domingo, 23 de janeiro de 2022

Da sua própria vaidade

Quando um narciso com a rutilância de José Sócrates, repare... repare... repare...,  acusa Carlos Alexandre de vaidade desmedida, como o acusou anteontem — conceda-se que CA é um tanto vaidoso —, os Himalaias inteiros tornam-se termo de comparação acanhado para confrontar a vaidade ultra-mega-supra-himalaica do filosofante engenheiro da Covilhã com a mal disfarçada vaidadezinha do simplório e respeitável juiz de Mação.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose

«À atenção da LUSA e demais órgãos de difusão.
Exmos. senhores,
Quantas outras oportunidades ides desperdiçar de introduzir no noticiário a doença mais comprida da nossa língua?

Cinzas em Tonga.

Bem sei que mal cabe num tuíte mas, vá lá, aproveitem.
Obrigado e cordiais cumprimentos.
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«Boa noite, caro Plúvio, ex-campeão ou que merda é.
Devo advertir sua Exa. de que se antes usou 'ides desperdiçar' deveria ter usado depois 'aproveitai'; se usou 'aproveitem' deveria ter usado antes 'vão desperdiçar'. 
Com os melhores cumprimentos,»
Etc. e coiso.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Li | Na *

Rui Tavares sabe-a toda.
É bom em quase tudo:

Química - Contra o lítio, pelo sódio.

Dança - Contra o precedente, pela afro-saliência.

"O estranho caso do Livre (e de Rui Tavares)"

RT parece possuído, desde a adolescência, por um projecto messiânico pessoal, enfatuado, de redenção da humanidade. Ouço por todo o lado, nesta campanha, Uma voz como a de Rui Tavares faz falta e merece estar  no parlamento.
Talvez faça. [Até eu, ingénuo, fui no engodo de, sem sucesso, o empurrar para Estrasburgo]. Mas então porque não se inscreve Rui Tavares no PS? Não é esse actualmente o redil político onde caberia e poderia exprimir sem risco de dissenso, e com proveito tribunício, o seu luminoso pensamento? Não seria muito mais simples, eficaz e barato? Acaso não se coligou ele recentemente com Medina?
Pois, o Livre é rasca mas o bicho é muito vaidoso. E a cagança fode tudo.
Como, com pertinência feliz, sugere Luís Aguiar-Conraria, Rui Tavares é uma metempsicose 2.0 de Carmelinda Pereira que só deixará de nos azucrinar com o seu ideário salvífico quando a lei natural do tempo lhe entorpecer a vivacidade do pio.
Enquanto isso, não lhe faltará colo de toda a comunicação social progressista que desjejua nas tascas de Campo de Ourique e arredores.   

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- Se for eleito(a), qual vai ser a sua primeira iniciativa legislativa?
Jorge Nuno Sá- Descongelar a carreira dos enfermeiros.
Maria Cidália Guerreiro- Revogar o Código do Trabalho fascista.
José Pinto-Coelho- Mudar a lei da nacionalidade.
Bruno Fialho- Decretar o fim da pandemia.
Amândio Madaleno- Salário mínimo de 1000 euros.
Renata Cambra- Prisão e confisco dos bens de quem roubou o país.
Poesia, pois,

E não se fala mais no assunto.
Viva Portugal!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

«Geração mais qualificada de sempre»

Já não há pachorra para o mantra da «geração mais qualificada de sempre» com que os feirantes do costume insistem em enfeitiçar o povoléu, como se de inaudita novidade se tratasse.
 
«As novas gerações, que são as gerações mais qualificadas de que o país alguma vez dispôs [...]»

Pelo amor da santa, doutor António Costa!
Am-lá-ver... Afinal, que há de novo ou de diferente em a geração dos jovens de hoje ser a mais qualificada de sempre? Então, as novas gerações do século XII, as novas gerações do século XVI, as novas gerações do século XIX, a geração de 1921, a geração de 1974, a geração de 2000, não eram no seu tempo, pela lei natural das coisas, igualmente as gerações mais qualificadas de sempre?
E ai de nós, andariam os planetas ao contrário — em sentido retrógado, diria a doutora Ana Gomes — se a nova geração de 2047 e a novíssima geração de 2088 não forem, cada qual na sua vez, as mais qualificadas de sempre.

Pelo amor da santa, poupem-nos a tanta demagogia!

Alekos fazia anos a 13 de Dezembro

 Deixou de fazer.

domingo, 16 de janeiro de 2022

... E nas questões lexicais?

ÚLTIMA  HORA

A doutora Ana Gomes diz «retrógado».

Manda-se prender?

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Ana Gomes não está sozinha no solecismo.
Luzida gente, como Rui Rangel ou a mulher do brinco, também retrogada.
Os três, AG, RG e CFA, formados em Direito por universidades portuguesas. Se calhar é disso.

sábado, 15 de janeiro de 2022

Nuvem negra

José Gouveia, presidente da Associação Nacional de Discotecas:
«temos sempre esta nuvem negra da incerteza a pairar sobre as nossas cabeças»

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Bom dia. O Pedro Marques Lopes é um indigente *

No tópico "Justiça" do confronto de ontem à noite com Rui Rio, António Costa, primeiro-ministro incumbente, disse:
«É entendimento em todas as instâncias internacionais, desde o Conselho da Europa à Comissão Europeia, todos, de que não controlar os órgãos de gestão da magistratura é fundamental garantia da sua independência para garantir a independência dos magistrados [...] A magistratura do Ministério Público é uma magistratura hierarquizada [...] O que não existe no Conselho Superior do Ministério Público é uma maioria de representantes do poder político. E porque é que é perigoso que exista? Porque a autonomia do Ministério Público é a melhor garantia que os cidadãos têm de que, se houver alguma suspeita sobre mim, sobre o doutor Rui Rio, sobre quem quer que seja, o Ministério Público usa de toda a sua autonomia, ninguém está acima da lei, é assim que os cidadãos podem ter a garantia de que a lei é igual para todos e também é assim que eu posso andar de cabeça levantada na rua porque os portugueses sabem que se eu não estou a ser investigado não é porque eu controlo a magistratura, é porque a magistratura independente não tem nenhum facto que leve à investigação.»
«O programa do PSD, se me permitem, é um programa muito perigoso, relativamente à justiça. E eu escolho bem a palavra quando digo 'perigoso'. Porque a maior garantia que nós podemos ter de que a justiça é igual para todos é a garantia de que a justiça não é sujeita ao controlo do poder político. [...] Dar força à Polícia Judiciária e respeitar a autonomia do Ministério Público são duas condições fundamentais para fortalecer o Estado de direito, designadamente no combate à corrupção.»

António Costa, factualmente correcto e bastante razoável, não sendo de excluir algum fariseísmo de oportunidade eleitoral — o povo vai gostar de me ouvir falar contra a corrupção... — com que atacou Rui Rio num dos seus desideratos governamentais mais arreigados e tenebrosos, com aroma a vindicta pessoal: a subjugação dos procuradores da República.   

Constituição da República Portuguesa
«[...]
Ministério Público - Funções e Estatuto
[...]
2. O Ministério Público goza de estatuto próprio e de autonomia, nos termos da lei.
[...]
4. Os agentes do Ministério Público são magistrados responsáveis, hierarquicamente subordinados, e não podem ser transferidos, suspensos, aposentados ou demitidos senão nos casos previstos na lei.
[...]»

Estatuto do Ministério Público
«[...]
Artigo 3.º - Autonomia
1 - O Ministério Público goza de autonomia em relação aos demais órgãos do poder central, regional e local, nos termos da presente lei.
2 - A autonomia do Ministério Público caracteriza-se pela sua vinculação a critérios de legalidade e objetividade e pela exclusiva sujeição dos magistrados do Ministério Público às diretivas, ordens e instruções previstas na presente lei.
[...]
Artigo 97.º - Estatuto
1 - Com respeito pelo princípio da autonomia do Ministério Público, os seus magistrados são responsáveis e hierarquicamente subordinados, nos termos da Constituição e do presente Estatuto.
2 - A responsabilidade consiste em responderem, nos termos da lei, pelo cumprimento dos seus deveres e pela observância das diretivas, ordens e instruções que receberem.
3 - A hierarquia é de natureza funcional e consiste na subordinação dos magistrados aos seus superiores hierárquicos, nos termos definidos no presente Estatuto, e na consequente obrigação de acatamento por aqueles das diretivas, ordens e instruções recebidas [...]
[...]»

Hora e meia depois, Pedro Marques Lopes — este fabuloso e ubíquo sujeito [11 páginas de biografia], sim, este escuteirinho sempre em boas companhias, Pedro Marques Lopes, um pândego mentiroso, como, fez agora um ano, aqui procurei provar ["Posaconazol...", ver parágrafo "Vamos a coisas doutra densidade"], que em todos os "25 de Abril", desde 1976, desce a Avenida da Liberdade — comentou o debate:
«Algo que me incomoda,
António Costa disse coisas muito graves em relação à justiça. Muito graves. Fez lembrar o Chega, aliás. Mentiu, ou enganou-se, vou dizer, enganou-se. Disse que o Ministério Público tinha uma estrutura hierarquizada. É falso. Tem que ler melhor a Constituição. Isso não é verdade. E depois pintou uma manta incrível sobre a maioria de políticos no Conselho Superior do Ministério Público. Aquilo é para enganar, porque há imensos conselhos superiores do Ministério Público por esta Europa fora, em democracias em que os designados pelo poder político estão em maioria. [...]
Isso é grave, porque a justiça é um tema muito importante para a nossa comunidade e um primeiro-ministro dizer este tipo de coisas e fazer um apelo demagogo e populista à questão da justiça, eu acho perigoso. Acho isto insustentável.»

Nada de surpreendente em Pedro Marques Lopes. Ainda assim, terá atingido ontem o limite da indigência. Na TSF, na Visão e sobretudo na SIC ainda acharão Pedro Marques Lopes um opinador respeitável? Insistindo em PML, Domingos Andrade, Mafalda Anjos e Ricardo Costa continuam a vender uma fraude aos seus clientes.
Quanto não tem valido a Pedro Marques Lopes o matrocínio de Fernanda Câncio e a protecção salvífica de Nuno Artur...

Pelo lastimoso e inacreditável comentário acima reproduzido, Pedro Marques Lopes nunca deverá ter aberto a Constituição, muito menos a legislação enquadradora da natureza e funcionamento do Ministério Público. Como tenho reiteradamente tentado mostrar, PML é um falante pesporrente que sabe pouco e não lê muito.  
Já o incómodo vem-lhe de longe. Um pouco ao acaso, ataques e ofensas descabeladas [sim, falo de couro cabeludo] de PML ao Ministério Público, a propósito de arcanjos de bondade e escrúpulo como José Sócrates, Ricardo Salgado, Joe Berardo, António Mexia, Manuel Pinho, Luís Filipe Vieira ou Rui Moreira:







quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Assalto ao Capitólio

«Continua uma azáfama normal ... Rui Rio,o presidente do PSD, será o primeiro a chegar aqui ao Capitólio, às oito e dois minutos da noite. Oito minutos depois, a partir das oito e dez, será António Costa, o primeiro ministro e o secretário-geral do PS* a chegar aqui ao cineteatro Capitólio.»

Os deuses sabem da minha panca pelo alcance cirúrgico do «cerca de» e pelo rigor das quantidades. Rigor que, depois da ensinança de Bagão Félix, deixei de confundir com a exactidão e, mais rigorosamente ainda, de baralhar com a precisão.

Entretanto, fico a meditar na epistemologia da «azáfama normal».
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* Ó Gonçalo, pá, falando assim fizeste crer aos senhores telespectadores que vão chegar ao Capitólio três pessoas: o Costa, o primeiro ministro e o secretário-geral do PS. Não te parecem socialistas a mais?...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

mente veloz

«claramente ... aparentemente ... claramente-precisamente ... manifestamente ... claramente ... obviamente ... claramente-obviamente ... obviamente ... sistematicamente ... manifestamente»

PDA, porventura o político no activo que mais advérbios de modo consegue injectar por minuto de salivação*; PDA, vistoso e gárrulo deputado, uma das vozes proeminentes, a par de Isabel Moreira e Pedro Nuno Santos, do flanco armado bloquista fracturante infiltrado** no PS que, entre outros gloriosos conseguimentos, perdeu em Setembro passado para o médico Ricardo Mexia, da coligação Novos Tempos de Carlos Moedas, o Lumiar, maior freguesia de Lisboa.

Com menos palavras e inteira honestidade, o que quis vir dizer foi que o Dr. Pedro Delgado Alves é claramente-obviamente-manifestamente um fala-barato, perdão, fala-baratamente.
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* João Cantiga Esteves pede-lhe meças, mas JCE, igualmente professor, não é político.

** Ena, ena, Plúvio, quatro adjectivos de rajada?!
E os outros é que salivam...

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Bem-vindos ao país cristino [10]

O primeiro-ministro voltou ao pro$tíbulo do sete-seis-um-duzentos-novecentos.
A três semanas das urnas tudo serve, nada de novo.
Lá que é um bocadinho degenerescente, é.

... Ah!, tava-me a esquecer ... tenho um grande beijo pra si dum grande admirador seu.

De quem houvera de ser? Do arlequim, pois.

Portugal está nisto.
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Lacerda é aquilo que é

António Lacerda Sales, socialista carreirista de Leiria, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde no XXII Governo, é um patusco que, como tenho anotado, pouco deve à cultura e menos deve à elegância do, digamos, dizer.

«[...]
juntar durante a manhã aquilo que são as crianças e durante a tarde aquilo que são os professores porque salvaguardamos aquilo que é a comunidade escolar.
[...]»

Num tempo e num país onde crescentemente se vão dignificando cães por quem pouco espanto haveria de vir de um governante a tratar crianças e professores por aquilo.
Mas a mim, confesso, não só ainda espanta como começo a ficar estarrecido.
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domingo, 9 de janeiro de 2022

António Costa e os sacramentos da Santa Madre Igreja

No frente-a-frente eleitoral com Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS, António Costa, secretário-geral do PS e primeiro-ministro incumbente, procurou enaltecer como grande passo em frente civilizacional o acolhimento na ordem jurídica portuguesa [Código Civil] do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Exprimiu-se assim:
«Fez ontem 12 anos que passou a ser possível que pessoas do mesmo sexo pudessem contrair o matrimónio.»

Alguém explique ao trapalhão que Matrimónio é um sacramento da Igreja e que o Código de Direito Canónico não aceita outro que não seja o matrimónio entre um homem e uma mulher.

Acho lamentável e decepcionante que um primeiro-ministro tripudie o credo de 81% do povo que governa, ignorando ou confundindo alarvemente elementos basilares do catolicismo.

Mas tratando-se de um «eminente jurista», é muito possível que o trapalhão seja eu.

O nosso vizinho de Arroios

Não me canso de admirar Yamandu Costa e de espicaçar a atenção para ele. Fi-lo, designadamente,
aqui ou

Pela música, pelo raro génio, pela graça, pela bondade e, não menos importante, pela não-cagança* ligada a isso.

«[...]
A gente passa muito rapidamente pela vida e mais ainda pelas vidas das pessoas. Às vezes uns segundos... Porque não deixar uma impressão agradável, boa e generosa no melhor sentido que isso possa ter?
[...]»
Micro-resenha biográfica e conversa por/com Henrique Mann

Pedem-lhe que crie conta na página?
OK, leia aqui.

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* Ia a dizer pela simplicidade — jamais pela humildade que é coisa bem diversa — , mas até simplicidade poderia suscitar compreensão equívoca do que quero dizer. Assim, na falta de melhor, não-cagança parece-me menos mal.

sábado, 8 de janeiro de 2022

Socorro!

«Eu sei que a extrema direita não gosta nada do Papa Francisco, mas o Papa Francisco tem uma frase muito sensata a que podemos estar atentos, que é que Não podemos ignorar que esta economia mata.»

«Vai-me perdoar que volte ao Papa Francisco ... o Papa Francisco dizia Se fosses um migrante e um refugiado e te travassem com arame farpado o que é que pensavas?»

Quando a timoneira de uma religião protocomunista estribada na Quarta Internacional — odeia a América, abomina Israel, odeia a União Europeia, abomina o Euro, odeia a NATO, abomina a Igreja Católica — cauciona dois itens do seu programa com palavras de Sua Santidade, o Chefe de Estado do Vaticano, uma de duas,
- desespero de náufraga;
- populismo vil e demagogia eleiçoeira.
Como a segunda explicação é reserva exclusiva do opositor que enfrentava, Catarina Martins só poderá ter recorrido a tais citações em aflição extrema.
Tudo indicia que não lhe faltam motivos.

Mal imagina o Papa Francisco como se tornou fofinho em Portugal, desde Mário Soares*, no eixo lisboeta cosmopolita ateu Lux Frágil-Fernanda Câncio-Inês Pedrosa-Pedro Marques Lopes-Chapitô-Campo de Ourique-Pedro Filipe Soares...
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* A propósito, Ó Amílcar, cumpriste hoje...?
O Sr. Almerindo vota PS, nunca se esquece...