A parte de John McCain, «um dos mais bonitos momentos da política.»
domingo, 30 de julho de 2017
sexta-feira, 28 de julho de 2017
De profundis
Não é todos os dias que morrem de uma assentada tantos presidentes de conselhos de administração*.
____________________________
Amorim*
Unanimidade, coisa horrível e, a maioria das vezes, enganosa.
O coro fúnebre piora tudo.
Para que não passe tão despercebida, aqui vai a carta de Manuel Luís Lomba, de Barcelos, publicada no Expresso de 22.Jul.2017 - "A propósito do descanso eterno para Américo Amorim".
Com que cara | Canavilhas
«Já viram a triste situação em que eu estaria se fosse líder do PSD e estivesse no concelho de Loures a apoiar um candidato que desonra qualquer partido democrático que o possa apresentar às eleições? Com que cara é que eu estava aqui a apoiar um candidato em Cascais com a mesma cara com que tinha tado ontem a apoiar um candidato como aquele candidato que têm em Loures?»
António Costa anatematizava a candidatura pelo PSD de um alienado do Benfica [como ele, AC, de resto] — demagogo e populista, como tantos — que na véspera, em entrevista a Sebastião Bugalho*, no i em papel e no Sol em linha, proferira umas quantas frases pertinentes e incómodas acerca de determinada etnia.
Com que cara, doutor António Costa?
Ora, com a mesma com que estava a animar a candidatura de uma tontinha por José Sócrates [à CMtv em 21.Fev.2015: «Acredito piamente na inocência de José Sócrates.»], a tal que sugeriu há um ano o despedimento da jornalista Clara Viana. **
Com que cara, doutor António Costa?
Ora, com a mesma com que apoia para Loures uma jeitosa e fraca Paixão. Espremida, ver-se-á quão medíocre é esta Sónia do PS.
- Grandessíssimo cigano me tem saído este secretário-geral do PS...
- Mas ó pai, ele não é monhé?
- Não, filha. Isso é racismo xenófobo.
Em Loures, já decidi: votarei na CDU. Sem hesitar; ninguém os bate nas arrumações.
A propósito de racismo:
Clara Ferreira Alves, sobranceira como sempre, preocupada- Eu devo dizer que o racismo está presente até no humor português. As anedotas que circulam desde a revolução, e já antes da revolução, são anedotas típicas de sociedades não pós-coloniais mas coloniais. Não há casamentos inter-raciais em Portugal…
Clara Ferreira Alves- … cada um sabe onde está o seu lugar.
Nada que não se resolva com o REPANUI – Regime da Paridade Núbil Interétnica, a propor, com carácter de emergência social, pelas BEatas.
Assim, o Governo deverá promover e assegurar a realização em território português de casamentos entre indivíduos em idade núbil aqui residentes, nas seguintes exactas quantidades mínimas em cada ano civil:
- cabo-verdianos com ciganos calé, cerca de 103;
- lusocaucasianos com ameríndios, cerca de 37;
- afrodescendentes pretos com chineses amarelos, cerca de 62;
- islamoárabes com judeus de qualquer proveniência, cerca de 211;
- louros nórdicos com toureiros bengalis, cerca de 96;
- indianos com algarvios, cerca de 23;
- esquimós com maoris, cerca de 8.
E assim sucessivamente, mantendo presente que amor é coisa que ocorre não por acaso uma única vez na Constituição da República Portuguesa: na alínea b) do n.º 1 do artigo 293.º.
A título absolutamente excepcional e transitório, admitem-se Casamentos de Santo António.
Henrique Raposo, "Loures" | Expresso, 22.Jul.2017
Quanto a Louçã — "Eu já tive namoradas de todas as cores" | Público, 26.Jul.2017 —, ele que zele por que em casa toda a gente respeite o ordenamento jurídico português e os preceitos consuetudinários locais. De resto, pergunto-me quantas voltas à chave dará o arcediago BEato na porta de entrada quando vai dormir e quando sai…
__________________________________________
** Gabriela Canavilhas — não falo da pianista — merece rodapé.
Falo da inefável e levitante socialista no seu desvelado afã em torno da língua portuguesa.
Defensora ultramontana do AO1990, ei-la, em 07.Fev.2017, Palácio de São Bento, na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, presidida por Edite Estrela, inenarrável e histórica videirinha do PS, na audição do Presidente da Academia das Ciências de Lisboa sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa:
A partir do minuto 01:30:57. Que bem fala, senhores! Como persuade a inteligência dos calhaus antiacordistas! Como nos hipnotiza de clarividência! A razão esvoaça!
Finalmente, pequenina amostra de como escreve Canavilhas.
Nunca deverá ter ouvido falar no vocativo nem faz ideia do uso da vírgula. Escapa-lhe redigir bem coisas como "Obrigada, Mário Soares", "Parabéns, António", "Um abraço, José Lello".
Do famigerado Acordo Ortográfico, de que é prosélita zonza, nem as regras elementares domina: ainda escreve «acção» e «retractação».
Não consegue escrever sem erro «distinto», «com certeza», «voo», «juízes».
Aprecie-se o chorrilho.
Até dói saber que esta senhora pôde ter sido ministra da Cultura [2005-2009, governo de José Sócrates].
Olhem-m' ela no Paradoxo...
José Sócrates, querubim na imundície
«[...] José Sócrates nega tudo. [...]»
Nada de novo.
Babai, capelas da socratolatria:
Mentira, infâmia, perseguição, cabala, injúria, esgoto, difamação maldosa, ignomínia!
Etiquetas
José Sócrates
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Descoincidências
Rabisquei "Quando tudo arde na minha terra" ao início da madrugada de hoje, 27.
António Louro, a personagem do texto, interviera duas vezes no "Expresso da meia-noite" de 30.Jun.2017, na SIC Notícias.
Apetecia-me ilustrar o lado pesporrente e fanfarrão da criatura — paraninfo da melhor filosofia e do melhor sistema, da galáxia e arredores, de prevenção e combate de fogos, como com fulgor acabamos de comprovar — face ao desastre que, nem um mês decorrido, haveria de lhe desabar à porta a foder-lhe a paisagem toda. Para tanto servi-me de coisas que ele dissera na segunda intervenção no programa, do minuto 29:30 ao 36:00.
Esta manhã, pequeno-almoço tomado, depararam-se-me no Observador o título e a extensa peça "O concelho-modelo no combate aos fogos ardeu. O que falhou?". Achei graça e deixou-me a pensar Rita Tavares, remetendo para a participação de António Louro, ter puxado, a abrir, pelo lado presciente e profético do autarca social-democrata de Mação. Para tanto serviu-se de coisas que ele dissera na primeira intervenção no programa, do minuto 07:45 ao 12:25.
Nada de surpreendente: o Plúvio segue uma agenda, o jornalismo do Observador segue outra. Francisco Seixas da Costa, que sabe muito e se move em meandros onde se sabe tudo, explicita-a muito bem no seu "Observemos, pois" de hoje. Afinal, parece que o Observador tremelica...
___________________________________
Não é por isto se chamar Chove que qualquer fogueira deixará de vicejar aqui. Nem, apesar da chuva, se desrecomenda protector solar.
Etiquetas
Fervor em manobras,
Fogo,
Francisco Seixas da Costa,
PSD
Desconcerto?
Desconcerta-me como Valupi, que escreve muito bem, persiste em etiquetar de «Exactissimamente» arengas de quem escreve tão mal. Neste caso, "O PSD e o candidato CM", de Pedro Marques Lopes, no DN de domingo, 23.Jul.2017:
«Tenho a certeza de que nenhum ex-líder do PSD hesitaria um segundo em retirar o apoio ao candidato André Ventura mal lesse uma das suas entrevistas. Mais, estou absolutamente seguro de que jamais o PSD de sempre chegaria a propor um candidato com as posições e a postura pública desse indivíduo e muito menos o teria como membro do seu Conselho Nacional. O PSD sempre foi um partido popular, nunca um partido populista.»
Pedro Marques Lopes não sabe do que fala. Saliva consoante a conveniência de quem circunstancialmente lhe paga ou, citando-o, o alberga.
Revela desconhecimento olímpico dos 43 anos que o PPD/PSD leva de existência, de líderes, membros do Conselho Nacional e de candidatos, designadamente autárquicos, populistas.
«As sementes do diabo que o CM tão afanosamente rega têm criado o clima ideal para o aparecimento de um protagonista que carregue as suas miseráveis e perigosas bandeiras. Não será André Ventura o tal protagonista, mas ele é sem dúvida o primeiro candidato Correio da Manhã. Era evidente que mais cedo ou mais tarde iria surgir um candidato Correio da Manhã, o que choca e preocupa é que seja o PSD a albergá-lo.»
Pedro Marques Lopes sabe muito pouco dos 38 anos do Correio da Manhã, que ventos e orientação ideológica por ali têm soprado, que virtude, competência e jornalismo óptimo também por ali há [sim, ali, no "esgoto a céu aberto", como gosta de lhe chamar Valupi]; Pedro Marques Lopes não sabe nada das candidaturas que, desde o aparecimento em 1979 com Vítor Direito, o Correio da Manhã tem explícita ou implicitamente patrocinado.
Pedro Marques Lopes deveria ler mais um bocadinho. E, se não fosse demais, aprender o básico da gramática portuguesa.
Etiquetas
André Ventura,
Pedro Marques Lopes,
PSD
Quando tudo arde na minha terra
«Para este programa convidámos António Louro ... vereador da protecção civil de Mação, um concelho que tem sido dado como exemplo, primeiro por ter sido, e de que forma, fustigado por grandes fogos florestais, mas que hoje tem aquele que é considerado um dos melhores sistemas de prevenção e de combate do país, para nos contar o que é que se faz em Mação que podia de alguma forma servir de exemplo, ou não, para o resto do país.»
Bem-apessoado e bem-falante, este peralvilho do PSD, vice-presidente do município de Mação, falou assim [minutos 29:30 > 36:00]:
«Mação percebeu em 2003 que o problema é paisagem e paisagem só se resolve com gestão, gestão com escala. Para termos escala em minifúndio temos que agregar propriedades.
...
Nós desenvolvemos uma ferramenta informática que monitoriza o desenvolvimento do fogo transformando aquela complexa situação num desenho simples ... Qualquer pessoa olha p'rà'quilo e percebe quais são as decisões a tomar.
...
Outra coisa que fizemos ... Capacidade de autoprotecção.
Depois fizemos uma série de faixas de baixa densidade ... Melhorámos os pontos de água de grande dimensão. Temos uma política de utilização das "bulldozers" de combate aos fogos que é praticamente pioneira.
...
Com a ajuda do MacFire nós conseguimos maximizar a sua eficiência.
...
Em Mação trabalhamos ao contrário.
...
A nossa ideia foi usar a comunidade humana ...Vamos resolver o vosso problema. Já chega, já ardeu três vezes!
...
Gerir paisagem e minifúndio, só agregando as pessoas.»
Problema resolvido. O resto é paisagem, ardida 27 dias depois [Mação, manhã de quinta-feira, 27.Jul.2017].
quarta-feira, 26 de julho de 2017
A imprecisão do que escrevo
Acerca do cerca de, António Bagão Félix vem explicar-me a diferença entre exactidão e precisão.
Obrigado, doutor.
Etiquetas
António Bagão Félix,
Gamártica,
Rigor
Miguel Esteves Cardoso
volta vez por outra [v esporou tramóia pimenta moída está] ao seu melhor.
______________________________
Miguel Esteves Cardoso fez ontem anos. Já 62, quem diria!?
Cá se vai aguentando, como todos, suspenso à direita do hífen.]
Etiquetas
Gamártica,
Miguel Esteves Cardoso
terça-feira, 25 de julho de 2017
Cerca de 882
«Nós temos neste momento cerca de 882 operacionais no terreno distribuídos pelas três frentes.*»
Autoridade Nacional de Protecção Civil
25.Jul.2017
Entontecem-nos de exactidão.
_________________________________
* Ou seja, cerca de 293 por frente; com maior rigor, aproximadamente 295. Uf!
PS
Falta resolver cerca de quantos mortos houve em Pedrógão Grande.
E não se pense que a empresária Isabel Monteiro é a única a contabilizá-los.
Não faltam por aí craques na matéria.
_________________________________
* Ou seja, cerca de 293 por frente; com maior rigor, aproximadamente 295. Uf!
PS
Falta resolver cerca de quantos mortos houve em Pedrógão Grande.
E não se pense que a empresária Isabel Monteiro é a única a contabilizá-los.
Não faltam por aí craques na matéria.
Etiquetas
Fogo,
Morte,
Patrícia Gaspar,
Rigor
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Gentis cavalheiros
A propósito daquilo no Expresso/E, em papel, de 15.Jul.2017, o doutor Pedro Afonso publica no Observador de hoje uma coisa intitulada "Os donos ideológicos disto tudo", que recebeu pelas 14h00 este comentário de Jay Pi.
Já Fernanda Câncio — «prefiro não perder tempo com fanáticos»* —, escreve isto no DN também de hoje.
_________________________________
* Belisquei-me todo e ainda não acredito em que a Câncio escreveu mesmo «fanáticos».
Já Fernanda Câncio — «prefiro não perder tempo com fanáticos»* —, escreve isto no DN também de hoje.
_________________________________
* Belisquei-me todo e ainda não acredito em que a Câncio escreveu mesmo «fanáticos».
Etiquetas
Fernanda Câncio,
Fervor em manobras
Anatomia
Recebi um e-mail indignado no algeroz:
«Cartilagíneo, o caralho!»
Caralho cartilagíneo?
Fui investigar.
Confirma-se: não é.
_________________________________
Nunca tinha recebido correspondência de pessoa tão importante.
domingo, 23 de julho de 2017
Como detectar um idiota
Idiota pode ser alguém que fala assim:
- Eu não tenho dúvida, nunca tive dúvidas
- Tenho a certeza absoluta
- Eu não tenho dúvida, nunca tive dúvidas
Etiquetas
Pedro Marques Lopes
Subscrever:
Mensagens (Atom)
