quarta-feira, 18 de julho de 2012

A palavra 'cultura'

«[...] Foram, em geral, umas criaturas simiescas, furiosas, que acharam que isso da cultura era para ser tratado como um insigne filósofo do século passado, Nietzsche* de seu nome, fez à filosofia: à martelada.»
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* 15.Out.1844-25.Ago.1900 - Na verdade, morreu sem entrar no século passado.

Cagança académica - Relvas, Sócrates, Alegre

«[...] Não citarei nomes, mas não se esqueça de lhes acrescentar um "dr." antes. E quem diz um "dr.", diz um "eng." [...] Quanto mais essencial é o título, menos interessa aquilo a que o título respeita [...]»

terça-feira, 10 de julho de 2012

nunca = sempre - 2

«O fabuloso Teófilo Stevenson [...] nunca conseguiu ganhar um combate ao pugilista soviético Igor Vysotsky, com quem combateu por duas vezes, em 1973 e em 1976.»

O cardeal José Saraiva Martins

é um cómico. Diz ele ao CM de anteontem:
«Se Jesus Cristo hoje viesse à terra teria um computador, utilizaria a internet e falaria através dos jornais, da rádio e da televisão.»
A avaliar pelo que escreveu quando por cá andou...

O fim da Britannica em papel e da época das enciclopédias

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Emocionam-me sempre as dedicatórias que dizem Para o meu pai.

João Carlos Espada, neste mundo às avessas

«[...]
É certo que se trata mais de uma questão de pose do que de saber [...]»

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Miguel Relvas

«[...]
só posso ficar perplexo por ouvir o chefe de um governo, que classificou o programa Novas Oportunidades como um embuste, achar perfeitamente natural e despiciendo que o seu número dois na política e no Governo tenha conseguido concluir uma licenciatura em que apenas prestou provas em quatro cadeiras, sendo-lhe as restantes 32 creditadas à partida, por "equivalência".
[...]»

José Sócrates | Isaltino Morais,

por Alberto Gonçalves.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Miguel Relvas, trafulha por lapso,

Miguel Relvas, emérito doutor, Miguel Relvas,  R & Pórter, Miguel Relvas, amigo de Passos e de Seguro, Miguel Relvas, um abcesso na pinícula nebulosa.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Raquel Alexandra,

essa coisa coiso de que por estes dias se fala, fora objecto, em 2010, de um post do Chove que com outros mil entretanto apaguei mas que não resisto a repristinar. É que a Raquel da ERC é mesmo uma coisa coiso. Ora vejam-na. 

«Barómetro de Agosto *
Depois de 65 passos em dois minutos e cinco segundos de peripatetismo ridículo atrás de um teleponto que se lhe esgueirava pelos corredores do palácio, a Raquel Alexandra, debitando um chorrilho monocórdico de descidas e subidas, pôde finalmente sentar-se num sofá e cruzar as pernas.
E assim fiquei a saber o que a maioria dos portugueses acha sobre tudo e mais alguma coisa, incluindo sobre o inefável professor Carlos Queiroz continuar à frente da selecção de todos nós.
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* Eles chamam-lhe isso, juro.» 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Retrato de Vicente del Bosque

Ontologia - Princípios elementares

No chat do msn: "Aparecer como offline"
No chat do Gmail: "Encontra-se invisível" / "Tornar-me visível"

Rogério Casanova

na LER de Julho/Agosto de 2012:

1. “Pastoral Portuguesa”, sobre Ray Bradbury
«[…]
(continuo a achar que decorar a ordem do alfabeto - 23 símbolos arbitrários! - foi o meu maior feito até hoje)
[…]
Escrever mal é, essencialmente, mentir.
Essa desonestidade estilística pode ser apenas uma afirmação da incompetência - por vezes tão extrema que até leitores também eles incompetentes desconfiam logo que algo de errado se passa. Mas também pode, em casos mais raros, ser uma função do entusiasmo, um vício literário com um sentido restrito que eu continuo a acreditar ter sido inventado por Walt Whitman: o excesso retórico que é o equivalente gráfico da hiperventilação, quando o escritor perde o controlo e é arrastado na torrente, denunciando que aquilo que é dito a seguir é dito apenas porque sim.
[…]»

2. “Os craques de ténis”, sobre A Informação, de Martin Amis, em que RC dá umas pertinentes bicadas na tradução de Jorge Pereirinha Pires  
«[…]
Como o próprio Martin Amis repetiu algumas vezes em entrevistas, um romance honestamente representativo sobre um escritor consistiria numa longa descrição de alguém a sentar-se à secretária, a olhar para a parede durante meia hora enquanto estala os dedos, a datilografar durante seis horas, e depois a levantar-se para ir almoçar. A vida de um escritor pode ser interessante, mas quando o escritor é bom, o mais interessante será sempre a sua obra.
[…]

3. "The Quiet Volume" - ensaiado por um par de experientes leitores ... [Rogério Casanova sentou-se ao lado de Bruno Vieira Amaral, e vice-versa.]
«[…]
O combate desesperado contra o meu olímpico défice de atenção seria sempre desigual, mas é com indisfarçável orgulho que afirmo ter cumprido as instruções apenas até ao minuto 25 da experiência, altura em que o instinto para o vandalismo que o conceito do espetáculo parece querer provocar acabou por levar a melhor.
[…]
sou capaz de não ler uma página com  muito mais velocidade do que qualquer pessoa a lê.
[…]»

terça-feira, 3 de julho de 2012

TAP | Urbano-esquerdistas | José Luís Arnaut

«[…]
Não vou repetir e repisar os argumentos já aqui expostos várias vezes que me levam a considerar a privatização da TAP um verdadeiro crime contra o país.
[…]

Na semana que agora entra, o Bloco de Esquerda propõe-se fazer votar na Assembleia da República uma lei que, redigida de forma sibilina e cobarde, visa abrir caminho para a posterior proibição de touradas, circos com animais, caça e pesca desportiva.
[…] este lado padreco, Bairro Alto e urbano-esquerdista do Bloco de Esquerda é intragável. A fatal companhia dessa anémona política chamada "Os Verdes" (sempre a oeste das ordens do PCP e a leste de tudo o que interessa na política de Ambiente), é enjoativa. E a inevitável participação do grupelho 'fracturante' do PS, estremecendo de emoção de cada vez que se fala de mulheres, gays ou animais, sendo estágio obrigatório de ascensão política lá na agremiação, é desprezível. Todos irão fatalmente votar a favor de um projecto de lei que é verdadeiramente fascista na sua essência, culturalmente ignorante e ditatorial, centralizador e arrogante.

[…]
Não me interessa dissertar sobre as capacidades de José Luís Arnaut para o cargo de vogal da administração da recém-privatizada REN. Assim como não me interessa questionar a sua qualificação para presidente da Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Futebol, ou qualquer outro dos demais cargos de regime que lhe pertencem. Apenas constato que a sociedade de advogados de que é sócio - e que tem como cliente a dita REN louva-se de ter no seu currículo a "elaboração de legislação" no domínio da energia. Ou seja: o Governo, ou governos, encarrega uma sociedade de advogados que tem como cliente uma empresa que explora a distribuição de energia em regime de quase-monopólio de elaborar as leis que regem essa actividade. E a Sociedade de Advogados gaba-se disso! Advocacia, dizem eles ...» *
Miguel Sousa Tavares, “Defender Portugal” | Expresso, 30.Jun.2012
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* E quem é que a TAP acaba de contratar, entre outros abútricos oficiantes da sua iminente privatização - um CRIME lesa-pátria, repita-se -, quem é, quem é? Essa mesma, a Sociedade de Advogados CMS Rui Pena & Arnaut.

Peter Sloterdijk e os impostos

«[…]
Com a sua tendência para o que muitos acham que é o mero gosto pela provocação, Sloterdijk, apelando à teoria do dom, de Marcel Mauss, como laço social primário, incitou a esta experiência intelectual: que os impostos fossem repensados de modo a considerar o cidadão contribuinte como um dador (Sloterdijk pensa que o nosso sistema fiscal mascara voluntariamente o carácter de dom) e não como um devedor, passando-se assim do sistema da obrigatoriedade a outro baseado no gesto voluntário.
[…]»