segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
sábado, 7 de Novembro de 2009
O problema do Tony Carreira não é a peruca; é génio a mais.
SO- No ano passado foi acusado de plágio. Acha que foi uma tentativa de lhe destruir a carreira?
TC- Não acho, tenho a certeza.
SO- E as coisas acalmaram?
TC- Parece que sim.
De facto, com a maior das calmas e lata nunca vista, o nosso divo da Pampilhosa continua a fazer constar, e cobra bem e oficialmente por isso [informação recolhida hoje no sítio da SPA], que as seguintes músicas, entre outras, são de sua autoria:
Sonhos de menino
L’idiot, por Hervé Vilard [1981]; composição de Hervé Vilard
Ai destino, ai destino
Zingarella, por Ajda Pekkan; composição de Enrico Macias [1988]
Leva-me ao céu
Uno Tranquilo, por Riccardo Del Turco [1967]; composição de Daniele Pace, Mario Panzeri e Lorenzo Pilat
Esta falta de ti
Toi qui manques a ma vie, por Natasha St-Pier; composição de Julie D’Aimé e Calogero Bros [2002]
Depois de ti (Mais nada)
Después de ti, qué?, por Cristian Castro; composição de Rudy Peréz [1997]
A vida que eu escolhi
Cloud number nine, por Bryan Adams [1999]; composição de Bryan Adams, Max Martin e Gretchen Peters
A estrada e eu
Écris moi, por Pierre Bachelet; composição de Pierre Bachelet [1982]
Enfim,
Tony Carreira é uma fraude
Tony Carreira é um larápio
Tony Carreira é um sabido
Tony Carreira é um sopro de graça
Tony Carreira é um génio prolífico [26 páginas de títulos!]
António Lobo Antunes para Judite de Sousa, na RTP, em 22.Out.2009:
[minuto 23:15] Eu, que tenho uma grande admiração pelo Tony Carreira ...
Eu não tenho grande admiração pelo Tony Carreira.
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sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Interiores e superfícies de certas e determinadas coisas
Gosto muito da Europa. Já tinha dito?
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A bandeira do Nepal *
destoa** de todas as outras.
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* Enfim, a do Japão é um bocadinho mais redonda.
** Ligar o som, s.f.f..
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segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Júlia
Falou na passada sexta-feira aos seus concidadãos, flagelados pela pandemia suína, com uma serenidade e uma capacidade de esclarecimento e tranquilização notáveis, a pedirem meças às intervenções públicas da nossa Ana Jorge que, valha-nos isso, também nunca levanta a voz e é, nos decotes, muito mais sensual.
Gosto especialmente de quando, pelo minuto 3:45, a Júlia Timó Chenco diz, sem rodeios apesar das papas na língua - ninguém é perfeito -,
… atácos mê dicho obláiden iê qué nel piíden, bchu sá cô pétê inu vjé, un móvag tré prívnia besé quê só voia nediúchine ná sissi orietô.
Nem mais!
O H1N1 que se precate.
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Mariza, a genial cantora do regime, concedeu uma entrevista genial
ao Sr. Dr. Francisco Pinto Balsemão [FPB] - SIC Notícias, 01.Nov.2009 - que toca bateria genialmente.
Mariza- ... Tentei ter aulas de canto, com uma senhora genial que se chama Cristina de Castro ... ela tem uma voz genial … Adoro Burt Bacharach, acho que ele é genial. ...
Todos os anos abraço uma causa.
FPB- Qual é a causa deste ano?
Mariza- Leucemia. … Fiz uma visita ao IPO. … O IPO é uma casa genial, eu não estava nada à espera, não estava à espera, uma casa genial. ...
Ainda bem.
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domingo, 1 de Novembro de 2009
«Faleceu António Sérgio»
"Faleceu", os tomates.
O António Sérgio morreu, foda-se.
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Um sopro de jazz sobre o bronco de Boliqueime *
Laurent Filipe- Chamo-lhe o olharapo de Boliqueime. O homem é um monstro. Ainda por cima é uma figura politicamente 'inapresentável'. Não sabe falar. Não tem formação cultural. [...]
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Os jogadores do Benfica
* E de tanto porfiarem lá a conseguiram: Braga, 2 - Benfica, 0.
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sábado, 31 de Outubro de 2009
Chamasse-se Hilária Clíntoris
00:30 - «[...] Um processo normal, sublinha*, em que Dalila Rodrigues não encaixa porque o seu nome não gera consenso entre os elementos que compõem o conselho de administração da fundação. [...]»
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Vinde cá, meu tão certo secretário *
- Público, 30.Out.2009
Da esquerda para a direita: Telmo Correia, Fernando Negrão, Pinguim Deslumbrado, ... e assim sucessivamente, ministros e secretários de Estado do XVI Governo Constitucional, de Pedro Santana Lopes, Julho de 2004.
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* Luís Vaz de Camões
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sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Urânio
Pode ser que com ajuda do Irão* passe finalmente a constar do ranking.
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* Irânio - mas que merda de piada.
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«[...] das duas uma:
* É. Isto é, parece. Melhor, parece-me que é.
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quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
«[...] O Deus do Velho Testamento
[...] O que me espanta é que nenhum dos que saltaram a protestar indignados contra Saramago se sinta chocado com a adesão irreflectida e infundamentada da maioria dos crentes à sua própria crença, muito embora o credo quia absurdum não seja propriamente um paradigma idóneo de lógica formal ou comportamental.
De resto, a Igreja Católica, receosa das iniciativas heterodoxas de interpretação dos textos sagrados e cedo feroz repressora da tolerância erasmiana, procurou evitar que a generalidade dos crentes lesse a Bíblia. [...]»
- Vasco Graça Moura, DN, 28.Out.2009
O VGM parece sempre mais certeiro a falar de Deus do que do Diabo.
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segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Que quis a criatura dizer
[…]
Tenho mantido, ao longo do meu mandato, uma rigorosa imparcialidade perante as diversas forças políticas. [...]
Não me movo por cálculos políticos. É a consciência que me interpela todos os dias no exercício das minhas funções. Os cargos públicos são efémeros, mas o carácter dos homens é duradouro. Não são os cargos que definem a nossa personalidade, mas aquilo que somos em tudo aquilo que fazemos. […]
Estes bem que poderiam ser excertos de uma entrevista ao, sei lá, José Manuel Fernandes do Público.
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Chorai, arcadas
Do violoncelo!
Convulsionadas,
Pontes aladas
De pesadelo.
[...]
- Camilo Pessanha, "Violoncelo", 1900
Telegrama para o Vasco Graça Moura:
CAVACO SILVA CONFERIU POSSE JOSE SOCRATES STP
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domingo, 25 de Outubro de 2009
O Vasco Pulido Valente,
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sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Governo XVII - Governo XVIII e o mistério do bom tempo
Tamanha obcecação com o 'núcleo duro' terá distraído noticiaristas e opinantes de uma singularidade assaz auspiciosa ou, dependendo do ponto de vista, porventura aziaga: a manutenção do pendor albertino. Na Justiça.
Ou seja, e como dizia há bocadinho o Mário Crespo a fechar o Jornal das 9, depois da borrasca caímica entre o teólogo Carreira das Neves e o herege Saramago, O tempo vai estar geralmente bom; um pouco de chuva aí no Norte, mas nada de especial [sic, notícias no caso].
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quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Caiminho-
quices e assim.
Zé, saramago, faz o seu negócio; Ze, felino coelho*, o seu; a Leya, o deles.
Deus os abençoe e se apiede de mim.
Tiro na testa,
bela capa,
livro na cesta,
atchim, atchim!
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* láparo ferino
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terça-feira, 20 de Outubro de 2009
Pulhice suburbana - 2
«Militantes religiosos não são o género de gente que convide para minha casa. Mas imagine-se que convido (ou, o que não é improvável, que chego a casa e encontro lá um instalado, entrado pela janela) e que ele passa a ditar-me o que devo fazer ou não fazer, o que devo ou não devo pensar e a impor à minha vida as suas indiossincrasias. [...]»
Diz de sua parte a Suburbana no poste "A propósito de Saramago" publicado hoje no blogue 'Circo voador':
«[…] Da minha parte digo que militantes religiosos não são o género de gente que convido para minha casa. Mas imagine-se que convido e ele passa a ditar-me o que devo ou não fazer, o que devo ou não pensar, o que devo ou não escrever e sobre o que é lícito ou legitimo (sic) construir histórias e a impor à minha vida as suas idiossincrasias. [...]»
Manuel António Pina:
«[...] É o que fazem certos grupos islâmicos nos países que os acolhem ou onde entram pela janela, usando a cultura de tolerância desses países para impor as suas regras de intolerância. O problema é saber se a tolerância deve ser tolerante com a intolerância. [...]»
Suburbana:
«[...] sei como se movimentam os grupos religiosos que usam a cultura da tolerância para impor as suas regras de intolerância. [...]»
Manuel António Pina:
«[...] incapazes de levar o "multiculturalismo" ao limite, não encontrem que dizer e se calem, como escandalosamente se calam quanto ao enforcamento de homossexuais ou à lapidação de mulheres adúlteras no Irão e países do género. […]»
Suburbana:
«[...] os islâmicos fazem-se explodir, explodem com os outros, enforcam homossexuais e lapidam mulheres adulteras (sic) [...]»
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Só a uma mente malformada e canalha não ocorrerá que a semelhança entre as passagens transcritas não passa de pura, mera, fortuita e casual convergência de pensamento, de glossário e de estilo. Parte em que passe disso só pode ficar a dever-se à presciência do Manuel António Pina que antecipou em 2 dias o que a Suburbana, que decerto nunca ouviu falar do Pina, iria escrever acerca de um caso ulterior à publicação da Notícias Magazine [Saramago e seu "Caim"].
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Pulhice suburbana - 1
Suburbana, blogue 'Circo voador', 19.Out.2009
«O estranho caso de Jenson Button»
Joel Neto, "Abram alas para o Noddy" - NS', 17.Out.2009
«Chamem-me bárbaro, se quiserem: também eu, para ser honesto, acho que a melhor coisa que aconteceu à fórmula 1, nos últimos anos, foram estes dois acidentes de Filipe Massa e Tim Glock. [...]»
Suburbana
«[...] chamem-me estúpida se quiserem, o melhor que tinha acontecido nos últimos anos à Fórmula 1 foram mesmo dois acidentes, que envolveram Filipe Massa e Tim Glock. [...]»
Madalena Esteves, DN online, 19.Out.2009
«[...] Frank Williams conhecia as potencialidades de Jenson Button quando o contratou para a sua equipa no ano 2000. Quando o piloto britânico começou a correr no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, desde logo foi prognosticado que um dia seria campeão mundial, mas só nove anos depois esse vatícinio (sic) se cumpriu: ontem, em Interlagos, no Brasil. [...]»
Suburbana
«[...] Frank Williams conhecia as suas potencialidades quando o contratou para a sua equipa no ano 2000. Desde o primeiro dia que começou a correr o piloto britânico foi logo assumido que um dia seria campeão mundial. Demorou nove anos a cumprir esse vatícinio (sic): Foi ontem, em Interlagos, no Brasil. [...]»
Joel Neto
«[...] não é do acidente propriamente dito que nós, meninos da mamã, precisamos: é de uma prova cabal de que a fórmula 1 ainda é um desporto arriscado. O próprio nome o indica: “fórmula 1” é a primeira de todas as fórmulas, a maior de todas as categorias de corridas de automóveis. Deve ser arriscada, perigosa e aspiracional, se não não é a primeira coisa nenhuma.Sim, é verdade: a morte de Senna e Ratzenberger num mesmo fim-de-semana de 1994, e que tanto prejudicou a modalidade na relação com os patrocinadores, exigia a tomada de medidas de segurança. [...]»
Suburbana
«[...] Ainda que o actual campeão não seja um acidente, antes dele, os dois acidentes haviam provado que afinal a Fórmula 1 ainda era um desporto arriscado. A maior de todas as categorias de corridas de automóveis deve ser isso mesmo: perigosa e com o sonho no voo. Senão perde o direito a ser primeira no que quer que seja. É verdade que a morte de Senna e Ratzenberger num mesmo fim-de-semana em 1994 exigia medidas de segurança, que aconteceram. [...]»
Joel Neto
«[...] Schumacher bateu em 1999 – e aí vieram mais uma série de protecções, de limites, de conselhos. Irvine e Burti bateram em 2001 – e de novo surgiram mais barreiras, amortecedores e isolantes. [...]»
Suburbana
«[...] Depois Shumacher (sic) bateu em 1999 e com esse acidente vieram protecções e limites. Irvine e Burti bateram em 2001 e de novo mais barreiras, amortecedores e isolantes. [...]»
Joel Neto
«[...] Para se sentir a verdadeira emoção de uma corrida de fórmula 1, aliás, o melhor é ir à PlayStation. Na vida real, só há aquilo: carrinhos atrás uns dos outros durante duas horas, com um nadinha de vertigem na partida, um ligeiríssimo frisson nas boxes – e depois tudo ali em fila indiana de novo, sem ultrapassagens, sem despistes, sem abismo. [...]»
Suburbana
«[...] Até parecia que para se sentir emoção numa corrida de Fórmula 1 o melhor era recorrer à PlayStation. Porque na vida real eram duas horas de carrinhos atrás uns dos outros em fila indiana. Um longo bocejo!
Longe vão os idos anos 80 em que o abismo era um factor essencial em cada partida. [...]»
Joel Neto, citando Niki Lauda
«[...] “Hoje em dia, os carros são demasiado seguros. Já ninguém se assusta quando bate na parede. Levanta-se, sacode-se e pronto.” [...]»
Suburbana, não citando ninguém
«[...] Hoje os carros são demasiado seguros. Já ninguém se assusta quando um carro bate na parede. [...]»
Joel Neto
«[...] este longo bocejo em que se tornou o campeonato do mundo [...]»
Suburbana
«[...] Um longo bocejo! [...]»
Joel Neto
«[...] Quer dizer: Jenson Button? Sebastian Vettel? São esses os novos ícones do automóvel? [...]»
Suburbana
«[...] Jenson Button? O novo campeão. Mas será um novo ícone? [...]»
Joel Neto
Suburbana
«[...] Lembram-se de Alan (sic) Prost? Na época em que eu e os meus amigos perdíamos tempo a ver Fórmula 1 era por todos considerado “uma seca, fraquinho, arriscava pouco”. Hoje, Prost no autódromo seria considerado um “ganda’maluco”. Tal como Joel Neto** também eu sou do tempo em que os campeonatos decidiam-se (sic) na primeira curva do último Grande Prémio, como (sic) o líder da classificação a atirar-se para cima do segundo classificado, colocando ambos fora da corrida... como fez Senna. Em vez dele *** temos hoje filhinhos de papá, politicamente correctos, com esposas na bancada e contas poupança reforma no banco. [...]»
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* Prost, obviamente.
*** Obviamente, Senna.
** Só a uma mente malformada e canalha não ocorrerá que a semelhança entre todas as outras passagens em que ninguém é citado, por assim dizer entre o poste todo da Suburbana e grande parte da crónica do Joel Neto, não passa de pura, mera, fortuita e casual convergência de pensamento, de glossário e de estilo. Sim, que de pilotos e carros sabe a Suburbana a rodas, perdão, rodos.
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segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Trampa em Belém e na Rua Viriato
- Quais os recursos oficiais da Presidência que foram alocados aos exercícios conspirativos que dela emanaram?
- Quais os nomes dos envolvidos nas conspirações desenvolvidas na Casa Civil?
- Quando é que Cavaco apresenta a sua resignação?
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domingo, 18 de Outubro de 2009
Que é isto?
Parece um pé…
... e é mesmo um pé, o pé direito do Cristiano Ronaldo.
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«Tuesday, October 13, 2009
Vi* ontem o debate dos directores dos jornais. O João Marcelino é um autêntico gigolô. A barba, o fatinho levemente acetinado, a camisa preta, a gravata, tudo nele tresanda. Cheira mal. Fede. O José Manuel Fernandes é um senhor. Quero cá saber se esteve mal na publicação da notícia de Agosto, se investigou pouco, se se precipitou. Aprendi a pensar o mundo ao longo dos anos a ler o Público e, confesso, estou triste por ele o deixar. Um dia vi-o à saída do Nimas. Ele ainda era muito gordo. Chovia. Fiquei a observá-lo. Invejei-lhe a companhia, eu que passava mais um domingo de solidão no cinema. Não fosse eu de recato e ter-lhe-ia dado um beijo na boca. À chuva e pelo crepúsculo. Uma mulher agradece como pode. É uma pena que a vida nunca imite a ficção. O Henrique Monteiro é um assombro. Disse ontem tudo o que havia a dizer. Não revelou a tal fonte que fez chegar o mail ao Expresso. Mas para bom entendedor meia palavra basta. Só os tolos não querem compreender. Remeteu o Marcelino à sua grotesca insignificância e viscosidade. Palmas.
POSTED BY ANA CÁSSIA REBELO AT 5:41 AM»
... ... ...
«O José Manuel Fernandes é um senhor.»
minuto 62:43 José Manuel Fernandes para Fátima Campos Ferreira- Ó Bárbara! Bárbara, Bárbara, Bárbara!...
«O Henrique Monteiro é um assombro.»
minuto 69:35 João Marcelino para Henrique Monteiro- Eu já fui acusado ao longo da minha carreira, que é tão extensa quanto a tua ou anda lá perto…
Henrique Monteiro- Sim, mas foi feita no futebol…
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* Sra. Dra. Ana Cássia Rebelo, veja bem - se ainda puder ver - se na embalagem que lhe receitaram diz mesmo Avastin.
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quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
15 de Outubro,
[Pausa para uma bica.]
PS [17.Out.2009]
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Paz catrapás
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quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Herta Müller
Até ao meio dia de hoje não fazia a mínima de quem fosse.
Mas a diligência e o profissionalismo da comunicação social portuguesa zelam pela ilustração rápida e intensiva de ignaros como eu. De tal modo que, nada sabendo antes, fiquei a saber quase tudo sobre o 12.º Nobel da Literatura mulher, Müller mais propriamente, entre as 12:00 e as 12:35. Assim,
- nasceu na Roménia e é autora dos livros O homem é um grande faisão sobre a terra e A terra das ameixas verdes, publicados em Portugal [Público];
- tem uma única obra traduzida em Portugal, Terra das ameixas verdes [Correio da Manhã];
- só tem um livro editado em Portugal, O homem é um grande faisão sobre a terra [Jornal de Notícias];
- tem publicados em Portugal, pelo menos, A terra das ameixas verdes e O homem é um grande faisão sobre a terra [Diário Digital];
- O homem é um grande faisão sobre a terra é, para já, um dos poucos títulos da sua obra editados em português [i];
- nasceu na Alemanha [Diário de Notícias].
Brigadinho.
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quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
Pedro Santana Lopes, primus inter pares,
Desta vez, a propósito do número da sua vida que, por tal sinal, é divisível por 1, por 2, por 17 e por 34 [enfim, não garanto nas outras calculadoras mas na minha dá sempre resto zero]:
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terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Deus e a traquitana do costume
Anotada a coincidência, apetece-me dizer que o Deus de Abraão – nada fazendo crer que o nosso não seja também e ainda o mesmo, posto que é de todos e eterno, e por isso continuamos bem fodidos – era um grandíssimo e alternadíssimo filho da puta. Abraão, um idiota. Quanto a Isaac, há o mais lúcido e o outro, o que vai rir e cegar. O mais lúcido inventou-o o Veríssimo. Para bem dos nossos pecados.
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O trauliteiro
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domingo, 4 de Outubro de 2009
segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
i num
instante tudo muda; como, por exemplo, neste, pelas 16:00 de hoje.
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«Noite previsível»
Tirando isso, só o jovem da JSD que garantiu: “mesmo que pércamos (sic), iremos ter um bom resultado”. […]»
- Luís Miguel Queirós, Público, 28.Set.2009
Não estou certo de que o Manoel de Oliveira tenha comentado: "De que é que a velha estava à espera?".
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* Ó Luís, esta vírgula, não sei, não.
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«A vitória de Manuela» *
«[...] A atitude de Manuela, pela afirmação serena de autoridade e de sentido de missão que envolve, não faz mais do que aumentar as suas probabilidades de vitória nas eleições, em muito que pese aos malabarismos de Ângelo Correia na SIC Notícias e de Carlos Zorrinho no Diário de Notícias. […]
Os outros partidos de esquerda já se sintonizaram com os receios funerários** do PS e já entraram todos na perspectiva de uma dinâmica de vitória do PSD. Estão convencidos de que o PSD vai ganhar, ponto final. Basta ver o que dizem líderes, militantes, jornalistas, analistas, comentadores e tutti quanti: nas respectivas notícias, comentários, análises ou tomadas de posição, pode detectar-se em filigrana não apenas o simples receio de uma vitória do PSD mas o convencimento de que essa vitória vai ocorrer em 27 de Setembro. [...]»
«[...] Os portugueses vão dar-lhe a vitória, esperando que ela ponha a casa em ordem, mande varrer o lixo e saiba criar as condições para uma recuperação urgente. […]
Mas o certo é que, estando a actual maioria em derrocada e o país de rastos, o PSD não precisa de gastar muito latim. […]»
«[...] Resumindo e concluindo: cada vez esta gente se convence mais de que Manuela vai ganhar as eleições [...]»
«[…] Dia sim, dia sim, toda a gente percebe que o PS entrou em pânico quando viu que o PSD e a sua presidente tinham mesmo de ser tomados a sério e que os expedientes de meia-tigela não levavam a lado nenhum. […]
A primeira medida profiláctica para que Portugal possa começar a recuperar é derrubar José Sócrates. A segunda é dar a vitória eleitoral a Manuela Ferreira Leite.
Já todos perceberam que os problemas não se resolvem com paleio e floreados. A solução requer inteligência, energia, competência, sensatez e coragem. E já todos perceberam também que só Manuela Ferreira Leite reúne essas qualidades. É por isso que ela vai ganhar.»
* Tributo singelo, autofágico, à vidência e clarividência, e portanto e evidentemente, do Vasco Graça Moura, em cuja diatribe contra o Acordo Ortográfico nem por isso tenho deixado de me rever com entusiasmo.
** Se o VGM tiver sucumbido ontem de asfixia, não me surpreende. Com efeito, urnas não são dos lugares mais arejados...
Pluvicado pelo Plúvio
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domingo, 27 de Setembro de 2009
Todos: Patrícia e Bruno.
[00:40] Repórter- Sr. Presidente, como é que vai passar o seu dia, hoje?
Cavaco Silva, perdão, Aníbal Cavaco Silva [todos os nomes do PSD são tríplices]- Em casa com a família. Todos os domingos eu janto com todos os meus filhos e com todos os meus netos e é isso que vai acontecer.
PeSaDelo
X
Esta manhã.
Contra o obscurantismo, contra a indigência e contra a asfixia.
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E não, não morro de amores pelo senhor engenheiro. O homem tem defeitos, toma decisões e comete erros que, às vezes, me encanitam. Enfim, é Homem.
sábado, 26 de Setembro de 2009
Discurso do ódio cego e assanhado. E das camionetas.
[29:00] Se no domingo o engenheiro Sócrates for eleito primeiro-ministro deste país tudo ficará na mesma. E tudo ficará na mesma e quem se vai arrepender vão ser aqueles que não votando no PS nem votando no PSD achavam que estavam a fortalecer quaisquer outros partidos. Só quem não conhece o engenheiro Sócrates é que não sabe que, se ele ganhar, no dia seguinte estará ele a mandar e a comandar as decisões deste país**. […]
[32:20] Aquilo que eu sei é que contactei ao longo de todo o país e recebi o apoio de milhares e milhares de portugueses e também sei que essas pessoas que me abordaram, que estas todas que estão aqui, que eu encontrei grupos destes por todo o país não foram transportadas em caminetas. Caminetas, foram caminetas que serviram para enfeitar as imagens com que a comunicação social se deixa enganar. Tenho de partilhar convosco depois do percurso que fiz ao longo da campanha, tenho que partilhar convosco um sentimento que é uma confidência que vos vou fazer: tenho a profunda convicção de que vamos ganhar.
Depois, a excelsa senhora até a ler é uma desgraça. E o pior é que, como é burrinha e altiva, nem dá por que errou. Quatro exemplos:
[05:40] 4 anos e meios depois
[06:28] 4 anos e meio depois, a justiça atingiu nívis
[07:25] 4 anos e meio depois, nós temos um sistema educativo desacreditado, porque a ele se lhe opôs [apôs] a marca do facilitismo e do trabalhar para as estatísticas
[08:10] 4 anos e meio depois, nós temos um país com uma mão cheia de dívidas e o outro vazia de esperança
PeSaDelo
sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Monges na fogueira
Não vá ser mesmo verdade e antes de que a sanha alastre além-fronteiras, a própria Cartuxa de Parma acaba, à cautela, de pedir asilo ao soba da Madeira.
Por amor e em louvor de - sic - Sácrates,
Finalmente - távamos a ver que não - a ditosa senhora propôs, resistindo à tentação do insulto e à fraqueza da maledicência, um punhado consistente e exequível de soluções pó país. País agrilhoado, borrado de medo. Por que espera o padre Fanhais para voltar a sacar da guitarra? E tu, Adriano Correia de Oliveira, pára lá de fingir de morto.
Ontem, ao jantar, em Lordelo-Paredes
[25:30] Não se iludam, caros amigos e companheiros, o engenheiro José Sócrates, candidato nestas eleições, é o mesmo José Sócrates que foi primeiro-ministro. O engenheiro José Sócrates é o mesmo que garantiu reformas mas só provocou o caos e o desperdício. […] É o mesmo José Sócrates que quis cativar os jovens mas só lhes abriu o caminho para saírem do país por falta de oportunidades e de futuro. É o mesmo José Sócrates que se apropriou de todos os meios do Estado para ocultar a realidade, manipulando estatísticas e investindo numa máquina de propaganda que foi asfixiando o país. É o mesmo José Sócrates que calou quem ousou afrontá-lo para castigo dos atrevidos e exemplo para todos os outros. […] É o mesmo que protegeu os amigos e perseguiu os adversários. É ainda o mesmo José Sócrates que deixou definhar as pequenas e médias empresas, estrangulou associações que não controlava, que sacrifica os interesses do país à sua agenda megalómana e insensata. O [sic] país governado pelo engenheiro Sócrates os pobres ficaram mais pobres e a classe média passou a ser considerada como um alvo a abater. [...]
[35:30] Há uma coisa que eu também sei: é que as pessoas que me abordaram, esses milhares de portugueses que me abordaram eram portugueses que não tinham vindo em caminetes atrás de mim. E não tinham vindo em caminete porque nós não precisamos de enfeitar as imagens para enganar a comunicação social. Por isso, caros companheiros e amigos, antes de terminar esta minha intervenção, queria confessar-lhes um sentimento: ao atingir o final desta campanha, eu tenho a convicção profunda de que vamos ganhar.
Hoje, ao almoço, em Sintra
[00:55] não vi as caminetes […] e é exactamente por esses sinais que eu estou muito tranquila com as sondagens. Porque ó as sondagens são feitas junto de pessoas que não são os portugueses ó se as sondagens são feitas junto dos portugueses, destes portugueses que andam atrás de nós e que eu sei que não vêm de caminetes nem vêm trazidos nem empurrados à força […] eu fundamentalmente acredito na sabedoria das pessoas*. Eu não encontro ninguém que fale bem do engenheiro Sócrates. Como é que é possível esperar-se que todas as pessoas vão no silêncio do voto votar no engenheiro Sócrates? […] as pessoas sabem que isto é obra do engenheiro Sácrates [sic, 02:48] […] Eu aquilo que eu acho é que as pessoas neste momento já têm tanto receio de falar que já nem aos técnicos das sondagens respondem com a verdade. […]
[06:10] Aquilo que verdadeiramente interessa é que quem não seja primeiro-ministro seja o engenheiro José Sócrates. O resto não decide nada. [...] Aquilo que interessa é que não esteja lá como primeiro-ministro o engenheiro Sócrates, porque ele se encarregará de calar todos aqueles que estão na Assembleia da República, nomeadamente aqueles que fizerem com ele coligação. […] Não vale a pena dar força a determinado partido só para que tenha uma voz mais forte na Assembleia da República. Aquilo que é essencial é que o engenheiro Sócrates saia do governo.
PeSaDelo
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Sondando a aragem
Já numa destas noites, 21.Set, convidada do Jornal das 9 da SIC N, à dona Maria João - sempre sem conseguir dizer 'idiossincrasia' ou '(in)verosímil' [juro que ela diz 'idiossincracia' e '(in)verosímel'], referindo-se ao Dr. Aníbal como um homem “sem mácula”, “probo”, “digno”, “honesto” e “íntegro”, quase me pareceu vê-la, em esforço, a fazer a espargata na mesa do Mário Crespo quando, apertada por este a propósito do facto do dia [Fernando Lima açaimado pelo PR] e da mescambilha das acções na SLN e do caso do Dias Loureiro e…, o mais que conseguiu - sabe Deus com que íntima dor - foi admitir que o homem incorre às vezes, aqui e ali, nalguma “perplexidade”, “inabilidade” ou “omissão”.
Quero, pois, crer que sabemos coisas do bronco de Boliqueime que ainda ninguém contou à tia Maria João.
PeSaDelo
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* Reconheço, sem esforço, que a Sábado está melhor do que a Visão. Está, até, uma boa revista.
Faz, porém, pena, e chega a enfadar tão uníssona e convergente monotonia, que os seus 4 cronistas residentes - o Alberto Gonçalves continua a escrever de forma insuperável - todos execrem o Sócrates e todos votem manuelino. Mas isso, lá está, só poderá dever-se a um surto especialmente severo de asfixia democrática.
Quem diz asfixia democrática diz liberdade totalitária. Deus os benza e conserve. Mas isso é lá co'a Cofina.
quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Crime de asfixia,
Repare-se no aflitivo ricto de dor da vítima, em trabalho de reportagem, ante o riso sardónico da tenebrosa senhora e a indiferença frasquilha no canto superior esquerdo da imagem.
O autor do atentado - criatura ectoplásmica tudo indica que a soldo do pérfido Sotas - actuou com rapidez fulminante [00:05 - 00:15], tendo-se afastado do local tão presta e invisivelmente quanto dele se acercara.
Entretanto, a candidata a primeiro-ministro de Portugal foi falando...
01:40- É uma eleição em que está em causa dois caminhos completamente diferentes pó país.
Esperam-se, com ansiedade crescente, revelações bombásticas de Belém sobre "questões de segurança".
PeSaDelo
Resposta ao Joaquim Letria
Eu digo. É porque está com falta de ar. Asficcionado, por assim dizer.
PeSaDelo
quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
E portanto e evidentemente,
Hoje, em Famalicão
... isto são redes sociais que não podem ser desperdiçados. Sempre entendi e defendo que é um tipo de apoios que não pode ser apenas dada pelo Estado. […] E por isso é um tipo de instituição que gosto de ver os exemplos […]
E portanto e evidentemente que não vou perder tempo, desculpem a expressão, com 'faits-divers' que em nada serve para esclarecer aquilo que neste momento está em causa. […] e essa questão é de tal forma premente, de tal forma urgente e de tal forma grave que me parece absolutamente quase que é dramático que as pessoas consigam distrair-se desta questão e andem preocupadas com outros problemas que em nada diz ao povo português. […]
É preciso tar-se verdadeiramente desesperado para entrar com argumentos dessa natureza. - conclui sob aplauso, a tenebrosa senhora, desta vez contida e sereníssima, comentando o labéu salazarento de que os socialistas dizem estar impregnada a sua "política de verdade". Eu também digo e não estou desesperado.
PeSaDelo
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Observe-se como, entre o minuto 02:25 e o minuto 02:40, o jovem e promissor golfista João de Deus Pinheiro, postado atrás do ser falante, bate o record universal de movimentos supraciliares por segundo numa espectacular e incontinente irrupção de acenos de assentimento.
terça-feira, 22 de Setembro de 2009
A crise asmática
Por mim, sufocado de medo, mantenho-lhe a língua sob escuta.
Hoje, em Guimarães
[...]
Mantenho exactamente tudo o que disse, não tenciono alterar uma vírgula e tenciono repetir isto à exaustão*, porque o país não progride e é um dos pontos pelo qual não progride é por causa da asfixia democrática. Não há nenhuma sociedade com medo que consiga desenvolver-se, não há nenhuma sociedade sufocada que seja capaz de se desenvolver.
[...]
Merece apreciação o rosto cerrado do jovem golfista João de Deus Pinheiro, que se ilumina por súbito e enfadado regozijo, para logo se fechar, quando, ao minuto 02:05, a tenebrosa senhora é interpelada acerca das asficcionadas escutas.
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* Se, antes, não tiver morrido de apneia.
segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Pátria de proximidade
- Bernardo Soares [Fernando Pessoa], 1931
E a tua, Manuela, e portanto quais é que é a tua pátria?
- Não conheço exactamente nem penso provavelmente que nem toda a gente conhece qual é que são as alternativas e as prioridades que se põem. Numa coisa tenho a certeza absoluta que vou fazer: é que vou estabelecer prioridades; não há recursos para tudo, há só para algumas coisas e as prioridades vão ser a coesão nacional e portanto pensar no interior e não tanto no litoral porque esse está mais desenvolvido e é necessário pensar no interior e é necessário investimentos de proximidade que resolvam não só este problema como o problema do desenvolcimento equilibrado do país.
- Manuela Ferreira Leite, esta manhã em Bragança.
PeSaDelo
Pluvicado pelo Plúvio
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Em que planeta vive a Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite?
A senhora está passada. Salazar era mais asseado; e sabia de gramática.
03:35- e portanto é evidente que é contra isso que eu luto com todas as minhas forças para que isso possa ser verdade.
Verdade, disse ela. Vá lá, companheiro Aníbal, arranje-lhes aí mais um cartaz. Faltam 6 dias, não os deixe morrer de medo.
PeSaDelo
Os apartes do entrevistador - exactamente, exactamente - e o modo como orienta as respostas da tenebrosa senhora recobrem de nojo e de vergonha a palavra jornalismo.
sábado, 19 de Setembro de 2009
A Dra. Manuela Ferreira Leite é um embuste,
Esta manhã, em Coimbra
Fátima Araújo, RTP- A senhora doutora não sente receio de a sua candidatura ser fragilizada pelo caso das alegadas escutas à presidência da república? Ontem, no discurso, a senhora doutora referiu-se a isso retomando o tema da asfixia democrática…
Manuela Ferreira Leite- Exactamente, o tema da asfixia democrática é algo que deve estar sempre presente, neste momento e posteriormente às eleições porque é um dos pontos que eu considero mais dramáticos neste momento na sociedade portuguesa.* Temos segurança praticamente em nada, até daqui a nada começa a duvidar-se da segurança na correspondência. Isso é algo que não nos lembramos de algum dia vir a ter visto no país. Considero que é péssimo do ponto de vista da democracia e é muito pouco salutar para um país que se quer desenvolver.
FA- É sua convicção de que o Ministério Público deveria investigar esse caso das alegadas escutas?
MFL- Neste momento estamos em campanha eleitoral, estamos a fazer campanha e propostas aos portugueses para o próximo governo, vamos tentar escolher um primeiro-ministro em consciência; não vou desviar as atenções de temas que não têm a ver com este objectivo. E portanto sobre esses temas houver a falar depois das eleições. Até lá, estamos a oito dias de eleições, não vamos desviar aquilo que é os motivos de escolha dos portugueses.
O que eu, contemporâneo do Manoel de Oliveira, não me lembro é de algum dia ter visto tanta demanda incendiária e intoxicante à solta. Os deuses nos livrem do país desta tenebrosa senhora.
O advogado pugilista Nuno Morais Sarmento dizia ontem - Expresso da Meia Noite, SIC N - que «o país conhece Manuela Ferreira Leite», que «os portugueses têm dela a ideia de uma pessoa séria, constante e coerente». Bem sei que qualquer pedregulho não anda longe de tais características, mas não, eu também não quero pertencer ao país do Sarmento.
E se não é por cegueira ou paixão, já de si cega, que gente como o José Pacheco Pereira ou o Vasco Graça Moura, ou mesmo o bom do Lourenço Ataíde Cordeiro, apoiam e promovem tão entusiástica e apologeticamente a tenebrosa senhora, então o mundo ensandeceu de vez.
PeSaDelo
* Qual desemprego, qual pobreza, qual injustiça, qual crise, qual endividamento, cais quê? Dramático, dramático é o clima de medo, perseguição e sufoco implantado em todo o país** - designadamente, no palácio do Cavaco e na privacidade do José Manuel Fernandes, do José Pedro Aguiar-Branco, do Joaquim Letria e do Mário Crespo - pelos esbirros do engenheiro Sócrates.
Dramático, dramático é que nem já os prestáveis carteiros possam fazer o seu trabalho sem a patrulha de 2 polícias: um sapador à frente, um da secreta atrás.
** Com excepção do arquipélago ajardinado.
Pluvicado pelo Plúvio
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Quem se fia nas aspas pode ser enganado
- vocês também não se esqueceram ainda de qual é que eram as sondagens antes das eleições europeias exactamente num, nos prazo antes das eleições tal como neste momento se verifica.
O que é que o DN de hoje diz que ela disse?
- «Confrontada com a sondagem da Universidade Católica - que deu 38% ao PS, 32% ao PSD, 12% ao BE, e 7% à CDU e ao CDS -, a líder laranja desvalorizou os seis pontos que a separam de José Sócrates . "Já se esqueceram das sondagens antes das europeias, à mesma distância temporal das eleições do que esta?", questionou.»
Ao jantar de ontem, em Aveiro, a tenebrosa senhora disse, e portanto exactamente:
- E não aceito que haja um director de um jornal reconhecido e prestigiado no nosso país que possa estar sob escuta.*
O que é que o DN de hoje diz que ela disse?
- «"Não aceito viver", disse a líder social-democrata, "num país onde um director de jornal suspeita de que está sob vigilância".»
Foda-se, pá, estas merdas enervam-me. Ainda por cima num jornal "reconhecido e prestigiado".
PeSaDelo
Entretanto, mas sem nunca interferir na campanha
PeSaDelo
Saborear devagarinho
Não tenciono mudar absolutamente nada na campanha nem tenho motivo para o mudar porque, como vocês têm presenciado, há muito tempo que não existe uma adesão por parte das pessoas em relação ó partido como neste momento se verifica. E portanto não tenho nada que mudar nem tenho nada que ficar desanimada, porque vocês também não se esqueceram ainda de qual é que eram as sondagens antes das eleições europeias exactamente num, nos prazo antes das eleições tal como neste momento se verifica; e portanto as sondagens são as sondagens que eu penso nas europeias como é evidente, e mesmo que não fosse isso eu não desestiria de lutar plaquilo que considero que é o bem do país. Os portugueses depois avaliarão e decedirão com o seu voto. [Como sempre, garanto a fidedignidade da transcrição.]
- Manuela Ferreira Leite em Oliveira de Azeméis, 18.Set.2009
Desculpem, desconheço a notícia que não, nem sequer tenho conhecimento dela, portanto não li.
E portanto evidentemente, às 11 da manhã ainda ninguém falara à presidente do PSD da manchete do Diário de Notícias - nas bancas de Oliveira de Azeméis desde pouco depois de o Sol nascer - nem portanto evidentemente ela a vira, aposto em que pela simples razão do alã da campanha.
Ontem, no Expresso da Meia Noite [SIC N], o Sr. Dr. pugilista Nuno Morais Sarmento insistia, anjo diáfano, em 4 substantivos de que a Dra. Manuela Ferreira Leite parece ungida por édito divino: seriedade, credibilidade, coerência, constância.
Faltou acrescentar, talvez, viço.
Soletrando agora cada sílaba da Verdade, não vá a velhota asnear:
Eu não aceito viver num país em que haja uma estação de televisão em que sendo incómoda para um primeiro-ministro ela seja silenciada sem nós sabermos porquê.*
- Manuela Ferreira Leite em Aveiro, 18.Set.2009, ao jantar
Confesso que estou arrepiado. Com medo do país da Dra. Manuela Ferreira Leite.
PeSaDelo
quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Má-língua
Mas vá lá que nem tudo nela é charme e virtude. Pelo menos, fala muito bem a língua portuguesa [1] [2] [3]; e se fala muito bem, decerto pensa melhor.
Agora que isso me incomoda um bocadinho, isso incomoda.
E portanto evidentemente, de quem é a culpa? Do Sócrates, obviamente.
PeSaDelo
Pluvicado pelo Plúvio
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quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Manuela, um certo alã e portanto
Minuto 07:10*- Ele [Sócrates] tem andado muito incomodado com o facto de a Manuela Moura Gredes ter desaparecido do ecrã da televisão e então achei que uma forma de o ajudar era mantê-la na televisão que eu acho que lhe daria um certo, enfim, um certo alã e portanto foi uma tentativa de ajudar.
PeSaDelo
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terça-feira, 15 de Setembro de 2009
João Palma-Ferreira [1931-1989]
Erudito, sarcástico, enfático, hipocondríaco, mitómano, lúcido, apocalíptico, suspicaz, injusto, generoso, tremendista, ávido, violento, vingativo, veemente, afectuoso, moralista, libertino, solene *, nada conseguia fugir à sua atenção, à sua pontaria, ao seu furor.
[…]
Tinha uma erudição laboriosa e infinita**. Conhecia o que toda a gente desconhecia e lembrava o que toda a gente esquecia: autores, livros, folhetos, frases, almanaques, casos, histórias, acontecimentos. Às vezes, atirava epítetos assassinos: "Esse fanático pré-salazarista!", e estava a falar de Nuno Álvares Pereira!
ao contrário de alguns donos do momento (político, cultural, mediático), que, muito inferiores a ele, andam por aí a exibir uma pobre celebridade que os vai preceder no fim, João Palma-Ferreira sabia que a morte dá razão aos pessimistas. E que apenas raros a desmentem!»
- José Manuel dos Santos, Expresso/Actual, 12.Set.2009
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* E dizia eu que o JMS adjectivava aos pares ...
**... destes.
Pluvicado pelo Plúvio
segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
Para que foi hoje a tenebrosa senhora
Para sublinhar a importância de um investimento de proximidade. [minuto 00:10*]
Nem mais.
E que foi a tenebrosa senhora dizer a Castelo Branco?
Crise foi aquilo que salvou o engenheiro Sócrates de estar a candidatar-se às eleições. [minuto 01:45*]
Da minha vista ou o homem está mesmo a candidatar-se?
... e ...
Aquilo que verdadeiramente dá [o Sócrates] a cada um dos bebés que nasce é uma dívida para o resto da sua vida muito superior a estes duzentos euros. [minuto 02:30*]
Nem o horror ao espanhol a torna melhor em português. Causa perdida. E portanto evidentemente pela simples razão.
PeSaDelo
* Deste vídeo
Pluvicado pelo Plúvio
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«Uma boa pontuação é rara e uma bênção»
Compreende-se, pois, que da educação faça parte tanto o Português como a Matemática. Mas, se a linguagem é estruturante do mundo e do saber fundamental, torna-se claro que, se a compreensão do Português for frágil, não há razão para espanto no desastre em Matemática.
Fica aí uma súmula de erros em Português em escritos académicos recentes de estudantes universitários.
Erro constante é o de colocar o verbo haver no plural, quando deveria ser colocado no singular. Note-se, porém, que este erro é frequente mesmo em professores dos diversos graus de ensino, ministros, gestores, advogados... Exemplos: "haviam muitas possibilidades", "poderiam haver outros partidos". Neste caso, será preciso perguntar qual é o sujeito.
Uma boa pontuação é rara e uma bênção, pois dificilmente se sabe colocar uma vírgula no lugar certo. Mas não é raro colocá-la imediatamente a seguir ao sujeito da frase. Será então preciso perguntar: qual é a lógica que preside à coisa?
Agora, casos concretos: "o homem dasse a conhecer"; "vou reflectir à cerca de outro tema"; "deve-se dizer não há violência"; "se ele mandá-se, como seria?"; "há-dem ver" - aqui, observo que já ouvi esta a um ministro; "o nosso tempo trás de volta o mito"; "isto nada tem haver com o que foi dito"; "à muito tempo que é assim"; "tratam-se de questões complexas" - é muito frequente ouvir este erro na televisão, na rádio e em conferências; "vamos, quando quiser-mos"; "é assim; senão vejamos" - outro erro comum.
Por onde começar na reforma do ensino?
Tive a sorte de ter tido excelentes professores, mas talvez aquele ao qual mais devo seja o da escola primária, como então se dizia - saíamos de lá a dividir correctamente as orações, a distinguir entre um "que" relativo e um "que" integrante, um "se" condicional e um "se" infinitivo, e a redigir sem erros mortais. Ele não tinha passado pela Universidade, mas era dedicado e punha-nos a fazer essas coisas - redacções ou composições literárias, ditados, cópias... - com naturalidade e exigência, corrigindo diariamente o que era para corrigir. Cumpria como professor o que diz o étimo, que é profiteor: declarar abertamente, confessar publicamente, proclamar, obrigar-se a, dar a conhecer, entregar uma mensagem, ensinar.»
- Anselmo Borges, DN, 12.Set.2009
Pluvicado pelo Plúvio
domingo, 13 de Setembro de 2009
Ilação da lição e vice-versa ao contrário
PeSaDelo
Por amor de Deus - II
Estarrecei, professores de língua portuguesa, que eu juro por minha honra que ela disse mesmo assim, exactamente assim, rigorosamente assim. E portanto.
Debate com José Sócrates - SIC, 12.Set.2009
Minuto 05:24- Eu disse desde sempre e fiz sempre, e sou com isso coerente, de que nunca traria pá política questões que eram do âmbito da justiça. E portanto fiz isso, cumpri, ninguém m’oviu falar em questões de justiça em debate político e portanto mantenho essa coerência. […] Eu já lhe disse que não assumi nunca discutir assuntos de questão na justiça. E não vou abrir excepções.
07:40- Não posso deixar de dizer ao senhor engenheiro Sócrates de que efectivamente esse aspecto tem casos imensos.
09:25- Explico no seguinte sentido [a "falsa" candidatura a deputado do Alberto João Jardim]: aquilo que eu disse e fiz foi que não admitia que nenhum candidato fosse candidato simultaneamente a duas eleições simultâneas. [E só gente maledicente e malformada ousará insinuar que, por exemplo, a Maria da Conceição B. Jardim Pereira tem alguma coisa a ver com a Maria da Conceição Feliciano Antunes Bretts Jardim Pereira. - Via "Câmara Corporativa"]
10:05- Então nessa altura também um de nós é falso candidato porque provavelmente um de nós será primeiro-ministro e portanto não irá para deputado e portanto esse caso não se põe, como bem sabe.
11:45- a política actual que tem sido seguida
13:00- neste momento ele [Sócrates] tem a hipótese de dizer, e tem feito esse discurso, de que a situação …
14:15- Continuo a ter algumas dúvidas se, e isso é coisa que me preocupa, se algumas coisas que o engenheiro Sócrates diz é porque entende que elas não são importantes e então isso preocupa muito ou se não diz porque se calhar os assessores não lhe disseram para dizer.
José Sócrates- Não percebi nada do que quis dizer, senhora doutora, com essa última parte …
17:30- O que é necessário são medidas adequadas para que essas medidas sejam tomadas.
17:40- A melhor forma de ajudar é criar riqueza. E a forma como o senhor conduziu o combate à crise, do meu ponto de vista, como sabe porque o tenho dito muitas vezes e disse-o publicamente, do meu ponto de vista está errado.
18:22- Hoje, os objectivos que deveriam ter sido imediatamente estabelecidos para obviar a consequências mais graves da crise não foram tomados.
22:30- Se eu for primeira-ministra como desejo, como espero…
24:20- Não gosto, sabe, não gosto dos espanhóis misturados com os portugueses.
24:50- É um empobrecimento ao país.
32:10- O problema das contas públicas de Portugal foi criada pelo governo socialista do engenheiro Guterres.
32:35- Combatemos titanicamente* para que não perdêssemos esses fundos.
32:50- Em 14 anos de governo socialista, o Partido Social-Democata esteve 2 anos e meio no poder.
33:35- Aquilo que eu digo muito claramente e sem qualquer espécie de ambiguidade é que o nível da carga fiscal não é susceptível de ser aumentada.
37:55- Farei a revisão dos aspectos que considero injustos porque não foram feitos quando deviam ser e que eu propus que eles devem ser feitos.
41:25- O problema, senhor engenheiro, é que o senhor criou tal manha, tamanha situação, tal é a situação grave que o problema das portagens já não resolve o problema.
42:07- Está lá [no programa eleitoral do PSD] dito claramente o seguinte questão …
43:28- O senhor ainda não esclareceu o país qual é que é a base da sua reforma.
43:50- É que é basicamente** com base na redução das reformas que as pessoas vão receber.
48:00- Quem está aqui a ser julgado é o engenheiro Sócrates porque ele é que tem o governo para …
José Sócrates- Estamos todos a ser julgados sempre.
MFL- Não, não estamos todos a ser julgados. Eu nunca fui primeiro-ministro; o senhor é que foi primeiro-ministro durante estes 4 anos e meio e é sobre esse que vai ter que responder.
51:40- Eu não aceito que o engenheiro Sócrates fale na questão das eleições. Pela simples razão de que aquilo que eu tento propor ao país é aquilo que efectivamente eu penso e aquilo que eu vou fazer; e não ponho lá nada que não pense que vá fazer.
52:25- Eu percebo, porque daqui a 10 anos o senhor não estará cá e portanto quem quiser que resolva o assunto.
56:45- Tá aqui um ponto que o senhor engenheiro ainda não se adaptou mas admito que seja difícil e que é que este programa é um programa que eu começo logo por dizer de início que só ponho aqui aquilo em que vou mexer e que vou fazer.
62:20- E portanto não tenho nenhuma dúvidas em dizer, não tenho nenhuma dúvidas em dizer que a avaliação deve existir mas que este modelo de avaliação deve ser outro.
67:30- Vimos aqui por exemplo que o engenheiro Sócrates faz políticas erradas; a consequência é que o país não cresce mas depois vai dar subsídios e ajudar. Parece aquela pessoa que mata o pai e a mãe pa depois dizer que é órfão. ***
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O discurso da Manuela Ferreira Leite consubstancia-se num chorrilho de tiques de "magister dixit", autoritarismo e sobranceria [e portanto - 10 vezes por minuto -, evidentemente, é evidente, efectivamente, pela simples razão, nesse sentido, absolutamente, rigorosamente, obviamente, verdadeiramente, claramente, exactamente], com uma única, original e genial ideia/solução para todos os problemas do país: criar riqueza. Sabe-se lá como.
Não bastando, não sabe falar, é uma torneira sempre aberta, disléxica, de ofensa à língua portuguesa.
Não bastando, é mentirosa, mal-educada, incontinente, agressiva, autoritária e arrogante [veja-se a altivez enfadada - minuto 16:50 do debate com Paulo Portas - com que reagiu ao convite da Judite de Sousa para assumir e esclarecer o lapso grosseiro, 3 vezes reiterado, que cometera em relação ao IRC, baralhando-se com o IRS [Evidentemente que o objectivo não é com certeza criar desemprego. Em todo o caso, não podemos deixar de pensar que os grandes lucros já neste momento estão taxados aos níveis de 42%], no debate com o Jerónimo de Sousa [ao minuto 05:00, por exemplo].
Não bastando, já não é, digamos, muito nova [1940]; mas não tão velha que, daqui a 10 anos, não esteja ainda por cá a tratar da justiça nas pensões e do insecticida nos espanhóis. E se ela já não estiver, há-de estar o Manoel de Oliveira.
E portanto evidentemente
PeSaDelo
* Usurpado ao Paulo Portas, no debate de quinta-feira.
Por amor de Deus - I
Estarrecei, professores de língua portuguesa, que eu juro por minha honra que ela disse mesmo assim.
Debate com Paulo Portas - RTP, 10.Set.2009
Desta vez, maquilhada com um grande investimento público das betumeiras. Contra a sua vontade, decerto.
Minuto 11:50- Um dos motivos pelo qual o país não cresce ...
12:15- Eu gostaria que o Dr. Paulo Portas dissesse exactamente quais é os impostos que vai baixar.
17:40- Quando fizemos essa proposta, e mantemo-la, foi no momento em que é susceptível de haver agravamento do défice orçamental cujo já está verificado.
31:15- Porque entretanto as pessoas não podem morrer antes de o assunto estar resolvido.*
33:15- e portanto, ele [Código de Processo Penal] tem sido uma das causas da grande criminalidade que, piquena e média criminalidade […] e portanto e sabe-se que a causa foi essa exactamente.
36:35- Temos no nosso programa eleitoral a criação de um programa de apoio à delinquência juvenil. […] Porque eu considero que é muito mais decisivo aquilo que é a prevenção na questão da piquena criminalidade ou da média criminalidade do que propriamente a repressão.
40:55- Sabe porque é que está aqui a debater comigo? Porque eu impus, porque eu impus …
Paulo Portas - Não se impõe nada em democracia, doutora Manuela.
PeSaDelo
O patusco príncipe operário de Pirescoxe,
Debate com o Dr. Paulo Portas - SIC, 07.Set.2009
Minuto 20:30, virando-se para a Dra. Clara de Sousa, a propósito da Galp e dos preços dos combustíveis- Vá pelo auto-estrada* afora e veja as placas e veja o preço dos combustíveis e vai descobrir uma coisa ...
Debate com a tenebrosa senhora - TVI, 09.Set.2009
Minuto 12:50- Em segundo lugar, talvez a contradição mais latente e saliente é o facto de, lendo o programa do PSD ...
38:50- E simultaneamente procurar corrigir estes entorses que existem hoje na justiça portuguesa.
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Manuela Ferreira Leite, minuto 15:45- Primeiro lugar queria aqui ficar bem explícito o seguinte**: nós não somos contra o investimento público; não sou contra o investimento público nem abandono o investimento público. Aquilo que eu digo e reafirmo é que o investimento público deve ser um investimento público de proximidade e não um investimento público de megaprojectos que não contribuem em nada para o crescimento económico, pelo contrário, vão emprobrecer o país porque há aqui uma questão que ainda não foi levantada e que tem que ser referida, que é o nível de endividamento em que o país se encontra e esse ponto não pode ser posto de lado. O nível de endividamento do país é de tal ordem que não é possível nós apostarmos no** grandes investimentos públicos. Agora, no investimento público de proximidade, eu não o abandono. Acho que deve ser absolutamente acompanhado e bem referido.
35:10- Acho que foi uma fórmula de criar uma* ambiente terrível por entre os magistrados [redução das férias judiciais] e que não conduz absolutamente a lado nenhum.
44:40- E é sobre esse sentimento que é inaceitável que se verifique na sociedade portuguesa**.
PeSaDelo
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* Leia-se 'plo autustrada'. Enfim, já o príncipe estudante de Boliqueime dizia, em primeiro-ministro, nos idos de 80-90 - e foi dizendo sempre até que a sua terapeuta da fala o terá corrigido -, "o autustrada".
** Juro por minha honra que ela disse mesmo assim, exactamente assim, rigorosamente assim.
Pluvicado pelo Plúvio
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quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Do que eles falam e nunca explicam
1 - Considera-se:
a) Microempresa a que emprega menos de 10 trabalhadores;
b) Pequena empresa a que emprega de 10 a menos de 50 trabalhadores;
c) Média empresa a que emprega de 50 a menos de 250 trabalhadores;
d) Grande empresa a que emprega 250 ou mais trabalhadores.
[...]»
- Código do Trabalho
Pluvicado pelo Plúvio
"Asfixia democrática"
Como devem calcular, sei muito bem do que falo. E o nojo que me invade, nestas situações, não esmorece com a idade. Pelo contrário: sou um casmurro que bate o pé. É sabido que não trago o retrato de Sócrates junto do coração. Tenho-me servido do sarrafo, escandalizado com as suas políticas crudelíssimas, tristes e insensíveis que deram cabo de algumas esperanças acalentadas. A lista das minhas indignações é grande. Mas nunca senti "asfixia democrática"; nunca houve recoveiros a sussurrarem-me recados ou ameaças. Ao contrário do que me aconteceu no tempo do dr. Cavaco: fui proibido de escrever "artigos políticos" por uma parelha de medíocres que trepara à direcção do Diário Popular, jornal fundado pelo meu pai, no qual eu começara a escrever, com catorze anos, e onde trabalhei durante vinte e três. [...]
Quando a dr.ª Manuela Ferreira Leite, onzenada pelo seu Rasputine ex-maoísta, procede à elaboração da realidade como evidência, preocupo-me com essa fumigação perigosa, que pode enganar e submeter os que são propensos ao engano e à submissão. Vivemos numa época em que o que se diz ser é o que conta. Mas precisamos de enfrentar esse ardil e resistir à falácia. [...]
Quando se diz que na Madeira não há "asfixia democrática", está em jogo algo de mais relevante do que uma frase suplementar.»
- Baptista-Bastos - DN, 09.Set.2009
PeSaDelo
segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
Gramática CDS
Pluvicado pelo Plúvio
Etiquetas: sócrates
domingo, 6 de Setembro de 2009
Gramática PCP
Pluvicado pelo Plúvio
quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Leitura de férias
«[…] tirei quinze dias de férias. […] Como faço todos os anos nesta altura, a escolha dos livros é a que me exige mais tempo, ponderação e espaço. Já uma vez disse que a mala de livros que levo para férias é o meu harém: gosto de ter à mão, a qualquer hora, uma vasta escolha de livros de que espero uma grande variedade de prazeres. […]
Quase sempre incluo as Obras Completas de um escritor que já li e me apetece reler ou cuja leitura adiei. Em relação aos clássicos, este ano, levei as Obras Completas de Dante e as de Tchékov, autores que nunca li completamente (ambos na fabulosa edição da Pléiade), todo o Tocqueville e uma selecção dos poemas de Yeats. No caso de Dante, levei também uma edição da obra original; e, no caso do poeta irlandês, uma edição bilingue inglês/francês. Além disso, amontoavam-se na mala, espreitando uma oportunidade, obras de muitos outros autores, a que não pude dedicar um minuto de atenção.
Mas levei também alguns livros que, pelas boas e as más razões, marcaram as minhas férias este ano. Três boas descobertas: El Audaz, de Benito Pérez Galdóz, The Conversations – Walter Murch and the Art of Editing Film, de Michel Ondaatje, e Os Detectives Selvagens, de Roberto Bolaño. […]»
- António-Pedro Vasconcelos, SOL, 28.Ago.2009
Pelos meus cálculos, para em 15 dias ter lido tanto, incluindo o que não teve tempo de ler, o homem nem de pé mijou. Isto, não considerando o vasto tempo em que decerto se ocupou da filosofia de jogo do seu novo Benfica, o de Jorge Jesus.
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quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Manuela Ferreira Leite
- Baptista-Basptos, DN, 02.Set.2009
Para não falar daquele pestanejar de colibri, quando mente.
PeSaDelo
segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Complicações do tempo presente
[...] O detido, que sofre de complicações psiquiátricas*, apoderou-se das chaves e fugiu com a viatura, presumindo-se que o objectivo era encontrar-se com a mulher. No Freixo, ao circular junto a uma mota de uma agente da PSP, atrapalhou-se e embateu na viatura de duas rodas. Com medo de ser descoberto tentou fugir e ter-se-á então atirado ao rio. [...]»
- Alfredo Teixeira, DN, 31.Ago.2009
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* É de supor que o suicídio tenha agravado as complicações.
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i 100
No que o i não muda, honra lhe seja [expressão fantástica], é no lema - "i num instante tudo muda".
E é que muda mesmo. Diz hoje o centenário i acerca do filme “Ponyo à beira-mar”: «[...] a beleza e a sensibilidade da história do jovem Ponyo e da [sic] peixinho vermelho Sosuke prometem comover e agradar a todos.» Pois eu juro que quando, faz 4 dias, me deliciei com a história, Ponyo ainda era a peixinho e Sosuke o jovem.
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domingo, 30 de Agosto de 2009
Ainda o peido pífio de proximidade
Para quem passou um ano e meio a apregoar aos quatro ventos que os socialistas apenas tinham palavras e promessas para oferecer, não deixa de ser confrangedor verificar que os sociais-democratas não têm mais para oferecer que não sejam lugares-comuns, suspensões para melhor análise ou vaguíssimas opiniões.
A que tipo de comportamento ético-político nos pretendemos referir quando há um ano se apelidava a descida da taxa social única como inconsciência e agora se defende o seu decréscimo em dois pontos percentuais ou se pretende revogar medidas que se decretaram como é o caso do pagamento especial por conta?
[...]
[...]»
Se o Pedro Marques Lopes, que é ele, acha isto do peido pífio de proximidade, que haveria de ter achado eu?
PeSaDelo
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Péssimo português na universidade; nada de novo
[...] É um programa inteligente e eficaz, por três razões [...]
A segunda razão é a de que nas políticas concretas vai de encontro às reivindicações e aos protestos de um grande número de sectores socioprofissionais e nesse sentido é um programa inclusivo. [...]
de encontro às e aos? ao encontro das e dos, senhor professor.
PeSaDelo
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sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
O programa eleitoral do PSD é um
é essencial o reforço da competitividade das pequenas e médias empresas, na produção e exportação de bens transaccionáveis, no empreendedorismo e inovação, na criação de condições de confiança para o investimento, e em investimentos públicos de proximidade, com custos razoáveis e previsíveis, de modo a conter o nosso endividamento.
[A política económica deve orientar-se para facilitar a actividade das empresas, e em especial a das PME. Aqui propomos:]
Permitir o acesso de PME aos concursos de investimentos públicos de proximidade, agilizando os processos de concurso e acabando com a sua aglomeração em termos que limitam o acesso apenas a empresas de certa dimensão.
Na agricultura, assumiremos perante o País uma inversão da opção política de descredibilização e asfixia do Mundo Rural, seguida pelo actual governo. É preciso travar a desertificação do Mundo Rural, considerando a agricultura e a floresta, a valorização do ambiente, o lazer e turismo, e os serviços de proximidade, como actividades fundamentais a desenvolver na construção de um meio rural sustentável.
Daremos preferência, sobre investimentos megalómanos de utilidade duvidosa, aos investimentos “de proximidade”, com intervenções de pequena e média dimensão
Reforçaremos as formas extrajudiciais de mediação familiar, numa lógica preventiva, de proximidade e participação.
Valorizaremos o papel das instituições privadas de apoio social e de instituições públicas locais no combate à pobreza, privilegiando as acções de proximidade e promovendo a sua eficiência e qualidade de serviço mediante o reforço de recursos, melhor organização e informação e o seu funcionamento em rede.
Apostaremos na vigilância e acompanhamento de proximidade e na fiscalização rigorosa dos beneficiários do RSI.
Aprovaremos as Bases Gerais da Política de Reinserção Social, assente no acompanhamento pluridisciplinar e de proximidade dos criminosos de acordo com o seu grau de perigosidade, e que envolva a comunidade.
Centraremos a estratégia policial no policiamento de proximidade, com reforço na rua nomeadamente nos períodos nocturnos e nas zonas de maior criminalidade, e actuando de uma forma proactiva junto das comunidades, através, por exemplo, do reforço da segurança de proximidade junto dos mais frágeis, como os idosos ou as crianças.
Reforçaremos o papel das autarquias, dos organismos de segurança social e das instituições de natureza social na intervenção nas zonas urbanas problemáticas, como forma de prevenção criminal através da proximidade com os residentes e da aplicação de estratégias de valorização social.
Melhoraremos a qualidade dos serviços prestados pela Administração Pública caminhando no sentido de serviços progressivamente mais próximos e personalizados, à medida das necessidades dos cidadãos e das empresas.
Segmentaremos o atendimento presencial com a criação de balcões próximos dos diversos tipos de utentes, e alargaremos esse atendimento com componentes multicanal
(Internet, SMS, etc.).
Daremos especial atenção à política de cidades, um dos mais gritantes falhanços da governação socialista, articulando-a com as políticas de segurança, de habitação, de investimentos públicos (designadamente, na reabilitação urbana e em equipamentos sociais de proximidade), de ambiente e de transportes.
Combateremos a insegurança pelo policiamento de proximidade.
Daremos preferência, de entre os investimentos públicos “de proximidade”, a investimentos para requalificação de centros históricos e preservação de património cultural e turístico, designadamente do património monumental.
Proximidade, pois.
PeSaDelo
Pluvicado pelo Plúvio
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quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
«a questão efectivamente do investimento que é um ponto absolutamente que nos devide de uma forma profunda, em que o engenheiro Sotas propõe investir
Comovi-me e voltei a comover com este minuto e oito a puxar ao sentimento e à consciência, sem sombra de ataque político, tanto mais que se está em vésperas de eleições, e - sempre, sempre - numa prosódia e numa gramaticalidade de elaborada filigrana:
Tudo aquilo que é ataque político em vésperas de eleições deixarei ao sentimento e ó consciência dos portugueses como é que devem resolver. São os portugueses que vão decedir se é importante pó país fazer a política ó levar a política de investimentos do engenheiro Sócrates a cabo, que vai arruinar o país, que o vai endividar ainda mais do que está, que é verdadeiramente um desastre pó futuro de Portugal e para os nossos filhos e os nossos netos, ó se os portugueses entendem que aquilo que deve ser feito é uma política a pensar no presente, a pensar na forma como devemos resolver o problema do nosso emprego, o problema do nosso endividamento e portanto pensar no presente e no futuro. É ós portugueses que vão decidir o que é que é importante; e este é um dos pontos, ainda bem que o mencionou, a questão efectivamente do investimento que é um ponto absolutamente que nos devide de uma forma profunda, em que o engenheiro Sotas propõe investir para empobrecer o país; eu proponho investir para fazer o país sair da crise profunda em que se encontra.
- Manuela Ferreira Leite, 12.Ago.2009
Como se pode querer em primeiro-ministro de Portugal uma criatura destas, que passa o tempo a dizer, sem uma ideia que lhe aflore, o que é importante pó país?
Bem sei que o forte desta pitonisa de pacotilha não é exactamente o discurso; é mais a virtude. Mas que hei-de eu fazer? São coisas que se me dão, mais fortes do que as minhas posses.
PeSaDelo
Ai, Manuela.
quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Sangria desatada no Diário de Notícias
Jamais conheceremos o motivo por que o 2.º jarro não traz Todo. No original vem Todo.
Churros & Água-pés
- Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, DN, 19.Ago.2009
Vai ter uma surpresa se ler a capa.
Pluvicado pelo Plúvio
terça-feira, 18 de Agosto de 2009
«a senhora não se recomenda para tomar conta do País.»
- João Miguel Tavares, DN, 18.Ago.2009
PeSaDelo
12 passos de 0 a 11 e outras peripécias das mãos
Já o acto n.º 8, que é o 9.º, se me afigura uma nostálgica evocação da pertinência do trema, ao contrário do 10.º acto, que é o n.º 9, em que o trema só atrapalharia.
«Apareceram nas casas de banho públicas cartazes da Direcção-Geral de Saúde indicando a forma correcta de lavar as mãos, em 12 passos e mais de 20 segundos*. Um facto destes merece explicação. Por que razão se faria coisa tão ridícula?
Não pode ser pela utilidade da informação. Primeiro porque quase ninguém tem paciência para ler até ao fim o longo articulado. Depois porque poucos dos que o fizerem tentarão executar o que lá se indica. Se se atreverem, não terão coragem de o repetir. Esse cartaz só tem influência em hipocondríacos que, de qualquer maneira, já tomavam precauções. Nos outros mortais apenas cria só o incómodo de saberem que vivem há tantos anos sem lavar bem as mãos. E assim continuarão...
[…] As gerações futuras vão rir-se da época que até tinha cartazes ensinando a lavar as mãos em 12 passos. Mas não compreenderão que a causa não é a nossa estupidez, mas o domínio sufocante da indústria da protecção.»
- João César das Neves, DN, 17.Ago.2009
Apesar da pestilência cavaquista que lhe asperge a biografia, o João César das Neves é um tipo que merece sempre leitura. Desta vez, não só concordo em abstracto com o que diz como me ri em concreto com grande parte da crónica.
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* 20 segundos, João César? Isso não é "Síndrome de Usain Bolt"?
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[...] o que João Gonçalves tentou
- Vasco M. Barreto, Expresso, 17.Ago.2009
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segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
A Carolina Patrocínio é assim uma coisa que Deus nos livre
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Cerca de, mais pintelho menos pintelho
- Luís Maneta, DN, 17.Ago.2009
Que haveria um profissional probo* de escrever se, de acordo com uma fonte idónea, a avioneta caiu às 12:16:47 e de acordo com outra, não menos idónea, se despenhou às 12:17:23?
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* Maneta, num jornalista, jamais será defeito; estrabismo, talvez.
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domingo, 16 de Agosto de 2009
«Isso é uma visão retrógada»
PeSaDelo
Pluvicado pelo Plúvio
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sexta-feira, 14 de Agosto de 2009
Gambozinos solertes
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* Há lá pior adversidade do que a de se opor contra?
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quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
O hábito salutar da leitura
Muitas vezes releio para ficar certo de que entendi.
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terça-feira, 11 de Agosto de 2009
«Nunca me movi por dinheiro.»
Honi soit qui mal y pense. Só mesmo gente mal-intencionada poderia dutvidar de que nada a não ser a educação do gosto dos portugueses tem animado o homem.
Já eu - sina de pobre, está visto - é por dinheiro que me movo a maior parte do tempo. Deus me perdoe.
Pluvicado pelo Plúvio
Vem aí a ALIPEIDE
De maneiras que enquanto, de tanto ler a Câncio, não comece eu próprio a sentir algum desconforto na heterossexualidade, vulgar de Lineu, de que não me gabo nem me queixo, o melhor é ir tratando de escriturar na conservatória a
ALIPEIDE - Associação pela Liberdade das Pessoas e dos Indivíduos Desorientados.
Mais difícil é, dado o ar do tempo, o capital social. Se Deus quiser, há-de arranjar-se.
** Sabemos que para os pais é difícil falar d@ seu filh@ homossexual
Desculpem lá, mas, com o devido respeito, não deveria ser "para as mães e para os pais ... d@ s@€&}£# filh@"?
"sozinhos" estariam melhor.
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«[...] "Votar nesta Manuela? É que nem pensar." [...]»
- João Miguel Tavares, DN, 11.Ago.2009
PeSaDelo
segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Como é que o Dr. Ricardo Costa
Como é possível anelar por que esta gentalha governe ou legisle? Enfim, é.
Ai, Manuela.
PeSaDelo
Acerca da autenticidade e das putas das vírgulas
Em prosa inesperadamente pífia, a Isabel Coutinho escreve hoje no Ípsilon/Público:
«[…]
Ao aproximarem-se do caixão para se despedir, algumas pessoas tocavam na madeira, outras rezavam, outras lamentavam não ter os óculos para ler o texto emoldurado em cima do caixão. Tinha por título Um Vazio no Tempo, não tinha data e foi escrito por Raul Solnado*.
Neste texto, o actor conta que durante uma visita à Expo de Lisboa descobriu uma pequena sala despojada, onde não existia qualquer sinal religioso, só meia dúzia de bancos corridos. Foi aí que, "quase como um espanto", sentiu uma sensação que nunca sentira antes: "Uma enorme vontade de rezar não sei a quê ou a quem." Fechou os olhos, apertou as mãos, entrelaçou os dedos e sentiu "uma emoção rara, um silêncio absoluto e tudo o que pensava só podia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me ia envolvendo no meu corpo amolecido". Mas quando os seus olhos se abriram, aquele seu Deus tinha desaparecido. "Aquela vírgula no tempo foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida, que me fez reencontrar, e que me deu a esperança de que num tempo que seja breve me volte a acontecer. Que esse Deus assim queira", escreveu Solnado e lia-se em cima do seu caixão.
"Testemunho indelével"
Já fora daquela sala, no pátio, o realizador António-Pedro Vasconcelos lembrou o amigo e o texto "extraordinário" que acabara de ler. Um texto sobre um momento de emoção, sobre um encontro com Deus. Um texto de um homem que tinha "a noção da sua infinitude"** e deixou um "testemunho indelével".
[…]»
«[...]
No texto, intitulado "Um vazio no tempo", o actor conta uma experiência tida no recinto da Expo98 em que, num espaço vazio, descobriu "o seu Deus".
No texto, intitulado "Um vazio no tempo", o actor conta uma experiência tida no recinto da Expo98 em que, num espaço vazio, descobriu "o seu Deus".
- Expresso
O 24 horas - a partir de hoje, com direcção do Nuno Azinheira, "o jornal das estrelas"; antes, na direcção do Pedro Tadeu, era "o jornal do cidadão"; mas deixemo-nos de merdas, que o que ele não passa é de um, entre outros, "jornal do Oliveira" -, vai um pouco mais longe:
«O último texto de Solnado - Alexandra Solnado descobriu um texto escrito pelo punho do pai* e ontem resolveu afixá-lo à porta do palácio onde se realizou o velório. Quem o leu emocionou-se. O documento foi depois afixado no caixão de Raul Solnado. Leia-o na íntegra. [...]»
O real documento em causa. [Blogue “Às vezes - fim de semana”]
* Temos assim, e sempre dito por jornalistas presume-se que competentes, sérios e exigentes,
- escrito por Raul Solnado
- atribuído ao actor [louve-se a prudência do Diário de Notícias e do Expresso]
- que o próprio redigiu
- escrito pelo punho [de Raul Solnado]
Parte II
«Momento de vida
Um dia um amigo contou-me…
Entrou num pequeno espaço despojado de coisas. Sentou-se nos raros bancos encontrados ao acaso. As paredes estavam nuas. Não existiam sons e havia poucas cores. Fechou os olhos e esteve. Apenas. Sentiu e sentiu-se, como se alguma coisa transcendente ao tempo e ao espaço o invadisse por um momento. Olhou-se e saiu. Correu para a beira do Tejo para dar um berro de gratidão e a alma sorrir para o Universo.
Nesse dia o meu amigo contou-me: “Aquela virgula no tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida, que me fez reencontrar, e me deu a esperança, que num tempo, que seja breve, me volte a acontecer.”»
- Blogue "Estes momentos", 13.Set.2006
«Momento de vida
Hoje sei saber bem porquê o meu corpo conduziu-me…
Entrei no meu carro, e sem que dar conta, vi-me numa estrada que não ia dar a minha casa. Seguia até ao seu fim. Não existiam sons e havia poucas cores. Fechei os olhos e ali estive. Apenas. Senti e senti-me, como se alguma coisa transcendente ao tempo e ao espaço me invadisse por um momento. Olhei o horizonte e caí em mim. Subi ao cimo do monte para dar um berro de gratidão e a minha alma sorriu para o Universo.
Agora que me lembro disso penso: “Aquela virgula no tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida, que me fez reencontrar, e me deu a esperança, que num tempo, que seja breve, me volte a acontecer…”»
- Blogue “Ice on fire 666”, 17.Mar.2007
«UM MINUTO DE SILÊNCIO
Aquela vírgula de tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. - Raul Solnado, Actor»
- Blogue "Ângulo recto", 15.Abr.2007
«Nas Sete Artes e mais uma
Aquela vírgula de tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. - Raul Solnado, Actor»
- Blogue "Estudar o silêncio", 25.Fev.2009
Ou seja
A Alexandra Solnado, que é tu-cá tu-lá com Deus, desperdiçou a oportunidade singular de um ainda mais comovente favor ao povo e ao arrebatamento do António-Pedro Vasconcelos: em vez de se ter posto a 'passar à máquina' e a fazer fotocópias do texto impresso, melhor teria procedido não digo em levar o original para o velório mas em ter fotocopiado o manuscrito que descobriu.
Assim, e para lá da fruição - uma coisa mais personalizada, mais íntima, sei lá - da letra do Solnado, sempre ficaríamos a saber se ele escreveu "no meu corpo amolecido" ou "no meu corpo adormecido" [como li hoje em reproduções provavelmente contrafeitas do papel posto junto do caixão], se escreveu "fez com que eu me reencontrasse" ou "que me fez reencontrar", mas sobretudo se escreveu "Aquela vírgula de tempo foi o mais belo minuto", "Aquela vírgula no tempo foi o mais belo minuto", "Aquela vírgula de tempo, foi o mais belo minuto" ou "Aquela vírgula no tempo, foi o mais belo minuto". E assim sucessivamente.
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Pluvicado pelo Plúvio
domingo, 9 de Agosto de 2009
Cansado da cidade e farto do blogue,
arranjou uma casa no campo e gado. Dedicou-se às pastagens.
Pluvicado pelo Plúvio
Do Código Civil,
Artigo 1796.º
(Estabelecimento da filiação)
1. Relativamente à mãe, a filiação resulta do facto do nascimento [...]
2. A paternidade presume-se em relação ao marido da mãe e, nos casos de filiação fora do casamento, estabelece-se pelo reconhecimento.
Artigo 1826.º
(Presunção de paternidade)
1. Presume-se que o filho nascido ou concebido na constância do matrimónio tem como pai o marido da mãe.
Artigo 1832.º
(Não indicação da paternidade do marido)
1. A mulher casada pode fazer a declaração do nascimento com a indicação de que o filho não é do marido.
Artigo 1834.º
(Dupla presunção de paternidade)
1. Se o filho nasceu depois de a mãe ter contraído novo casamento sem que o primeiro se achasse dissolvido ou dentro dos trezentos dias após a sua dissolução, presume-se que o pai é o segundo marido.
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* Como se eu não soubesse que, antes do mais, seria preciso mudar a lei. OK, OK.
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Leio o Público
[Provável tributo da RTP ao Raul Solnado que deliciou este tristonho país com rábulas de nonsense pioneiro.
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Uma leve repugnância
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sócArtes
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sábado, 8 de Agosto de 2009
«da estrutura gramatical e de construção da escrita "Portuguesa"»
Este direito de resposta diverte-me.
Veja aqui a "pergunta".
Pluvicado pelo Plúvio
sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
Houve um momento,
04:05:06, de 07.08.09.
E daí? Nada, apeteceu-me. Aliás, os leitores mais abelhudos e bem informados sabem que este poste é apócrifo.
Pluvicado pelo Plúvio
quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
«O amor é
um pássaro verde num campo azul no alto da madrugada» *.
- 24 horas, 05.Ago.2009
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* Da tetralogia É lindo!!!
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Última hora
E agora?
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terça-feira, 4 de Agosto de 2009
segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
As 4 mãos direitas de Alain Delon e de Manuel António Pina
* ... para não falar de M. Antoine Pine.
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domingo, 2 de Agosto de 2009
sábado, 1 de Agosto de 2009
Docência bem inoculada
Ana admite vaciná-los.
Maria de Lurdes não desiste de os seringar.
Gosto destas mulheres.
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A questão é que. [perífrase]
O Paulo Campos, governante e membro da Comissão Nacional do PS, telefonou à Joana - sem o Sócrates, o Vieira da Silva e o Vítor Batista saberem - a perguntar-lhe, perdão, a indagar se, caso ela estivesse disponível, encarava a possibilidade de poder participar com o Partido Socialista no próximo combate eleitoral, antes de ele, destacado e influente socialista, poder suscitar junto do partido a questão de uma possível candidatura da Joana nas listas dos deputados do Partido Socialista. [Uf!]
Pergunta A- Pode tomar-se isto, desse ponto de vista, por um convite do PS à Joana?
Pergunta B- E desse ponto de vista, poderia o senhor bispo Louçã afirmar, seguro da verdade, que Sócrates decidira convidar a Joana?
Resposta à pergunta A- Desse ponto de vista, pode.
Resposta à pergunta B- Desse ponto de vista, não.
Pergunta C- Então, o senhor bispo Louçã também é mentiroso?
Uma coisa eu sei: cada voto no PC ou no BE é um voto a menos no PS e cada voto no PSD ou no CDS é um voto a menos no PS e cada voto a menos no PS é um voto a menos no PS.
Por esses e outros factores
é que vou pôr cruz no PS,
não que eu morra de amores
pelos blógueres do SIMplex.
Enfim, tudo isto no pressuposto de que o país precise de governo.
Pluvicado pelo Plúvio
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A Dra. Joana Amaral Dias é um anjo;
1 Francisco Louçã, no Barreiro, 25.Jul.2009
Sócrates decidiu convidar uma activista do Bloco de Esquerda, Joana Amaral Dias, para número 2 da lista do PS em Coimbra. E ela recusou com muita honra pela qual a felicito. Acontece no entanto que o PS decidiu convidá-la depois para cargos de estado a troco de um eventual apoio, seja a chefiar um instituto público da área da saúde, seja num qualquer lugar do governo. Isso mostra-nos o desespero em que está o Partido Socialista. *
2 PS, toca a desmentir o bispo Louçã [25.Jul.2009]
3 João Tiago Silveira: O Dr. Francisco Louçã só pretende dizer mal do PS e portanto assumiu-se de uma vez por todas como a muleta da direita. [25.Jul.2009]
4 Sócrates, em Évora, 26.Jul.2009: … ontem disse que me parecia que deveria haver algum equívoco. Porque só há 3 pessoas no Partido Socialista que podiam convidar ...
5 Vieira da Silva desmente [26.Jul.2009]
6 Vítor Batista nega [26.Jul.2009]
7 Paulo Campos desmente mas admite [29.Jul.2009]
“Quero frisar ainda que não dei conhecimento destes contactos pessoais e privados à direcção do PS, ao secretário-geral ou à federação distrital do PS de Coimbra, nem estava mandatado por eles para formalizar qualquer convite”
8 Joana Amaral Dias às televisões [31.Jul.2009, início da noite]
Eu fiz uma questão, indaguei à Dra. Joana Amaral Dias. Aparentemente a Dra. Joana Amaral Dias compreendeu isto como um convite. Lamento que esta situação tenha sido criada mas o meu propósito foi indagar desta possibilidade. Segunda questão que eu acho que tem de ficar muito clara: em momento algum o Paulo Campos falou com a Dra. Joana Amaral Dias sobre qualquer outro cargo que não aquele para o qual o Paulo Campos se referiu que foi a possibilidade de se candidatar nas listas de deputados. E portanto, isso deixa-me indignado, deixa-me indignado que não seja desmentido esse facto porque em momento algum o Paulo Campos falou com a Dra. Joana Amaral Dias sobre esta matéria. E portanto, no resultado de tudo isto e perante, nos jornais, nos noticiários foram feitas acusações duríssimas [...] Eu apenas indaguei […]
** Esta é a parte em que a Dra. Joana Amaral Dias talvez devesse ter dito "Depois de algumas horas a pensar no assunto, telefonei ao Dr. Paulo Campos".
Pluvicado pelo Plúvio
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