Jan.2013
- “O fanático d’A Bola
[Vasco Lourenço]

- “Se respirar, não presida
[Hugo Chávez]

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Rogério Casanova

na LER de Janeiro de 2013:
 
- "Carne para Kona", acerca de Cloud Atlas 
- ‘Consultório literário’ – Pandeireta das pampas, sobre Maria Madalena de Martel Patrício, prolífica poeta e ensaísta. 

2.A Espiral de Freytag- conto policial de Rogério Casanova, em estreia absoluta. 

3.Eduard Limonov - O hooligan desenvolto, sobre Eduard Limonov e este livro, da Sextante.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ao António Araújo do Malomil

nada há que não se lhe perdoe, de tanto que há para lhe agradecer.
Quem não gastar, devagarinho, todo o tempo que Ho-ba-la-lá demore não sabe quão mal respira.
Muito obrigado, António Araújo. Deus o proteja...  e lhe rasure, se morrer, o Cavaco no currículo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012

e assim recessiva e sucessivamente, sem links nem anexos nem etiquetas nem ponderação:

Desgraça- Aníbal Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas, Paula Teixeira da Cruz.
Pesadelo- António José Seguro.
Ranço- doutor Mário Soares, doutor Manuel Carvalho da Silva, doutor Boaventura de Sousa Santos.
Mais ranço- Dom José Policarpo, Dom Manuel Clemente, Dom Januário Ferreira, Dom Manuel Martins.
Ruína- PCP, BE [delas e deles], Arménio Carlos da Carris.
Embuste- Futebol, Maya, Marcelo, não desfazendo.
Mais embuste- Politólogos em geral, António Costa Pinto em particular e mais em particular ainda dona Maria João Avillez sem falar da fulana da Rádio Renascença – rançus rançorum dii –, Graça Franco, com a ligeira excepção de talvez Adelino Maltez.
Mais embuste tipo Maya- os economistas palradores em geral, não contando os psic e os professores e gestores de recursos humanos.
Melhor de 2012- a persistência nos mercados do atum Tenório.
Mais melhor- de João Quadros a apesar de tudo Herman José, de Ricardo Araújo Pereira a Nuno Markl, de Eduardo Madeira a Alberto Gonçalves e a Ferreira Fernandes, o humor de Portugal.
Pior de 2013 naquilo que já dele se conhece- o afastamento, do e pelo Expresso, de António Guerreiro.
E pronto, não resisti à convenção anual do calendário gregoriano.

Vivam as mulheres portuguesas, vivam!

PS
Tenho votado céptica e regularmente no PS, que tem Francisco de Assis e preferiu o encadernado e penoso Seguro; votei sempre, contra alternativas intragáveis, em Mário Soares por quem não tenho pessoalmente*  um pingo de simpatia. E, claro, não  fossem a música, as palavras e as cores, a par da água e do vento, estaríamos bem fodidos. 
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* Eu disse “pessoalmente”? Eu escrevi “eu”? Caro leitor, perdoe-me se puder.

Já agora, a dado passo da boa entrevista a Fernando Botero, no Expresso/Revista de anteontem, pergunta Alexandra Carita:
- A beleza preocupa-o?
Botero:
- Sem dúvida. Mas a beleza é um termo muito vago e muito preciso ao mesmo tempo. Com a deformação que atribuo aos corpos espero sempre criar beleza. […] O quadro mais belo que existe é de Piero de la Francesca e retrata uma mulher tão deformada que se assemelha a um monstro. É de uma beleza sublime! Para quê pintar árvores, montes e montanhas?
Aqui, ante o leitor perplexo e aguado – que raio de quadro do de la Francesca será, que nem entrevistado nem entrevistadora ajudam a identificar, chiça!? - era dever da jornalista ter ajudado um bocadinho.
Como a Carita não fez o trabalho de casa, tive de fazê-lo. Pois bem: Piero de la Francesca não pintou um único rosto teratológico, muito menos de mulher; donde, o quadro a que Botero se refere só pode ser “A velha grotesca, de Quentin Massys, assim ou assado, etc.
Nada a agradecer, por quem sois.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Na tal quadra

Com suada perseverança
teço rábanos de nada
e quanto à vida, à esperança,
entoo uma filhó a cada.