Domingo, 12 de Julho de 2009
«O casal de idosos que seguia no carro sofreu ferimentos ligeiros»
Pluvicado pelo Plúvio
Sábado, 11 de Julho de 2009
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
O Vasco Graça Moura
Tirando este passageiro excesso, o escritor - é nessa qualidade que assina - traz-nos hoje uma crónica inesperadamente suave, simpática e compreensiva para a governação do país, sem perda do discernimento de sempre; de discretíssimo, contido e elegante platonismo sem, por uma vez, ter usado a palavra Manuela; e até, como é próprio de um humanista sensível e atento ao tempo, não deixando de render seu preito ao RIPper Michael Jackson na parte, carinhosa e comovente, em que diz, cito, tanto o primeiro-ministro como alguns dos seus ministros deviam pintar a cara de negro e deixar de aparecer a dizer disparates na televisão e nos jornais.
Em bom português, chapeau!
Pluvicado pelo Plúvio
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Dia de santo António Pecci Filho, nascido em 6 de Julho de 1946
Na véspera, gravara para as “Vozes da Lusofonia”, de Edgar Canelas, a edição que a Antena 1 passou ontem, dia 5, em torno do lançamento em Portugal do CD “Toquinho e MPB4 - 40 Anos de Música”, preenchido com 38 temas registados ao vivo, em S. Paulo, entre 25 e 26 de Setembro de 2008.
Temas que o Edgar Canelas escolheu e partes da fala do Toquinho, que toca e fala que se desunha, que me apetece transcrever [vá, phones nisso, vale a pena; são só 48 minutos]:
"Tarde em Itapoã" [Toquinho / Vinicius de Moraes]
"Morena Flor" [Toquinho / Vinicius de Moraes]
"Jesus, alegria dos homens" [J. S. Bach - instrumental]
"Bachianinha n.º 1" [Paulinho Nogueira - instrumental]
"Marina" [Dorival Caymmi]
"Samba da minha terra" [Dorival Caymmi]
"Saudade da Bahia" [Dorival Caymmi]
"A casa" [Vinicius de Moraes]
"Berimbau" [Baden Powell / Vinicius de Moraes]
Eu dei a Vinicius o que ele não tinha mais na vida dele, que era juventude, vigor, vontade de fazer as coisas, uma bagagem enorme de melodias, e ele me deu um know-how técnico de vida, o aval do poeta; então tudo isso nos foi dado assim mutuamente.
Você tem que estudar tedescamente* o instrumento para poder chegar no palco e aquilo fazer parte do teu corpo.
Fiz questão de não colocar [no livro “Toquinho - 40 anos de música”] a minha vida particular, meus envolvimentos amorosos, nada, porque pessoas que eu namorei - eu namorei bastante na minha vida - então eram pessoas que já estavam casadas com filhos, eu não queria comprometê-las, então eu não quis essa coisa íntima […] fala - no livro - só da minha família, da família que eu constituí com Mónica e 2 filhos, e eu me limitei a isso; mas não entrou mais nada muito pessoal .**
Joana é a filha do meio de Francis Hime. Estas coisas emocionam-me, merda. Lá maior.
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Pluvicado pelo Plúvio
José Sócrates, Alberto Gonçalves, Manuela Ferreira Leite
O Alberto Gonçalves [AG] escreve - e poucos escrevem tão bem - o que lhe apetece sobre o que lhe apetece, e ainda bem. Despreza, achincalha e execra o Sócrates e o seu governo, lá com ele. Mas venera a Dra. Manuela Ferreira Leite, e isso, sendo igualmente com ele, faz-me espécie; assim como me faz espécie e surpreende, em tão demonstrados, desde há tanto tempo, lucidez, graça e bom gosto*, o toldamento de certos e determinados - ahahahah - considerandos que ultimamente tem expendido.
Ainda nos “Dias contados” de 28 de Junho, escrevia o AG «[...] Por acaso, Manuela Ferreira Leite saiu-se bem da entrevista à Sic. [...]» Saiu-se bem? Por amor de Deus, nem parece seu, Dr. Alberto. Com que olhos e ouvidos assistiu à entrevista? De um apaniguado, tá visto. Eu vi e revi meia dúzia de vezes a prestação da Sra. Dra. Manuela Leite, a ponto de a saber quase de cor, e, garanto, aquilo foi um descalabro. A velha não apresentou uma ideia fresca que se visse de governação; foi trapalhona, mentirosa, esquiva, demagoga e inculta. Depois, a deprimente dirigente não sabe português, não sabe falar. Ainda por cima, Deus me perdoe, é feia, o que ajuda pouco. Velha bonita era, por exemplo, a minha mãe e é, por exemplo, a minha tia Celeste, essas sim. E há-de sê-lo, daqui a uns 70 anos, se Deus quiser, a Ana Lourenço.
Decerto toldado pelo proselitismo, o Alberto Gonçalves não reparou em como, por exemplo, a criatura trocou por 3 vezes formas por fórmulas. Ora oiça: minuto 22:14 [entendiam que havia outras fórmulas de resolver os problemas]; 22:29 [portanto mas havia outros processos, outras fórmulas de poder ter resolvido esse processo]; 42:27 [é necessário criar fórmulas de as empresas se desenvolverem]. Pormenor despiciendo? Para mim, não seria preciso mais nada para desacreditação insanável de uma singela contabilista, quanto mais de uma licenciada pelo ISCEF com 16 valores, antiga péssima ministra, actual candidata à chefia da governação.
Já nos “Dias contados” de ontem, diz AG a abrir: «Segunda-feira, 29 de Junho. O ministro das Finanças encontrou "os sinais de que estaremos, porventura, a chegar ao fim desta crise". Tomada como propaganda rasteira, a frase foi demolida em público pela oposição, por comentadores e por peritos que não vêem motivos para tamanho optimismo. […] ninguém notou a extraordinária modéstia do ministro, que evitou atribuir ao Governo qualquer mérito pelo presuntivo fim da crise. Se acabar, a crise acaba "porventura", ou seja, por acaso, sorte, fortuna. Aliás, não poderia ser de outra forma, visto que o Governo ainda está por lançar os grandes investimentos públicos que iriam resolver a crise. Entretanto, eis que a crise ameaça resolver-se por si, ou porventura, o que em princípio dispensa os investimentos, não é? Não exactamente. [...]»
Não reparei na modéstia do ministro, mas reparo na colocação do advérbio. Vá lá, AG, não seja habilidoso, fica-lhe mal, não precisa. Não se diz na frase do ministro de que modo ou por que razão a crise estará a acabar; sim que talvez - porventura - esteja a acabar. É outra coisa, não, Sr. Dr.?
Finalmente, o AG entende relevar, na semana que nos conta, o recidivo caso da insuportável e desavergonhada prima-dona Dona Maria João Pires, pianista emérita - como se isso a dispensasse de recibo -, para uma injusta, admito que mal informada para não dizer desonesta, arrochada no governo, ao mesmo tempo que poupa a dilecta e inefável Manuela à história da venda da rede fixa à PT, em 2002. Enfim, para semanas compridas em crónicas apertadas mandam o critério da liberdade de escolha e as escolhas do coração...
Mas que raio de propriedades alucinogénias tem o diabo da velha e rançosa social-democrata, que até aos génios alucina?
* E explica-nos cá, ó Plúvio: o bom gosto que gosto é?
Pluvicado pelo Plúvio
Sábado, 4 de Julho de 2009
ou de como
Pluvicado pelo Plúvio
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
A superioridade autista, a imunidade ao estertor e outras monstruosidades
No “Jornal das 9” de ontem, na SIC Notícias, o jornalista Mário Crespo [MC] e o professor de Filosofia José Gil [JG] entretiveram-se durante 25 minutos a malhar no Sócrates, com a promoção em fundo do livro “Em busca da identidade – O desnorte” [Relógio d’ Água, 2009].
:20 [JG]- Foi tão chocante [a cena dos cornichos do Pinho ao Bernardino] que para se compreender o que se passou tem que se pensar nesse choque […] quer dizer que aquilo era a manifestação de uma superioridade autista*, quer dizer, um homem que está habituado a falar com outro homem e que o respeita não fala assim.
12:54- Ó merda, que me esqueci de pôr esta gaita no silêncio!
14:44 [MC]- e de facto, hoje o discurso do estado da Naç da União tinha tudo disso.
Não é fácil manter-se imune a 7 anos [1991-1997] de correspondente da RTP em Washington.
22:35 [MC]- … em que o governo escuda-se numa posição: Sim, senhora, têm todo o direito a protestar, nós temos o direito a governar, nós temos a missão de governar e pronto, e continuamos a governar, na maior parte por decreto e por diploma, fechados em salas, imunes ao estertor** de, por exemplo, de comunidades inteiras de profissionais.
[JG]- Absolutamente, eu acho que isso é uma monstruosidade democrática, é uma monstruosidade para a democracia.
** "indiferentes ao clamor" seria uma possibilidade.
Pluvicado pelo Plúvio
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Directiva 2009/77/CE, da Comissão, de 1 de Julho de 2009
Depois digam que não avisei.
Pluvicado pelo Plúvio
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
«[...] a prioridade
Então, não?
Pluvicado pelo Plúvio
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
J.-M. Nobre-Correia
[j-m.nobre-correia@ulb.ac.be]
Ter um nome simples é bênção; facilita a assinatura, o trato e o contacto.
Por isso, nada como ser "-" por parte da mãe e "-" por parte do pai.
Pluvicado pelo Plúvio
Só agora pude assistir à entrevista da Dra. Manuela Ferreira Leite
No despejo inchado e balofo de evidentementes, efectivamentes, exactamentes, obviamentes e portantos, foi preciso esperar 38 minutos e 40 segundos para que da pavorosa, ridente, e bem penteada sexagenária se soltasse uma ideia - sem qualquer outra a montante ou a jusante - de remédio para os males do país:
porque exactamente tudo aquilo que sejam investimentos chamados investimentos de proximidade que tenham efeitos imediatos, que sejam bons para a criação de emprego, que tenham efeitos imediatos no país, são bons; e eu não ficaria só pelo parque escolar, passaria também pela recuperação do património, pela reabilitação urbana, por recuperação de hospitais, portanto, tudo o que sejam investimentos de proximidade. E já viu se os dinheiros por exemplo que está alocado para o TGV, por exemplo, fosse para recuperação, isso aí defenderia, da linha férrea nacional, provavelmente tinha muito mais impacto dentro do país do que qualquer outro tipo de
Proximidade, pois. Ah, e sempre com as pequenas e médias empresas.
E ao minuto 26, aquele pestanejar de colibri enrascado, a propósito do Dr. Dias Loureiro?...
Vá lá, caríssimo leitor, recue 15 segundos e atente bem na pestanuda e nervosa vertigem.
Ademais, juro que a senhora disse estas coisas:
- entendo que os resultados das eleições depende efectivamente daquilo que os eleitores querem
- e não é pelo facto de nós pedirmos maioria absoluta ou deixar de pedir maioria absoluta que ela se é adquirida ou não é adquirida
- aquilo que eu acho que os eleitores têm de ter consciência não é que querem ou não querem substituir o engenheiro Sócrates
- chamar à atenção das pessoas que ou querem o governo socialista ou não querem
- ponderem naquilo que querem pó país
- e se há coisas que desacreditou os políticos foi
- e para esse contribuição eu penso trabalhar
- acho que o PSD deu exactamente a imagem daquilo que eu tracei o caminho para o partido
- as [preocupações] fulcrais para mim é ganhar as eleições
- como é que foi possível que um primeiro-ministro ao falar do país e ao falar do futuro do país não pronunciou uma única vez
- aquilo que o engenheiro Sócratas herdou
- há um ponto que eu não tenho nenhuma dúvida
- linhas de crédito normalmente como foram apresentadas em primeiro lugar conduz a que as empresas
- portanto, estou em desacordo total contra isso
- entendiam que havia outras fórmulas de resolver os problemas
- portanto mas havia outros processos, outras fórmulas de poder ter resolvido esse processo
- olhe, de uma coisa lhe posso garantir: é que nunca teria estado oito meses calada
- esse problema é um problema que não pode um governo cruzar os braços e ficar indiferente
- e não fazer coisas que levam ao empobrecimento do país que é aquilo que conduz estes grandes investimentos públicos
- não tenho nada contra os comboios, não tenho nada contra os TêVêGês [TGV]
- não existe um único - um só! - economista credível que não diga aquilo que eu estou a dizer [Ah faneca]
- portanto, a única coisa que eu penso, espero, é que ele não venha a tomar uma decisão
- e portanto eu não tenho dúvidas nenhumas que é uma política completamente oposta à do engenheiro Sócrates
- é necessário criar fórmulas de as empresas se desenvolverem
- nós temos é que levar as pessoas a ter esperança de que efectivamente é possível fazer melhor … de resto, nem é muito difícil fazer melhor, porque estamos exactamente a ir no caminho contrário àquilo a que devemos. Eu considero - e digo isto sentidamente e convictamente - de que se nós continuarmos com esta política que tem estado a ser seguida que tem-nos levado a empobrecer, vamos continuar a empobrecer e podemos ficar irremediavelmente pobres.
- e portanto aquilo que eu farei é com certeza aquilo que é dito que se faz é para ser feito e tem que ter uma transparência e as pessoas saberem donde é que está a vir esse dinheiro
- claro que não é e ninguém acredita que não é [ahahahah]
- o primeiro-ministro disse duas coisas que são muitíssimo preocupantes: a primeira foi que não falou verdade quando disse claramente à comunicação social que não sabia de nada
- foi uma frase que eu acho que lhe fugiu a boca para a verdade
Confrange-me imaginar isto a primeiro-ministro. Mas vendo melhor, onde estaria o espanto? Não está já a presidente uma crispada, rígida, agastadiça, algo bronca e atarantada figura? Posto que séria, vá lá. E enfim, o riso da Manuela sempre é mais bonito.
Ai, Manuela.
Pluvicado pelo Plúvio
Domingo, 28 de Junho de 2009
O Diário de Notícias não larga o lince
Pluvicado pelo Plúvio
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Quem nos livra da praga da proximidade?
«[...] Volvidos mais de 10 anos sobre a publicação de tais diplomas*, assistimos a uma proliferação de grandes superfícies comerciais em todo o território nacional. Dada a possibilidade de estas prosseguirem uma política de preços com os fornecedores** assaz agressiva, proporcionada pela dimensão dos grupos económicos onde normalmente se integram, impossibilitam a competição do pequeno comércio de proximidade, muitas vezes de cariz familiar, levando ao inexorável decréscimo de clientes e ao consequente encerramento de muitas pequenas empresas de comércio a retalho. [...]»
* Decreto-Lei n.º 48/96, de 15 Maio; Portaria n.º 153/96, de 15 de Maio
** Não deveria ser "as fornecedoras e os fornecedores"? Ai, ai, senhoras e senhores, respectivamente, deputadas e deputados...
Pluvicado pelo Plúvio
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
28, noves fora, Manuela
Ora bem, sem prejuízo do economês bárbaro, eivado de rentabilidade e de rentabilização, de sustentação e de sustentabilidade, de potencial e de competitividade, sempre por forma a, comum às duas versões, seria de supor que a versão sintetizada [VS] do "Apelo" constituísse uma versão sintetizada da versão alargada [VA] do "Apelo", com salvaguarda de que o que se afirmasse numa não resultasse sensivelmente modificado na outra. Vejamos, no cotejo de algumas perícopes, se é assim, para lá de um ou outro ocioso considerando como, por exemplo, o de que o Dr. Medina Carreira não passa, afinal, de um cordeirinho. Já agora, agradeço do coração a quem, sabendo de explicação não esotérica do lugar que o querubim Dr. Alexandre Patrício Gouveia ocupa na lista, ma faça chegar ao algeroz.
Na última década a economia portuguesa teve o pior desempenho relativo dos últimos oitenta anos. [VA e VS]
O novo contexto despoletado pela crise internacional representa o fim da era do endividamento fácil
O novo contexto iniciado pela crise internacional representa o fim da era do endividamento fácil
Da VA para a VS alguém se lembrou, e bem, de que 'despoletar' não é sinónimo de 'iniciar' ['espoletar']; é praticamente o contrário.
impactos previsíveis no rendimento nacional (e não apenas no PIB), no défice externo e na dívida pública directa e indirecta
impactos previsíveis no rendimento nacional, na dívida externa e na dívida pública directa e indirecta
Não esquecer: 'dívida' é um 'défice' sintetizado.
melhoria da competitividade das empresas, em especial das micro, pequenas e médias empresas, que representam a maior parcela do tecido produtivo;
melhoria da competitividade das empresas, em especial das pequenas e médias empresas, que representam a maior parcela do tecido produtivo do País e do emprego;
Demonstração de como o pensamento sintetizado pode conduzir ao extermínio de algumas empresas e ao acréscimo de algumas palavras.
Portugal tem hoje uma rede viária eficiente e competitiva, pelo que não tem sentido estratégico o programa projectado (ou em curso) de pesados investimentos
Portugal tem hoje uma rede viária eficiente e competitiva, pelo que são justificadas dúvidas sobre o sentido estratégico do programa projectado (ou em curso) de pesados investimentos
Como é, afinal? Não tem sentido ou talvez não tenha sentido? Novo caso de síntese alargada.
as SCUTs e as novas sub-concessões rodoviárias, originarão encargos para as Estradas de Portugal
Que faz ali a merda da vírgula? E é 'subconcessões', mas enfim.
existem melhorias de infra-estruturas rodoviárias com efeitos positivos na produtividade, como as acessibilidades “last mile” e as estradas municipais de apoio ao desenvolvimento local
têm elevados custos de oportunidade, no que toca aos fundos públicos, aos apoios da UE e aos financiamentos
têm elevados custos de oportunidade no que toca aos fundos públicos, aos apoios da EU e aos financiamentos
Ou de como EU é o modo sintetizado de UE.
É evidente que as flutuações conjunturais da procura não podem, por si só, fundamentar uma decisão de adiamento futuro do aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa. No entanto, permite, pelo menos, um ganho de três ou quatro anos em termos de previsão da saturação da capacidade instalada.
É evidente que as flutuações conjunturais da procura não podem, por si só, fundamentar uma decisão de adiamento futuro do aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa. No entanto permite, pelo menos, um ganho de quatro ou cinco anos em termos de previsão da saturação da capacidade instalada.
A síntese alarga o que o alargamento encolhe, e quem não alcançar que quatro ou cinco é menos do que três ou quatro só pode ser pitosga. Já agora, quem é ou que é que permite?
o programa de investimentos públicos deve ser globalmente avaliado, atendendo ao seu elevado montante e à sua concentração temporal para uma década crítica para a economia portuguesa.
o programa de investimentos públicos deve ser globalmente avaliado, o que não foi ainda efectuado, atendendo ao seu elevado montante e à sua concentração temporal numa década crítica para a economia portuguesa.
Outra vez a síntese a esticar mais do que o alargamento. Uma vez mais, e bem, quem sintetizou apurou a gramática. Mas espera pela demora...
Para tanto, justifica-se recorrer ao apoio consultivo de um painel de economistas, engenheiros e gestores, nacionais e estrangeiros, de reconhecida competência e independência do poder político e dos interesses económicos em discussão.
Para tanto justifica-se recorrer ao apoio consultivo de um painel de economistas, gestores e engenheiros, portugueses e estrangeiros, de reconhecida competência e independência do poder político e dos interesses económicos em discussão.
Não confundir engenheiros e gestores com gestores e engenheiros; nem nacionais e estrangeiros com portugueses e estrangeiros. Gestores e engenheiros é a versão sintetizada de engenheiros e gestores; nacionais [9 letras], a versão alargada de portugueses [11 letras].
Já para tanto justifica-se não passa de síntese apressada de para tanto, justifica-se.
poder-se-ia aproveitar o “interregno político” dos próximos meses para realizar tal trabalho, por forma a que o novo Governo, a sair das eleições de Outubro, pudesse dispor de um conjunto de recomendações
poder-se-ia aproveitar o “interregno político” dos próximos meses para iniciar tal trabalho, por forma a que o novo Governo, pudesse dispor de um conjunto de recomendações
A vírgula estapafúrdia a seguir ao novo Governo da VS* é o que se pode tomar, com propriedade, por rabo de fora de um gato escondido. Por outro lado, espera-se que nenhum português, designadamente alentejano, desconheça que realizar é uma versão alargada de iniciar.
Se o fizermos, não só os portugueses ficarão mais informados sobre os projectos em questão, como o interesse nacional será mais facilmente salvaguardado.
Se o fizermos, não só os portugueses ficarão mais informados sobre os projectos em questão, como o interesse nacional será melhor salvaguardado.
Ámen.
Em resumo, doidas, doidas, doidas, andam as galinhas … - é isso.
E não há quem meta o Patrício Gouveia na ordem, que nervos!
Pluvicado pelo Plúvio
Sábado, 20 de Junho de 2009
«É o amor que dá sentido.»
- Anselmo Borges, Que nos espera? / DN, 20.Jun.2009
Pluvicado pelo Plúvio
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Vou ser o sexagécimo terceiro treinador da história do Benfica
Jorge Jesus [JJ] é português e - valha pelo menos isso, por agora, aos benfiquistas - fala em português, na mesma língua dos que mandam nele.
Mas antes, "duas palavras muito curtas" do senhor presidente e umas palavrinhas do senhor director desportivo, o maestro:
01:00, Luís Filipe Vieira- ... a certeza com ele iremos ambicionar aquilo que todos nós pretendemos.
02:35, JJ- Vim pó Benfica não por razões económicas* … vim pó Benfica porque aquerdito nesse projecto desportivo … e tou a partir de agora disponível a todas as vossas perguntas que me queiram colocar.
Paulo Filipa [PF], jornalista da RTP, presumivelmente licenciado por uma universidade portuguesa, não desperdiçou a oportunidade:
03:15, PF- Jorge Jesus, em directo para a RTP, para o telejornal da RTP, a questão que lhe faço é a seguinte ...
Entretanto, 03:25, dizia no rodapé do televisor que a Amélia vai mugir no Teatro Aveirense a 21 de Junho.
04:28, PF- Alguma confusão agora nas questões das perguntas.
Por mim, fiquei elucidado.
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* Amor à camisola é sempre uma coisa comovente.
Pluvicado pelo Plúvio
Obamata-moscas
Googlei, não encontrei; vim aqui, num instante, só para patentear.
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Lembra-se desta?
Pluvicado pelo Plúvio
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Diz no preâmbulo do Decreto-Lei n.º 139/2009, de 15 de Junho,
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Pluvicado pelo Plúvio
Domingo, 14 de Junho de 2009
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Javardice, ainda
O competentíssimo norte-americano Mike Davis [urbanista marxista, geógrafo marxista, historiador marxista, romancista marxista, divulgador marxista, autodidacta marxista, uf marxista] escreveu no Guardian de 27.Abr.2009 um artigo sobre a gripe A, suína na altura, com o título “The swine flu crisis lays bare the meat industry's monstrous power”, traduzido e publicado por Luís Leiria no esquerda.net em 28.Abr.2009, tradução que o Nuno Ramos de Almeida postou no 5dias.net em 29.Abr.2009, com indicação de fontes e autorias.
Em 28.Abr.2009, o portal do proto e tardocomunista sin permiso [... un proyecto político de crítica de la cultura, material e intelectual, del capitalismo contrarreformado, desregulado, remundializado y reliberalizado del siglo XXI. …
Convergemos también en un pronóstico común sobre los peligros del aparente rejuvenecimiento experimentado por el capitalismo contrarreformado en las últimas décadas, que ha multiplicado visiblemente por doquier el poder opresor, destructor y descivilizador de los ricos, esa minoría de eternos insatisfechos, descreadores de la Tierra. Y convergemos finalmente en la común convicción - que nos mantiene a todos en la tradición socialista - de que es urgentemente necesaria una reforma de la civilización que supere a la economía tiránica del capitalismo. …
El nombre de sinpermiso es un pequeño homenaje a un cierto Marx, que, precisamente por enlazar conscientemente con lo más viejo - la milenaria tradición revolucionaria republicano-democrática-, nos parece también el más actual …], a cujo conselho editorial o marxista Mike Davis, por coincidência e estranho acaso, pertence, publicara igualmente o artigo, com tradução de Marta Domènech e de María Julia Bertomeu, sob o título “La gripe porcina y el monstruoso poder de la gran industria pecuaria”.
Aqui vai parte dessa tradução castelhana, com o contraste cromático [o Luís Rainha foi o primeio a fazê-lo] que convém ao meu presente propósito - depois, é só comparar [A] com [A] e [B] com [B]:
[A] Hace mucho que los virólogos están convencidos de que el sistema de agricultura intensiva de la China meridional es el principal vector de la mutación gripal: tanto de la "deriva" estacional como del episódico "intercambio" genómico. Pero la industrialización granempresarial de la producción pecuaria ha roto el monopolio natural de China en la evolución de la gripe. El sector pecuario se ha visto transformado en estas últimas décadas en algo que se parece más a la industria petroquímica que a la feliz granja familiar que pintan los libros de texto en la escuela.
En 1965, por ejemplo, había en los EEUU 53 millones de cerdos repartidos entre más de un millón de granjas; hoy, 65 millones de cerdos se concentran en 65.000 instalaciones. Eso ha significado pasar de las anticuadas pocilgas a ciclópeos infiernos fecales en los que, entre estiércol y bajo un calor sofocante, prestos a intercambiar agentes patógenos a la velocidad del rayo, se hacinan decenas de millares de animales con más que debilitados sistemas inmunitarios.
[B] El año pasado, una comisión convocada por el Pew Research Center publicó un informe sobre la "producción animal en granjas industriales", en donde se destacaba el agudo peligro de que "la continua circulación de virus (…) característica de enormes piaras, rebaños o hatos incremente las oportunidades de aparición de nuevos virus por episodios de mutación o de recombinación que podrían generar virus más eficientes en la transmisión entre humanos". La comisión alertó también de que el promiscuo uso de antibióticos en las factorías porcinas - más barato que en ambientes humanos - estaba propiciando el auge de infecciones estafílocóquicas resistentes, mientras que los vertidos residuales generaban brotes de escherichia coli y de pfiesteria (el protozoo que mató a mil millones de peces en los estuarios de Carolina y contagió a docenas de pescadores).
Cualquier mejora en la ecología de este nuevo agente patógeno tendría que enfrentarse con el monstruoso poder de los grandes conglomerados empresariales avícolas y ganaderos, como Smithfield Farms (porcino y vacuno) y Tyson (pollos). La comisión habló de una obstrucción sistemática de sus investigaciones por parte de las grandes empresas, incluidas unas nada recatadas amenazas de suprimir la financiación de los investigadores que cooperaran con la comisión.
Se trata de una industria muy globalizada y con influencias políticas. Así como el gigante avícola Charoen Pokphand, radicado en Bangkok, fue capaz de desbaratar las investigaciones sobre su papel en la propagación de la gripe aviar en el sureste asiático, es lo más probable que la epidemiología forense del brote de gripe porcina se dé de bruces contra la pétrea muralla de la industria del cerdo.
Eso no quiere decir que no vaya a encontrarse nunca una acusadora pistola humeante: ya corre el rumor en la prensa mexicana de un epicentro de la gripe situado en torno a una gigantesca filial de Smithfield en el estado de Veracruz. Pero lo más importante - sobre todo por la persistente amenaza del virus H5N1 - es el bosque, no los árboles: la fracasada estrategia antipandémica de la OMS, el progresivo deterioro de la salud pública mundial, la mordaza aplicada por las grandes transnacionales farmacéuticas a medicamentos vitales y la catástrofe planetaria que es una producción pecuaria industrializada y ecológicamente desquiciada.
Em 29.Abr.2009, José Saramago, marxista português, Nobel da Literatura, assinou, n’ O Caderno de Saramago e no Diário de Notícias, a 1.ª de duas crónicas intituladas “Gripe suína”, sem qualquer menção ao nome de Mike Davis ou uso de aspas que dessem a entender frases, períodos ou parágrafos de urdidura alheia, sem prejuízo da prevenção aos leitores de que a sua compreensão do caso - e, naturalmente, o condensado do seu texto - resultava de observação atenta do que os meios de comunicação social vinham informando sobre o assunto:
«Gripe Suína (1)
Não sei nada do assunto e a experiência directa de haver convivido com porcos na infância e na adolescência não me serve de nada. Aquilo era mais uma família híbrida de humanos e animais que outra coisa. Mas leio com atenção os jornais, ouço e vejo as reportagens da rádio e da televisão, e, graças a alguma leitura providencial que me tem ajudado a compreender melhor os bastidores das causas primeiras da anunciada pandemia, talvez possa trazer aqui algum dado que esclareça por sua vez o leitor.
[A] Há muito tempo que os especialistas em virologia estão convencidos de que o sistema de agricultura intensiva da China meridional foi o principal vector da mutação gripal: tanto da “deriva” estacional como do episódico “intercâmbio” genómico. Há já seis anos que a revista Science publicava um artigo importante em que mostrava que, depois de anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte havia dado um salto evolutivo vertiginoso. A industrialização, por grandes empresas, da produção pecuária rompeu o que até então tinha sido o monopólio natural da China na evolução da gripe. Nas últimas décadas, o sector pecuário transformou-se em algo que se parece mais à indústria petroquímica que à [1] bucólica quinta familiar que os livros de texto na escola se comprazem em descrever…
Em 1966 [1965, enfim...], por exemplo, havia nos Estados Unidos 53 milhões de suínos distribuídos por um milhão de granjas. Actualmente, 65 milhões de porcos concentram-se em 65.000 instalações. Isso significou passar das antigas pocilgas aos ciclópicos infernos fecais de hoje, nos quais, entre o esterco e sob um calor sufocante, prontos para intercambiar agente patogénicos à velocidade do raio, se amontoam dezenas de milhões de animais com mais do que debilitados sistemas imunitários.
Não será, certamente, a única causa, mas não poderá ser ignorada. Voltarei ao assunto.»
Em 30.Abr.2009, n’ O Caderno de Saramago e no Diário de Notícias, a 2.ª crónica, nada de Mike Davis, nada de aspas:
«Gripe suína (2)
Continuemos.
[B] No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um relatório sobre a “produção animal em granjas industriais, onde se chamava a atenção para o grave perigo de que a contínua circulação de vírus, característica das enormes varas ou rebanhos, aumentasse as possibilidades de aparecimento de novos vírus por processos de mutação ou de recombinação que poderiam gerar vírus mais eficientes na transmissão entre humanos”. A comissão alertou também para o facto de que o uso promíscuo de antibióticos nas fábricas porcinas – mais barato que em ambientes humanos – estava proporcionando o auge de infecções estafilocócicas resistentes, ao mesmo tempo que as descargas residuais geravam manifestações de escherichia coli e de pfiesteria (o protozoário que matou milhares de peixes nos estuários da Carolina do Norte e contagiou dezenas de pescadores).
Qualquer melhoria na ecologia deste novo agente patogénico teria que enfrentar-se ao monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e ganadeiros, como Smithfield Farms (suíno e vacum) e Tyson (frangos). A comissão falou de uma obstrução sistemática das suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas umas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento dos investigadores que cooperaram com a comissão. Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas. Assim como o gigante avícola Charoen Pokphand, radicado em Bangkok, foi capaz de desbaratar as investigações sobre o seu papel na propagação da gripe aviária no Sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia forense do surto da gripe suína esbarre contra a pétrea muralha da indústria do porco. Isso não quer dizer que não venha a encontrar-se nunca um dedo acusador: já corre na imprensa mexicana o rumor de um epicentro da gripe situado numa gigantesca filial de Smithfield no estado de Veracruz. Mas o mais importante é o bosque, não as árvores: a fracassada estratégia antipandémica da Organização Mundial de Saúde, o progressivo deterioramento da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes transnacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industralizada e ecologicamente sem discernimento.
Como se observa, os contágios são muito mais complicados que entrar um vírus presumivelmente mortal nos pulmões de um cidadão apanhado na teia dos interesses materiais e da falta de escrúpulos das grandes empresas. Tudo está contagiando tudo. A primeira morte, há longo tempo, foi a da honradez. Mas poderá, realmente, pedir-se honradez a uma transnacional? Quem nos acode?»
Em 07.Mai.2009, na Sábado/Blogue de Esquerda, Luís Rainha dá conta, com pertinente e acurada profusão de prova, de que “Algo de estranho se passou no DN”. [Desenvolvimento]
No mesmo 07.Mai.2009 e em sequência, “Gripe suína (1)” d’ O Caderno recebe esta virginal, malcontrita e soberba apostila:
«07/05/09 - Nota: Na semana passada José Saramago escreveu sobre a gripe, então chamada suína. O seu texto, baseado em “alguma leitura providencial” [2], segundo se diz logo ao princípio, deveria ter levado aspas nas transcrições feitas [3] e a citação concreta da fonte donde procediam. Igualmente, a fotografia que acompanhava o texto deveria ter uma legenda que tão-pouco apareceu. Estas faltas, devidas a um problema de conversão [4], em nada atribuíveis a José Saramago [5], tiveram lugar no processo de divisão e reenvío [1] do texto. Fique agora claro que Saramago citava um artigo de Mike Davis (cujo link deveria ter aparecido [3]), publicado na revista digital “Sin permiso” e intitulado “La gripe porcina y el monstruoso poder de la gran industria pecuaria” no qual se informa que a industria pecuária poderia estar criando bases para possíveis pandemias. Mike Davis é autor do livro”El monstruo llama a nuestra puerta” publicado em Espanha por Ediciones El Viejo Topo e traduzido por María Julia Bertomeu, em que se alertava para a gripe aviar [1]. Quanto à fotografia do grupo escultórico com máscara na boca, e publicada pelo portal Yahoo México, mencionava-se que recorda uma cena de “Ensaio sobre a cegueira” quando a mulher do médico entra numa igreja e vê que as imagens têm os olhos tapados. Fernando Meirelles, no seu filme, recolhe essa imagem. Lamentamos que este problema técnico [4] tenha dado lugar a mal-entendidos e, sobretudo, que não tivesse ficado convenientemente reconhecido o trabalho de Mike Davis. Como quer que seja, José Saramago está consciente de que deve desculpas a Mike Davis [6]. Espera que elas lhe sejam aceites [1].»
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[1] que se parece à ... reenvío ... gripe aviar ... lhe sejam aceites ... Reitero a suspeita: o Saramago escreve em espanhol e a Pilar traduz para português.
[2] ... seu texto, baseado ..., que descaramento. No conjunto das 2 crónicas, o texto do Saramago ficaria, dando ao Davis o que é do Davis, isto:
«Gripe Suína
Não sei nada do assunto e a experiência directa de haver convivido com porcos na infância e na adolescência não me serve de nada. Aquilo era mais uma família híbrida de humanos e animais que outra coisa. Mas leio com atenção os jornais, ouço e vejo as reportagens da rádio e da televisão, e, graças a alguma leitura providencial que me tem ajudado a compreender melhor os bastidores das causas primeiras da anunciada pandemia, talvez possa trazer aqui algum dado que esclareça por sua vez o leitor. Continuemos. Como se observa, os contágios são muito mais complicados que entrar um vírus presumivelmente mortal nos pulmões de um cidadão apanhado na teia dos interesses materiais e da falta de escrúpulos das grandes empresas. Tudo está contagiando tudo. A primeira morte, há longo tempo, foi a da honradez. Mas poderá, realmente, pedir-se honradez a uma transnacional? Quem nos acode?»
Denso, eloquente e instrutivo, como se observa.
[3] Ainda estão a tempo das aspas e de fazer aparecer o link, não? Pois, mas a parte de autoria visível do Saramago ia ficar tão mirrada que seria um deslustre para o Nobel.
[6] E aos leitores, designadamente d’ O Caderno e do DN, não deve nada?
Pluvicado pelo Plúvio
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Chavasquice e insulto,
Para vender, vale tudo, Dr. Pedro Tadeu?
Pluvicado pelo Plúvio
«A coisa e o coiso
Não tenho simpatia pessoal pelo Cavaliere, capitão de indústria, media e futebol, nem atracção intelectual pela sua figura, palavra, feitos e tiques. Mas há um facto simples: em 1994, 2001 e 2008, milhões de italianos deram-lhe vitórias retumbantes, antes e depois de terem experimentado outras vias.
No ramo de críticas contundentes, e filosoficamente estimulantes, sobre o fundador do Força Itália, prefiro, sinceramente, O Caimão, de Nanni Moretti. O texto de Saramago, pelo contrário, está recheado de lugares-comuns e prosa bafienta. Quem diz, por exemplo, “o país de Verdi” deve certamente também escrever “a capital do móvel”, ou “a cidade dos arcebispos”, como nos relatos da bola.
Por outro lado, parece sugerir-se que o povo peninsular não só erra repetidamente como se suicida.
Mas a Itália sobreviverá a Berlusconi, assim como o rectângulo sobreviveu a Saramago.»
Una cosa peligrosamente parecida a un ser humano / Uma coisa perigosamente parecida a um ser humano
"parecida a"? ... "valores que liberdade e dignidade impregnaram"?
Querem ver que o Saramago escreve em espanhol e é a Pilar del Río que traduz para português?
Pluvicado pelo Plúvio
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
O arroto do faisão e as guelras dos mamíferos
Ontem, a revista publicou, a propósito, uma carta de "sublinhados descontentamento e indignação", e de generosas correcções, assinada por Mariana Azevedo da Cunha, Relações Públicas do Jardim.
Eu voto na Mariana.
E deixo-me de preâmbulos, que isto é delicioso e, não bastando, didáctico.
«amigos entre os animais», Tiago Salazar - 10.Mai.2009
[1] [2] [3] [4] [5] [6]
Mariana Azevedo da Cunha - 08.Jun.2009
Pluvicado pelo Plúvio
Estes do BE não é onde tá aquela rapariga de bom aspecto, ai, a Laurinda Alves?
Mandam o uso e a lei que o boletim de voto seja apresentado ao alto, para ser lido, linha a linha, da esquerda para a direita e de cima para baixo, pela ordem determinada em sorteio prévio.
Por acreditar piedosamente [não é sempre piedosamente?] em que estar na 1.ª linha conta e influi, sugiro daqui a quem de direito*, com vista à equanimidade dos concorrentes e ao reforço da convicção e da intencionalidade da cruzinha, que as agremiações passem a ser apresentadas em círculo, assim à roda. E pode continuar a ser numa página A4.
Por saber das dificuldades e da calanzice com que as portuguesas e os portugueses enfrentam a leitura, aposto em como as 382 mil cruzinhas no BE não resultaram todas de uma, digamos, leitura ponderada do boletim, hipótese que, não envaidecendo nenhum político sujeito a escrutínio, mais desgostará à hiperlucidez da esquerda culta.
É claro que de muito menos ponderação terão resultado as 5 mil cruzinhas no POUS [Para entrar clique no "punho"!...]. Aliás, se a agremiação da imorredoura Carmelinda Pereira calha de ter tido a sorte de vir na 1.ª linha, nem 500 votos talvez lograsse porque, aí, a malta, de tesão na esferográfica e com a vista ainda fresca, haveria de pensar POUS?, mas que vem a ser esta merda do POUS? e ainda gastava algum tempo pelo boletim abaixo à procura da santa da Laurinda Alves.
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Pluvicado pelo Plúvio
Domingo, 7 de Junho de 2009
Eleição para o Parlamento Europeu
Tudo contado, o MMS [Movimento Mérito e Sociedade] é o incontestável Nuno Álvares Per, perdão, vencedor, quer em acanhados quer em avantajados.
Em acanhados, a Dra. Nimet Guiga - 10 caracteres - bateu por larga margem o comunista Manuel Rodrigues, o 2.º mais acanhado - 15 caracteres.
Já em avantajados, o MMS houve de travar com o MPT [Partido da Terra] luta renhida. Não fora o apóstrofo da Dra. Maria do Rosário Guerreiro O'Neill Mendes Esquível Fernandes e tê-la-íamos empatada com a Dra. Bárbara Sofia Afonso Alberto de Bastos Viegas Andrade Campos, nos seus correspectivos 52 caracteres.
Lá está: por um apóstrofo se ganha, por um apóstrofo se perde; é a vida.
Parabéns aos vencedores e uma palavra de encorajamento aos derrotados.
Pluvicado pelo Plúvio
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Onanotícia ou de como o David Carradine deu corda à coisa e bazou
A mulher é o máximo.
«Forensic scientist Porntip Rojanasunan is loved by the Thai public for her fearless exposing of corruption in high places - and also for her unconventional dress sense.»
Pluvicado pelo Plúvio
Amigo de longa data
Dezassete de Novembro de mil quatrocentos e quarenta e quatro depois de Cristo
Pluvicado pelo Plúvio
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
«Teatro do Absurdo e isso»
«[...] Olho para trás e troco com o indivíduo um olhar jurado de sempiterno ódio. Finjo que tiro um macaco do nariz. Ele dá um pequeno salto para trás. E eu finjo que tiro outro macaco, desta feita do meu próprio nariz.»
O Bandeira é ou não um dos melhores, senão mesmo o melhor, hã?
Parabéns, ilustre senhor.
[Para quem não conheça, o d’óculos. Foto DN, 03.Jun.2009]
Pluvicado pelo Plúvio
Nos termos e para os efeitos da lei
Até que, nos termos e para os efeitos da mesma ou de outra puta de lei, hajamos de marar.
Pluvicado pelo Plúvio
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Domingo, 31 de Maio de 2009
«PELA IGUALDADE
Na impossibilidade de citar os cerca de mil subscritores desse Manifesto, deixo aqui alguns nomes. São pessoas de todas as profissões, com representatividade na sociedade civil, designadamente escritores, poetas, ficcionistas, ensaístas, críticos, artistas plásticos, fotógrafos, cineastas, músicos, actores, médicos, advogados, magistrados, arquitectos, pediatras, deputados, sociólogos, jornalistas, antropólogos, investigadores, psicólogos, empresários, dirigentes associativos, editores, livreiros, autarcas, psiquiatras, sindicalistas*, historiadores, geógrafos, informáticos, juristas, coreógrafos, apresentadores de televisão, biólogos, colunistas, linguistas, arqueólogos, físicos, humoristas, politólogos, encenadores, galeristas, bloggers, curadores de museus, programadores culturais, professores de todos os graus de ensino, bem como, naturalmente, activistas LGBT e centenas de anónimos. [...]»
pessoas de todas as profissões, com representatividade na sociedade civil
Isto, ficando-me pela sociedade civil.
Pluvicado pelo Plúvio
Sábado, 30 de Maio de 2009
i Nós 04
I- Rogério Casanova - pseudónimo de um brumoso "colunista de imprensa" [Expresso/Actual; LER], escritor, blóguer -, o que esta Nós prometia de melhor, rabisca uma crónica algo forçada, de tanta graça por centímetro pretender, com recurso saturante, às vezes gratuito, a expressões e metáforas de inesperado efeito pirotécnico, acerca dos portugueses de vistas curtas que empreenderam a direito, como mulas, por sítios de que não faziam a mínima, onde realizaram umas merdas e se fixaram por uns tempos até que voltaram ou foram devolvidos para por cá passarem o resto da vida a ruminar saudades dos grandes feitos e muita esperança sabe-se lá em quê. [1] [2]
Sabemos do estro, do talento, da cultura e da mundividência do Casanova, mas acoimar os judeus de não mexerem uma palha até as condições ideais se apresentarem acho injusto, leviano e de alguma miopia*, para usar do atributo que, segundo RC, caracteriza o pragmatismo clássico. Depois, que quererá o genial moço [nasceu em 1980] exactamente dizer com a sua [da história] declarada nanotendência para descobrir o que está dentro das coisas previamente descobertas parece dispensar a hipermetropia portuguesa?
Já a ligeira compulsão para os advérbios em 'mente [15 nas 2 páginas] parece-me advir, só pode, do muito futebol que aquela cabecinha consome, o que, como é sabido, acaba por deliquescer a melhor elocução. Aqui chegado, não consigo deixar de ter presente o eterno tique de erudição do prodigioso Luís Figo: logicamente. Exagero? Oiçam-no falar.
II- «A terceira e última parte do segredo confiado pela Virgem aos pastorinhos a 13 de Julho de 1917 permanece na posse do Vaticano e não foi ainda divulgada ao mundo.»
Foi divulgada em Maio/Junho de 2000, há 9 anos. Areia de mais para a camioneta de quem faz e zela pela Nós do i? Decerto. Ora vejam aqui como era certinha a caligrafia da irmã Lúcia**'''' ***.
III- Tripas à moda do Porto..., corta, sff, não há feijão.
*** Nada a ver com os rabiscos do herege do irmão.
Pluvicado pelo Plúvio
Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
O culto do eu
Mas o Dr. Dias Loureiro pode ter atenuantes, pois ao suportar a sua versão numa declarada deslealdade, que estilhaça as dez vezes em que enaltece as minhas qualidades, referenciadas em contextos contraditórios com esses valores pessoais, deixa pairar a ideia de que não eram palavras suas mas sim de incontroláveis impulsos egóicos que, como ensina Eckhar Tolle, resultam da disfunção do processo evolutivo da natureza, assente na inconsciência do Ego. [...]»
Pluvicado pelo Plúvio
MPI - Movimento Pela Igualdade
Eu cá movo-me pela ordem.
Então é assim:
- No 2.º parágrafo, onde se lê «Duarte Cordeiro, Edite Estrela, Edgard Taborda Lopes,» deve ler-se «Duarte Cordeiro, Edgard Taborda Lopes, Edite Estrela»;
- No 3.º parágrafo, onde se lê «Fernando Alvim, Fernando Rosas, Fernando Pinto do Amaral,» deve ler-se «Fernando Alvim, Fernando Pinto do Amaral, Fernando Rosas,»;
- No 4.º parágrafo, onde se lê «Margarida Vila-Nova, Maria João Luís, Maria João Seixas, Maria Isabel Barreno, deve ler-se «Margarida Vila-Nova, Maria Isabel Barreno, Maria João Luís, Maria João Seixas,»;
- No 5.º parágrafo, onde se lê «Rui Pena Pires, Rui Reininho, Rui Rangel,» deve ler-se «Rui Pena Pires, Rui Rangel, Rui Reininho,».
Igualdade sim, mas vamos lá respeitar as nominais precedências.
PS 1
No 4.º parágrafo, onde se lê «Lili Caneças» leia-se «Lili Caneças». Se soar ao mesmo, é porque é.
PS 2
Na versão em papel, a Dra. Fernanda Câncio fez acrescentar a seguinte caixa: «Afinal, parece que o casamento das pessoas do mesmo sexo interessa mesmo a muita gente».
A Sra. Dra. já nos habituara a algum desvario na serenidade e no rigor sempre que se trata de paneleiragem e fufaria. Daí, não ser de admirar o uso, na dita afirmação, das palavras e expressões, manifestamente exageradas, afinal, mesmo e muita gente.
Já parece não passará de ironia despeitada, o que, nesta excelente e peituda jornalista, acaba por configurar uma injusta antinomia.
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Homo quê?..., fóbico?; homofóbico eu!? Rendo-me é à natureza das coisas.
Pluvicado pelo Plúvio
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Vá, respondam, seus
medricas!
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Pluvicado pelo Plúvio
«Agora a sério: acho os filmes excelentes»
Tenho assistido a regurgitações de feijoada e vinho tinto esteticamente mais estimulantes. E honestas.
Antes, não estava a ver bem que cargo se atribuísse ao DO no tal governo de nos tirar o sono… Agora, já sei: Comissário para as Religiões, e des[en]graçado país o nosso se algum dia pusessem o DO à frente da Cinemateca.
Pluvicado pelo Plúvio
Perdidos e rachados
Apesar da preferência crescente por contextos cada vez mais exóticos e improváveis - nisto, a adrenalina conta muito -, estudos recentes indicam que a cama continua a ser, logo seguida do sofá, o sítio onde a virgindade mais se perde.
O malandro do entrevistador terá confidenciado numa roda de amigos que foi bom.
Pluvicado pelo Plúvio
3 estórias indigentes,
Por amor de Deus, sejam sérios, já que têm tão pouco jeito para se divertir.
Não quero imaginar como esta gente nos trataria da saúde e da prosperidade. Enfim, até quero ...
Se não ofender, pergunto: que tal se o BE pagasse qualquer coisita à rapaziada? Afinal, para que aprovaram eles o financiamento?
Pluvicado pelo Plúvio
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
O voto de Ana Cássia Rebelo - Anatomia de 1 voto no Bloco de Esquerda
«Lembrei-me de tudo isto e calei o chorrilho de disparates que esteve prestes a sair-me da boca. A tua mulher é boazona, mas burra que nem um calhau e tu és um prostituto, um chulo, um badameco armado aos cucos, um cobridor de fêmea que se veste de tigre e usa unhas de gel. Havia ela de ser de Camarate, da Brandoa ou da Cova da Piedade, tesa e retesa, a ver se te casavas com ela. Era o casavas.» - 10.Out.2006
«Ainda se fosse para pôr fotografias da Baixa da Banheira, do Cacém ou do Catujal… Agora para colocar fotografias de Nova Iorque e de Paris?! Credo. Há gente que não tem noção da decência e do ridículo.» - 29.Jan.2007
«Eu olhava para ela, um sorriso emparvecido a dançar-lhe no rosto sardento, e deixando-me inundar pela mesquinhez, característica proeminente da minha pessoa, pensava foda-se, caralho, és mesmo de Massamá.» - 08.Jun.2007
«Até a guarda é violenta em Sacavém. E também lá vive um serial-killer. Ainda há-de dar que falar. Noite fora, quando não está a retalhar corpos, escreve contos bukowskianos, monótonos, cheios de palavrões e africanas boazonas. Não gosto de Sacavém. Perdi lá a virgindade.» - 29.Fev.2008
«Há um novo miasma na sociedade portuguesa. São os fóruns de opinião das rádios e das televisões. Querendo ser espaços de cidadania e liberdade, lançam nas manhãs um cheiro putrefacto a sovacos mal lavados. É um fedor que não se pode. Dão voz aos reformados e às donas de casa de Massamá Norte.» - 10.Out.2008
«O José Saramago é uma besta. Não fica atrás da cavalgadura da Damaia.» - 05.Nov.2008
Ana e a política
«Gostava que a Manuela Ferreira Leite fosse primeira-ministra de Portugal. Gostava que a Maria José Nogueira Pinto fosse presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Gostava, muito, que, daqui a uns anos, a Leonor Beleza fosse presidente da República. […] Desde a laca da Maria de Belém, à demência notória da Odete Santos, ao anti-americanismo primário da Ana Gomes, à arrogância infundada das meninas do bloco, como a Joana Amaral Dias (só se a arrogância lhe vier das mamas, que as tem grandes), à estalinista europeizada Ilda Figueiredo, todas me fazem torcer o nariz. Não gosto delas.» - 15.Nov.2006
«De facto, os etarras só merecem o apoio de certos bloquistas acéfalos que insistem em os ver como heróis.» - 05.Jun.2007
«Há coisa de quinze dias estive tentada a inscrever-me como militante [do PSD].» - 31.Jul.2007
«Eu, confesso, até gostava de me empenhar na vida partidária, discutir, vestir a camisola, militar, participar no debate político, assumir, de uma vez por todas, depois de tantos anos de vagabundagem, que sou social-democrata. Não consigo. Acanho-me, envergonho-me.» - 26.Set.2007
«A esquerda, tal como a conhecemos, está moribunda. Entre os detestáveis (Bernardino Soares), os desprezíveis (Bernardino Soares) e os apedrejáveis (Bernardino Soares), ficam os patéticos (os bloquistas, apreciadores do multiculturalismo, do paternalismo, da merdologia em geral; os comunistas que vêem o 25 de Abril como coisa só sua; os socialistas que, a todo o custo, evitam tocar o povo nos hospitais públicos, nos transportes públicos, nas escolas públicas, nas repartições públicas, nas praias públicas). Há excepções. Mas são poucas. Assim, de repente, não me lembro de nenhuma.» - 05.Nov.2007
«Estou habituada a ser sistematicamente desiludida pelo partido com o qual me identifico [PSD].» - 17.Dez.2008
«Votarei no Bloco de Esquerda nas próximas eleições europeias. Por uma razão simples. É o único partido que tem, sobre a questão da imigração, a posição que sempre defendi.
[…]
Gosto, depois, genuinamente do Miguel Portas e os afectos também são importantes quando escolhemos um candidato.» - Afectos, 24.Mai.2009
Duvido de que Ana Cássia Rebelo saiba o que acha dos etarras o gazopalestino Miguel Portas. Aposto em como o Miguel Portas jamais ousaria referir-se a Massamá, à Damaia, à Bobadela, ao Prior Velho, à Cova da Piedade, a Mem Martins, à Baixa da Banheira, a Sacavém, à Abóboda, ao Catujal, a Unhos, ao Cacém, à Quinta da Piedade, à Brandoa, à Amadora ou a Camarate, implicando o brio da variada imigração que por ali logrou poiso, com o desvelo, o propósito e o efeito literário com que a monhé mais talentosa da bloga o faz.
Mas enfim, afectos são afectos e a esquerda caviar ou o radical chic são exactamente isso, mais coisa menos coisa.
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PS
Importa esclarecer:
1- Só transcrevi do blogue as passagens, por vezes cirúrgica e maldosamente delimitadas, que interessavam à minha tese;
2- Vá lá um homem perceber as mulheres.
Pluvicado pelo Plúvio
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Sic transit gloria mundi
Sendo de crer que não possa, igualmente, ser comprado à parte e que, mesmo que pudesse, a esta hora [20:45] se encontre já esgotado nas bancas, aqui vai mais uma de serviço plúvioco generosamente disponibilizado em prol da edificação dos meus desprevenidos leitores:
[1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] [12]
O destacável é todo ele sumarento e bem apresentado, mas permita-se-me que destaque
- a parte em que a Vera pergunta com optimismo, romântica e educadamente, Se for cremada e o meu cônjuge [ler 'côn-ju-ge'], já falecido, estiver inumado, as minhas cinzas podem ser enterradas junto a ele?;
- a parte da tanatopraxia;
- a parte em que o Basílio dos mármores e granitos já abriu e executa tudo, incluindo em corações, etc.;
- a parte em que até a palavra 'inclusive' está bem escrita* na parte em que se fala de a coisa poder ter o feitio de uma garrafa de – posso dizer a marca? – cola;
- a parte do strip
e
- a parte em que a Lipinto**, que não importa nem imita, apresenta 2 belíssimas referências com visor - a n.º 2, c/visor e a n.º 202, Com Visor -, espera-se que com a garantia [não vem escrita mas a gente confia na Lipinto**] de que podemos sempre ver sem nunca sermos vistos.
Ah, é verdade, se a palavra 'ente' quer dizer o que quer [aquilo ou aquele que existe; ser] e 'querido' quer dizer o que quer [amado], por que carga de água – passe a publicidade aqui ao estaminé –, ou maldição, 'ente querido' só se usa para falar de quem se mudou para muito, muito, muito, muito, muito, muitíssimo longe, tão bué da longe que mal existe e dificilmente se ama?
__________________________________________________________
* A sério, isto está muito mais esmerado, do ponto de vista da ortografia e da escrita em geral, do que a possidoniice da Nós do i.
** Cá para mim, há por aqui marketing descapotado do i, ó se há.
… Fracção AL - Agração – Telões … mas isto é morada que se tenha, mesmo que para nela tratar da última?
Pluvicado pelo Plúvio
Domingo, 24 de Maio de 2009
«Comecei com nada e ainda me resta muito disso»,
Achei e continuo a achar um título estupendo. O que já não acho tão estupendo é o Risco.
Senhoras e senhores, damas e cavalheiros, Seasick Steve!
Muito obrigado ao brilhantíssimo João Gaspar pela achega e por me ter feito saber do Seasick Steve.
Pluvicado pelo Plúvio
«O método de caça»
«1.º- O lince passeia em silêncio pelo seu território
2.º- Quando localiza a presa agachasse [sic] e aproxima-se lentamente
3.º- Se a presa pára o lince também pára para não ser descoberto
4.º- O ataque é explosivo, saltando até 6 metros para alcançar a presa
5.º- Se a presa conseguir escapar, não a pressegue [sic] mais»
Diário de Notícias - Domingo, 24.Mai.2009
«1.º- Localiza a presa, agacha-se e aproxima-se lentamente
2.º- Se a presa pára o lince também pára para não ser descoberto
3.º- O ataque é explosivo, salta até 6 metros para alcançar a presa
4.º- Se a presa conseguir escapar, não a pressegue [sic] mais»
Tirando a parte em que o gato se agacha, nada no método parece ter melhorado, bem pelo contrário, nos últimos 2 meses.
Nem é tanto pela “presa escapada, presa impresseguida”; sequer pelo facto de um salto presente ficar a léguas da elegância de um salto gerundivo. O que faz pena e representa uma deplorável degradação dos costumes é a supressão do passeio em silêncio.
Nem tudo nem tão instantaneamente como no i, a verdade é que o DN também muda.
E é o que, assim de relince, que tenho de ir a correr comprar pão para o jantar, se me apraz.
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O lince passeia em silêncio, bom título para a brilhante dissertação que jamais empreenderei, pela estúpida complexidade do tema, sobre o impacte ambiental do peripatetismo aristotélico na messe que estremece na quermesse do Eugénio de Castro.
Pluvicado pelo Plúvio
Sábado, 23 de Maio de 2009
i Nós 03
Nesta edição**, uma peça bem urdida, de João Pacheco e Gonçalo F. Santos, sobre e com o alemão*** Herman José. [1] [2] [3] [4] [5]
Por mim, contentava-me com o piano de cauda e, vá lá, com a sala.
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** Desta vez, a revisão esmerou-se: não mais de 3 gralhas.
*** «[...] Optei em 1972 pela nacionalidade alemã, já que sou filho de um cidadão alemão. Tinha projectos de pedir a minha nacionalidade portuguesa quando apagasse as cinquenta velas, mas é justamente nesse ano que descubro com espanto que vivia numa democracia disfuncional, onde, um estado dentro do Estado, dispõe a seu bel-prazer dos cidadãos de discurso mais "incómodo" que o critique e o ponha em causa. O orgulho no meu passaporte alemão consolidou-se, e só considero pedir a nacionalidade portuguesa, quando tiver provas de que Portugal é um Estado de Direito pleno. O governo Sócrates tem feito algum esforço nesse sentido, mas há um longo caminho pela frente. Salazar deixou uma herança muito bem estruturada e difícil de desmontar. [...]»
- Herman José, Junho de 2008
Pluvicado pelo Plúvio
O simpósio almoça
«A entrevista decorre no intervalo para almoço do simpósio sobre cancro da Fundação Champalimaud [...]»
Simpatizo com James Watson.
Pluvicado pelo Plúvio
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
O 8.º Teixeira e o lápis do Mota
Em tão curto espaço de tempo [oh fatalidade metrogeotemporal!], foi obra.
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Pluvicado pelo Plúvio
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
O que nunca lerei:
Pluvicado pelo Plúvio
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
17.Mai.1959 - 17.Mai.2009
Que se saiba ou se visse, nem um beijo ou um abraço trocaram.
Parece que a realeza é assim, mas cá para mim o que eles são é uns corações empedernidos.
Pluvicado pelo Plúvio
Domingo, 17 de Maio de 2009
i Nós 02
O 02 da Nós, de 16.Mai.2009 - 48 páginas, incluindo as 6 de publicidade -, dedicado à coscuvilhice, traz uma bem esgalhada e divertida crónica de António Risco, com um título estupendo, “Comecei com nada e ainda me resta muito disso” - [1] [2] [3]; ‘bora ler “Os Sertões”, de Euclides da Cunha? -, uma síntese da vida de Vera Lagoa bem escrita por Mafalda Castro e, ainda por Mafalda Castro e em prosa escorreita, os perfis dos gaseiformes Abel Dias, Carlos Castro, Nuno Eiró, Duarte Siopa, Lili Caneças, Marta Cardoso, Solange F., Cláudio Ramos, Alexandra Fernandes, Maya, Daniel Nascimento, João Malheiro e Cinha Jardim.
Quanto ao mais, de novo muito fraquinho e, novamente, editado com desleixo.
Na página 4, em que o Pedro Rolo Duarte escreve o, por assim dizer, editorial, faz-se uma correcção: na Nós 01, de 09.Mai.2009, em vez de ter sido indicado o websítio de TheStudio - ... We are Art Prostitutes ...; esta malta trabalha bem -, puseram o endereço de uma chafarica norte-americana especializada em dança.
Na mesma página 4, figura a ficha técnica da Nós onde se diz
«Colaboram nesta edição: Ana Garcia Martins, Augusto Brázio, Carmo de Aragão Barros, Filipe Nunes Vicente, Gonçalo Santos, Joana Jorge, João Ribeiro, Marta Monteiro, Rita Matos, Sofia Vieira, Sónia Morais Santos, TheStudio».
Fui logo a correr, lampeiro, à procura da Sofia Vieira, a ver se desta vez vinha mais cuidadosa nos escritos. Mas qual quê, nem Sofia, nem Filipe, nem Sónia, nem TheStudio … Percebi: repetiram, sem reparar, os nomes dos colaboradores da edição 01, de tal modo que os nomes de quem colabora na 02, com excepção dos de Ana Garcia Martins, de Gonçalo Santos e de Rita Matos, não constam da ficha.
Ainda na 4 e na mesma ficha,
«Revisão: Alda Rocha, Helena Ramos e Madalena Requixa». Caso para me intrigar sobre o que fazem 3 revisoras numa tão modesta publicação. Que revisam ou revêem estas etéreas criaturas?
Veja-se:
- na página 5, «Comecemos pelo princípio: se não sabe quem são pelo menos 15 destas 50 figuras» … 50? Eh pá, assim, à vista desarmada, parecem muito mais. Ora deixa contar … 49, 50, 51, 52 … 73, 74, 75! Está na hora de cunhar a “Síndrome i” - conjunto de sintomas patológicos que caracterizam a incapacidade congénita de contar no universo i;
- na 5 ainda, no balão superior direito …, quem será Helga Raposo? Ou me engano muito ou trata-se de um híbrido de Helga Barroso/Elsa Raposo;
- erros ortográficos e gralhas [3 x Eirózinho, 2 x páro, paísito, falta já pouco para 20:00; execesso, Brangança, cantores e músico em geral …];
Às vezes pareço um blóguer de causas. As outras, entre outras, são o azeite, o vinho tinto, a aspirina, o jazz e a cortiça.
«As pessoas gostam de reparar nos defeitos.» - Rui Gaudêncio, repórter fotográfico, na Nós 02, de 16.Mai.2009.
Pluvicado pelo Plúvio
Sábado, 16 de Maio de 2009
Olá, Milu.
Não vejo é que outra razão, senão a da ignorância, possa promover a excepção à regra de português que estabelece que as oxítonas terminadas em ‘u’ não levam acento gráfico.
Esta é a “camisola oficial" para a manifestação nacional de 30 de Maio dos senhores professores do PROmova.
Ignorância oficializada.
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Pluvicado pelo Plúvio
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Polícias de proximidade,
Pluvicado pelo Plúvio
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
i
- Martim Avillez Figueiredo, director do i.
Isto é um bocadinho de incompetência.
Pluvicado pelo Plúvio
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Quando perco a cabeça
Pluvicado pelo Plúvio
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
i 4
Curto, simples e enxuto, tem uma parte tragicómica, que me diverte sempre, no i e nos outros jornais: a da proclamação da independência de todos os poderes do mundo, incluindo do económico.
Quem sabe fazendo jus à proclamação, o índice PUB, apesar de consistentemente ímpar, mirrou vertiginosamente, em 4 edições, de 22 para 5. Hoje, edição de 56 páginas, dos 5 anunciantes só 2 pagaram duas ímpares inteiras: a Dunhill e a Bioteca. Os restantes 3:
- IPL [Instituto Politécnico de Leiria], meia página;
Por este caminho, com esta dinâmica no índice PUB, não tardará o champanhe, no salão do Tagus Park, a celebrar - muito celebra o magano do champanhe… Não sei mesmo se Dom Policarpo, no seu estrénuo e sacro ministério, consegue celebrar tanto como Dom Pérignon, na sua profana volatilidade - o dia em que o i passará a depender apenas do poder económico dos seus leitores. Por mim, vou contribuindo; hoje foi com 1 euro, e se o caro leitor está aí todo lambareiro à espera, neste momento, de um link para o choque estético incomparável do código de barras, desengane-se, que eu sou um maluquinho neuro-obcecado incontinente mas às vezes consigo dominar-me. Hoje não há barras para ninguém, chega de seca.
II- O i acredita que num instante tudo muda
OS SEUS COLUNISTAS. Anoto, com pena e, já, saudade, que a magia do 32 acabou. O plumitivo de serviço à coluna resolveu tomar-se de prudência, anunciando hoje, com um rigor blindado e inesperada humildade, “mais de trinta colunistas”. Contei, está certo, são 33, parabéns. Mas há, do i 3 para o i 4, mais novidades, que no i as coisas mudam mais celeremente do que o humor do Sócrates:
- o Eduardo Tessler, novidade absoluta, reforça a equipa das quintas;
- o João Carlos Espada, que ora entra ora sai, desta vez reentra;
- o Luís voltou a Jerónimo, mas eu continuo com um feeling de que é Januário.
III- O i acredita que num instante tudo muda,
No i há uma jornalista que pergunta surpreende-lhe ...?. Enfim, é lá com ela. Eu já deixei de me surpreender com dislates destes, até nos média que se dirigem à classe alta.
IV- O i acredita que num instante tudo muda,
ou de como o Tejo passou a desaguar em Setúbal.
Assim foi que estava o brioso do P.C. a elaborar uma rapidinha para a secção Radar // Portugal sobre a cena mais do que batida dos golfinhos no Sado quando lhe assomou ao pensamento o mote do Martim. Lesto, meteu-se no carro, acelerou 40 Kms para norte e pôs-se num instante em Lisboa, ainda a tempo de apanhar uma frase da Dra. Maria José Costa.
V- O i acredita que num instante tudo muda
O Diário de Notícias também, mas não tem a presunção de que se dirige privilegiadamente à classe alta. Talvez por isso respire de um índice PUB mais reconfortante. E viva o Belenenses! [O jogo acabou pelas 21:30].
Pluvicado pelo Plúvio
Domingo, 10 de Maio de 2009
Poste de proximidade*
O pior é a praga da proximidade, qual H1N1, qual Pedro Santana Lopes, qual evento, qual basicamente, qual Tereza Salgueiro, qual quê.
Ele são hospitais de proximidade, comércio de proximidade, serviços de proximidade…
- policiamento para o PCP, policiamento de proximidade;
- para o reitor da Universidade Aberta, nem se discute: ensino de proximidade;
- vem a Santa Casa, zás, saúde de proximidade;
- Ministério da Justiça, tá claro, justiça de proximidade;
- não se pense que o presidente da Junta de Freguesia de Fânzeres anda distraído: o dele é um governo de proximidade [A formiga no carreiro vinha em sentido diferente … gosto bué];
- o próprio Menezes, dúvidas?, política de proximidade;
- nem quero imaginar como seria a presidência de proximidade do Alegre;
- IAPMEI, redes de proximidade;
- o Laurentino não dorme na forma: toca a andar com o desporto de proximidade;
- Gebalis?, mediação de proximidade;
- marketing de proximidade é o que manda o moderno marketing;
- para o Pedro Coelho da “Rosa Brava”, TV de proximidade;
- em Paio Pires, e confiemos que no mundo ao redor, segurança de proximidade;
- enfermeiros prestáveis e humanitários, cuidados de proximidade;
- na Câmara de Alcácer, urbanismo de proximidade [a quantos Kms de Setúbal?];
- a ciência de hoje é impensável sem programas de proximidade;
- gestão, mas isso pergunta-se?, gestão de proximidade e não se fala mais no assunto;
- para a Manuela Ferreira Leite, autoestradas para quê?, estradas de proximidade é que é ["com som", uma espécie de estradas gourmet];
- nem, por fim, a Dra. Maria da Glória, candidata a Provedora, poderia andar a propor outra que não a magistratura de proximidade, ou não fosse ela designada pela Manuela.
Ai, Manuela ...
Que pode uma pessoa fazer ante tão ominoso, ingente, tentacular e aproximativo assédio, senão fugir para o mais longe possível? Diga-me.
Pluvicado pelo Plúvio
i Nós 01
Pois eu acho esta Nós - sobre o romantismo -, 1.ª de 50 [se as páginas ímpares aguentarem o i por 50 semanas], uma coisinha assim merdíflua, muito cocó na fralda e pipoca mais doce para encher chouriços, a fazer render o peixe, tudo muito esticado sem nada de novo nem de arrojado [aquelas 8 páginas, da 28 à 35, em 48, nem para limpar o cu; mas como o i é para a classe alta, tudo bem]. Na Kapa e no DNa - com o Miguel Esteves Cardoso e o Pedro Rolo Duarte de outras encadern, perdão, encarnações - já se fizera, no género, bem melhor.
Apetece-me, sei lá porquê, alfinetar o escrito da Sofia Vieira, jurista, “Quando se fica é porque se gosta” - [1] [2] -, que o Pedro Correia classifica de boa crónica. Posso?
Para mim, não passa de uma crónica sofrivelzinha, com um remate apenas razoável, que é aquilo de não haver “melhor desculpa do que a inimputabilidade amorosa para se usar e abusar do mau gosto”. No mais, banalidade algo inflada de citacionismo balofo e marcada aqui e ali por desleixo no editing e embaraços de gramática. Nada com que que não estejamos familiarizados nos blogues da Dra. Sofia, com o senão de neste caso pagarmos para ler:
- arrobos sentimentais? Ora experimente conferir no mesmo Houaiss de que retirou a definição de 'romantismo';
- se pensam que vou dar-vos (…) desenganem-se está mal, doutora. Uma de duas, “se pensam que vou dar-lhes (…) desenganem-se” ou “se pensais que vou dar-vos (…) desenganai-vos”;
- juras de amor eternas ou “juras de amor eterno”?;
- porque quiserem, Dra. Sofia?
- o Alberoni afinal era um génio. Certo que o Francesco Alberoni [Piacenza, Itália, 31.Dez.1929] já não é nenhum adolescente, mas o pretérito imperfeito, ali, parece-me, como diria o outro**, um exagero. Bastaria ter presente a célebre lista dos 32 colunistas: o Alberoni escreve às terças. Ou escrevia, não vá também ele pisgar-se.
* Mote para poste da proximidade.
Pluvicado pelo Plúvio
A Maria João Avillez, que não sabe dizer verosímil*,
Audioveja-a aqui à conversa com, na minha opinião biliar, uma das criaturas mais horripilantes da política portuguesa. Nem a inoxidável Ilda Figueiredo o é tanto, com a vantagem de nunca ter governado ou de vir a governar, Deus nos livre.
Este vídeo de 5 minutos e 35 segundos é uma amostra da conversa de chacha, entre a MJA e a Manuela Ferreira Leite a que o i, tão bebé e já tão sediço, dedicou a manchete e 6 lustrosas páginas de ontem, sem que dali ressumbre uma singela ideia, uma que seja, de governação. Diz a Avillez que a Manuela [sic], de casaco azul e blusa às flores […] voou sobre as palavras, discurso fluido, ideias, argumentos […] Ai sim? Não dei por nada. Prazenteira cusquice de duas madames acerca de homens - o Sócrates, o Cavaco Silva, o Durão Barroso, o Rangel, o Marques Mendes, o Santana Lopes, o Sampaio … - é ao que aquilo soa.
Caro leitor, não comprou o i de ontem e ficou a aguar por ler a entrevista? Não desespere, não precisa de se levantar mais cedo nem de ir a correr. O i está a sobrar aos montes em todos os pontos de venda. Uma recomendação: disfarce o mais que puder a pelintrice, que o i é para a classe alta. 1,40 €.
* Verosímel aos 7 segundos. E o português da Dra. Manuela, senhores, que coisa tremenda, aquelas concordâncias, aquelas conjugações… Pensará bem quem fala tão mal?
Pluvicado pelo Plúvio
Sábado, 9 de Maio de 2009
i 3
- o João Carlos Espada voltou a pisgar-se;
- o António Mendes Nunes pisgou-se;
- entrou o José Couto Nogueira;
- o Thomas Friedman passou a T. Friedman [por causa dos custos do papel, ele que é economista?];
- o Cristóvão Avillez Gomes encolheu para Cristóvão Gomes [tenho uma teoria…]
- no Radar/Zoom, a sequência 'Bernardo, Sofia, Francisco, Luís, Fernando' realinhou para 'Bernardo, Luís, Sofia, Francisco, Fernando'.
O código de barras não pára quieto.
O índice PUB, com 12 páginas ímpares e uma par, é que começa a acusar uma preocupante pasmaceira.
Pluvicado pelo Plúvio
Escusam de telefonar
* E não é «a razão porque o diz é porque» mas "a razão por que o diz é porque".
Pluvicado pelo Plúvio
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
i 2
Ontem, 1 €, hoje 1,40 €; nem o código de barras é já, surpreendentemente, o mesmo.
Os nomes dos colunistas ontem foragidos - João Carlos Espada e Fernando Gonçalves - pontificam hoje com garbo. Não é descritível o indescritível prazer com que um gajo chega ao último nome da lista e verifica que bate certo: a rapaziada diz que são 32 e não é que contei mesmo 32? É certo que ontem o Luís era Jerónimo e hoje é Januário [aposto em Luís Januário], mas que mal tem essa merda se a Marta continua Crawford e no sexo?
O índice PUB decaiu de 22 para 13, mas o i continua a apresentar uma vitalidade ímpar; absolutamente ímpar, não fossem os desmancha-prazeres do WCG e da CGD:
Página 5 - Banif
Páginas 9 - BMW
Página 11 - Zon
Página 13 - Euromilhões
Página 15 - Fiat
Página 19 - Netsonda
Página 21 - Toshiba
Página 27 - Big Time
Página 29 - Força Aérea
Página 47 - Mandrake
Página 51 - Cirque du Soleil
Página 52 - Wallpaper City Guide
No especial “O Melhor do New York Times”,
Página 16 - Caixa Geral de Depósitos
A propósito de páginas, a sequência de hoje - ao contrário da de ontem, mas, lá está, num instante tudo muda - não podia ser mais entediante: a seguir à página 22, vem a 23; a seguir à 31, vem a 32. Resistência à mudança? Cuidado, ó Martim, não deixe a rapaziada enquistar, que o sucesso, rezam todas a bíblias de gestão, é dos que não resistem. Eu sei que “há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”, mas isso é mais o pomposo do Alegre.
Não sei ainda se gosto do i, mas vou continuar a comprar. Afinal, o i é o jornal da minha aldeia*. Amanhã, se não mudar mesmo mesmo mesmo tudo num instante, há-de ser o n.º 3.
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Escreveu-me uma leitora a contar-me do prazer, nocturno, que lhe dá – nisso muito me honrando – ler os postes do Plúvio no seu belo iPhone enquanto obra sentada na sanita. Pois nem espremendo até ao último grumo as meninges, conseguiria caracterizar com tanta felicidade o público-alvo [em bom português, target] do Chove que fui congeminando enquanto lhe definia a linha editorial.
Espero, querida leitora, que entenda a razão por que lhe dedico, em especial, o presente poste. Presentes com presentes se pagam.
Agora, autoclismo nisso e ala ler o Wittgenstein.
Pluvicado pelo Plúvio
Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
i 1
Pelas 09:30 estava a ler o editorial do Martim Avillez Figueiredo, na página 4 do n.º 1 do i, saído hoje, que começa assim: «O i acredita que num instante tudo muda»*.
Segundos depois, na página 5, comecei a perceber que a fé do Martim não é vã:
«Veja quem são» [os 32 colunistas** do i]. Conto devagar,
João Rodrigues [1] Miguel Angel Belloso [2] Carlos Coelho [3] Miguel Gonçalves [4] Jaime Nogueira Pinto [5] Francesco Alberoni [6] Mário Rui Silva [7] Nuno Jerónimo [8] Nicholas Wahrf [9] Ricardo Costa Jorge [10] Paulo Tunhas [11] Bernard Henri-Levy [12] António Mendes Nunes [13] Eugenia Gambôa [14] João Cardoso Rosas [15] Nicholas Kristof [16] Paulo Oom [17] Paulo Gomes [18] Pedro Lomba [19] Thomas Friedman [20] António Pires [21] Cristóvão Avillez Gomes [22] Ricardo Reis [23] Paul Krugman [24] Marta Crawford [25] Inês Teotónio Pereira [26] Bernardo Pires de Lima [27] Sofia Vala Rocha [28] Francisco J. Quesado [29] Luís Jerónimo [30].
Ou seja, de um instante para o outro, ainda o rol estava a ser escrito, zuc, pisgam-se 2 colunistas. Vergonha súbita pela presença da Marta Crawford não é causa a descartar…
Transcorridos mais uns segundos, ainda mal refeito da surpresa, eis senão quando***, sem que o diabo tivesse tempo de esfregar um olho, quanto mais os 2, muito menos os 3, ou seja, de um instante para o outro, não só entendi que a fé do Martim se alicerça em factos como eu próprio comecei a acreditar que a sua rapaziada leva o mote muito a sério: então não é que a seguir à página 22 me aparece a página 31, a seguir à 31 a 24, a seguir à 30 a 23 e a seguir à 23 a página 32?
Juro que paguei 1 euro pelo meu eu i; tem ar de autêntico.
2- Da razão
Jornal diferente de tudo o que há, o i [72 páginas agrafadas] não deixa, porém, de seguir os mais couraçados ditames do marketing moderno no que concerne à paginação da sobrevivência. Vejamos:
Páginas 2 e 3 - BMW
Página 7 - EDP
Página 11 - Accenture
Página 15 - TMN
Página 17 - Galp
Página 31 [23] - Montepio
Página 27 - Euromilhões
Página 29 - IPL [Instituto Politécnico de Leiria]
Página 23 [31] - Optimus
Página 33 - Caiado
Página 37 - Best
Página 39 - Toshiba
Página 41 - Millennium
Página 51 - Banif
Página 55 - Zon
Página 59 - ISLA
Página 61 - Linic
Página 63 - Licor Beirão
Página 69 - Bioteca
Página 70 - Força Aérea
Página 71 - Termas de Monte Real
Por isso, e até nisso, se pode afirmar que o i é um jornal ímpar.
Não fossem a Força Aérea e a “BMW, uma expressão de prazer”, as páginas pares do i seriam de uma severa e monástica monotonia.
3- De outras merdas
Ah, já me esquecia de dizer que o i é um jornal português e que hoje é 7 de Maio de 2009.
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*** Impossível escapar ao despotismo pandémico do "quando" depois do “eis senão”.
Pluvicado pelo Plúvio
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Domingo, 3 de Maio de 2009
Por liberdade de expressão...,
Vejo agora, com surpresa, que o link vai dar a lado nenhum.
Impressão minha ou anda por aqui zeloso e socrático açaime?
Pluvicado pelo Plúvio
Manuel António Pina e o "estalinismo antitabagista"
Pluvicado pelo Plúvio
Sábado, 2 de Maio de 2009
Miguel Esteves Cardoso acerca do penteado de Vital Moreira
Bem sei que é feio julgar as pessoas pela aparência e que eu próprio teria sido condenado à morte se assim não fosse. Mas um cabelo tão imperiosamente modelado é, tal como o bigode, uma escolha consciente. Não se nasce com um cabelo daqueles ou, caso se nasça, o obstetra não sobrevive.
A opção de configurar e trazer assim o cabelo é inteiramente da responsabilidade de Vital Moreira. Tanto Deus como Viriato estão inocentes. Podemos assim julgar o penteado sem ofender a humanidade e gozar com ele sem estarmos a rir do infortúnio alheio. Não sei quanto tempo e quantos produtos - quantas pessoas - são necessários para obter aquela onda compacta e inamovível. Mas uma coisa é certa: emana soberba e autoridade. Olha-se para aquele resplandecente capacete de oiro branco e cisma-se: "Eis o Rubens Barrichello da Anadia." Veja-se a foto na página 9 do PÚBLICO de ontem. Longo, espesso, repetitivo, vaidoso, impenetrável e sempre a pender para o mesmo lado, o penteado de Vital Moreira é bem o oposto dos seus textos e discursos. Aí residirá a contradição que torna ambos tão irresistíveis.»
Pluvicado pelo Plúvio
Metz(tli)xith(tli)co
México soa-me bem.
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* Confesso que nunca me passara pela cabeça a origem comum do chocolate, da tequila, do sombrero e da bioquímica.
Pluvicado pelo Plúvio
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Desgasta-se uma pessoa a azucrinar os filhos
Lá se me vai a autoridade, foda-se.
Pluvicado pelo Plúvio
Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Alfredo, carpinteiro,
Pluvicado pelo Plúvio
Domingo, 26 de Abril de 2009
«Não há nada mais chato * que um movimento parado.»
- Por Bandeira, sempre magnífico.
Pluvicado pelo Plúvio
Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Somewhere
There's is a place for us
Somewhere a place for us
Peace and quiet and open air
Wait for us
Somewhere
There's a time for us
Someday a time for us
Time together with time to spare
Time to learn Time to care
Someday, somewhere
We'll find a new way of living
We'll find there's a way of forgiving
Somewhere
There's a place for us
A time and a place for us
Hold my hand and we're half way there
Hold my hand and I'll take you there
Somehow
Someday, somewhere.
[Letra de Stephen Sondheim; partitura de Leonard Bernstein*, voz de Reri Grist]
* Acuso este Pequeno Sacana, esteja lá onde estiver, de continuar a comover-me.
E os tratantes que se seguem, entre muitos outros, só me agravam o problema:
- David Garrett
- Julian Smith
- Gerald Dorsch [este senhor é demais]
- Coro de galeses, gayleses, vá.
- Kiri Te Kanawa
Pássaros, tubarões, borboletas, duendes e cobras, a partir dos 4 minutos e 50 - Cool, senhores!
Ah, e gosto de música.
Pluvicado pelo Plúvio
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
"Intellectuals", de Paul Johnson [1988] *
* Agora, 2009, em edição portuguesa.
Estas merdas deixam-me apardalado.
Pluvicado pelo Plúvio
Domingo, 19 de Abril de 2009
Fernanda Cãocio
[...] cão-de-água português [...]
[...] perdigueiro [...]
[...] serra-da-estrela [...]
[...] castro-laboreiro [...]
[...] podengo-alentejano [...]
[...] cão-de-fila de São Miguel [...]
[...] serra-de-aires [...]
[...] cão-de-água algarvio [...]
[...] rafeiro-alentejano [...]
[...] cão-de-gado transmontano [...]
[...] barbado-da-terceira [...]
[...] retriever [...]
[...] labrador [...]
[...] cocker spaniel [...]
[...] terrier [...]
[...] boxer [...]
[...] doberman [...]
[...] rottweiler [...]
[...] pitbull [...]
[...] são-bernardo [...]
[...] collie [...]
[...] pastor-alemão [...]
[...] lobo-de-alsácia [...]»
Não creio que, em tão exuberante exibicão de taxinomia cinológica, se deva a esquecimento - antes a algum prurido deontológico - uma referência ao patusco "cão Sócrates".
Pluvicado pelo Plúvio
É sempre comovente testemunhar
Pluvicado pelo Plúvio
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
“Salome”, de Richard Strauss, no S. Carlos
É um homem que anda a pedalar por cá desde 1938 quem o diz.
[Expresso/Actual, 10.Abr.2009 - (1) (2) (3)]
Por estas, e quase todas as outras que lhe tenho lido, é que gosto muito do Jorge Calado - (1) (2).
[…] fodas homo e hetero para todos os gostos. […] - No pudico Expresso, quem diria?
Pluvicado pelo Plúvio
Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Caminhamos a passos largos
para os gloriosos anos 20.
Não sei se aguento, até lá, tantas saudades da minha avó Quitéria e da minha avó Nazaré.
Pluvicado pelo Plúvio
Domingo, 12 de Abril de 2009
Je est un autre *
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* Arthur Rimbaud, em carta de 13.Mai.1871 a Georges Izambard e em carta de 15.Mai.1871 a Paul Demeny.
Pluvicado pelo Plúvio
Religioso sem fé,
Esta foi a de que mais gostei. Menos barateira e com tecto mais baixo do que, por exemplo, a Sé de Évora, onde me cobraram 1 € para dizer um pai-nosso de joelhos, não sofre comparação o abençoado consolo com que uma pessoa dali sai. Serviço honestíssimo, esmerado, simpático e em conta, paramentos de pano, iguarias divinais; reza-se sentado.
Pluvicado pelo Plúvio
Sábado, 11 de Abril de 2009
«Ela é a tenaz»
«[...] nada impede que dentro de cinquenta ou cem anos (porque não dentro de cinco?) volte essa neurose ou psicose de angústia da morte, de tipo metafísico, com a pergunta radical: para quê o esforço da nossa existência, se morremos completamente, vamos para a cova e, em última instância, não nos resta nada?»
- Ernst Bloch, em 1964, citado pelo padre Anselmo Borges, a fechar a sua abordagem da morte - Ela é a tenaz -, no DN de hoje
Para quê o esforço?, pois. Não fossem as galdérias da memória e da curiosidade a fazer a comichão que ainda me fazem, eu lhes dizia. E o cabrão do amor, enfim.
Pluvicado pelo Plúvio
Terça-feira, 7 de Abril de 2009
O Diário de Notícias caminha para a intemporalidade
Uma ajudazinha aqui do Plúvio, mas não contem a ninguém, OK?
Pluvicado pelo Plúvio