quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro

«Cristiano Ronaldo é um homem simples e que parece bem formado.»

«Ponho as mãos no fogo pelo carácter e pela idoneidade do senhor Cristiano, quer enquanto homem quer enquanto atleta. [...] Portanto, aqui fica o meu registo claro e inequívoco: ponho as mãos no fogo pelo seu carácter e pela sua idoniedade, quer enquanto atleta quer enquanto homem.»*

quer enquanto homem quer enquanto atleta
quer enquanto atleta quer enquanto homem

O que é «homem simples»? O que é «bem formado»?
O que é «carácter»? O que é «idoneidade»?
O que parece que não seja? O que é que não pareça?
Aguardam-se notícias do engenheiro Fernando Santos na unidade de queimados?
«quer ... quer ...» leva vírgula? 

E tu, Plúvio, quem és? Que fazes aqui? Que sabes?

Elevador encravado na subcave do discernimento?
Talvez.

Ia tão bem na idoneidade... Porque se espalhou na idoniedade? Deslumbramento?
Deixe lá, ó engenheiro, que não fica só. Aqui lhe trago a companhia de um gabado jornalista escritor.
«O Luís Pedro Nunes é dos jornalistas que eu conheço que melhor escreve.»
Daniel Oliveira — "Eixo do Mal", 04.Jun.2017 [minuto 49:20] — que, falasse ele bem, teria dito «que mais bem escrevem». 
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É quase sempre assim: só dou o verbete por próximo de pronto quatro dias depois, no mínimo; no máximo, nunca.
Livro de estilo

Gusón Benítez, investigador da reprodução do touro bravo por partenogénese e da cravagem de bandarilhas sem mãos


Deparou-se-me no Público de anteontem, 31.Jul.2017, a cara risonha de uma luso-palestina em que nunca antes reparara.
Julgo tratar-se da primeira página de opinião que Shahd Wadi assina no diário de Belmiro de Azevedo, de David Dinis (medíocre), do Bloco de Esquerda e do "fervor em manobras" em geral; de há muito a esta parte o melhor diário português, que compro e leio, sem falhas, desde o começo em 05.Mar.1990, e vai para 15 anos assino. Deus guarde e conserve, muito mais do que ao Amorim, o senhor engenheiro Belmiro.

"O que aconteceu em Jerusalém?" abre assim: «Milhares de palestinianos e palestinianas* encheram as ruas de Jerusalém na sexta-feira passada».
Cheirou-me logo a esturro, mas resisti até ao fim. Na única ocorrência do adjectivo «extremista» e na única ocorrência do adjectivo «terrorista» era a dois judeus que a doutora Shahd se referia. Só depois de saber o que entretanto apurei, percebi que lhe estaria geneticamente vedado escrever «assassínio de dois agentes de polícia» em vez do que escreveu, «morte de dois agentes de polícia».
Enfim, sinais mais do que bastantes para não me resignar à etiqueta sumária, neutra, com que o Público introduzia a articulista — «Investigadora em Assuntos Palestinianos e Feministas» — e ter de ir googlar a criatura.
É certo que o Público não mente mas poderia ter ajudado o leitor a entender melhor o que iria ler, e ao que vinha a autora, ainda por cima sendo a primeira vez, se a tivesse apresentado assim, mais coisa menos coisa: «Feminista e activista da causa palestina, candidata pelo Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu em 2014».
É que "investigadora das causas" não tem de, necessariamente, ser "praticante das causas". A maioria das vezes, aliás, não será.
Por outras palavras, os "fervorosos" do Público sabem muito e não andam a pé... 

A propósito e antes de que me esqueça, Gusón Benítez não é campino nem toureiro. Trata-se de um simples cientista.

Pesquisando sobre Shahd Wadi, dá-se com ela, entre variadas paragens mais ou menos recomendáveis ao asseio mental, aqui e aqui
Incluo-me nos que intuem insanável, desde o início e pelos milénios fora enquanto esta merda não estoira de vez, a desavença entre os netos e os terabisnetos de Abraão. 
Na parte genealógica que me toca nauseia-me o bedum mas a ter de ser por um lado serei, sem alternativa, por Israel. Já os palestinos são, como se sabe, malta meiguinha, inofensiva, civilizada, democrata e fixe, sempre por Alá. Mas também há por cá. No Público, por coincidência — coincidência com quê, Plúvio? — o mais aguerrido bastião antitourada entre os grandes órgãos da imprensa nacional, adoram-nos.
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* Se o ridículo matasse … 

Por exemplo, Isabel Moreira. 

Concedendo à irrequieta colunista da Visão que frases como 
«Sendo evidente que todas e todos queremos cuidados paliativos de qualidade e abrangentes», 
«o seu compromisso não é com os valores da Constituição laica que dá a cada uma e a cada um a possibilidade de fazer as mais íntimas escolhas pessoais»
ou 
«ignorando a autonomia de cada uma e de cada um para encher de sentido o conceito de "valor da nossa própria vida"», 
constituem padrão aceitável de redacção — t'arrenego! —, então tem de se admitir que a senhora deputada do PS, jurista, Mestre em Direito Constitucionalex-professora universitária, é uma deficiente a escrever.

Assim, onde na crónica em apreço  escreveu …,  deveria ter escrito … :

sessão legislativa sobre os direitos dos doentes em fim de vida / 
sessão legislativa sobre os direitos das doentes e dos doentes em fim de vida

Transcreve para um diploma todos os direitos dos doentes em fim de vida que já se encontra consagrados / 
Transcreve para um diploma todos os direitos das doentes e dos doentes em fim de vida que já se encontram consagrados 

única alternativa do doente / 
única alternativa da doente e do doente 

impor um único modelo de cidadão / 
impor um único modelo de cidadã e de cidadão 

os democratas-cristãos sabem por todos o que é melhor para todos / 
as democratas-cristãs e os democratas-cristãos sabem por todas e por todos o que é melhor para todas e para todos 

dom de Deus à imagem do qual fomos criados / 
dom de Deus à imagem do qual fomos criadas e criados 

argumentos que têm a humanidade de descerem à terra / 
argumentos que têm a humanidade de descer à terra 
Uf!


Por exemplo, Sandra Cunha, deputada BEata.
«Um Estado democrático tem de garantir a igualdade de direitos a todos e a todas»

«Mais de 67% das pessoas não revelam a sua orientação sexual** no trabalho» 
Oh admirável e BEndita precisão

Se o ridículo matasse
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** Como se qualquer "orientação sexual" não fosse, per se, uma desorientação...

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Nada

O Diário de Notícias de domingo, 30.Jul.2017, consagra a capa e 16 páginas da edição em papel à mais extensa e pomposa entrevista de sempre — vá lá, desde Mouzinho da Silveira — de um alto estadista português aos jornais.
- E, Plúvio, que retirastes vós dela?
- Nada.

Que mais, de resto, se poderia esperar de um jornalista banal à conversa com um presidente-arlequim, Cartilaginus rex, no seu reduto?

Aqui ficam, para preservação do vazio, as 17 páginas.

domingo, 30 de julho de 2017

João Taborda da Gama


A parte de John McCain, «um dos mais bonitos momentos da política.»

sexta-feira, 28 de julho de 2017

De profundis

Não é todos os dias que morrem de uma assentada tantos presidentes de conselhos de administração*.
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* Em Latim antigo, «CEO».
A garrafa vazia de Manuel Maria... 

Amorim*

Unanimidade, coisa horrível e, a maioria das vezes, enganosa.
O coro fúnebre piora tudo.

Para que não passe tão despercebida, aqui vai a carta de Manuel Luís Lomba, de Barcelos, publicada no Expresso de 22.Jul.2017 - "A propósito do descanso eterno para Américo Amorim".

Ética e mais-valias, etc.
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* Acrónimo de Américo Amorim.

Com que cara | Canavilhas

«Já viram a triste situação em que eu estaria se fosse líder do PSD e estivesse no concelho de Loures a apoiar um candidato que desonra qualquer partido democrático que o possa apresentar às eleições? Com que cara é que eu estava aqui a apoiar um candidato em Cascais com a mesma cara com que tinha tado ontem a apoiar um candidato como aquele candidato que têm em Loures?»

António Costa anatematizava a candidatura pelo PSD de um alienado do Benfica [como ele, AC, de resto] — demagogo e populista, como tantos — que na véspera, em entrevista a Sebastião Bugalho*, no i em papel e no Sol em linha, proferira umas quantas frases pertinentes e incómodas acerca de determinada etnia.

Com que cara, doutor António Costa?
Ora, com a mesma com que estava a animar a candidatura de uma tontinha por José Sócrates [à CMtv em 21.Fev.2015: «Acredito piamente na inocência de José Sócrates.»], a tal que sugeriu há um ano o despedimento da jornalista Clara Viana. **
Com que cara, doutor António Costa? 
Ora, com a mesma com que apoia para Loures uma jeitosa e fraca Paixão. Espremida, ver-se-á quão medíocre é esta Sónia do PS.

- Grandessíssimo cigano me tem saído este secretário-geral do PS...
- Mas ó pai, ele não é monhé?
- Não, filha. Isso é racismo xenófobo.

Em Loures, já decidi: votarei na CDU. Sem hesitar; ninguém os bate nas arrumações.

A propósito de racismo:
Clara Ferreira Alves, sobranceira como sempre, preocupada- Eu devo dizer que o racismo está presente até no humor português. As anedotas que circulam desde a revolução, e já antes da revolução, são anedotas típicas de sociedades não pós-coloniais mas coloniais. Não há casamentos inter-raciais em Portugal
Daniel Oliveira- Começa a haver, começa a haver.
Clara Ferreira Alves- … cada um sabe onde está o seu lugar.

Nada que não se resolva com o REPANUI – Regime da Paridade Núbil Interétnica, a propor, com carácter de emergência social, pelas BEatas.
Assim, o Governo deverá promover e assegurar a realização em território português de casamentos entre indivíduos em idade núbil aqui residentes, nas seguintes exactas quantidades mínimas em cada ano civil:
- cabo-verdianos com ciganos calé, cerca de 103;
- lusocaucasianos com ameríndios, cerca de 37;
- afrodescendentes pretos com chineses amarelos, cerca de 62;
- islamoárabes com judeus de qualquer proveniência, cerca de 211;
- louros nórdicos com toureiros bengalis, cerca de 96;
- indianos com algarvios, cerca de 23;
- esquimós com maoris, cerca de 8.
E assim sucessivamente, mantendo presente que amor é coisa que ocorre não por acaso uma única vez na Constituição da República Portuguesa: na alínea b) do n.º 1 do artigo 293.º.
A título absolutamente excepcional e transitório, admitem-se Casamentos de Santo António.

Henrique Raposo, "Loures" | Expresso, 22.Jul.2017

Quanto a Louçã — "Eu já tive namoradas de todas as cores" | Público, 26.Jul.2017  —, ele que zele por que em casa toda a gente respeite o ordenamento jurídico português e os preceitos consuetudinários locais. De resto, pergunto-me quantas voltas à chave dará o arcediago BEato na porta de entrada quando vai dormir e quando sai…
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** Gabriela Canavilhas — não falo da pianista — merece rodapé.
Falo da inefável e levitante socialista no seu desvelado afã em torno da língua portuguesa
Defensora ultramontana do AO1990, ei-la, em 07.Fev.2017, Palácio de São Bento, na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, presidida por Edite Estrela, inenarrável e histórica videirinha do PS, na audição do Presidente da Academia das Ciências de Lisboa sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa:
A partir do minuto 01:30:57. Que bem fala, senhores! Como persuade a inteligência dos calhaus antiacordistas! Como nos hipnotiza de clarividência! A razão esvoaça!   

Finalmente, pequenina amostra de como escreve Canavilhas.
Nunca deverá ter ouvido falar no vocativo nem faz ideia do uso da vírgula. Escapa-lhe redigir bem coisas como "Obrigada, Mário Soares", "Parabéns, António", "Um abraço, José Lello". 
Do famigerado Acordo Ortográfico, de que é prosélita zonza, nem as regras elementares domina: ainda escreve «acção» e «retractação».
Não consegue escrever sem erro «distinto», «com certeza», «voo», «juízes».
Aprecie-se o chorrilho
Até dói saber que esta senhora pôde ter sido ministra da Cultura [2005-2009, governo de José Sócrates].
Olhem-m' ela no Paradoxo...

José Sócrates, querubim na imundície

«[...] José Sócrates nega tudo. [...]»

Nada de novo.

Babai, capelas da socratolatria:
Mentira, infâmia, perseguição, cabala, injúria, esgoto, difamação maldosa, ignomínia!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Descoincidências

Rabisquei "Quando tudo arde na minha terra" ao início da madrugada de hoje, 27.
António Louro, a personagem do texto, interviera duas vezes no "Expresso da meia-noite" de 30.Jun.2017, na SIC Notícias.
Apetecia-me ilustrar o lado pesporrente e fanfarrão da criatura — paraninfo da melhor filosofia e do melhor sistema, da galáxia e arredores, de prevenção e combate de fogos, como com fulgor acabamos de comprovar —  face ao desastre que, nem um mês decorrido, haveria de lhe desabar à porta a foder-lhe a paisagem toda. Para tanto servi-me de coisas que ele dissera na segunda intervenção no programa, do minuto 29:30 ao 36:00.

Esta manhã, pequeno-almoço tomado, depararam-se-me no Observador o título e a extensa peça "O concelho-modelo no combate aos fogos ardeu. O que falhou?". Achei graça e deixou-me a pensar Rita Tavares, remetendo para a participação de António Louro, ter puxado, a abrir, pelo lado presciente e profético do autarca social-democrata de Mação. Para tanto serviu-se de coisas que ele dissera na primeira intervenção no programa, do minuto 07:45 ao 12:25.

Nada de surpreendente: o Plúvio segue uma agenda, o jornalismo do Observador segue outra. Francisco Seixas da Costa, que sabe muito e se move em meandros onde se sabe tudo, explicita-a muito bem no seu "Observemos, pois" de hoje. Afinal, parece que o Observador tremelica...
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Não é por isto se chamar Chove que qualquer fogueira deixará de vicejar aqui. Nem, apesar da chuva, se desrecomenda protector solar.

Enforcou-se

Perífrase da semana:
«Chester Bennington morreu por enforcamento auto-infligido»

Desconcerto?

Desconcerta-me como Valupi, que escreve muito bem, persiste em etiquetar de «Exactissimamente» arengas de quem escreve tão mal. Neste caso, "O PSD e o candidato CM", de Pedro Marques Lopes, no DN de domingo, 23.Jul.2017:
«Tenho a certeza de que nenhum ex-líder do PSD hesitaria um segundo em retirar o apoio ao candidato André Ventura mal lesse uma das suas entrevistas. Mais, estou absolutamente seguro de que jamais o PSD de sempre chegaria a propor um candidato com as posições e a postura pública desse indivíduo e muito menos o teria como membro do seu Conselho Nacional. O PSD sempre foi um partido popular, nunca um partido populista.»

Pedro Marques Lopes não sabe do que fala. Saliva consoante a conveniência de quem circunstancialmente lhe paga ou, citando-o, o alberga.
Revela desconhecimento olímpico dos 43 anos que o PPD/PSD leva de existência, de líderes, membros do Conselho Nacional e de candidatos, designadamente autárquicos, populistas.

«As sementes do diabo que o CM tão afanosamente rega têm criado o clima ideal para o aparecimento de um protagonista que carregue as suas miseráveis e perigosas bandeiras. Não será André Ventura o tal protagonista, mas ele é sem dúvida o primeiro candidato Correio da Manhã. Era evidente que mais cedo ou mais tarde iria surgir um candidato Correio da Manhã, o que choca e preocupa é que seja o PSD a albergá-lo.»

Pedro Marques Lopes sabe muito pouco dos 38 anos do Correio da Manhã, que ventos e orientação ideológica por ali têm soprado, que virtude, competência e jornalismo óptimo também por ali há [sim, ali, no "esgoto a céu aberto", como gosta de lhe chamar Valupi]; Pedro Marques Lopes não sabe nada das candidaturas que, desde o aparecimento em 1979 com Vítor Direito, o Correio da Manhã tem explícita ou implicitamente patrocinado.
Pedro Marques Lopes deveria ler mais um bocadinho. E, se não fosse demais, aprender o básico da gramática portuguesa.

Quando tudo arde na minha terra


«Para este programa convidámos António Louro ... vereador da protecção civil de Mação, um concelho que tem sido dado como exemplo, primeiro por ter sido, e de que forma, fustigado por grandes fogos florestais, mas que hoje tem aquele que é considerado um dos melhores sistemas de prevenção e de combate do país, para nos contar o que é que se faz em Mação que podia de alguma forma servir de exemplo, ou não, para o resto do país.» 

«Mação percebeu em 2003 que o problema é paisagem e paisagem só se resolve com gestão, gestão com escala. Para termos escala em minifúndio temos que agregar propriedades.
...
Nós desenvolvemos uma ferramenta informática que monitoriza o desenvolvimento do fogo transformando aquela complexa situação num desenho simples ... Qualquer pessoa olha p'rà'quilo e percebe quais são as decisões a tomar.
...
Outra coisa que fizemos ... Capacidade de autoprotecção.
Depois fizemos uma série de faixas de baixa densidade ... Melhorámos os pontos de água de grande dimensão. Temos uma política de utilização das "bulldozers" de combate aos fogos que é praticamente pioneira.
...
Com a ajuda do MacFire nós conseguimos maximizar a sua eficiência.
...
Em Mação trabalhamos ao contrário.
...
A nossa ideia foi usar a comunidade humana ...Vamos resolver o vosso problema. Já chega, já ardeu três vezes!
... 
Gerir paisagem e minifúndio, só agregando as pessoas.»

Problema resolvido. O resto é paisagem, ardida 27 dias depois [Mação, manhã de quinta-feira, 27.Jul.2017].

quarta-feira, 26 de julho de 2017

A imprecisão do que escrevo

Acerca do cerca de, António Bagão Félix vem explicar-me a diferença entre exactidão e precisão.

Obrigado, doutor.

Miguel Esteves Cardoso

volta vez por outra [v esporou tramóia pimenta moída está] ao seu melhor.
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Miguel Esteves Cardoso fez ontem anos. Já 62, quem diria!?
Cá se vai aguentando, como todos, suspenso à direita do hífen.]

terça-feira, 25 de julho de 2017

Cerca de 882

«Nós temos neste momento cerca de 882 operacionais no terreno distribuídos pelas três frentes.*»
Autoridade Nacional de Protecção Civil
25.Jul.2017

Entontecem-nos de exactidão.
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* Ou seja, cerca de 293 por frente; com maior rigor, aproximadamente 295. Uf!

PS
Falta resolver cerca de quantos mortos houve em Pedrógão Grande.
E não se pense que a  empresária Isabel Monteiro é a única a contabilizá-los.
Não faltam por aí craques na matéria.